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Prefeitura ignora medidas de adequação e Douradão pode deixar de receber jogos do Estadual

Foto - Arquivo/Gazeta MS

Dourados
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O campeonato sul-mato-grossense já começou e pelo visto o Estádio Fredis Saldivar, o Douradão, não deve receber os jogos tão cedo. O segundo maior campo de futebol de Mato Grosso do Sul possui adequações a serem efetivadas para emissão de laudo do Corpo de Bombeiros desde o ano passado.

Nesta manhã a reportagem conversou com o tenente Willian Douglas Oliveira, do 2° Grupamento do Corpo de Bombeiros de Dourados. Ele contou que desde o dia 15 de janeiro deste ano o Município foi notificado para realizar os ajustamentos exigidos pela corporação, caso houver interesse em ser palco para os clássicos que agitam as redes em MS.

Willian também contou que no ano passado a Funed (Fundação do Esporte de Dourados) foi alertada para a necessidade de cumprir as medidas em todo o estádio, porém, após negociações foi possível a liberação parcial do local. 

Apesar disso, o compromisso de dar continuidade no cumprimento das exigências se arrastou até agora e de acordo com o tenente, até o presente momento não há autorização para repetir a flexibilidade do período anterior.

“Um problema muito comum nessas situações de adequação é deixar sempre para a última hora. Acaba que não dá tempo para realizar as licitações e o cumprimento da medida fica inviável”, afirma o militar.

NA FUNED

O diretor-presidente interino da fundação, Upiran Gonçalves, também secretário de educação de Dourados, confirmou o descumprimento das exigências desde o ano passado e disse que está tomando conhecimento das justificativas para isso. 

“Eu assumi a Funed agora em dezembro então estou me situando ainda, porém, já estou programando uma reunião com o comando do Corpo de Bombeiros para tentar viabilizar a liberação parcial do estádio”, afirmou.

Segundo ele, os principais problemas pontuados pelos fiscais foram a falta de equipamentos de combate ao incêndio, como extintores e mangueiras, e também o armazenamento de veículos apreendidos pelas forças policiais, que antes estavam ocupando espaços ao entorno de delegacias em Dourados. 

 Questionado sobre a expectativa de prazo para o cumprimento das medidas, Upiran não pôde confirmar pelo fato de nem sequer haver licitações em andamentos para resolução dos problemas apontados.

“Não posso dizer se foi negligência ou falta de compromisso da diretoria anterior, o fato é que agora estamos impedidos de fazer isso da noite para o dia, mas vamos contatar com o Corpo de Bombeiros para tentar flexibilizar esse acesso aos jogos”, concluiu.

A reportagem buscou contato com o ex-diretor Jânio César Amaro. Ele afirma que não houve negligência e que compete à Funed apenas a solicitação das aberturas de licitação junto à secretaria de obras, que realiza o projeto, contrata as empresas necessárias e realiza as reformas.

 

 

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