Dourados-MS,
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Neymar está de volta. Neste domingo, após um primeiro tempo sonolento, o astro do Paris Saint-Germain substituiu o volante Fernandinho no amistoso contra a Croácia e provou estar plenamente recuperado da contusão que o afastou dos gramados nos últimos três meses. Foi dele o primeiro gol da vitória por 2 a 0 em Anfield, casa do Liverpool. Roberto Firmino, atacante do time inglês, fechou o placar nos acréscimos.

O amistoso foi o penúltimo da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo da Rússia. No domingo que vem, em Viena, o time dirigido por Tite será testado diante da Áustria, que não estará no Mundial, mas derrotou a Alemanha por 2 a 1 no sábado. Já a Croácia ainda jogará contra Senegal na sexta-feira, diante do seu povo.

No grupo E da Copa do Mundo, o Brasil terá pela frente a Suíça (17/06), a Costa Rica (22/06) e a Sérvia (27/06). A Croácia está na chave D, pela qual enfrentará a Nigéria (16/06), a Argentina (21/06) e a Islândia (26/06).

Primeiro tempo sonolento
Com o volante Fernandinho como armador central, a Seleção Brasileira era pouco criativa diante de um time que não tinha interesse de propor o jogo, como ocorreu no último amistoso, contra a Alemanha. Mesmo com a postura comedida, a Croácia passou bastante tempo com a bola nos primeiros minutos.

O Brasil só foi finalizar pela primeira vez aos 22 minutos, quando Philippe Coutinho arriscou um chute de fora da área e mandou a bola por cima do gol. Tentando se sentir em casa no estádio do Liverpool, seu ex-clube, o meia procurou se encarregar de fazer o jogo da Seleção fluir, com mais uma conclusão torta na sequência.

As jogadas violentas, porém, ainda causavam maior preocupação do que os ataques das duas equipes. Thiago Silva, por exemplo, recebeu uma entrada dura no joelho e ficou um tempo considerável caído no gramado. Depois, levantou-se, fazendo com que o concorrente Marquinhos voltasse a se sentar no banco de reservas.

Nos minutos finais da primeira etapa, quem se soltou foi Willian, tentando triangular com Danilo e Paulinho na ponta direita e concluir cruzado. Ainda era muito pouco, contudo, para uma equipe que chegará à Copa do Mundo da Rússia credenciada como uma das favoritas à conquista do troféu.

Neymar volta e decide
Tite tinha uma solução óbvia para dar mais mobilidade à Seleção Brasileira no segundo tempo. Recuperado da cirurgia para corrigir uma fratura no quinto metatarso do pé direito, Neymar foi acionado e enfim voltou a jogar. Substituiu Fernandinho, que não conseguia render como um articulador ofensivo.

Bastaram 10 minutos para perceber que o Brasil era outro com a mudança, apresentando um futebol bem mais vistoso. Nesse período, Willian, Coutinho e Marcelo fizeram a defesa da Croácia trabalhar, e o técnico Zlatko Dalic resolveu entrar em ação. Trocou Corluka por Caleta-Car e, depois, Modric por Kovacic.

As alterações croatas foram a senha para Tite começar a fazer testes e a preservar jogadores da formação brasileira. Marcelo e Gabriel Jesus saíram para as entradas de Filipe Luís e Roberto Firmino, atacante do Liverpool, clube anfitrião do amistoso deste final de semana. Mais tarde, Marquinhos substituiu Miranda.

Apesar de bastante mexido, o Brasil conseguiu inaugurar o marcador. Aos 23 minutos, Willian enfiou a bola para Coutinho, que acionou Neymar do lado esquerdo da área. Já sem insegurança por ter se reabilitado há pouco tempo de contusão, o astro clareou entre três defensores e concluiu com força, para o travessão e a rede.

O Brasil passou a jogar mais tranquilo depois de construir a vantagem, com mais espaço e bastante velocidade pelos lados do campo. Nos minutos finais, Tite aproveitou para fazer outras duas alterações. Fred e Taison, ambos do Shakhtar Donetsk, assumiram os postos de Coutinho e Willian, desentrosando o ataque nacional.

Mesmo com a sua equipe já sem tanta organização tática, tal qual ocorria com a Croácia, o Brasil ampliou. Aos 47 minutos do segundo tempo, Roberto Firmino recebeu lançamento de Casemiro dentro da área, matou no peito e encobriu o goleiro Subasic para completar a festa diante de muitos torcedores do Liverpool.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 0 CROÁCIA

Local: Estádio Anfield Road, em Liverpool (Inglaterra)
Data: 3 de junho de 2018, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Assistentes: Stuart Burt e Simon Bennett (ambos da Inglaterra)
Cartões amarelos: Fernandinho (Brasil); Kramaric, Perisic, Rakitic (Croácia)
Gols: BRASIL: Neymar, aos 23, e Roberto Firmino, aos 47 minutos do segundo tempo

BRASIL: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda (Marquinhos) e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro, Paulinho, Willian (Taison), Fernandinho (Neymar) e Philippe Coutinho (Fred); Gabriel Jesus (Roberto Firmino)
Técnico: Tite

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko (Jedvaj), Corluka (Caleta-Car), Lovren e Vida; Rakitic (Bradaric), Badelj (Brozovic), Rebic (Pjaca), Modric (Kovacic) e Perisic; Kramaric
Técnico: Zlatko Dalic

 

Gazeta Esportiva

Na minha casa mando eu. Pela sétima vez na história, Palmeiras e São Paulo se enfrentaram no Allianz Parque e, pela sétima vez, o Verdão saiu vitorioso. Edu Dracena marcou contra no primeiro tempo, mas Willian garantiu a virada palestrina e Dudu fechou o placar.

Com a derrota no Allianz Parque, o São Paulo deixou escapar a chance de assumir a liderança provisória do Campeonato Brasileiro (o Flamengo só entra em campo neste domingo, contra o Corinthians, no Maracanã). Tricolor está a apenas um ponto do Rubro-Negro carioca, porém, com o complemento da rodada, pode acabar vendo seu principal concorrente desgarrar. Já o Alviverde subiu provisoriamente para a quinta colocação do Brasileirão.

Apesar de sair atrás no placar, o Alviverde entrou em campo já em vantagem, ao menos emocional. Se a equipe vinha de três partidas consecutivas jogando mal e sem vencer, a festa, pressão sobre o adversário e clima de decisão nas arquibancadas não refletia isso.

O apoio da torcida começou bem antes de a bola rolar no Allianz Parque. Fora da Arena, palmeirenses gritavam cantos de incentivo uma hora antes do jogo e, ainda no aquecimento dos atletas, os gritos nas arquibancadas ecoaram mesmo cobertos pelo enorme bandeirão. No entanto, o primeiro tempo foi um exemplo perfeito de como um gol pode abalar o psicológico de uma equipe e transformar (temporariamente) o clima em um estádio.

Até os 29 minutos da etapa inicial, o Choque-Rei era equilibrado, e mesmo com os times sem conseguir criar oportunidades de gol, a partida era boa. Enquanto a torcida vibrava a cada dividida ganha, a cada carrinho, Palmeiras e São Paulo espelhavam seus esquemas táticos em campo.

O Tricolor de Aguirre, ao contrário do comum para os visitantes no Allianz Parque, não ficou preso à defesa e conseguiu evitar a pressão impedindo que o Verdão mantivesse alto índice de posse de bola. Com 29 jogados, a equipe do Morumbi foi premiada com a lambança alviverde.

Hudson cobrou lateral para ninguém, quatro palmeirenses (Edu Dracena, Antônio Carlos, Moisés e Felipe Melo) não anteciparam o quique da bola e o experiente zagueiro recuou mal para Jailson, que saiu mal e, atrapalhado por Marcos Guilherme, permitiu que a bola passasse entre suas pernas. Uma jogada patética, que culminou em gol contra de Edu Dracena, que a favor, nunca marcou pelo Palestra.

Nervosos em campo, os palmeirenses passaram a reclamar a todo instante da arbitragem ruim de Rodolfo Toski Marques. A torcida, por sua vez, se dividia entre a irritação com o árbitro e com a própria equipe. O resultado foram gritos de “se o Palmeiras não ganhar, o pau vai quebrar” e vaias ao final do primeiro tempo.

Torcida volta a empurrar, Palmeiras reage e vira no segundo tempo

Como um casal que se ama, porém, a briga foi momentânea. Depois do intervalo, o volume voltou a subir no Allianz Parque e o Palmeiras passou a dominar completamente o jogo. Antes do primeiro minuto, já criou sua primeira chance de gol desde a partida contra o Sport – diante do Cruzeiro, não houve nenhuma.

Em ritmo de que o “Palmeiras é o time da virada”, a reação começou aos nove minutos, com gol de Willian. A vibração, porém, teve delay, já que a arbitragem confusa quase anulou o gol legítimo cogitando impedimento de Dudu, que, em posição irregular, não tocou na bola antes de ela entrar. Após dois minutos, o árbitro de linha de fundo avisou Rodolfo Toski, que confirmou o tento.

Na mesma jogada, Keno deixou o campo machucado e deu lugar a Hyoran. Não pela saída do atacante, mas pela entrada de um segundo meia, o Alviverde cresceu ainda mais no jogo. Assim, com 21 jogados, Willian, impedido, decretou a virada acertando belo chute no ângulo de dentro da área.

Três minutos depois, Hyoran recebeu lançamento de Moisés na direita, carregou até a entrada da área e cruzou para Dudu dar um peixinho e mandar para as redes. O tento foi para selar a paz de vez com a torcida, e o camisa 7 vibrou muito e correu em direção às arquibancadas para celebrar.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 X 1 SÃO PAULO

Local: Allianz Parque, em São Paulo
Data: 2 de junho de 2018, domingo
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR-Fifa)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR-Fifa) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Público: 32.841 torcedores
Renda: R$ 2.172.298,88

Cartões amarelos: Felipe Melo, Jailson, Antônio Carlos e Dudu (Palmeiras); Militão, Anderson Martins, Bruno Alves e Nenê (São Paulo)
GOLS: Marcos Guilherme, aos 29 minutos do 1ºT (São Paulo); Willian, aos nove minutos e aos 21 minutos do 2ºT , e Dudu, aos 24 minutos do 2ºT (Palmeiras)

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa (Victor Luis); Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés (Thiago Santos); Keno (Hyoran), Dudu e Willian
Técnico: Roger Machado

SÃO PAULO: Sidão; Militão, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo (Liziero); Jucile, Hudson (Petros) e Nenê; Marcos Guilherme (Paulo Bóia), Everton e Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

O Inter dominou o Sport, chegou a acertar a trave, mas não conseguiu o gol salvador (Foto: Ricardo Duarte/SCI)

Internacional e Sport se encontraram na tarde desse sábado para um confronto direto no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, e não saíram do 0 a 0. O confronto válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro marcou um embate entre duas equipes em boa fase e iguais na tabela de classificação. Com o empate, tudo seguiu como já estava.

O Colorado agora tem 15 pontos, na terceira colocação, enquanto o Leão é o quarto com os mesmos 15 pontos, mas com quatro gols de saldo a menos (0 a 4). Ambos ainda podem cair na tabela de classificação em função dos resultados que ainda vão se completar na rodada.

Como já era de se esperar, o Inter foi quem tomou a iniciativa do jogo. Vindo de três vitórias seguidas, os donos da casa amassaram os visitantes nos minutos iniciais. Mas, do outro lado tinha uma equipe também invicta há três rodadas, com resultados importantes em cima de Palmeiras e Atlético-MG.

Com o tempo, o ímpeto dos colorados foi caindo. Por isso, Odair Hellmann tratou de mexer na escalação na etapa final. O técnico apostou em Rossi, Nico López e Juan Alano. Mas, o máximo que o Inter conseguiu foi uma bola na trave com o atacante argentino, aos 34 minutos.

Os pernambucanos acusaram o cansaço da maratona e da viagem longa, pouco incomodaram Danilo Fernandes. Mesmo assim, se mantiveram seguros e arrancaram mais um empate preciso contra um gigante da Série A.

Na próxima rodada, o Colorado encara o São Paulo no Morumbi, terça, às 21h30, enquanto o Sport recebe o Atlético-PR no dia seguinte, às 21h, na Ilha do Retiro.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 0 X 0 SPORT

Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 2 de junho de 2018, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
Cartões amarelos: Rodrigo Dourado, Rodrigo Moledo, Patrick (INT); Sander, Magrão, Raul Prata (SPO)
Público: 31.327 total; 27.454 pagantes
Renda: R$ 822.680,00

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Zeca, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado (Juan Alano); Edenilson, William Pottker (Rossi), Patrick e Lucca (Nico López); Leandro Damião
Técnico: Odair Hellmann

SPORT: Magrão; Raul Prata, Durval, Ronaldo Alves e Sander; Deivid, Fellipe Bastos, Rogério (Neto Moura), Gabriel (Michel Bastos) e Marlone (Hygor); Rafael Marques
Técnico: Claudinei Oliveira

Vasco e Botafogo vão se reencontrar pela primeira vez depois da decisão do Campeonato Carioca. O duelo será neste sábado, às 19h(de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. No Estadual, o Glorioso deu a volta olímpica de forma heroica, ganhando no tempo normal com um gol isolado do zagueiro argentino Joel Carli, já nos acréscimos do segundo tempo e, depois, superando o Cruz-Maltino na disputa de pênaltis.

Dessa vez, porém, nenhum dos dois têm muitos motivos para comemorar. O Vasco até vem de um triunfo por 1 a 0 sobre o Paraná. Tem 11 pontos e está na parte intermediária na tabela de classificação. Porém, ainda paga o preço pela eliminação precoce na Copa Libertadores e por maus resultados, além de vivenciar uma crise política. O Glorioso, por sua vez, não ganha há três jogos, vem de derrota de 3 a 2 para o São Paulo fora de casa e, com nove pontos, flerta com a zona de rebaixamento.

Valentim terá problemas para escalar a equipe que irá a campo neste sábado (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

“Sabemos que precisamos voltar a somar pontos, pois não ganhamos há três jogos e ainda perdemos alguns pontos importantes como mandantes na competição. O jogo contra o Vasco será fora de casa e temos a chance de recuperarmos esses pontos”, disse Alberto Valentim, técnico do Botafogo.

O fator campo, porém, é justamente algo que o Vasco do técnico Zé Ricardo aposta para vencer.

“Temos uma ligeira vantagem por jogarmos em casa e temos que trabalhar para nos impor. Espero um jogo aberto pela necessidade de vitória dos times e pelo que já apresentaram até aqui”, disse Yago Pikachu, lateral-direito que vem jogando no meio e que fez o gol do triunfo sobre os paranistas.

A necessidade de vitória realmente deve tornar o jogo aberto.

“Um clássico é sempre uma oportunidade de nos recuperarmos e ganharmos moral. Portanto, vamos com o pensamento de ganhar o jogo. O Vasco pensa parecido e tenho certeza de que será uma partida muito disputada”, analisou o goleiro Jéfferon.

O Vasco segue muito desfalcado. O zagueiro Werley sofreu uma fratura no braço direito diante do Paraná e fica de fora. Em relação ao jogo passado Zé Ricardo ainda perdeu o lateral-esquerdo Henrique, suspenso por acúmulo de cartões amarelos, e o meia Moresche, que começou no banco e foi expulso. A lista de desfalques vascaínos tem ainda o goleiro Martín Silva, com a seleção uruguaia que se prepara para a Copa do Mundo da Rússia, o lateral-direito Rafael Galhardo, se recuperando de entorse no tornozelo direito, o zagueiro Breno, com dores no joelho direito, o volante Bruno Silva e os meias Thiago Galhardo e Kelvin, todos com lesão na coxa direita.

Com suspensão cumprida, Wágner volta a ficar à disposição no Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Em compensação, o treinador ganha o retorno do volante argentino Leandro Desábato e do meia Wágner, ambos que cumpriram suspensão diante dos paranistas. Afastados por indisciplina, o goleiro Gabriel Félix, o zagueiro Paulão e os volantes Wellington e Evander foram reintegrados e ficam à disposição.

“Estamos tento que reinventar o time a cada rodada por conta da perda de jogadores. É um problema comum no futebol brasileiro, mas que nos pegou um pouco mais cedo em termos de temporada. Isso se agrava porque o momento nosso é delicado”, analisou um preocupado Zé Ricardo.

O Botafogo também tem problemas. Alberto Valentim vai ser obrigado a mexer em seu meio-de-campo, pois Matheus Fernandes recebeu o terceiro cartão amarelo contra o São Paulo e cumpre suspensão. João Pedro, que sofreu uma convulsão e deixou o gramado desacordado na mesma partida, é outro desfalque, pois está sob observação médica. Jean e Gustavo Bochecha disputam a vaga de Matheus Fernandes, enquanto que Marcos Vinícius deve ganhar o lugar de João Pedro. Renatinho, recuperado de lesão na coxa direita, fica como opção no banco de reservas.

FICHA TÉCNICA
VASCO-RJ X BOTAFOGO-RJ

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 2 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 19h(de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP)

VASCO: Fernando Miguel, Luiz Gustavo, Frickson Erazo, Ricardo e Ramon; Leandro Desábato, Andrey, Wágner e Yago Pikachu; Andrés Ríos e Duvier Riascos
Técnico: Zé Ricardo

BOTAFOGO: Jéfferson, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés; Jean (Gustavo Bochecha), Rodrigo Lindoso, Luiz Fernando, Leonardo Valencia e Marcos Vinícius; Kieza
Técnico: Alberto Valentim

Depois de três jogos, o Botafogo voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Em partida disputada na noite deste sábado no estádio de São Januário, a equipe de General Severiano derrotou o Vascopor 2 a 1 e aumentou a crise do clube cruz-maltino.

Com a vitória, o Botafogo chegou aos 12 pontos ganhos e subiu para a décima posição. Já o Vasco segue com 11 pontos na 12ª colocação. Os gols foram marcados por Kieza e Igor Rabello para o time visitante, descontando Andrey para a equipe de São Januáio.

Na reedição da decisão estadual, Botafogo e Vasco fizeram um jogo movimentado, pois as duas equipes tinham muita necessidade de vitória. O Botafogo foi bem melhor no primeiro tempo e abriu dois gols de vantagem. O time dirigido por Zé Ricardo melhorou na etapa final, mas não teve precisão nas finalizações para chegar ao empate e acabou amargando mais um resultado decepcionante na temporada.

Na próxima rodada, o Vasco vai enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão; o Botafogo vai receber o Ceará, no Nilton Santos.

O jogo – Os dois times começaram a partida trocando passes de forma lenta, mas logo aos quatro minutos, no seu primeiro ataque, o Botafogo marcou. O volante Jean invadiu pela direita e cruzou forte, o goleiro Fernando Miguel deu rebote e Kieza, muito oportunista, apareceu livre para empurrar a bola para as redes cruz-maltinas.

Em desvantagem, o Vasco não teve outra alternativa e precisou partir para o ataque. Aos seis minutos, Wágner fez bom passe a Yago Pikachu que chutou vom muito perigo, mas a bola saiu.

O time de Zé Ricardo tentava chegar ao ataque com Pikachu e Waáner aberto pelas extremas e Giovanni Augusto tentando se juntar a Andrés Rios na frente.

Aos 11 minutos, o meia Marcos Vinicius sentiu lesão e precisou ser substituído. O jogador tinha voltado ao time na semana passada depois de passar muito tempo no departamento médico. Rodrigo Pimpão entrou em seu lugar.
O Vasco rodava a bola tentando abrir espaços na defesa adversária, mas foi o Botafogo que voltou a incomodar aos 16 minutos em cabeçada perigosa de Joel Carli.

O time dirigido por Zé Ricardo tocava bem a bola até chegar na intermediária do Botafogo, mas não conseguia ultrapassar a boa marcação da equipe visitante.

Só aos 27 minutos é que o Vasco apareceu na área. Giovanni Augusto caiu pedindo a marcação de pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir.

Aos 35 minutos, o Botafogo ampliou. Em falta do lado direito do ataque, Léo Valencia levantou na área e Igor Rabello subiu mais do que a zaga vascaína para cabecear sem chances para Fernando Miguel.

O Vasco tentou responder dois minutos depois com um chute cruzado de Yago Pikachu que Jefferson defendeu bem. Aos 45 minutos, a equipe cruz-maltina voltou a ameaçar em conclusão de Giovanni Augusto que bateu na rede, pelo lado de fora.

O Vasco voltou para o segundo tempo com Ramon no lugar de Fabrício que foi muito vaiado na etapa inicial. E o Vasco chegou na área botafoguense antes do primeiro minuto com cruzamento de Ramon que complicou a defesa de Jéfferson. Logo depois, Giovanni Augusto bateu rasteiro e o goleiro do Botafogo defendeu sem dificuldades. O time da casa seguia pressionando e, aos cinco minutos, foi a vez de Pikachu concluir e obrigar Jéfferson a desviar para escanteio.

Depois de muito pressionar, o Vasco marcou o primeiro gol aos sete minutos. Andrey recebeu na intermediária e arriscou o chute. Jéfferson tentou a defesa, mas a bola tinha endereço certo.

Animado com o gol e empurrado pela torcida, a equipe de São Januário passou a pressionar em busca do empate. O Botafogo só voltou a ameaçar aos 18 minutos, Valencia bateu falta, Carli desviou e Rodrigo Lindoso errou na conclusão, perdendo a chance de marcar o terceiro.

O Vasco teve grande chance de empatar aos 23 minutos. Pikachu, o mais criativo dos jogadores vascaínos, fez ótima jogada e deixou Andrés Rios em excelente condição para marcar, mas o argentino bateu por cima do travessão.
Zé Ricardo tentou dar mais força ofensiva ao seu time e trocou o meia Giovanni Augusto pelo atacante Riascos.
Aos 27 minutos, Riascos errou na saída de bola e Kieza foi lançado na área, mas o goleiro Fernando Miguel fez grande defesa, impedindo o terceiro gol do Botafogo.

O técnico do Vasco tirou o zagueiro Erazo e colocou o meia Lucas Santos para aumentar a pressão sobre o Botafogo que quase não conseguia sair da defesa. O time de General Severiano só voltou a aparecer no ataque aos 39 minutos, após falha da defesa cruz-maltina. Rodrigo Pimpão lançou Luiz Fernando que chutou e a bola bateu no rosto de Fernando Miguel que havia saído para fechar o ângulo.

FICHA TÉCNICA
VASCO-RJ 1 x 2 BOTAFOGO-RJ

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 2 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 19h00 (horário de Brasília)
Público: 8.592 pagantes
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP)
Cartão Amarelo: Luiz Gustavo, Wágner (Vasco);Rodrigo Pimpão, Jean, Marcinho, Rodrigo Lindoso (Botafogo)
Gols:
VASCO: Andrey, aos sete minutos do segundo tempo
BOTAFOGO: Kieza, aos quatro e Igor Rabello aos 35 minutos do primeiro tempo;

VASCO: Fernando Miguel, Luiz Gustavo, Erazo (Lucas Santos), Ricardo e Fabrício (Ramon); Desábato, Andrey, Giovanni Augusto (Riascos), Wágner e Yago Pikachu; Andrés Ríos
Técnico: Zé Ricardo

BOTAFOGO: Jéfferson, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés; Jean (Marcelo) , Rodrigo Lindoso, Léo Valencia e Marcos Vinícius (Rodrigo Pimpão); Aguirre (Luiz Fernando) e Kieza
Técnico: Alberto Valentim

Não faltam atrações para o clássico deste sábado entre Palmeiras e São Paulo, às 21h (de Brasília), no Allianz Parque. No Choque-Rei, o Verdão busca afastar a pressão pelos três jogos consecutivos sem vitória, enquanto o Tricolor tenta quebrar um tabu de nunca ter vencido na Arena e, de quebra, assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

Até o momento, os dois rivais já disputaram seis clássicos no novo Palestra Itália, sendo que o Alviverde venceu todos, tendo anotado 18 gols e sofrido apenas três. O momento de Palmeiras e São Paulo é bastante diferente e a sequência negativa dos mandantes poderia animar o Clube da Fé, mas o retrospecto recente é novamente favorável ao Maior Campeão do Brasil.

Felipe Melo está recuperado de lesão e à disposição de Roger Machado (Foto: Cesar Greco/SEP)

O Palmeiras vem de três partidas sem vitórias – empate contra América-MG (Copa do Brasil) e derrotas para Sport e Cruzeiro (Campeonato Brasileiro), mas nos dois últimos Choque-Reis, o clube também vinha de resultados ruins (uma vitória em cinco jogos e quatro sem vencer), mesmo assim, venceu nas duas ocasiões.

“A gente vem de duas derrotas, então temos que tirar forças, trabalhar mais ainda, para dar uma volta por cima. Não chegamos bem nos dois últimos clássicos também e vencemos, pode servir de exemplo. Vamos motivados como em todos os jogos, mas nesse um pouco mais, para reverter essa situação”, afirmou o zagueiro Antônio Carlos.

O Tricolor, porém, vem com tudo para quebrar o tabu. Vivendo o que para alguns pode ser considerado como o melhor momento da equipe nos últimos anos, o time de Diego Aguirre é o único invicto, vem de três triunfos seguidos e quer a liderança do Brasileirão. Para isso, além da vitória no Allianz, precisa torcer para que o Flamengo não vença o Corinthians no Maracanã.

Em relação ao time que venceu o Botafogo no Morumbi, Hudson e Militão, que cumpriram suspensão automática contra os cariocas, treinaram normalmente na quinta-feira e devem começar como titulares. Assim, Petros e Régis voltam ao banco de reservas do Tricolor contra o Verdão.

São Paulo mira o topo do Brasileirão (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Além disso, a partida deverá ser a última de Marcos Guilherme com a camisa são-paulina. O meia-atacante tem vínculo de empréstimo até junho e, para ainda poder defender o Atlético-PR na competição nacional, só poderá atuar em mais um confronto com o uniforme do Soberano.

O Maior Campeão do Brasil também terá retornos importantes. Felipe Melo, recuperado de uma inflamação no joelho, e Diogo Barbosa, suspenso contra o Cruzeiro, voltam ao time. Na lateral-direita, Marcos Rocha será baixa pelo terceiro cartão amarelo, e a vaga está entre Mayke e Jean, que pode até mesmo atuar no meio-campo na vaga do Pitbull.

Outra dúvida está na armação da equipe. Nos últimos três jogos, Hyoran entrou na vaga de Lucas Lima e Roger Machado já declarou que o jovem “está pedindo passagem” para assumir a titularidade do Verdão. O Choque-Rei pode ser uma oportunidade para tal.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS x SÃO PAULO 

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 02 de junho de 2018, sábado
Horário: 21h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

PALMEIRAS: Jailson; Mayke (Jean), Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Jean), Bruno Henrique e Lucas Lima (Hyoran); Dudu, Keno e Willian
Técnico: Roger Machado

SÃO PAULO: Sidão; Militão (Régis), Arboleda, Anderson Martins e Edimar (Reinaldo); Hudson (Petros) e Jucilei; Marcos Guilherme, Nenê e Everton; Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

O Internacional quer manter o embalo no Campeonato Brasileiro neste sábado, quando recebe o Sport, às 16h (de Brasília), pela nona rodada da competição, no estádio Beira-Rio. Jogando em casa e vindo de três vitórias consecutivas, a equipe comandada pelo técnico Odair Hellmann já figura na quinta colocação e começa a fazer planos mais audaciosos passado o momento turbulento na temporada.

Embora tenha adotado o mistério durante a semana, mantendo a rotina de treinos fechados, o treinador colorado deverá contar com o reforço de Leandro Damião e Iago, que tiveram de cumprir suspensão automática contra o Vitória por terem recebido o terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Corinthians por 2 a 1.

Autor de um pênalti desperdiçado no confronto com o Rubro-Negro baiano, Rossi deverá dar lugar a Leandro Damião no ataque, enquanto na lateral-esquerda Uendel cede a vaga para o garoto Iago. Já D’Alessandro segue fora e cumprirá seu último jogo de suspensão por conta das agressões a Lucas Paquetá, do Flamengo, e Luan, do Grêmio.

Por conta da sequência pesada de jogos até a pausa para a Copa do Mundo, o Internacional lida com o pouco tempo para se preparar para seus próximos compromissos. Antes do treino da manhã desta sexta-feira, o elenco colorado havia trabalhado somente uma vez, ainda na Bahia, onde participou de uma atividade regenerativa.

Pelo lado do Sport, o técnico Claudinei Oliveira terá de abrir mão de um dos destaques do último triunfo de sua equipe, contra o Atlético-MG, na Ilha do Retiro. Anselmo, autor do excelente passe para o primeiro gol rubro-negro, não poderá ir a campo contra o Inter por conta de uma cláusula de empréstimo que o impede de atuar ante o clube ao qual pertence.

Há outros atletas do Leão que também não poderão enfrentar o Internacional pela mesma situação de Anselmo, como os zagueiros Ernando e Léo Ortiz, o meia Andrigo e o lateral-direito Cláudio Winck, que de qualquer maneira não iria a campo por conta de uma lesão na coxa.

Desta forma, Raul Prata, que cumpriu suspensão na rodada passada, deve assumir o lugar de Cláudio Winck. Já o experiente Durval substitui Ernando. A indecisão ainda existe somente em relação ao meio-campo. Sem poder contar com Anselmo, o treinador do Sport terá de se decidir entre Neto Moura e Deivid.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL X SPORT

Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 2 de junho de 2018, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro:  Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)

INTERNACIONAL:  Danilo Fernandes; Zeca, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado; William, Edenilson, Patrick e Lucca; Leandro Damião
Técnico: Odair Hellmann

SPORT: Magrão; Raul Prata, Durval, Ronaldo Alves e Sander; Deivid, Fellipe Bastos, Rogério, Gabriel e Marlone; Rafael Marques
Técnico: Claudinei Oliveira

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