Dourados-MS,
CMD-2

Após duas derrotas seguidas, o São Paulo voltou a vencer durante a tarde deste domingo. Jogando em um esvaziado Pacaembu, o time reserva do Tricolor sofreu, mas derrotou o frágil São Bento por 1 a 0, com um golaço de Hernanes, marcado no segundo tempo da partida válida pela quinta rodada do Campeonato Paulista.

O resultado, além de garantir o São Paulo na liderança do Grupo D com nove pontos, alivia a pressão sobre o time dirigido por André Jardine às vésperas do primeiro duelo decisivo no ano, o jogo de ida da segunda fase da pré-Libertadores, contra o Talleres, nesta quarta-feira, na Argentina. O São Bento, por sua vez, segue na lanterna do Grupo B, com míseros dois pontos.

Após encarar os argentinos, o Tricolor enfrenta a Ponte Preta no próximo sábado, às 19 horas (de Brasília), no Moisés Lucarelli, pela sexta rodada do Estadual. Já o São Bento recebe a Ferroviária na sexta-feira, às 21 horas, em Sorocaba.

São Paulo vai mal e primeiro tempo dá sono

De olho no duelo decisivo com o Talleres, André Jardine promoveu dez alterações em relação à partida contra o Guarani. Helinho foi o único remanescente da última escalação. Já Arboleda, Anderson Martins, Bruno Peres, Everton e Pablo nem sequer foram relacionados. Assim como os lesionados Jucilei e Liziero, dúvidas para quarta-feira.

Embora o São Paulo tenha esboçado uma pressão inicial, a primeira chance de gol foi do São Bento. Aos oito minutos, após cobrança de escanteio, Paulinho desviou para trás na primeira trave, e Ewerton Páscoa testou na pequena área, mas mandou por cima. Em lance parecido, o Tricolor respondeu pouco depois, com cabeçada de Gonzalo Carneiro, que foi para fora.

Aos 18 minutos, o time visitante teve um gol mal anulado. Alecsandro recebeu na entrada da área e ajeitou de peito para Alex Maranhão bater no ângulo esquerdo de Jean. A arbitragem assinalou impedimento do camisa 9, mas Rodrigo dava condições milimétricas para o atacante.

Em uma rara boa jogada, Igor Vinícius fez triangulação com Hernanes e Everton Felipe e recebeu falta na frente da área. Na cobrança, o Profeta bateu forte no canto direito do goleiro Henal, que fez boa defesa. Na última oportunidade do primeiro tempo, Gonzalo Carneiro passou por três marcadores e chutou de esquerda, mas a bola sofreu desvio e saiu pela linha de fundo.

Profeta salva Tricolor e levanta torcida com golaço

Buscando ter mais poder ofensivo, o Tricolor voltou do intervalo com Antony no lugar de Everton Felipe, um dos piores na primeira etapa. E logo no primeiro lance do segundo tempo o atacante campeão da Copinha quase abriu o placar.

Após grande passe de Hernanes, Helinho cruzou rasteiro na área. Igor Vinícius tentou finalizar, mas foi travado. No rebote, Gonzalo bateu forte, e Henal defendeu. Na sobra, Antony também parou no goleiro. O São Bento respondeu pouco depois. Edson Ratinho recebeu na direita e cruzou. A bola fez a curva e acertou o travessão de Jean, que levaria um gol de cobertura.

Quando torcida já dava mostras de impaciência, Hernanes apareceu para tranquilizá-la com um golaço, o seu primeiro no Estadual. Aos 15 minutos, o Profeta recebeu na entrada da área, ajeitou para a esquerda e bateu colocado. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.

Após 75 minutos de atuação, contando os acréscimos do primeiro tempo, Hernanes deu lugar a Jonatan Gómez e teve o nome gritado pela torcida. O time da casa ainda desperdiçou um pênalti nos acréscimos, cometido pelo zagueiro João Paulo, que tocou a bola com o ombro dentro da área. Na cobrança, o substituto do Profeta bateu no canto direito do goleiro, que pulou para fazer a defesa.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 0 SÃO BENTO

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 3 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Assistentes: Anderson Jose de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo
Público: 10.118 torcedores
Renda: R$ 297. 373,00
Cartão Amarelo: Hudson (São Paulo);João Paulo, Edson Ratinho e Guilherme Romão (São Bento)
Cartão Vermelho: –
Gol: 

SÃO PAULO: Hernanes, aos 15 minutos do 2º tempo 

SÃO PAULO: Jean; Igor Vinícius (Hudson), Bruno Alves, Rodrigo e Léo; Willian Farias, Araruna e Hernanes (Jonatan Gómez); Helinho, Gonzalo Carneiro e Everton Felipe (Antony)
Técnico: André Jardine

SÃO BENTO: Henal; Everton Silva, Ewerton Páscoa, Diego Ivo e Guilherme Romão; Fábio Bahia, Edson Ratinho e João Paulo; Paulinho (Tiago Luis), Alex Maranhão (Mazola) e Alecsandro (Henan)
Técnico: Marquinhos Santos

 

Gazeta Esportiva

O Corinthians conseguiu o que precisava na tarde de sábado, no Allianz Parque. Mesmo diante de um Palmeiras que ameaçou diversas vezes na jogada aérea e manteve a posse bola em quase 3/4 da partida, o Timão conseguiu o gol logo de cara, com o desacreditado Danilo Avelar, e segurou a vantagem até o final do jogo. 1 a 0 que acalma o início de ano ruim da equipe na temporada 2019.

Com o resultado, o clube chega a sete pontos conquistados no Grupo C, empatando em número de tentos com a Ferroviária, que ainda joga no final de semana. Mais que isso, consegue seu primeiro grande resultado do ano. O Verdão, por sua vez, perde a primeira no ano, estacionando nos dez pontos conquistados. O clube do Parque São Jorge, aliás, chega a quatro vitórias na casa do rival, contra duas do adversário e um empate.

Na próxima rodada, os comandados de Luiz Felipe Scolari terão pela frente o Bragantino, mais uma vez no Allianz, às 20h (de Brasília) da segunda-feira, dia 11, pelo Paulista. Fábio Carille e seu elenco, por sua vez, visitam o Novorizontino no domingo, dia 10, mas antes terão um duelo decisivo pela Copa do Brasil: jogo eliminatório contra o Ferroviário, às 21h (de Brasília) da quinta, em Londrina, pela primeira fase do torneio nacional.

Corinthians aproveita sua chance e se fecha

Os seis minutos iniciais da partida tiveram uma única equipe com a bola: o Palmeiras, que conseguiu tocar na redonda com todos os seus jogadores de linha, rodou bastante e buscou entrar na partida. Em uma bola roubada pela direita, porém, o Timão viu Mateus Vital fazer boa jogada e ser derrubado por Bruno Henrique. Sornoza cobrou, Gustagol cabeceou bem e Weverton fez linda defesa. Gomez afastou parcialmente e Avelar chutou para o gol vazio, abrindo o placar.

A vantagem corintiana condicionou o restante do primeiro tempo a ser exatamente igual aos minutos iniciais, com o Palmeiras tomando para si a bola e ficando a cargo de buscar espaços. O Verdão ainda quase empatou na sequência, quando Lucas Lima pressionou Manoel, viu o zagueiro ser lento na recuperação e cruzou. Nem Borja nem Carlos Eduardo conseguiram finalizar com qualidade, dando tempo de Henrique afastar o perigo.

Preocupado em ter mais profundidade, Felipão aproveitou a parada técnica para trocar de lado Dudu, anulado por Fagner até aquele momento. Frente a frente com Danilo Avelar, o atacante não demorou a mostrar sua velocidade e criar chance com um cruzamento rasteiro, que Borja desperdiçou. Na sequência, ele deixou Mayke em boa condição na área, o lateral cruzou e Carlos Eduardo, livre, cabeceou por cima do gol.

O Timão, sem velocidade, ainda conseguiu escapar em alguns contra-ataques, mas não levou mais perigo ao gol de Weverton. Até o intervalo, quem teve a chance de balançar a rede foi o time da casa. Dudu bateu escanteio na segunda trave e Felipe Melo conseguiu se livrar de Ramiro, cabeceando livre. A forte testada do volante, porém, foi por cima do gol, para decepção dos palmeirenses.

Palmeiras erra o gol

A etapa final começou com uma alteração na equipe do Palmeiras: Felipe Pires, que marcou o gol da vitória sobre o Oeste no meio da semana, entrou na vaga de Carlos Eduardo, que não conseguiu render o esperado. Em cinco minutos, bastante insinuante, o reserva conseguiu mostrar um futebol melhor, assegurando dois escanteios e alguns cruzamentos com perigo para o goleiro alvinegro Cássio.

O Corinthians, no entanto, conseguiu travar todos os lances com bola rolando, motivando Felipão a mexer mais na sua equipe. Em busca de mais mobilidade, o treinador mandou a campo Deyverson. As melhores chances continuaram sendo, porém, nas bolas paradas. Os palmeirenses ganharam por cima em seguidos escanteios. O problema ficou pelas cabeçadas, sempre ou fracas ou para fora do gol.

A última cartada palmeirense foi Gustavo Scarpa, dessa vez em alteração ofensiva, na vaga do volante Bruno Henrique. Carille, aparentemente satisfeito com o desempenho apesar da falta de ataque, sacou Mateus Vital, única válvula de escape. Gustavo Silva, além de Richard e Pedrinho, foram as escolhas do comandante. Seu lance de perigo veio em falta bem cobrada por Sornoza, que Weverton defendeu bem.

O jogo ficou pegado na parte final e, em contragolpe, Deyverson sofreu falta perigosa. Quando era o momento de inflamar a torcida, porém, o atacante cuspiu em Richard antes da batida. O vermelho esfriou o ímpeto dos mandantes e quem esteve mais perto de marcar foi o Corinthians nos minutos finais. A falta de calma de Pedrinho e de precisão no passe final, porém, mantiveram o placar em 1 a 0.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data: 2 de fevereiro de 2019, sábado
Horário: 17h (Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Público: 38.550 presentes
Renda: R$ 2.716.603,30
Cartões amarelos: Felipe Melo, Bruno Henrique, Mayke (Palmeiras); Jadson, Fagner, Danilo Avelar, Henrique (Corinthians)
Cartão vermelho: Deyverson (Palmeiras)
Gols:
CORINTHIANS: Danilo Avelar, aos oito minutos do primeiro tempo 

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Gustavo Scarpa) e Lucas Lima; Carlos Eduardo (Felipe Pires), Dudu e Borja (Deyverson)
Técnico:  Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Ramiro (Richard); Sornoza, Jadson (Pedrinho) e Mateus Vital (Gustavo Silva); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

 

Gazeta Esportiva

Sánchez marcou duas vezes (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O Santos voltou a apresentar um grande futebol e goleou o Bragantino por 4 a 1, nesta quinta-feira, no Estádio Nabi Abi Chedid, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Os gols foram marcados por Carlos Sánchez (2), Derlis González e Jean Mota.

O Peixe, insaciável, não deixou de atacar em momento algum. Depois de ter dificuldade para furar a defesa dos donos da casa, a porteira abriu na segunda metade do primeiro tempo e a equipe foi para o intervalo com o 3 a 0. Na etapa final, o Alvinegro logo abriu o placar, o Braga diminuiu e parou por aí.

Na próxima rodada, o Santos, único 100% do Paulistão, enfrentará o Ituano, domingo, no Novelli Júnior. O Bragantino receberá a Ponte Preta, no mesmo dia.

RELEMBRE COMO FOI O JOGO MINUTO A MINUTO

Diferentemente das partidas contra Ferroviária, São Bento e São Paulo, o Santos teve dificuldade nos minutos iniciais. O Bragantino, com forte marcação, diminuiu os espaços e foi perigoso no jogo aéreo. Mas durou pouco.

O Peixe adiantou cada vez mais as linhas e, inteiro no campo de ataque, começou a criar chances. E abriu o placar na qualidade/sorte de Carlos Sánchez, em finalização de fora da área desviada aos 37 minutos.

Com o gol feito, o Alvinegro não se saciou, aproveitou o desespero dos donos da casa e garantiu a vitória. Derlis González fez aos 44 e Jean Mota aos 47. O apito final na primeira etapa foi um alívio para o Braga.

MAIS UMA GOLEADA

No segundo tempo, o cenário não mudou. O Santos parecia estar perdendo tamanha a construção ofensiva. No minuto 9, já veio o quarto. Arthur Gomes sofreu o pênalti e pediu para bater, mas Carlos Sánchez não deixou e, de cavadinha, converteu.

O Bragantino não desistiu e descontou com Wesley, depois do excesso de confiança de Luiz Felipe. O zagueiro tentou drible na defesa, errou e armou o contra-ataque da equipe do interior.

A reação, porém, parou por aí. O Santos poupou o fôlego, administrou o resultado e, com nova goleada, terminou a quarta rodada como único com 100% de aproveitamento no Estadual.

FICHA TÉCNICA
Bragantino 1 x 4 Santos

Data: 31 de janeiro de 2019 (quinta-feira)
Local: Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP)
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Assistentes: Daniel Luis Marques e Daniel Paulo Ziolli
Público e renda: não divulgado
Cartões amarelos: BRAGANTINO: Matheus Peixoto. SANTOS: Gustavo Henrique

GOLS:
Santos: Carlos Sánchez, Derlis González e Jean Mota, aos 37, 44 e 47 minutos do 1T; Sánchez aos 9 minutos do 2T
Bragantino: Wesley, aos 17 minutos do 2T

 

BRAGANTINO: Alex Alves; Itaqui, Lázaro, Edimar (Juliano) e Léo Rigo; Magno, Acácio (Klauber), Rafael Chorão, Vitinho (Esquerdinha) e Wesley; Matheus Peixoto
Técnico: Marcelo Veiga

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz (Yuri), Aguilar, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Copete; Alison, Carlos Sánchez e Jean Mota; Arthur Gomes (Soteldo) e Derlis González (Sandry)
Técnico: Jorge Sampaoli

O Corinthians deixou uma impressão muito ruim na tarde/noite desta quarta-feira, na Arena. Sem conseguir construir as jogadas nem pelo meio nem pelas pontas, o Alvinegro ficou refém do jogo aéreo e viu um bem armado time do Red Bull encontrar um gol na bola aérea na metade final do segundo tempo. Para piorar, Bruno Tubarão, no último lance da partida, deu números finais de 2 a 0 ao placar no último jogo antes do primeiro Derby do ano.

O resultado deixa o Timão com quatro pontos conquistados no Grupo C, ainda na segunda colocação da chave devido a uma derrota por 3 a 0 do Mirassol para a Ponte Preta. O Red Bull, por outro lado, venceu sua primeira partida na competição e chegou a cinco tentos conquistados.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão seu primeiro grande desafio da temporada, contra o Palmeiras, no Allianz Parque. O Derby está marcado para as 17h (de Brasília) do sábado e precede a estreia da equipe na Copa do Brasil, primeiro mata-mata do ano. Antonio Carlos Zago e sua equipe, por outro lado, esperam até segunda-feira para encarar a Ferroviária, mais uma vez fora de casa, em Araraquara.

Corinthians erra bastante e Red Bull joga solto

O Corinthians começou a partida destinado a, naturalmente, buscar o jogo pelo lado direito. Com Léo Santos, um zagueiro destro, improvisado na lateral esquerda, as bolas sempre foram destinadas a Fagner. O jogador, porém, não mostrou o alto nível apresentado no final de semana, quando mudou a partida contra a Ponte Preta. Erros de passe e dificuldade para marcar Osman, no entanto, marcaram a etapa inicial do camisa 23.

Enquanto o Timão buscava uma solução para a marcação campineira, os visitantes demonstraram um toque de bola bastante seguro na saída de jogo e chegaram a ameaçar em lances construídos por Osman e Uillian Correia. A finalização foi a questão crucial do Red Bull, que sempre tentou arremates de fora da área, sem grande perigo para Cássio. O melhor foi uma cabeçada de Roberson, encaixada pelo arqueiro.

Ainda que tivesse dificuldades, o Alvinegro conseguiu entrar no jogo sempre que Jadson tinha o mínimo de espaço para pensar. Normalmente bem marcado, o camisa 10 levou perigo nas bolas paradas, principalmente escanteios. O toque de maior classe veio em uma bola mal rebatida pela defesa, que deixou o armador no mano a mano. Rapidamente, Jadson acionou Boselli por cima da zaga, o argentino cortou a marcação e bateu de esquerda, parando em Júlio César.

O lance do centroavante foi apenas um pequeno lampejo dos corintianos, que mantiveram as dificuldades em sair jogando até o intervalo. Coube a Carille, então, buscar alternativas para que a sua equipe ao menos impusesse pressão sobre o adversário no campo de ataque.

Red Bull aproveita as chances

O treinador retornou para o segundo tempo apostando em mais profundidade pelas pontas, com Pedrinho substituindo Thiaguinho e Avelar entrando na vaga de Léo Santos. Ramiro, que ficou pela ponta nos primeiros 45 minutos, foi deslocado para a faixa central para fazer companhia a Ralf.

A dificuldade corintiana para criar seguiu viva, dessa vez sem um domínio da posse de bola pelos campineiros. Um pouco mais cansado com relação aos 45 minutos iniciais, o Red Bull esperou que o Timão tomasse as primeiras ações em campo para buscar os contra-ataques. Poucas coisas aconteceram até os 25 minutos, quando Carille acionou Gustagol.

O segundo centroavante melhorou a produção do ataque, mas o time da casa teve sua grande chance quando Boselli roubou a bola de Uillian Correia, cortou o volante e ficou com duas opções de passe na entrada da área. O argentino, porém, tentou dar mais um corte, mas acabou desarmado. Na resposta, em falta cobrada na área, a zaga não afastou e Ytalo, após toque na segunda trave, abriu o placar para os campineiros.

Gustagol chamou o jogo e quase deixou tudo igual na sequência, parando em boa defesa de Júlio César após forte cabeçada. O atacante ainda viu uma bola ajeitada por Boselli sobrar para ele dentro da área, mas ir desviada para escanteio. No último lance, com o Corinthians todo desarrumado, Bruno Tubarão subiu sozinho na grande área e fechou o placar.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 2 RED BULL

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 30 de janeiro de 2019, quarta-feira
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Vinícius Furlan
Assistentes: Herman Vani e Vitor Carmona
Público: 23.641 pagantes
Renda: R$ 753.456,00
Cartões amarelos: Fagner (Corinthians); Uillian Correia e Aderlan (Red Bull)
Gols:
RED BULL: Ytalo, aos 30, e Bruno Tubarão, aos 48 minutos do segundo tempo

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Léo Santos (Danilo Avelar); Ralf e Thiaguinho (Pedrinho); Ramiro, Jadson (Gustagol) e Mateus Vital; Boselli
Técnico: Fábio Carille

RED BULL: Júlio César; Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Rafael Carioca; Uillian Correia, Jobson (Barreto), Pio (Bruno Tubarão) e Osman; Roberson (Everton) e Ytalo
Técnico: Antonio Carlos Zago

 

Gazeta Esportiva

O São Paulo não conseguiu se recuperar do revés para o Santos e perdeu na estreia de Hernanes no Campeonato Paulista. Na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, o Tricolor jogou mal, abusou da bola aérea e foi derrotado pelo Guarani de Osmar Loss por 1 a 0, sendo vaiado ao final da partida.

Apesar do resultado, o São Paulo permanece na liderança do Grupo D da competição, com seis pontos. Por outro lado, a derrota aumenta a pressão sobre o time dirigido por André Jardine às vésperas do jogo de ida contra o Talleres, na Argentina, no dia 6 de fevereiro, pela Copa Libertadores.

O Bugre, por sua vez, chega a seis pontos e encosta no Novorizontino (7), vice-líder do Grupo B. De quebra, o time de Campinas quebra um tabu de quase 22 anos sem vencer o São Paulo – nesse período, foram 17 derrotas e oito empates. 

Pela quinta rodada do Campeonato Paulista, o Tricolor buscará se reabilitar diante do São Bento, no próximo domingo, às 17 horas (de Brasília). Já o Guarani, que tenta engrenar no torneio, visita o Mirassol às 11 horas do mesmo dia.

RELEMBRE MINUTO A MINUTO COMO FOI A PARTIDA

O Jogo – Em uma falha da defesa do São Paulo, o Guarani abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo. Após cobrança de escanteio pela direita, o lateral William Matheus apareceu livre na primeira trave para testar firme na entrada da pequena área. A bola foi em cima de Tiago Volpi, que não conseguiu fazer a defesa.

O Tricolor respondeu rapidamente e quase empatou na sequência, quando Bruno Peres cruzou para Everton cabecear e exigir grande defesa de Kléver. Aos 20 minutos, em cobrança de falta frontal, Reinaldo bateu forte e acertou o travessão do Bugre.

Com Diego Souza e Pablo formando dupla de ataque, o São Paulo abusou dos cruzamentos no primeiro tempo. Em um deles, porém, Helinho recebeu de Everton e chutou cruzado, levando perigo à meta bugrina. No fim, Pablo pegou rebote de cabeceio de Anderson Martins e marcou, mas o auxiliar assinalou impedimento e invalidou o gol do atacante.

A etapa complementar começou na mesma toada do primeiro tempo: o Tricolor procurando os pontas para levantar a bola na área, e o Guarani completamente recuado. Impaciente com o desempenho de seu time, a torcida são-paulina passou a pedir alterações e a gritar o nome de Hernanes.

André Jardine atendeu ao pedido vindo das arquibancadas e colocou o Profeta no lugar de Anderson Martins, aos 19 minutos. Pouco depois, Diego Souza perdeu chance incrível. Após cruzamento de Everton, o camisa 9 testou para defesa de Kléver. No rebote, dentro da pequena área, ele mandou para fora.

Em sua última cartada, o treinador tirou Helinho para a entrada de Nenê. A situação, contudo, ficou ainda pior quando Liziero deixou o campo por lesão. Aos 42 minutos, Diego Souza ajeitou lançamento de Nenê para Hernanes bater de primeira, exigindo boa defesa de Kléver, que estragou a noite de estreia do principal reforço são-paulino na temporada.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 1 GUARANI

Local: Estádio do Pacaembu
Data: Quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Horário: 21hh (de Brasília)
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Assistentes: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Gustavo Rodrigues de Oliveira
Público: 12.762 torcedores
Renda: R$ 292. 238,50
Cartão Amarelo: Felipe Amorim, Kléver e Romisson (Guarani)
Cartão Vermelho: –
Gol:

GUARANI: William Matheus, a 1 minuto do 1º tempo 

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Bruno Peres, Arboleda, Anderson Martins (Hernanes) e Reinaldo; Jucilei (Hudson), Liziero e Diego Souza; Helinho (Nenê), Pablo e Everton
Técnico: André Jardine

GUARANI: Kléver; Léo Principe, Diego Giaretta, Ferreira e William Matheus; Romisson, Ricardinho e Thiago Ribeiro (Fernando Viana); Lucas Crispim (Inácio), Felipe Amorim e Diego Cardoso (Fernandes)
Técnico: Osmar Loss

 

Gazeta Esportiva

O Palmeiras venceu a terceira seguida, segue invicto e tendo sofrido apenas um gol no Campeonato Paulista. Nesta quarta-feira, o Verdão bateu o Oeste por 1 a 0 com gol de Felipe Pires, e mesmo com a atuação apenas regular, pegou ainda mais moral para enfrentar o rival Corinthians, sábado, no Allianz parque.

O primeiro tempo foi de dar sono na Arena Barueri. As duas fizeram um jogo de muita disputa de bola, mas pouquíssima inspiração dos dois lados. Prova disso é que o destaque dos 45 minutos iniciais foi o volante Thiago Santos, com boa cobertura defensiva e desarmes precisos.

Dupla do camisa 5 palestrino, Moisés atuou como segundo volante e também mostrou desenvoltura nos passes. Para marcar, no entanto, o camisa 10 sofreu com a parte física no início de temporada.

Mesmo tendo menos posse de bola e tendo até mesmo o centroavante Bruno Lopes colaborado na marcação, o Oeste teve a melhor oportunidade da etapa inicial. Betinho levantou na área e o próprio Bruno Lopes cabeceou para o chão a bola que passou rente ao poste de Weverton.

Além do futebol dos dois times, o destaque negativo foi a atuação do árbitro. Salim Fende Chavez não marcou falta e deixou de expulsar o zagueiro Kanu, que atingiu a barriga de Edu Dracena com a sola do pé em disputa pelo alto. Em outro lance, Victor Luis recebeu cotovelada do adversário, que também saiu impune.

Antes de qualquer análise para saber se o nível do segundo tempo seria melhor, o Palmeiras abriu o placar. Com 13 segundos, Edu Dracena deu chutão para frente, Felipe Pires brigou pela bola, ganhou com a cabeça, invadiu a área e bateu forte para inaugurar o marcador.

Com seis jogados, o Verdão marcou o segundo com Deyverson, mas a arbitragem anotou impedimento do centroavante. Aos nove, foi o Oeste que quase marcou quando o camisa 16 do Palmeiras cortou mal de cabeça e Kanu finalizou forte na trave.

Após o início de segundo tempo agitado, porém, o jogo voltou a ficar monótono. Nem mesmo as entradas de Gustavo Scarpa e Lucas Lima nos lugares de Dudu, único titular em todos os jogos no ano, e Raphel Veiga, sem ritmo de jogo, animaram o duelo.

Na reta final, Bruno Henrique, perto de acertar sua saída do Alviverde para atuar na China também entrou em campo no lugar de Moisés. E assim, o duelo entre as duas equipes então invictas e tendo sofrido apenas um gol no Paulistão terminou com os palmeirenses mais felizes e de olho no jogo de sábado, contra o Corinthians, no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA
OESTE 0 X 1 PALMEIRAS

Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data: 30 de janeiro de 2019 (quarta-feira)
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Salim Fende Chavez
Assistentes: Neuza Ines Back e Evandro de Melo Lima
Cartões amarelos: Kanu, Cicinho, Matheus Jesus( e Alyson (OESTE); Raphael Veiga e Thiago Santos (PALMEIRAS)

GOL
PALMEIRAS: Felipe Pires, com um minuto do segundo tempo

 

OESTE: Matheus Cavichiolli; Cicinho, Kanu, Maracás, Alyson; Matheus Jesus, Betinho; Roberto, Elvis (Gabriel Vasconcelos), Mazinho; Bruno Lopes (Jheimy)
Técnico: Renan Freitas

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luís; Thiago Santos, Moisés (Bruno Henrique), Raphael Veiga (Lucas Lima); Dudu (Gustavo Scarpa), Felipe Pires e Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Se seguir rodízio proposto, Felipão deve escalar Deyverson nesta quarta-feira, contra o Oeste, na Arena Barueri (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

A Arena Barueri é local conhecido para muitos palmeirenses, em especial para um que estará em campo na próxima quarta-feira, no compromisso da quarta rodada do Paulistão, entre Palmeiras e Oeste. Aliás, em campo não, na beirada dele: Luis Felipe Scolari reencontrará os gramados onde, por muitas vezes, comandou a equipe alviverde em 2012.

A partida, marcada para às 21h (de Brasília) desta quarta, deverá ter um Palmeiras diferente daquele que enfrentou o São Caetano, no último final de semana. Isso se a equipe continuar a seguir o rodízio de jogadores proposto pelo treinador, conforme indicou o zagueiro Luan na tarde desta terça-feira, na Academia de Futebol.

“Não sei como vai ser ainda (a escalação), não conversamos com o professor. Ontem (segunda-feira) foi dia de recuperação, o pessoal que não jogou foi para o campo e ainda não sabemos quem vai começar esse jogo”, garantiu o jogador, que foi o autor do segundo gol da vitória palmeirense contra o Azulão, no Anacleto Campanella.

omo Jailson entrou na última partida, a tendência é que Weverton reassuma a posição, assim como Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Victor Luís na defesa. No meio de campo, muitas dúvidas, mas, nos bastidores, o que se fala é que a possível formação seja com Thiago Santos, Bruno Henrique, para espantar qualquer dúvida de negociação, e Zé Rafael, enquanto, no ataque, Gustavo Scarpa, Felipe Pires e Deyverson devem assumir a dianteira. Se a escalação se confirmar, serão 11 mudanças.

Do outro lado, embalado pela vitória fora de casa contra o Guarani, o Oeste se vê confiante para a partida contra o atual campeão brasileiro. Segundo o meio-campista Elvis, que fez o primeiro gol da equipe no Paulista deste ano, o triunfo da rodada passada ajudará na atuação contra o Palmeiras nesta quarta-feira.

“Com certeza (a vitória) vai nos dar muita confiança para fazemos uma ótima partida. Sabemos da dificuldade, mas temos um ótimo time, que está em crescimento. Temos que fazer um jogo perfeito para podermos sair com um resultado positivo e tenho certeza que, com a nossa união e nos ajudando um ao outro, vamos conseguir essa tão sonhada vitória”, relatou.

Para o confronto, o técnico Renan Freitas terá à disposição todos os atletas que venceram o Bugre, portanto, a formação inicial deve ser a mesma, inclusive com Mazinho, que venceu a Copa do Brasil de 2012 pelo alviverde sob comando de Luis Felipe Scolari. Então, daquela conquista quase sete anos atrás, estarão presentes dois personagens, mas, dessa vez, um de cada lado do gramado.

FICHA TÉCNICA
OESTE X PALMEIRAS

Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data: 30 de janeiro de 2019 (quarta-feira)
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Salim Fende Chavez
Assistentes: Neuza Ines Back e Evandro de Melo Lima

 

OESTE: Matheus Cavichiolli; Cicinho, Kanu, Maracás, Alyson; Matheus Jesus, João Custódio; Roberto, Elvis, Mazinho; Bruno Lopes.
Técnico: Renan Freitas

PALMEIRAS: Weverton (Prass); Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Victor Luís; Thiago Santos, Bruno Henrique, Zé Rafael; Gustavo Scarpa, Felipe Pires (Dudu) e Deyverson.
Técnico: Luis Felipe Scolari

Mais Artigos...