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Desabastecimento de gás gera filas em distribuidora

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Qualquer forma era válida para garantir levar o gás de cozinha para casa por centenas de douradenses, na tarde de terça-feira (29).

A grande procura pelo produto foi gerada pelo desabastecimento do mesmo na cidade, já há alguns dias, por conta do bloqueio dos caminhoneiros em todo o país, sendo que alcançou mais de 30 pontos em MS. Houve grandes filas em duas distribuidoras no município.

Em um estabelecimento situado no bairro Izidro Pedroso, a espera para conseguir comprar o item a R$ 75 chegava até 1h30.  Funcionários do local acreditavam que o estoque se esgotaria ainda durante a tarde. 

Rodinei Cardoso Silva, 32, vendedor, ficou por esse período na fila e contou que o gás na casa dele havia acabado pela manhã. Para ele, a manifestação dos caminhoneiros não deve surtir melhorias em um geral para a população. 

“Todos temos de certa forma arcado com as consequências destes bloqueios, mas, acredito que se ocorrer reduções em valores nos itens que eles dependem, quem vai pagar de um jeito ou de outro é o cidadão, independente de profissão, pois, com certeza o valor vai para outro tipo de tributo ou imposto”, cita.

Ele conta ainda que mora em um bairro distante do ponto, mas, não teve outra escolha a não ser se deslocar cerca de 6 km para conseguir o produto, o qual notou um aumento de R$ 10 da sua compra mais recente. 

Em outro estabelecimento, situado na vila Cachoeirinha, o produto ainda era ‘abastecido’ e o método utilizado pela gestão foi a distribuição de senhas.

Com a senha número 50 em mãos, o empreendedor Luciano Teixeira, 37, afirmava que aguardaria no local e se possível levaria dois ou três produtos. Ele conta que a situação culminou no fechamento da lanchonete que ele administra no Campo Dourado por dois dias e cita ‘prejuízo’. 


“Nunca vi algo assim, faltar gás para podermos trabalhar. Eu e mais três funcionários parados, o trabalho e consequentemente o lucro não gira, é difícil. Vou esperar para levar o gás não quero sair da fila mesmo com a senha e ter o risco de ficar sem”, conta.


O empreendedor conta ainda que o atual cenário já havia impactado o estabelecimento há alguns dias, já que desde sábado o local que também entrega lanches, não contava com o serviço, pois motocicletas estavam sem combustível, o que será retomado hoje. 


O aposentado Severo Ribeiro, 63, conta que estava sem o item já há algum tempo e a família teve que ser “rápida” para não ficar sem se alimentar. 

“Tem cinco dias que adotamos um antigo fogão que vai lenha e estamos assim se virando. Somos em quatro em casa, todos procurando gás na cidade, mas, nada de encontrar e agora consegui garantir a minha senha aqui, o jeito é esperar”, apontou. 

 

 

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