Dourados-MS,
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O Santos empatou em 1 a 1 com o River Plate-URU na noite desta terça-feira, no Pacaembu, e foi eliminado já na primeira fase da Copa Sul-Americana. Na ida, 0 a 0 em Montevidéu e os visitantes avançaram por conta do gol fora de casa.

O gol do modesto time uruguaio foi marcado por Da Luz, aos nove minutos do segundo tempo. O Peixe, apático, só reagiu aos 41 minutos da etapa final, com Soteldo.

O Alvinegro, sem a presença do torcedor no Pacaembu por causa de punição da Conmebol, não foi intenso e os jogadores erraram mais que o habitual.

Com uma competição a menos no calendário, o Santos voltará a campo para enfrentar o Oeste, sábado, pela nona rodada do Campeonato Paulista.

 Santos é eliminado na Sul-Americana (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O JOGO

A falta de torcida e o silêncio no Pacaembu não fizeram bem para o Santos. Intenso sob o comando de Jorge Sampaoli, o time foi lento, previsível e pouco criou.

No segundo minuto, Jean Mota teve boa chance. Dali em diante, o Peixe rodou a bola, sem achar espaços (e também sem sofrer na defesa).

O Alvinegro só voltou a assustar aos 23, quando Gustavo Henrique subiu bem em escanteio e cabeceou perto do gol. E aos 28, Da Luz avançou sozinho, mas Aguilar, em carrinho perigoso e preciso, afastou o perigo.

E VEIO O CASTIGO

Para a segunda etapa, o cenário continuou e, para piorar, o River adiantou um pouco as linhas – e deu certo. Aos nove minutos, Pituca perdeu a bola na frente e cedeu o contra-ataque. Mauro da Luz recebeu bom passe entre Gustavo Henrique e Copete e viu Vanderlei sair desesperado. O atacante aproveitou o erro do goleiro e só empurrou para o fundo das redes.

Com a necessidade de virar o jogo – e com Felippe Cardoso, mais alto, colocado por Sampaoli -, o Santos mudou sua característica e passou a cruzar mais. O River, porém, ganhou a maioria das bolas pelo alto. Com passar do tempo, a ansiedade e falta de concentração dificultavam ainda mais a construção de lances.

O Peixe só voltou a oferecer perigo aos 23, quando Felippe Cardoso bateu mascado de fora da área e Gastón espalmou. Daí em diante, cruzamentos, chutes de longe e bola nunca perto do gol.

E quanto a derrota parecia próxima, Jean Mota apareceu. O meia cruzou na direção do gol e Soteldo deu um leve desvio para empatar aos 41 minutos do segundo e dar esperança aos donos da casa.

Copete ainda teve boa chance de cabeça aos 45′, mas a reação parou por aí. Empate e eliminação em casa logo na primeira fase da Sul-Americana.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 RIVER PLATE-URU

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 26 de fevereiro de 2019, terça-feira
Horário: 19h15 (horário de Brasília)
Árbitro: Mauro Vigiliano (ARG)
Assistentes: Diego Bonfa e Julio Fernandez, ambos da Argentina
Público e renda: presença do torcedor proibida pela Conmebol
Cartões amarelos: Santos: Felippe Cardoso e Yuri. River Plate: Oliveira, Caizada e Silva

GOLS:
River Plate: Mauro Da Luz, aos 9 minutos do 2T.
Santos: Soteldo, aos 41 minutos do 2T.

 

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Copete; Alison (Yuri), Diego Pituca (Felippe Cardoso), Carlos Sánchez e Jean Mota; Soteldo e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli

RIVER PLATE: Olivera; Herrera, Silva, Ale, Olivera; Calzada, Ospitaleche e Juan Plada; Juan Oliveira (Rodríguez), Mauro da Luz (Neris) e Urruti (Gorga)
Técnico: Jorge Giordano

 

Gazeta Esportiva

 

Time do Sete de Setembro que disputou a Copa São Paulo de Junior - Foto - Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou ontem (25) a tabela detalhada da primeira fase da Copa do Brasil sub-20.

Representante de Mato Grosso do Sul, o Sete de Dourados vai enfrentar o Coritiba no dia 13 de março, às 14h (MS), no Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).

De acordo com a CBF, os jogos desta fase serão únicos, com disputa de pênaltis para definir a classificação em caso de empate.

A partir das oitavas, o modelo de disputa volta a ter partidas de ida e volta. Porém, como na fase inicial, não há critério de gol qualificado. Em caso de igualdade no saldo de gols, as cobranças de pênaltis decidem quem avança.

O vencedor do duelo entre Sete e Coritiba vai enfrentar Palmeiras ou Galvez-AC, que medem forças na Arena da Floresta, em Rio Branco (AC), às 16h do dia 13 de março.

A Copa do Brasil sub-20 terá a participação de 32 clubes de todos os 26 estados e do Distrito Federal.

Vice-campeão do Estadual sub-19 no ano passado, o Sete herdou a vaga do Aquidauanense no torneio. Campeão, o time pantaneiro abriu mão da disputa.

Esta será a segunda competição sub-20 do Sete de Dourados este ano. Sob o comando de Valdir Fortini, o clube participou da Copa São Paulo de futebol júnior em janeiro, quando foi eliminado na primeira fase após três derrotas e nenhum gol marcado.

O São Paulo segue sem vencer no Campeonato Paulista. Neste domingo o desfalcado time comandado interinamente por Vagner Mancini recebeu o Red Bull sob protestos da torcida no estádio do Morumbi, pela oitava rodada do Estadual, e mais uma vez não saiu de campo com os três pontos. Com um homem a menos desde o primeiro tempo  por conta da expulsão de Gonzalo Carneiro, o Tricolor teve que se superar em campo, esquecer a desvantagem numérica e segurar os adversários para garantir o empate em 0 a 0.

Com o resultado, o São Paulo se manteve na terceira colocação do Grupo D com dez pontos, um a menos que o Ituano, atual vice-líder. O Oeste, que figura em primeiro lugar, soma 12 tentos, mas tem um jogo a menos que os seus rivais e entra em campo apenas nesta segunda-feira, quando visita a Ferroviária para tentar ampliar ainda mais a distância na tabela.

O São Paulo volta a entrar em campo no próximo domingo, quando visita o Bragantino no estádio Nabi Abi Chedid, às 17h (de Brasília). Até lá, Vagner Mancini terá longos dias pela frente na expectativa de ajustar a casa e contar com o retorno de nomes importantes, como Hernanes, Liziero e Hudson, ausentes no duelo com o Red Bull.

O jogo – O São Paulo deu seu cartão de visitas aos dez minutos de jogo. Em jogada pela esquerda, Reinaldo cruzou à meia altura na entrada da área, encontrando Antony. O aniversariante do dia bateu firme, mas viu o goleiro Júlio César fazer boa defesa, evitando o primeiro gol do Tricolor. No minuto seguinte, entretanto, o lateral-esquerdo responsável pela origem da jogada acabou sentindo e teve de ser substituído por Léo.

Como se não bastasse a ausência de Reinaldo, o São Paulo se complicou ainda mais aos 18 minutos, quando Gonzalo Carneiro deu uma forte entrada em Rafael Carioca e primeiramente recebeu cartão amarelo. Porém, pouco depois, o juiz Luiz Flávio de Oliveira optou por expulsar o atacante tricolor.

Em vantagem numérica, o Red Bull optou por ir para cima do São Paulo e quase chegou a abrir o placar aos 27 minutos, quando Osman passou por Igor Vinicius na esquerda e fez cruzamento fechado, mandando direto para o gol e forçando Tiago Volpi a fazer a defesa.

Antes de ir para o intervalo, contudo, o Tricolor se recompôs e teve a melhor chance do primeiro tempo. Aos 41 minutos, Helinho tabelou com Arboleda e arriscou de fora da área, exigindo grande intervenção de Júlio César, que ainda viu a bola bater na trave. No rebote, Léo apareceu pela esquerda e bateu forte, mas o goleiro do Red Bull fez outra excelente defesa para manter o 0 a 0 no marcador.

Volpi para o Red Bull

Já no segundo tempo o São Paulo precisou de 40 segundos para quase abrir o placar. Antony deu lindo passe em profundidade para Igor Vinicius, que arrancou pela direita, invadiu a área e bateu rasteiro, cruzado, mandando para fora e levando a torcida à loucura. O Red Bull, por sua vez, respondeu aos 14 minutos com Roberson, que ficou com a bola após corta luz de Ytalo, girou e bateu forte, forçando Tiago Volpi a espalmar para fora.

Quatro minutos depois, o goleiro do São Paulo teve que intervir novamente para salvar o São Paulo. Osman recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu cruzado. Tiago Volpi, entretanto, estava bem posicionado e fez outra excelente defesa, evitando o que seria o primeiro gol do Red Bull.

Os visitantes seguiram pressionando o Tricolor na esperança de arrancar a vitória a qualquer custo, mas a defesa são-paulina se manteve sólida e seguiu contando com ótimas participações de Tiago Volpi. Aos 32 minutos, Everton, que entrou no segundo tempo, recebeu na entrada da área e soltou uma bomba, mas viu o goleiro do São Paulo espalmar para fora e se consolidar como o grande destaque da equipe na tarde deste domingo.

Já nos acréscimos, Volpi por pouco não teve sua grande atuação estragada por uma falha. Aos 50 minutos, Ytalo decidiu bater mais uma vez para o gol, e o goleiro do São Paulo espalmou para o alto, sendo quase encoberto pela bola e assustando a torcida tricolor, que teve se conformar com o frustrante 0 a 0 no Morumbi.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 RED BULL

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo
Data: 24 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Anderson de Moraes Coelho e Vitor Carmona Metestaine
Público: 10.391 pessoas
Renda: R$ R$ 355.422,00

Cartões amarelos: Pio, Osman e Léo Ortiz (Red Bull)
Cartões vermelhos: Gonzalo Carneiro (São Paulo)

 

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Bruno Alves, Arboleda e Anderson Martins; Igor Vinicius, Luan, Helinho (Biro Biro) (Nenê) e Reinaldo (Léo); Antony, Pablo e Gonzalo Carneiro
Técnico: Vagner Mancini

RED BULL: Júlio César; Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Rafael Carioca (Romário); Jobson (Claudinho), Uillian Correira e Pio (Everton); Osman, Ytalo e Roberson
Técnico: Antônio Carlos Zago

Foto - Clezer Gomes

Após derrota no final de semana para o Comercial, o Sete de Dourados encarou o Operário de Campo Grande na tarde de quarta (20) no estádio Chavinha, em Itaporã, e acabou empatado em dois gols. A partida é atrasada da quarta rodada do Campeonato Sul-mato-grossense de Futebol.

Com o resultado, os douradenses chegam aos 10 pontos e ocupam a 7ª posição momentaneamente. Já o Galo marca 13 e assume a vice-liderança. 

O time da Capital saiu na frente. Aos cinco minutos o zagueiro Centeno subiu mais que a zaga e abriu o marcador. 

O Sete só empatou no final do primeiro tempo, aos 41, com Otacílio Neto. O atacante recebeu e chutou forte no canto de Jota para deixar tudo igual no estádio Chavinha. 

Na volta para a segunda etapa a equipe comandada por Valdir Fortini chegou a virada com Mohamad. Porém, a alegria dos mandantes durou pouco e mais uma vez Centeno colocou a bola na rede e empatou o jogo. 

No final de semana o Sete faz o derby douradense contra o Operário Atlético Clube, também no Chavinha, em Itaporã. O jogo acontece no domingo (24/2), às 15h. 

Já o Galo recebe o Aquidauanense no estádio Morenão, em Campo Grande, às 16h, também de domingo. 

 

Dourados News

 

 

Fábio Carille apostou em uma formação mista entre titulares e reservas para o duelo desse domingo, contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto. O preço pago por isso foi um time desentrosado, lento e previsível. A atuação alvinegra, no entanto, acabou salva pelo primeiro gol de Mauro Boselli com a camisa do Timão.

Cruzamento de Pedrinho, escorada de Gustagol de cabeça e o argentino entrou com bola e tudo, inclusive trombando com o goleiro adversário. Foi na marra, na luta e sem muita técnica, assim como todo o jogo dessa oitava rodada do Campeonato Paulista.

Os visitantes passaram o primeiro tempo sem sequer acertar o alvo. Em casa, os mandantes se fecharam com três zagueiros, mas conseguiram assustar Cássio, mesmo que pouco.

O problema para o tricolor foi uma entrada criminosa de Plínio em Ramiro. Raphael Claus não pensou duas vezes e expulsou o zagueiro do Botafogo-SP de forma direta pouco antes do intervalo.

Ainda mais pressionado a apresentar algo no ataque, Carille colocou Clayson em campo. Pouco adiantou. Pedrinho e Gustagol, então, foram as apostas finais. E assim, sem muita inspiração, a dupla escolhida a entrar por último ajudou Boselli a acabar com o jejum no Corinthians em sua sexta partida, a terceira como titular.

Valente, o Botafogo-SP, a exceção do gol sofrido, levou mais perigoso a Cássio do que o contrário. Mas, não conseguiu evitar a sexta derrota no Paulistão.

Enquanto o Corinthians é líder do Grupo C, agora com 13 pontos, o Botafogo-SP tem só quatro e amarga a lanterna do Gurpo D, com chances reais de rebaixamento.

Boas ou más, a partida desse domingo serviu para Fábio Carille tirar lições e preparar seu time para o principal desafio desse semestre, até aqui: o confronto com o Racing, agendado para quarta-feira, na Aregntina, que vale vaga à segunda fase da Copa Sul-Americana. Na ocasião, o treinador não poderá Junior Urso, fora da lista de inscrição no torneio continental. Em Itaquera, o primeiro duelo terminou 1 a 1.

Pelo Estadual, o Corinthians visita o São Bento, sábado. O Botafogo-SP jogará em Campinas, segunda-feira, contra a Ponte Preta.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-SP 0 x 1 CORINTHIANS

Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)
Data: 24 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 19h00 (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon e Luiz Alberto Andrini (ambos SP)
Cartões amarelos:  Felipe Saraiva (BFC); Ramiro, Urso (COR)
Cartão vermelho:  Plínio (BFC)
Público:  5.925 pagante / 6.821 total
Renda:  R$ 106.075,00

GOL: 
Corinthians:  Mauro Boselli, aos 37 minutos do 2T.

 

BOTAFOGO-SP: Rodrigo Viana; Naylhor, Plínio e Ednei; Maicon Silva (Bruno Moraes), Marlon Freitas, Nadson (Anderson Pimenta), Evandro e Pará; Felipe Saraiva e Rafael Costa (Willian Oliveira).
Técnico: Roberto Cavalo

CORINTHIANS: Cássio, Michel Macedo, Marllon, Pedro Henrique e Carlos Augusto; Ralf; Vagner Love (Gustagol), Ramiro (Clayson), Urso (Pedrinho) e Mateus Vital; Boselli.
Técnico: Fábio Carille

Palmeiras e Santos fizeram um bom clássico neste domingo, no Allianz Parque, mas não conseguiram balançar as redes. Depois de um primeiro tempo apenas com duelos táticos e novo gol incrível perdido por Borja, a partida ganhou emoção na etapa final e os dois times pararam em grandes defesas de Weverton e Everson. Pior para o Verdão que viu os quase 34 mil pagantes vaiarem após o apito final.

Com o empate, o Palmeiras segue líder do Grupo B com 15 pontos. O Verdão volta a campo diante do Ituano, na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. O Santos também lidera sua chave, soma 19 pontos e só volta a jogar pelo Paulistão no sábado, diante do Oeste, às 19h, no Pacaembu. Antes, o Peixe encara o River Plate pela Copa Sul-Americana, às 19h15 também no Pacaembu.

O clássico começou interessante no Allianz Parque. As duas equipes buscaram a marcação no campo ofensivo, mas a pressão dos mandantes durou poucos minutos. Logo, a apatia de Miguel Borja e o despreparo físico de Raphael Veiga pesaram para que o Verdão desse espaço ao Santos.

Isso, somado à boa ‘saída de três’ armada por Sampaoli, com Yuri recuado quase como terceiro zagueiro, deu espaço para Jean Lucas, o melhor do Peixe aparecer no jogo. Quando Moisés avançava para tentar acirrar a marcação, o camisa 30 do, hoje dourado, Santos aparecia bem às costas dos volantes palestrinos, mas nada que evoluísse para jogadas claras de gol.

O Alviverde, por sua vez, tentava copiar a fórmula de saída de bola adversária, mas o passe de Thiago Santos dificultou o recurso. Foi o primeiro time misto do Maior Campeão do Brasil na temporada. Ao invés das já conhecidas formações ‘A’ e ‘B’, Felipão misturou suas duas escalações e o Verdão sofreu.

Apenas Felipe Pires conseguiu destaque, infernizando o inseguro Copete pelo lado direito. Dudu tentou dobradinha com Victor Luis na esquerda, mas pouco apareceu, enquanto Raphael Veiga e Borja fizeram nova péssima partida. Com todo este cenário, a única real oportunidade de gol do clássico saiu após 40 minutos já jogados.

Dudu tentou jogada individual pela esquerda, perdeu a bola e ela sobrou para Victor Luis, que avançou até a área e cruzou rasteiro. Everson e Raphael Veiga tentaram alcançar, mas a bola chegou no segundo poste, onde Borja entrou livre. O colombiano deu um carrinho com o pé direito, mas ela bateu em seu pé esquerdo e foi fraca na direção do gol. Em cima da linha, Gustavo Henrique afastou.

Segundo tempo ganha emoção no Allianz Parque

O panorama da etapa final foi diferente. Por erros de passe, botes e cobertura, os dois times conseguiram criar. Com apenas três minutos, Derlis González teve espaço para arriscar de fora da área, e Yuri entregou bola para Raphael Veiga dominar sozinho, na meia-lua e finalizar duas vezes em cima da zaga. Felipe Pires, livre pela direita, esbravejou muito com o companheiro.

O Alvinegro, por sua vez, reclamou de duas penalidades. Primeiro, de um toque de mão de Gustavo Gómez em finalização de Jean Lucas. Depois, de um empurrão em Jean Mota após cruzamento na área.

Contando com as falhas visitantes e abusando das jogadas pelas pontas, o Palmeiras foi encurralando o Santos, mas abrindo espaço para os contra-ataques. Tentando armar, o Peixe só conseguia respiro quando seus dois zagueiros, além de Yuri, tocavam a bola.

Com 14 jogados, após cruzamento de Dudu, três palmeirenses tocaram de cabeça, mas ninguém mandou para as redes. Pouco depois, o camisa 7 levantou mais uma área, Felipe Pires finalizou, mas a bola estava muito alta e foi para fora.

A esperança verde aumentou com a entrada de Ricardo Goulart, já metade do segundo tempo. As arquibancadas vibraram quando o camisa 11 foi chamado por Felipão, mas chiaram quando a placa indicou que Raphael Veiga era quem deixaria o campo, ao invés de Borja. Ambos fizeram péssima jornada e o último reforço do ano melhorou o Verdão.

O placar só não foi alterado na reta final pela bela defesa de Weverton, em finalização de Matheus Ribeiro e o brilho de Everson. O goleiro do Santos fez um milagre para defender a cabeçada de Dudu e mostrou reflexo para parar Gustavo Gómez, em nova jogada pelo alto.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 x 0 SANTOS

Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Data: 23 de fevereiro de 2019, sábado
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Assistentes: Alex Ang Ribeiro e Tatiane Sacilotti

Público e renda: 33.980/R$ 2.144.518,00
Cartões amarelos: PALMEIRAS: Weverton e Antonio Carlos; SANTOS: Yuri, Jean Lucas e Cueva

 

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan (Antonio Carlos), Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos, Moisés (Bruno Henrique) e Raphael Veiga (Ricardo Goulart); Felipe Pires, Dudu e Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS: Everson, Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Copete (Orinho); Yuri, Jean Lucas, Diego Pituca (Carlos Sánchez) e Cueva; Rodrygo e Derlis González (Jean Mota)
Técnico: Jorge Sampaoli

O Corinthians manteve sua sina de nunca ter caído na Copa do Brasil para um time sem grande expressão. Nessa quarta-feira, o Avenida teve tudo para quebrar esse tabu e fazer história dentro da Arena de Itaquera ao abrir dois gols de vantagem em apenas dez minutos de jogo, mas, talvez a inexperiência da equipe gaúcha tenha pesado. Com três gols no segundo tempo, dois deles após os 43 minutos, o Timão arrancou uma goleada de virada por 4 a 2 e se garantiu na terceira fase da competição nacional.

No fim, sobraram aplausos pela entrega alvinegra, mesmo que a atuação não tenha sido das melhores. Ao Avenida, time que disputará a Série D pela primeira vez em 2019 e também nunca havia disputado uma partida oficial fora do Estado do Rio Grande do Sul, ficou um sentimento orgulhoso, apesar do revés. 

Fábio Carille admitiu, logo após a classificação dramática sobre o Ferroviário-CE, que precisava repensar sua maneira de motivar a equipe para o desafio diante de um time pequeno logo após vencer um clássico.

Bastaram dez minutos de jogo nessa quarta-feira para perceber que o técnico corintiano ainda não encontrou a fórmula correta para tal missão. Primeiro, o time levou o nono gol de bola alçada em sua área no ano por causa de Flávio Torres. Depois, o contestado trio formado por Manoel, Henrique e Danilo Avelar se perderam na marcação e viram Tito assustar a Arena.

O Corinthians claramente se afobou e se desorganizou em campo. Vagner Love substituiu Ralf com apenas 27 minutos, mas, na prática, o Corinthians não conseguia impor a pressão que deveria diante do cenário de caos.

Uma bola de letra de Gustagol bem defendida por Fabiano e algumas tentativas frustradas de fora da área foram as tentativas mais agudas. A bola parada, então, voltou a ser fatal.

Sornoza dessa vez errou o cruzamento, mas Pedrinho ficou com a sobra e colocou Henrique na boa para diminuir no último lance antes do intervalo. A torcida, antes apreensiva, entoou alto o hino do clube.

 

Na segunda etapa, para alimentar ainda mais o tom de drama, Tito acertou a trave de Cássio e por pouco não jogou um balde de água fria no sonho alvinegro da virada. A trave, aliás, também foi vilã em chute de Vagner Love mais tarde.

Mas, a verdade é que o Corinthians, enfim, fez o que dele se esperava. Mesmo que sem um futebol brilhante e envolvente, impôs pressão em cima do Avenida. Os gols pareciam questão de tempo. E caprichosamente saíram nos minutos finais.

Sornoza chegou a cinco assistências em 2019, quatro delas oriundas de bolas paradas, graças a toque de cabeça de Danilo Avelar. E o ritmo não caiu. Já com Díaz e Boselli em campo, Junior Urso virou com a colaboração de um desvio no zagueiro Claudinho e Gustagol deixou sua marca nos acréscimos para dar cara de goleada a uma classificação ao melhor estilo Corinthians de ser.

Na próxima fase, a equipe de Carille enfrenta o vencedor do confronto entre Foz do Iguaçu e Ceará, marcado para o dia 27. O compromisso mais próximo é neste domingo, pelo Campeonato Paulista. O Timão visita o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 4 X 2 AVENIDA-RS

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 20 de fevereiro de 2019, quarta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN),
Assistentes: Jean Marcio dos Santos (RN) e Vinicius Melo de Lima (RN)
Cartões amarelos: Fabiano, Márcio, Felipe (AVE)
Público: 21.120 pagantes (21.402 total)
Renda: R$ 664.493.50

GOLS:
Corinthians: Henrique, aos 46 minutos do 1T. E Danilo Avelar, aos 31, e Junior Urso, aos 43, e Gustagol aos 46 minutos do 2T.
Avenida: Flávio Torres, aos 3, e Tito, aos 9 minutos do 1T.

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf (Love); Pedrinho, Junior Urso, Sornoza (Boselli) e Clayson (Sérgio Díaz); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

AVENIDA-RS: Fabiano Heves; Felipe Cordeiro, Claudinho, Yuri e Márcio; Carlinhos (Thiago), Felipe e Jô; Welder, Flávio Torres e Tito (Maurício).
Técnico: Fabiano Daitx

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