Dourados-MS,
Prefeitura1

Para encaminhar a vaga nas oitavas de final da Libertadores da América, o Santos enfrentará o Estudiantes-ARG nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela quarta rodada da fase de grupos da competição continental.

O Peixe lidera o Grupo 6 da Libertadores, com seis pontos. O Estudiantes é o vice-líder, com quatro. Se vencer, o alvinegro abre cinco pontos dos argentinos e fica bem perto de pelo menos ficar com a segunda vaga. O Real Garcilaso-PER tem quatro pontos. O Nacional-URU, dois.

Para derrotar o Estudiantes, o técnico Jair Ventura deve repetir a formação dos dois últimos jogos – vitória contra Ceará e derrota para o Bahia no Campeonato Brasileiro. Jean Mota será mais uma vez o armador da equipe.

Bruno Henrique, suspenso na Libertadores e com lesão muscular na coxa esquerda, é ausência confirmada. Gabigol, sem marcar há dois meses, seguirá como centroavante do time.

“Temos que igualar na vontade. Sabemos que argentinos e uruguaios são raçudos. A nossa qualidade sobressai, porém se igualarmos na vontade, temos grande chances de sair com a vitória em casa. Tive a oportunidade de jogar ano passado na Vila. É diferente o clima. É emocionante aquele corredor de fogo. O adversário sente bastante. A Vila é a nossa casa e a pressão é maior. Desfavorece muito o adversário”, disse Jean, nesta segunda-feira.

Estudiantes treinou no CT do Corinthians nesta segunda-feira (Divulgação)

Depois de perder em casa para o Peixe, o Estudiantes vem ao Brasil para recuperar os pontos perdidos e ainda brigar pela classificação. O zagueiro Fabián Noguera, emprestado pelo alvinegro, será desfalque, assim como o atacante Mariano Pavone.

O time de La Plata, diferentemente do Santos em Salvador, poupou a maioria dos titulares na última sexta-feira, em revés por 1 a 0 para o Belgrano, em casa. Os argentinos vêm de três derrotas nos últimos quatro jogos no Campeonato Argentino.

FICHA TÉCNICA
SANTOS x Estudiantes

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 24 de abril de 2018
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Assistentes: Dario Gaona e Rodney Aquino (PAR)

SANTOS: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol
Técnico: Jair Ventura

ESTUDIANTES: Andújar, Sánchez, Desábato, Schunke e Campi; Braña, Zuqui (Gíménez), Rodríguez e Lattanzio; Melano e Otero
Técnico: Lucas Bernardi

 

 

Gazeta Esportiva

 

Com a liderança do Grupo 8 da Copa Libertadores em jogo, o Palmeiras enfrenta o Boca Juniors às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, em La Bombonera. A partida deve marcar o reencontro do brasileiro Felipe Melo com o uruguaio Nahitan Nandez, rival na briga campal contra o Peñarol, em 2017.

Na fase de grupos da edição do ano passado do torneio continental, o Palmeiras ganhou do Peñarol por 3 a 2. A confusão entre atletas dois clubes, iniciada assim que a partida disputada em Montevidéu terminou, teve Melo e Nandez como alguns dos protagonistas.

Enquanto o brasileiro segue como jogador do Palmeiras, o uruguaio foi contratado pelo Boca Juniors. Em função do gancho aplicado pela Conmebol pela briga em Montevidéu, Nandez poderá estrear pelo time argentino na Copa Libertadores apenas nesta quarta-feira.

Escalado desde o começo pelo Boca Juniors na última rodada do torneio nacional argentino, o uruguaio deve ser mantido como titular pelo técnico Guillermo Barros Schelotto diante do Palmeiras. Felipe Melo também é cotado para o 11 inicial de Roger Machado.

No último domingo, em La Bombonera, o Boca Juniors ganhou do Newell’s Old Boys por 3 a 1 e se aproximou do título do torneio local. A três rodadas do final do campeonato, o time defendido por Nandez tem 53 pontos ganhos, seis a mais que o Godoy Cruz.

O jogo que deve marcar o reencontro entre Felipe Melo e Nahitan Nandez vale a primeira colocação do Grupo 8 da Copa Libertadores. Com sete pontos ganhos, apenas dois a mais que o Boca Juniors, o Palmeiras figura na ponta. Junior Barranquilla (3) e Alianza Lima (1) completam a chave.

O atual campeão brasileiro está em alta na edição de 2018 do torneio. Após estrear com vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, o Corinthians fez o seu primeiro jogo como visitante na manhã deste domingo e somou mais três pontos. Goleou o Paraná por 4 a 0 na Vila Capanema, com gols de Rodriguinho e Sidcley no primeiro tempo e Clayson e Gabriel no segundo.

O resultado deixou o Corinthians no topo da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, com 6 pontos, aguardando o complemento da rodada. O Paraná, que havia sido derrotado por 1 a 0 pelo São Paulo na esteia, ainda não pontuou.

Vindo de um triunfo fora de casa também na Copa Libertadores da América, sobre o Independiente, o Corinthians terá outra competição com que se preocupar neste meio de semana. Enfrentará o Vitória na quarta-feira à noite, no Barradão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Pelo Brasileiro, o próximo adversário corintiano será o Atlético-MG, no domingo, que vem, no Independência. No mesmo dia, o Paraná voltará à Vila Capanema para tentar se reabilitar diante do Sport.

O jogo – A torcida do Paraná fez uma bela festa para o primeiro jogo como mandante no retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. O time que enfrentaria o atual campeão foi recepcionado no gramado do seu estádio com fumaça tricolor, foguetório, bandeiras de mastro e muita cantoria.

Entusiasmado pela Vila Capanema lotada, o Paraná tomou a iniciativa de atacar o Corinthians. A equipe de Rogério Micale se movimentava bastante no setor ofensivo e, com uma rápida troca de passes, envolvia os visitantes, que tinham dificuldades para transpor o meio-campo.

As primeiras chances de gol do Paraná não demoraram a aparecer. Aos nove minutos, Jhonny Lucas avançou pela intermediária e arriscou o chute colocado. A bola passou perto da meta. Aos 15, Raphael Alemão fez ainda mais bonito ao aplicar um chapéu em Balbuena dentro da área e finalizar sem deixar a bola cair. Cássio defendeu.

Ao melhor estilo do time campeão brasileiro em 2017, o Corinthians soube sofrer. Sem perder a paciência com o ímpeto dos donos da casa, o time de Fábio Carille ocupou o campo de ataque aos poucos, principalmente pela esquerda, onde estava Mateus Vital, e marcou dois gols em sequência.

O primeiro saiu aos 24 minutos. Vital percebeu a passagem de Sidcley pela esquerda da área e enfiou a bola. O lateral esquerdo girou o corpo e bateu cruzado. Livre na pequena área, Rodriguinho voltou a preencher com maestria o espaço que seria de um centroavante e empurrou para dentro.

Dois minutos mais tarde, Sidcley resolveu tudo sozinho. O jogador emprestado pelo Atlético-PR, rival do Paraná, recebeu a bola na lateral esquerda, passou no meio de dois marcadores, invadiu a área em velocidade e concluiu na saída do goleiro Richard para calar momentaneamente o público paranista.

O Paraná acusou o golpe. Abatido, o time da casa começou a aceitar a troca de passes defensiva do Corinthians, que valorizava a posse de bola e só acelerava o jogo vez ou outra – como quando Rodriguinho foi lançado nas costas da defesa por Jadson, já aos 40 minutos, e bateu por cima do gol.

Para piorar a situação do Paraná, Micale foi obrigado a gastar uma alteração no intervalo, por lesão do goleiro Richard, substituído por Luis Carlos. No Corinthians, com Carille satisfeito com a evolução dos seus atletas na etapa inicial, a ordem era não alimentar qualquer chance de reação do adversário.

Como o Corinthians estava sendo bem-sucedido em sua estratégia, Micale mexeu novamente no Paraná aos 15 minutos. Matheus Pereira, meia revelado pelo clube paulista, entrou na vaga de Wesley Dias. Logo em seguida, Raphael Alemão levou perigo com um chute forte de longa distância. A bola desviou em Sidcley e acertou o lado externo da rede.

Carille respondeu com a troca do desgastado Jadson por Sidcley, ao mesmo tempo em que Micale apostou a sua última ficha em Vitor Feijão, substituto de Raphael Alemão. O que permanecia inalterado era o panorama da partida – o Paraná tinha mais disposição para atacar, mas não criava boas oportunidades para descontar.

O Corinthians parecia até displicente ofensivamente. Clayson, por exemplo, protagonizou um lance bizarro ao cair na cobrança de um escanteio e jogar a bola para tiro de meta. Aos 34 minutos, porém, ele se redimiu. Fagner cruzou da direita, e o atacante escorou. A bola bateu na trave e entrou.

O Paraná se entregou de vez a partir de então. Tranquilo, o Corinthians ainda conseguiu transformar a vitória em goleada aos 40 minutos. Já com Marquinhos Gabriel no posto de Romero, Clayson pedalou do lado esquerdo da área e rolou a bola para trás. Gabriel dominou e chutou no canto para acertar a rede, fazendo a torcida da casa, antes em festa, protestar contra a diretoria.

FICHA TÉCNICA
PARANÁ 0 X 4 CORINTHIANS

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 22 de abril de 2018, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE)
Cartões amarelos: Jhonny Lucas (Paraná); Romero (Corinthians)
Gols: CORINTHIANS: Rodriguinho, aos 24, e Sidcley, aos 26 minutos do primeiro tempo; Clayson, aos 34, e Gabriel, aos 40 minutos do segundo tempo

PARANÁ: Richard (Luis Carlos); Alemão, Jesiel, Rayan e Mansur; Jhonny Lucas, Wesley Dias (Matheus Pereira), Raphael Alemão (Vitor Feijão), Caio Henrique e Silvinho; Carlos
Técnico: Rogério Micale

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel, Renê Júnior, Romero (Marquinhos Gabriel), Jadson (Clayson), Rodriguinho e Mateus Vital (Pedrinho)
Técnico: Fábio Carille

O Santos conseguiu suportar uma forte pressão do Bahia no primeiro tempo, quando Vanderlei e a trave salvaram o time da Baixada Santista, mas acabou pagando caro por não aproveitar as chances claras em contra-ataques na etapa final do confronto com o Bahia na noite desse sábado. No último lance da partida, aos 49 minutos, a defesa santista se perdeu em cobrança de escanteio e Junior Brumado garantiu a vitória do tricolor por 1 a 0 na Fonte Nova, em Salvador, onde os santistas não sabem o que é triunfar desde 2003.

O resultado interrompe a série de três vitórias seguidas da equipe de Jair Ventura e impede que o Alvinegro Praiano alcance a liderança provisória do Campeonato Brasileiro após duas rodadas. Por enquanto, o Peixe fica na quinta posição, com três pontos. O Bahia se recupera da derrota na estreia, mas ocupa a nona posição neste momento.

A partida também marcou o retorno de Bruno Henrique aos gramados. O atacante se lesionou em janeiro, logo em sua primeira partida na temporada. Desde então, lutou contra uma lesão na retina de seu olho. Por outro lado, Gabriel, mais uma vez titular, chegou ao oitavo jogo sem balançar as redes pelo Santos.

O Bahia chegou à vitória depois de cobrança de escanteio de Allione, toque de Elton e gol de Brumado (Foto: Felipe Oliveira / ECB)

Apesar de uma escalação de certa forma ofensiva no papel, o Santos decepcionou seu torcedor no primeiro tempo. Os primeiros 25 minutos de jogo foram de pressão total dos donos da casa. O Peixe se viu encurralado e sem posse de bola.

Vanderlei precisou aparecer com uma grande defesa logo aos quatro minutos. Pouco depois, Elton chegou a balançar as redes, mas cometeu falta em Alison e o lance foi anulado, o que não tirou o ímpeto dos tricolores. Aos oito minutos, Vanderlei pegou, no contrapé, chute de Nino Paraíba. No rebote, Edigar Junior mandou na trave.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos de Rodrygo. O jovem se apresentava como único jogador de ataque do Peixe a dar trabalho aos seus marcados. E dos pés dele por muito pouco o Santos não abriu o placar aos 22, depois de drible desconcertante e tabela com Gabriel.

Mas foi só. Apesar do Bahia aos poucos diminuir o ritmo de forma natural, os tricolores seguiram até o intervalo com o comando das ações, enquanto os visitantes limitaram-se a se defender com muita eficiência.

O panorama não mudou depois do intervalo. No primeiro minuto de boal rolando, novamente Vanderlei teve de mostrar toda sua agilidade em chute rasante de Zé Rafael.

Demorou, mas o Santos cresceu na partida após os dez minutos. Jair Ventura conseguiu organizar sua equipe de uma forma que o Bahia até continuou com o domínio das ações, mas o alvinegro passou a ser perigoso nos contra-ataques.

Rodrygo, Gabriel tiveram oportunidades claras, mas falharam na pontaria. Do outro lado, Zé Rafael seguindo sendo o jogador mais incisivo dos mandantes, mas Vanderlei parecia uma parede no gol.

O jogo ficou tenso do lado de fora. O Árbitro Claudio Francisco Lima e Silva acabou expulsando o técnico Guto Ferreira e o auxiliar de Jair Ventura. Mesmo assim, as duas comissões técnicas apostaram nos jogadores oriundos do banco de reservas em busca do gol da vitória.

O destaque ficou por conta de Bruno Henrique, que não atuava desde janeiro por causa de uma lesão na retina do olho. Os santistas que compareceram a Fonte Nova só não aprovaram a saída de Rodrygo. Vaias também puderam ser ouvidas quando o Bahia decidiu trocar Zé Rafael por Allione.

Com as mexidas, o jogo ficou franco, imprevisível e emocionante em seus minutos finais. O Santos desperdiçou dois contragolpes e pagou caro. No último segundo de jogo, o Bahia chegou ao gol da vitória. Allione cobrou escanteio baixo, Elton tocou de calcanhar e Junior Brumado escorou, à queima roupa com Vanderlei, para o fundo do gol.

Na próxima rodada, o Bahia tem nova oportunidade em casa no domingo, diante do Atlético-PR, às 16 horas. Já o Santos, como teve seu duelo com o Vasco adiado, só volta a atuar pelo nacional por pontos corridos contra o Grêmio, dia 6 de maio, em Porto Alegre, em jogo válido pela quarta rodada. Antes, o alvinegro terá o Estudiantes na Vila, na próxima terça, e o Nacional, no Uruguai, dia 1º maio, pela Copa Libertadores da América.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 1 X 0 SANTOS

Data: 21 de abril de 2018, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios e Ailton Farias da Silva (SE)
Cartões amarelos: Douglas, Nino Paraíba, Régis, Marco Antônio (Bahia); David Braz, Léo Cittadini, Dodô (Santos)
Público: 15.588 pagantes / 15.875 total
Renda: R$ 317.748,00

GOL:
Bahia: Junior Brumado, aos 49 minutos do 2T

BAHIA: Douglas, Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore e Elton; Zé Rafael (Allione), Vinícius (Régis) e Marco Antônio (Brumado); Edigar Junio.
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Diego Pituca) e Jean Mota; Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Rodrygo (Bruno Henrique) e Gabigol
Técnico: Jair Ventura

 

 

Gazeta Esportiva

 

O Palmeiras mostrou evolução, quebrou o jejum de três jogos e venceu a primeira no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Verdão teve boa atuação e derrotou o Internacional por 1 a 0 no Pacaembu, com gol marcado por Dudu e que evidenciou a melhora tática da equipe de Roger Machado.

Durante a semana a torcida palestrina deu o recado: exigia uma evolução da equipe neste domingo, diante do Inter. As três partidas sem vencer (Corinthians, Boca Juniors e Botafogo) já ligaram o sinal de alerta para todos e, mesmo com a boa atuação em 65 minutos, o começo não foi animador.

O Colorado dominou o primeiro terço da etapa inicial e só não abriu o placar por duas grandes defesas de Jailson. Surpreendidos pela marcação pressão dos gaúchos, o Palmeiras teve enormes dificuldades para sair jogando do campo defensivo e o Inter forçou diversos erros de passe do Verdão.

Quando o Palmeiras se estabeleceu no campo ofensivo, porém, equilibrou o jogo e, pouco tempo depois, passou a dominá-lo. Assim, os frutos de uma semana livre para treinos começaram a aparecer.

Dudu voltou a se posicionar pela esquerda, onde Roger Machado entende que o capitão traz o jogo para o centro e ajuda mais com a armação das jogadas. Isso colaborou com a atuação de Lucas Lima, que teve o mérito de finalmente fazer o que Roger Machado tanto pede: se posicionar centralizado e às costas dos volantes adversários.

Assim, o Palmeiras abriu o placar aos 39 minutos. Lucas Lima dominou no meio campo e fez o que sabe fazer melhor: enfiou a bola na esquerda para Diogo Barbosa, entre os marcadores colorados. O camisa 6 fez sua primeira assistência pelo Alviverde e colocou a bola na cabeça de Dudu, que desviou para as redes.

Na etapa final, o Inter veio com a mesma proposta de marcação alta e buscou pressionar nos primeiros minutos. O Palmeiras, porém, se postou compacto e marcando quase sempre a partir do meio-campo, tendo no máximo Borja e outro atleta apertando os zagueiros colorados.

Assim, Roger alterou a equipe taticamente mais uma vez. Dudu foi para a direita com o intuito de sempre levar a jogada para o fundo e ser mais incisivo. Seguro na defesa, o Palmeiras seguiu com bom nível de atuação, especialmente de Borja e Lucas Lima, que mostraram muita evolução tática. As chances, porém, pararam em Danilo Fernandes e na trave.

Odair Hellmann trocou Nico López por Leandro Damião e, assim, ganhou (muita) presença de área. O centroavante, inclusive, chegou a balançar as redes em gol anulado pela arbitragem, além de levar perigo em outras oportunidades.

Do outro lado, Roger Machado respondeu tirando Lucas Lima, Dudu e Borja para as entradas de Moisés, Willian e Deyverson. Controlando bem o duelo, o Palmeiras conseguiu manter o placar inalterado para celebrar sua primeira vitória no Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 INTERNACIONAL

Data: 22 de abril de 2018, domingo
Local: Estádio do Pacaembu
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Michael Correia e Silbert Faria Sisquim
Público: 23.236 pagantes (25.504 no total)
Renda: R$ 717.950,00

Cartões amarelos: Bruno Henrique (PALMEIRAS); Iago (INTERNACIONAL)

GOL
PALMEIRAS: Dudu, aos 39 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Keno e Dudu (Willian); Borja (Deyverson)
Técnico: Roger Machado

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Edenílson, Cuesta, Klaus e Iago; Rodrigo Dourado e Gabriel Dias (Fabinho); Camilo (D’Alessandro) e Patrik; Willian Pottker e Nico López (Leandro Damião)
Técnico: Odair Hellmann

A noite foi de festa e emoção para o Flamengo neste sábado, diante do América Mineiro, no Maracanã. Na despedida dos gramados do goleiro Júlio César, o Rubro-Negro venceu por 2 a 0, e conquistou a primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Henrique Dourado marcou os dois gols para a equipe da casa.

Na terceira rodada do Nacional, o Fla visita o Cearã no Castelão no próximo domingo. Antes, na quarta-feira, o compromisso será pela Libertadores, e o adversário o Santa Fé, em Bogotá, na Colômbia. Já o América tentará a reabilitação no Independência diante do Vitória, na segunda-feira dia 30.

O Jogo – Empurrado pelos mais de 50 mil torcedores presentes no Maracanã, o Flamengo foi para cima do América assim que a bola rolou. O time Mineiro começou a partida todo postado na defesa, e esperando uma chance para contra-atacar.

A pressão rubro-negra foi grande até os 15 minutos de jogo, mas não produziu muitas chances reais de gol. O primeiro lance de perigo foi aos três, na cobrança de um escanteio pela direita do ataque. Rodinei levantou no primeiro pau e Lucas Paquetá se antecipou para cabecear, mas a bola cruzou a frente do gol e saiu pela linha de fundo do outro lado.

Aos 11, Cuellar rebece uma bola recuada na intermediária e arrisca de longe. A bola passou perto mas por cima do travessão de Jory.

O América chegou com perigo pela primeira vez aos 15, em trama pela direita. Aylon recebe ao penetrar na área e na hora da conclusão, William Arão aparece para cortar para escanteio.

O Flamengo tinha o domínio territorial, mas o Coelho cresceu no jogo e começou a ameaçar a meta de Júlio César. Aos 22, escanteio pela deireita e a bola foi levantada na área. O goleiro do Fla cortou de soco, e Carlinhos aproveitou o rebote e mandou uma bomba, mas Júlio César estava bem colocado e rebateu novamente.

A equipe carioca deu um banho de água fria nas ambições do Améria aos 28. Vinícius Jr fez trabalou pela ponta esquerda e fez lançamento preciso no segundo pau para a entrada de Henrique Dourado, que tocou para o fundo da rede.

Três minutos depois, Vinícius Jr. puxa o contra-ataque ainda do seu campo com um toque por entre as pernas do marcador, e parte em velocidade. Já na intermediária adversária, Paquetá domina e enfia para Dourado na área. O goleiro Jory sai do gol e derruba o centroavante do Fla.

O árbitro apontou para o tiro de meta, e ouve princípio de tulmulto entre os jogadores. Depois de consultar o juiz de linha, o árbitro marcou pênalti. Dourado cobrou e ampliou a vantagem rubro-negra: 2 a 0.

O América quase surpreende aos 43. Aylon avançou pela intermediária e soltou uma bomba de longe. Renê tentou cortar mas a bola subiu e acertou o travessão de Júlio César, que se esticou todo para tentar a defesa.

O Flamengo voltou sem modificações para o segundo tempo, já o Coelho foi com Marquinhos no lugar de Luan. Os mineiros retornaram com o propósito de reagir e deram trabalho. A despedida de Júlio César foi de muita ação por parte do veterano.

Os primeiros 20 minutos foram de pressão do América. O Flamengo, mais lento, não conseguia criar jogadas e dava espaço para o adversário chegar. Aos 7, o lateral Carlinhos levantou na área e Rafael Moura subiu mais que a zaga para acertar bela cabeçada. Júlio César faz grande defesa e salva o Flamengo.

A mesma jogada se repetiu aos 10. Carlinhos cruzou, mas desta vez foi Serginho quem cabeceou. A bola foi pela linha de fundo.

O Flamnego respondeu aos 12 na cobrança de escanteio pela direita. Paquetá cobrou, Arão desviou de cabeça e Réver tentou a conclusão, mas a bola subiu e saiu por cima do travessão.

O América voltou a carga dois minutos depois. Marquinhos cruzou da direita e levantou no segundo pau. Depois de um bate rebate, a bola sobrou para Juninho livre no meio da área. Ele tenta a conclusão, mas manda para fora.

A equipe carioca foi se rencontrando em campo e deixou de passar sufoco. Aos 23, Arão recebe de Geuvânio na direita e é derrubado. Falta que Paquetá cobrou direto e Jory defendeu.

O Flamengo mostrou desgaste no final da partida e o técnico Maurício Barbieri fez várias substituições. O primeiro a sair foi Vinícius Jr. para a entrada do volante Jonas, que teve a missão de fechar o lado esquerdo da defesa.

Na sequência, saíram Geuvânio, para a entrada de Marlos, e depois Paquetá, para a entrada de Jean Lucas. Júlio César, mesmo com cãibras, não deixou o campo e brilhou com mais defesas importantas e teve seu nome gritado pela torcida.

Aos 40, defendeu chute de Serginho de fora da área. No minuto seguinte, escanteio de direita e Juninho acertou o cabeceio e novamente Júlio César fez grande defesa para garantir o placar.

Após o apito final, com a torcida vibrando muito, o goleiro deu a volta olímpica no Maracanã.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-RJ 2 X 0 AMÉRICA-MG

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 21 de abril de 2018 (Sábado)
Horário: 19h(de Brasília)
Público: 52.106 (47.175 pagantes)
Renda: R$ 1.641.395,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Daniel Luis Marques (SP)
Cartões amarelos: Geuvânio (Fla); Rafael Lima (América)
Gols:
FLAMENGO: Henrique Dourado, aos 28, e aos 35 min do 1º tempo

FLAMENGO: Júlio César, Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê; Gustavo Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá (Jean Lucas), Geuvânio (Marlos) e Vinicius Júnior (Jonas); Henrique Dourado
Técnico: Maurício Barbieri

AMÉRICA: Jory, Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos; Christian (Leandro Donizete), Juninho e Serginho; Luan (Marquinhos), Aylon (Capixaba) e Rafael Moura
Técnico: Enderson Moreira

 

Gazeta Esportiva

A campanha do Cruzeiro na Libertadores até o momento não é boa: apenas dois pontos em nove disputados. A vitória na noite desta quinta-feira, contra a Universidad de Chile, em Santiago, era fundamental, mas o zero insistiu em ficar no placar e complicar a vida celeste.

O Cruzeiro fica na terceira colocação do grupo 5, com dois pontos conquistados. O líder isolado é o Racing, com sete pontos, e a La U está na vice-liderança, com cinco tentos.

A Raposa enfrenta a La U na próxima semana, no Mineirão, pela 4ª rodada e precisará melhorar muito sua campanha para conseguir sonhar em uma classificação sem riscos.

Primeiro tempo

A etapa inicial se mostrou bastante pragmática, sobretudo, analisando a necessidade do clube brasileiro. Ao Cruzeiro, com apenas um ponto anotado até este momento, apenas a vitória interessava. O empate ou derrota eram resultados ruins, que atrapalhariam as possibilidades no futebol.

No entanto, diante de seus homens de frente no departamento médico, o técnico Mano Menezes precisou optar por uma escalação sem atacantes. O falso 9 seria utilizado no jogo, mas não era possível perceber exatamente como funcionaria.

Após a bola rolar foi possível entender que a escalação com três volantes seria para Mancuello ficar mais livre como terceiro homem de meio campo, responsável por ligar a defesa ao ataque e Thiago Neves mais Arrascaeta como os atacantes. Desta forma, mesmo sem um atacante de ofício, a formação foi o 4-4-2, com suas variações.

O Cruzeiro encontrou bastante dificuldades no meio campo. A equipe não conseguia triangular e achar boas jogadas. Com isso, apenas uma chance clara foi conquistada na etapa inicial, com um chute de fora da área do volante Lucas Silva. No entanto, o Universidad de Chile também tinha problemas para agredir a Raposa e também não criou tanto, mas, também, uma chance.

O destaque negativo do clube mineiro no primeiro tempo foi o meia Thiago Neves. Tudo que tentou errou.

Segundo tempo

O Cruzeiro voltou do intervalo com outra postura. No entanto, a escalação era a mesma. Era claro que o técnico Mano Menezes precisava de alterações no comando de frente para conseguir outros resultados.

O jogo ficava bastante travado no meio campo. O reflexo exato do que foi o primeiro tempo. O jogo com muita postura física e pouca técnica, sem grandes chances.

Após os 20 minutos o Cruzeiro conseguiu ficar mais intenso. O time azul chegou em duas oportunidades com muito perigo, uma com Rafinha e outra com Arrascaeta. A bola do uruguaio chegou a pegar no pé da trave.

O técnico Mano Menezes fez alterações na equipe. Mandou Cabral, Robinho e Sassá para o campo, em busca de seguir com intensidade.

No caso do ataque, a expectativa era aproveitar as chances dadas pela La U, que não se comportava bem defensivamente e, por buscar muito o ataque, sofria nos contra-ataques.

Aos 41 a Raposa quase conseguiu o primeiro gol. Em uma chegada muito rápida, Sassá deixa para Robinho e o meia coloca Thiago Neves em boas condições. A finalização tirou tinta da trave.

FICHA TÉCNICA
UNIVERSIDAD DE CHILE X CRUZEIRO

Local: Estádio Nacional Júlio Martínez, Santiago
Data: 19 de abril de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (Peru)

Cartões: Lucas Silva, Dedé (Cruzeiro); Reyes, Vilches (La U)

UNIVERSIDAD DE CHILE – Herrera; Vilchez, Echeverría, Contreras (Guerra), Matías Rodríguez (Schultz), Reyes, Pizarro, Monzón, Araos, Soteldo, Pinilla.
Técnico: Guillermo Hoyos

CRUZEIRO: Fábio; Edílson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva (Ariel Cabral), Mancuello (Robinho), Rafinha e Thiago Neves; Arrascaeta (Sassá).
Técnico: Mano Menezes

 

 

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