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O Ministério Público Estadual, por intermédio da 10º, 16º e 17º Promotorias de Justiça de Dourados, expediu na terça-feira (24/3), recomendações em virtude da pandemia da COVID-19.

Desta vez, as ações são dirigidas às Secretarias Municipal e Estadual de Saúde. Os promotores sugerem a instalação de barreiras sanitárias no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira e no Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares, no que diz respeito aos transportes interestaduais.

A intenção é verificar as condições de saúde dos usuários, tais como aferição da temperatura corporal das pessoas vindas de regiões com casos confirmados da Covid-19, para fins de adoção das providências relativas à quarentena.

Os promotores  Etéocles Brito Mendonça Dias Junior, Luiz Gustavo Camacho Terçariol e Ricardo Rotunno explicaram que as barreiras sanitárias implementadas pelo Governo do Estado na segunda-feira, devem ser ampliadas para esses dois pontos em Dourados, evitando que pessoas consideradas suspeitas de portaremo vírus circulem normalmente pela cidade.

"Em caso de descumprimento das recomendações, o Ministério Público Estadual adotará as providências cabíveis na esfera judicial para a efetivação do recomendado, em defesa do direito constitucional da saúde do cidadão", diz material publicado pela assessoria de imprensa do órgão.

Conforme já informado pelo Dourados News, as três companhias aereas que operam no município suspenderam os seus voos comerciais na cidade pelo menos até o final de abril. 

Na rodoviária, não há restrição em relação à embarque e desembarque até o momento. 

O funcionamento de alguns setores de comércio e de prestação de serviços em Dourados está sendo ajustado de acordo com exigências decorrentes das medidas de prevenção ao coronavírus (Covid-19).

Em relação ao setor de hotelaria da cidade, a prefeitura publicou no Diário Oficial do Município desta terça-feira (24) determinações para a realização do atendimento ao cliente. 

Entre as novas orientações, está a obrigatoriedade de avisar o Comitê de Enfrentamento da Pandemia sobre a chegada de hóspedes que por ventura estavam recentemente em outros países. O aviso pode ser realizado junto a Secretaria de Saúde por meio do Disk Covid.

O decreto ressalta também que o serviço de hospedagem e o funcionamento de restaurantes, lanchonetes e cafés, no interior de hotéis, pousadas e similares, se limitará à entrega de alimentos e bebidas aos hóspedes, nos quartos. 

O objetivo é evitar ao máximo o contato atendentes e clientes, principalmente no comércio de alimentos.

OUTRAS MUDANÇAS 

O decreto Nº 2.485 publicado hoje (24) altera e amplia os dispositivos que constam no decreto nº 2.480 de sexta-feira (20) onde são listadas medidas para enfrentamento da situação de emergência decorrente da situação de emergência. 

Além das orientações relacionadas aos serviços dos hotéis e do funcionamento das feiras livres, a atividade dos comércios de produtos de limpeza, deverão dar preferência ao atendimento individual e ao sistema de delivery, adotando as medidas preventivas de higiene.

Os estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços diretamente relacionados à construção civil poderão funcionar com abertura parcial para atendimento individual e com sistema de delivery, também adotando medidas preventivas de higiene.

Atendendo determinação da Prefeitura de Dourados que proibiu o funcionamento de casas noturnas, pubs, tabacarias, boates, academias de ginástica, cinema, clubes e demais associações recreativas da cidade, a Guarda Municipal está fazendo rondas para que não tenha aglomeração de pessoas nestes locais.

Somente na noite deste sábado, dia 21 de março, equipes da GM fecharam mais de 30 estabelecimentos comerciais que funcionavam fora do horário estabelecido no decreto Nº 2.478, que manda paralisar os atendimentos por tempo indeterminado.

A Guarda Municipal está atuando firmemente em locais com aglomerações, dispersando pessoas que estejam nestas situações.

Segundo o comandante da GM, Machado, está sendo realizada a orientação às pessoas sobre os riscos de contaminação viral.

Maria Klara, a menina de 6 anos, que após ser picada por um escorpião no dia 24 de dezembro ficou em coma induzido e chegou a ter 80% de chance de morrer, segundo os médicos, voltou para a casa de familiares nesta quinta-feira (2), em Campo Grande. Ela se recuperou totalmente e não apresenta nenhum tipo de sequela.

Inicialmente, a menina vai permanecer alguns dias na casa de uma tia, por conta da localização da residência, mas depois vai para a casa dos seus pais. A única recomendação médica, após a alta, é que ela evite esforço.

A criança deu entrada no Hospital Regional de Campo Grande na véspera de Natal, após ser picada por um escorpião, da espécie Tityus Concluens. Até então não havia registros no país de casos graves provocados pela picada desta espécie.

Segundo Sandro Benites, médico do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox) do estado, a garota deu entrada no Regional com um quadro de edema agudo de pulmão e com as fibras do coração também sendo afetadas pelo veneno.

Após exames, os médicos constataram que a criança chegou a ter 80% de chances de morrer e que tinha apenas 30% das funções cardíacas atuando.

Ela apresentou melhora no dia de Natal, quando chegou a respirar sem aparelhos, mas voltou a ser entubada no dia seguinte, ainda com problemas nas funções cardíacas. Mas em razão do tratamento, o quadro de saúde evoluiu positivamente, desde então, possibilitando que ela ficasse com o pulmão 100% limpo e com a volta de todas as funcionalidades do coração, até que ela recebesse a alta nesta quinta-feira.

Alerta

O caso de Maria Klara chamou a atenção da comunidade médica do estado. A garota foi picada por um escorpião da espécie Tityus Concluens. Os especialistas buscam respostas para o que pode ter ocorrido, mas já se sabe que existem registros de morte pela picada desta espécie do animal em outros países da América do Sul.

De acordo com o médico do Civitox, o Brasil pode repetir a situação da Argentina, onde, há pouco tempo, a espécie não havia causado casos graves, mas hoje é a principal responsável por óbitos no país vizinho. Ainda segundo o responsável clínico do Civitox, as ocorrências com Tityus Concluens tem aumentado também no Paraguai e agora chegou a Mato Grosso do Sul.

Segundo a Secretaria de Saúde da capital, neste ano Campo Grande registrou 741 casos de picadas de escorpião, número 25% maior do que em 2018.

A Capital de Mato Grosso do Sul celebra 120 anos nesta segunda-feira (26.08), e o dia será propício para descanso do campo-grandense, ou passeio em família, pois a meteorologia prevê dia ensolarado com bastante calor.

A segunda começa com temperatura amena de 19°C, mas com tendência a ligeira elevação podendo chegar aos 35°C durante a tarde. A umidade relativa do ar, se mantém em 50% durante a madrugada e manhã, porém nas horas mais quentes do dia chega ao nível de alerta de 20%. A recomendação para aliviar o desconforto causado pela baixa umidade é ingerir bastante líquido: água, sucos naturais, ou até mesmo uma água de coco nos altos da Afonso Pena. 

Já a previsão geral para Mato Grosso do Sul, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é de céu claro a parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada à noite nas regiões oeste e sudoeste do Estado. Para as demais áreas, o tempo deve permanecer claro a parcialmente nublado, com baixa umidade e névoa seca. A mínima prevista é de 14°C na região sudoeste, porém nas horas mais quentes do dia, os termômetros chegam perto dos 40°C, especialmente na região pantaneira. 

Confira as máximas e as mínimas previstas para o início da semana, no mapa elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec). 

Os desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) acataram nesta terça-feira (20), por unanimidade, recurso da defesa para oficializar plano de recuperação judicial do grupo Bigolin. A empresa enfrentava uma crise financeira há três anos.

Em março deste ano, a o juiz da Vara de Falências, Recuperações, Insolvências e Cartas Precatórias Cíveis, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, decretou a falência do grupo, mas o desembargador Vilson Bertelli suspendeu a decisão no mesmo mês, ordenando a reabertura das lojas.

Ao Portal Correio do Estado, o advogado da Bigolin, Lucas Mochi, explicou que a empresa tem 15 anos para pagar R$ 29,6 milhões, após abatimento do valor total de R$ 59,6 milhões.

HISTÓRICO

Com um montante de R$ 54,7 milhões em dívidas, a Bigolin ingressou com pedido de recuperação judicial em março de 2016. Segundo nota divulgada pela rede na época, o processo de recuperação tinha como objetivo de ajudar a superar “a crise econômico-financeira da empresa, para garantir a manutenção da sua capacidade produtiva, dos empregos e dos interesses dos credores, promovendo a sua preservação, a sua função social e o estímulo à atividade econômica”.

Em decorrência da divergência de valores de débito e da inclusão de novos credores após a apresentação do plano de recuperação, a dívida aumentou para R$ 59,2 milhões, mas no mesmo ano o grupo conseguiu baixar o valor do débito para R$ 54,7 milhões, após revisar os valores com parte dos 754 credores (entre bancos, fornecedores e ex-funcionários da rede). A Bigolin também tentou angariar recursos por meio do leilão de seu antigo centro de distribuição, situado no anel rodoviário de Campo Grande e então avaliado em R$ 15,5 milhões, mas o certame não teve interessados.

Em sentença proferida neste mês, o juiz da Vara de Falências, Recuperações, Insolvências e Cartas Precatórias Cíveis, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, também autorizou o administrador judicial Pradebon & Cury Advogados Associados a lacrar os estabelecimentos comerciais e arrecadar os bens das empresas falidas que formam o grupo. 

Além da empresa Bigolin Materiais de Construção Ltda., também fazem parte da rede a Ângulo Materiais de Construção e Serviços Ltda., Casa Plena Materiais de Construção Ltda., D&D Comércio, Construção e Serviços Ltda. e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários Ltda.

A Bigolin nasceu no Rio Grande do Sul em 1955 e está em Mato Grosso do Sul desde 1982, contando com unidades espalhadas também por São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Até 2016, a rede mantinha seis lojas abertas no Estado, quatro delas na Capital. Duas delas, situadas no Shopping Norte Sul Plaza, em Campo Grande, e a outra em Ilha Solteira (SP), foram fechadas logo após a apresentação do pedido de recuperação judicial.

Ivan e Marlene tiveram mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por compra de votos - Foto: Reprodução/Facebook

Outras Cidades

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul marcou para a próxima segunda-feira (8) o julgamento da cassação do mandato da prefeita de Miranda, Marlene Bossay (MDB), e seu vice, Adailton Rojo Alves (PTB), sob a acusação de compra de votos. O filho da mandatária municipal, o vereador  Ivan Bossay (MDB), também é investigado no caso.

Marlene teve seu mandato cassado logo após as eleições de 2016 e, desde então, vem recorrendo da sentença. A conclusão do julgamento já fora adiada por seis vezes, sendo que por duas delas foi após pedidos de vista dos desembargadores.

Essa demora no julgamento da cassação tem causado estranheza em algumas lideranças políticas da região, especialmente pelas conversas que circulam na cidade. Os três acusados afirmam que mesmo se condenados não deixarão seus cargos. 

O caso veio à tona ainda nas eleições, quando outro filho da prefeita, então candidata, Alexandre Bossay, foi flagrado e preso em flagrante quando entregava cestas básicas em aldeia indígena. 

Na ocasião, a polícia interceptou vários tickets em postos de combustíveis que eram repassados a eleitores.

O filho da prefeita também é acusado de comprar votos de jovens por meio de depósito bancario.

Essa compra foi comprovada por meio de conversas em aplicativo de mensagens no celular entre o filho da prefeita e o jovem que recebeu o dinheiro. Bossay inclusive enviou foto do comprovante do depósito feito ao rapaz e frisou o nome da mãe e do irmão para serem votados.

Marlene foi condenada em dois processos distintos. Um proposto pelo Ministério Público e outro pela Coligação Unidos por Miranda, envolvendo os partidos PSL, PR, DEM, PRP, PSDB e PV.

No caso da coligação, o advogado Ary Raghiant destacou que a cassação é consequência da captação ilícita de sufrágio, ou seja, a popular compra de votos. “São dois processos sobre o caso do filho de Marlene. O Alexandre ter sido preso entregando cestas básicas na aldeia. Pela gravidade dos fatos, dificilmente, ela ficará no cargo, e deverá ter novas eleições em Miranda”, explicou.

Defesa vai recorrer da decisão na Justiça - Foto: Foto: Anderson Gallo/ Diário Corumbaense

Outras Cidades

Carlos Ruso (PSDB) teve o mandato de prefeito de Ladário, cidade distante 421 quilômetros de Campo Grande, cassado nesta segunda-feira. Ele foi preso no ano passado durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), que investigava o pagamentos mensais a vereadores em troca de apoio. 

Além do prefeito, foram presos na operação Mensalinho o secretário municipal de Educação, Helder Botelho, e sete vereadores. De acordo com o jornal Diário Corumbaense, na manhã de hoje, nove dos dez vereadores presentes na Câmara de Vereadores votaram pela cassação de Ruso. 

O relatório da Comissão Processante, que trabalhou por mais de três meses, foi favorável às denúncias feitas pelo MPE. A investigação apontou que o então prefeito, comandava  esquema para ter apoio político dos vereadores com pagamentos mensais de até R$ 3 mil a cada um dos acusados.

Conforme o presidente da Câmara, Daniel Benzi, o próximo passo é publicar o decreto que traz a decisão da comissão. “Independente do que ocorra na esfera judicial, ele não volta mais ao cargo”, explicou Daniel Benzi ao Diário Corumbaense. 

O relator da CPI, o vereador Gesiel Paiva Figueiredo, classificou o momento como difícil para a cidade. “Nada disso teria acontecido se as partes envolvidas não tivessem participado dessa situação. Porém, cabe a nós desempenhar esse papel de decidir. Analisamos e estudamos todos os fatos até chegarmos à cassação”, declarou.

Ao Diário Corumbaense, o advogado de defesa do prefeito cassado, Elton Nasser, afirmou que já tem medida judicial ajuizada e irá ingressar com outras providências.“No nosso entendimento houve cerceamento de defesa e houve inclusive incorreta adequação da norma ao caso concreto. Diante disso, vamos tomar medidas que o caso requer no sentido de salvaguardar os direitos do Carlos Ruso, na esfera eleitoral”.

 

Correio do Estado

A Pesada homenageou São Jorge - Foto: Gisele Ribeiro

Outras Cidades

Escola de Samba A Pesada é a campeã do Carnaval 2019 de Corumbá. A agremiação somou 179,6 pontos, ficando 1,2 ponto a frente da segunda colocada, que foi a Mocidade Independente da Nova Corumbá.  Na terceira colocação ficou a Estação Primeira, com 177,4 pontos.

As agremiações se apresentaram entre as noites de segunda (3) e terça (4) na Passarela do Samba, na Avenida General Rondon.

Com o enredo "São Jorge, o Santo Guerreiro da Fé”, A Pesada perdeu apenas quatro décimos dos quesitos avaliados pela comissão julgadora, que avalia ala das baianas, mestre sala e porta bandeiras, comissão de frente, alegoria, fantasia, enredo, harmonia e evolução, samba enredo e bateria.

A agremiação campeã foi a terceira a desfilar no segundo dia de desfiles e passou pela passarela do samba com 900 componentes. O objetivo do enredo era usar a expressão da religiosidade para  mostrar que o carnaval é uma manifestação cultural e não o culto a uma religião específica. O carnaval, cantou A Pesada, é simplesmente pura expressão cultural.

No ano passado, a Mocidade Independente de Nova Corumbá foi a campeã, enquanto A Pesada foi a segunda colocada, resultado que se inverteu neste ano. 

 

Correio do Estado

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