Dourados-MS,
CMD-2

Preservando muitos titulares, o Corinthians não passou de um empate por 1 a 1 com o Ceará na manhã deste domingo, em Itaquera, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado aumentou o jejum de vitórias da equipe dirigida por Fábio Carille para quatro partidas.

Após golear o Paraná por 4 a 0, o Corinthians amargou um 0 a 0 com o Vitória, pela Copa do Brasil, e derrotas por 1 a 0 para o Atlético-MG, pelo Brasileiro, e por 2 a 1 para o Independiente, pela Copa Libertadores da América, além da igualdade deste fim de semana.

Assim, o Corinthians perdeu o embalo que tinha conquistado a partir do título paulista e subiu a 7 pontos ganhos na competição nacional de pontos corridos. O Ceará, que ainda não venceu no seu retorno à Série A, totaliza 2.

No domingo que vem, o Corinthians voltará a Itaquera para reencontrar o grande rival Palmeiras, sua vítima na decisão estadual, enquanto o Ceará enfrentará o América-MG no dia seguinte, no Castelão. Antes, na quinta-feira, o time paulista tentará avançar na Copa do Brasil diante do Vitória, novamente em casa.

O jogo – Roger foi o primeiro jogador a tocar na bola contra o Ceará. A expectativa do técnico Fábio Carille, voltando a contar com um centroavante no Corinthians, era de que o estreante também concluísse a maioria das jogadas dos donos da casa. “Ele está lá para isso”, disse, à beira do campo.

A bola, contudo, pouco chegava até Roger no princípio da partida. Em situação delicada no Campeonato Brasileiro, os atletas do Ceará conversaram longamente quando subiram no gramado pela primeira vez e resolveram não abdicar do ataque mesmo atuando em Itaquera.

Para incomodar a defesa do Corinthians, o Ceará dependia dos lances de efeito de Wescley na ponta direita. E foi justamente o jogador de 26 anos que abriu o placar. Aos oito minutos, ele recebeu a bola na intermediária, matou no peito e chutou sem deixar cair. Anotou um golaço.

A torcida do Corinthians reagiu de imediato, gritando com intensidade. O time, nem tanto. Embora Pedrinho chamasse a atenção com a sua habitual habilidade do lado direito, Marquinhos Gabriel destoava negativamente no esquerdo. Danilo, por sua vez, pecava pela lentidão no meio.

Danilo não suportou jogar mais de meia hora. O veterano de 38 anos acusou uma lesão na panturrilha e precisou ser substituído por Jadson aos 27 minutos. Com a mudança, Pedrinho ganhou um parceiro com quem tabelar – Mantuan não ajudava até então – enquanto não enfileirava os seus marcadores.

Marquinhos Gabriel, em compensação, já tirava a paciência dos torcedores corintianos com os seus recorrentes erros de passe. Roger, agora mais acionado, também conseguia angariar um e outro críticos nas arquibancadas. Os mesmos que pediram pênalti quando Pedrinho caiu na área aos 37 minutos.

O árbitro Sávio Pereira Sampaio ignorou as reclamações dos torcedores, mas assinalou escanteio pouco depois. Aos 39, Jadson se encarregou da cobrança e levantou a bola na entrada da pequena área. Lá, estava Henrique, que cabeceou no canto e empatou a partida em Itaquera.

O gol animou o Corinthians e a sua torcida para o segundo tempo. Do outro lado, acuado, o Ceará retornou do vestiário com a entrada de Naldo na vaga de Arnaldo. E, em pouco tempo, viu Pedrinho cair dentro da área outra vez, em um contra-ataque rápido. Para o árbitro, houve simulação do corintiano.

Carille decidiu colaborar com a pressão do Corinthians. Fazendo com que muita gente comemorasse em Itaquera, o treinador sacou Marquinhos Gabriel para a entrada de Mateus Vital. O primeiro deixou o campo lentamente, como se a sua equipe estivesse com o jogo ganho, enervando ainda mais o público.

Pedrinho também não tinha mais a mesma velocidade. O novato acusou o cansaço – ele tem limitações físicas, conforme justifica Fábio Carille para não utilizá-lo com mais frequência – e acabou substituído pelo jogador mais velho da história do Corinthians, Emerson Sheik.

Aos 36 minutos, logo depois da entrada do herói da Libertadores de 2012, o Corinthians teve grande oportunidade de virar o marcador. Jadson fez ótimo cruzamento da esquerda para Roger. Livre na pequena área, o estreante contrariou quem gritou “gol” antes da hora e cabeceou para fora as esperanças de virada no placar.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 CEARÁ

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 6 de maio de 2018, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF)
Público: 40.350 pagantes
Renda: R$ 2.416.706,37
Cartões amarelos: Pedrinho e Gabriel (Corinthians); Arnaldo, Naldo, Éverson e Rafael Carioca (Ceará)
Gols: CORINTHIANS: Henrique, aos 39 minutos do primeiro tempo; CEARÁ: Wescley, aos 8 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Mantuan, Henrique, Pedro Henrique e Sidcley; Gabriel, Maycon, Pedrinho (Emerson Sheik), Danilo (Jadson) e Marquinhos Gabriel (Mateus Vital); Roger
Técnico: Fábio Carille

CEARÁ: Éverson; Arnaldo (Naldo), Luiz Otávio, Valdo e Rafael Carioca; Richardson, Juninho, Wescley (Romário), Ricardinho e Felipe Azevedo (Hyuri); Elton
Técnico: Marcelo Chamusca

 

 

Gazeta Esportiva

Vasco vence de virada o America-MG e tenta espantar crise (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Depois da decepção com a eliminação daLibertadores, a torcida do Vasco voltou a encontrar motivos para festejar. Em partida disputada na noite deste sábado, em São Januário, o Cruzmaltino, de virada, derrotou o América-MG por 4 a 1 e melhorou sua situação no Campeonato Brasileiro. Com a vitória, a equipe carioca subiu para a segunda colocação com sete pontos ganhos, enquanto o América é o quinto, com seis. Os gols foram marcados por Bruno Cosendey, Caio Monteiro, Andrés Rios e Kelvin para a equipe da casa. Rafael Moura anotou o único do América.

O resultado refletiu o que as duas equipes produziram durante a partida. O Vasco foi sempre superior e soube superar a desvantagem inicial para conseguir a virada, principalmente depois das modificações efetuadas pelo técnico Zé Ricardo. O Coelho entrou com uma proposta defensiva e não soube aproveitar o fato de ter marcado o primeiro gol, permitindo que o adversário tivesse sempre o controle da partida.

Na próxima rodada, o Vasco vai receber o Vitória, em São Januário; já o América-MG vai encarar o Ceará, no Castelão.

O jogo

Diante de um público muito pequeno, a partida começou com o Vasco tomando a iniciativa de ataque. Aos três minutos, Rafael Galhardo cruzou fechado e o goleiro João Ricardo não teve trabalho para fazer a defesa. Dois minutos depois, o volante Wellington recebeu um bom passe de Thiago Galhardo, mas chutou na rede, pelo lado de fora.

Muito recuado, o América quase não conseguia chegar na área cruzmaltina. Rafael Moura, o mais avançado, era obrigado a recuar para participar do jogo. Só aos 17 minutos é que o Coelho conseguiu organizar um ataque com eficiência, mas a conclusão do He-Man foi bem defendida por Martín Silva.

Aos 22 minutos, o Vasco criou a sua melhor oportunidade. Rafael Galhardo cruzou e Thiago Galhardo completou de primeira. A bola bateu em Messias e quase enganou o goleiro João Ricardo, mas a bola saiu para escanteio. Na cobrança, Werley subiu mais do que a zaga mineira, mas cabeceou para fora.

Aos poucos, o América passou a jogar um pouco mais adiantado para sair da pressão do Vasco. Aos 30 minutos, mineiros marcaram o primeiro gol. Norberto invadiu a área e foi derrubado por Thiago Galhardo, que chegou atrasado. Rafael Moura bateu a penalidade e colocou a equipe mineira na frente. No lance que resultou no pênalti, Thiago Galhardo se lesionou na perna direita e precisou deixar a partida. Bruno Cosendey entrou em seu lugar. Irritada com o resultado, a torcida passou a vaiar alguns jogadores. O volante Wellington era o mais visado.

Aos 37 minutos, o Vasco teve a chance de empatar. Yago Pikachu recebeu na área, mas o goleiro João Ricardo saiu com precisão e fechou o ângulo, impedindo que a bola chegasse ao gol. Os cariocas seguiram na pressão para tentar o gol do empate, mas a defesa do América se comportava bem e bloqueava as principais investidas da equipe de Zé Ricardo.

Pikachu era o mais avançado e dava trabalho aos zagueiros. Aos 43 minutos, ele recebeu de Caio Monteiro e bateu para defesa de João Ricardo. Um minuto depois, Wellington mandou a bomba, João Ricardo defendeu parcialmente e Andrés Rios ficou livre para marcar, mas a arbitragem, de forma equivocada, marcou impedimento do argentino.

O segundo tempo começou com a pressão dos donos da casa. Antes do primeiro minuto, Andrés Rios se antecipou aos zagueiros após cruzamento e acertou a trave. Logo depois, Werley arriscou e João Ricardo fez uma defesa difícil.
Aos três minutos foi a vez de Caio Monteiro desperdiçar a oportunidade para marcar o gol do empate, batendo para fora.

O Vasco seguiu pressionando e, aos 11 minutos, marcou o gol do empate. Caio Monteiro foi lançado na esquerda, se livrou da marcação e cruzou para Bruno Cosendey completar para as redes de João Ricardo, deixando tudo igual.  Animado com o empate, o Cruzmaltino continuou indo para cima e Rafael Galhardo quase desempatou aos 14 com uma bomba que passou perto da trave. Aos 17 minutos, o Vasco desempatou. Após cruzamento da esquerda, Cosendey tocou de cabeça e Caio Monteiro entrou para tocar e colocar a bola no gol americano.

Em vantagem, o técnico Zé Ricardo decidiu tornar a equipe ainda mais ofensiva. Ele trocou o lateral Rafael Galhardo e o atacante Caio Monteiro pelo meia Wagner e atacante Kelvin. Pikachu foi deslocado para a lateral. Depois de conseguir a virada, o time de São Januário passou a segurar a bola e impedir que o adversário fizesse pressão para buscar o gol do empate. O América tentou adiantar suas linhas, mas não conseguia superar o bloqueio vascaíno e criar jogadas de ataque.

Os cariocas passaram a usar a velocidade de Kelvin. O atacante levava vantagem sobre seus marcadores e criava muitas dificuldades para a defesa do time mineiro. Aos 33 minutos, o time carioca marcou o terceiro gol. Kelvin fez outra boa jogada, driblou seu marcador, e cruzou para Andrés Rios chutar para marcar. Sem forças para reagir, o América ainda sofreu o quarto gol aos 45 minutos. Kelvin foi lançado por Desábato na área e, de cabeça, encobriu o goleiro João Ricardo, definindo o resultado da partida.

FICHA TÉCNICA
VASCO-RJ 4 X 1 AMÉRICA-MG

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 5 de maio de 2018, sábado
Hora: 19h (de Brasília)
Público: 3311 pagantes
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, Werley, Wellington, Wagner(Vasco); Rafael Moura, Wesley( América)
Gols:
VASCO: Bruno Cosendey, aos 11, Caio Monteiro aos 17, Andrés Rios, aos 33 e Kelvin aos 45 minutos do segundo tempo
AMÉRICA-MG: Rafael Moura, aos 30 minutos do primeiro tempo

VASCO: Martin Silva, Rafael Galhardo(Wagner), Paulão, Werley e Henrique; Leandro Desábato, Wellington, Yago Pikachu, Thiago Galhardo(Bruno Cosendey) e Caio Monteiro(Kelvin); Andrés Rios
Técnico: Zé Ricardo

AMÉRICA: João Ricardo, Norberto, Rafael Lima, Messias e Carlinhos; Wesley, Juninho, Marquinhos(Capixaba), Serginho(Judivan) e Aylon; Rafael Moura
Técnico: Enderson Moreira

 

 

Gazeta Esportiva

 

 

O Palmeiras é o melhor time da Copa Libertadores da América. Nesta quinta-feira, o Verdão não teve dificuldades para vencer o Alianza Lima por 3 a 1 no estádio Alejandro Villanueva e, assim, garantir a primeira colocação do Grupo 8 e se manter na liderança geral do torneio. Willian, Hyoran e Borja marcaram os tentos alviverdes. Cruzado descontou.

A decisão de colocar um time quase todo reserva (apenas Jailson e Borja foram titulares) em campo para jogar pela Libertadores parecia duvidosa, mas se mostrou acertada em poucos minutos. Desde o início o Alviverde teve amplo domínio ofensivo, marcando pressão mesmo longe de seus domínios.

A superioridade palestrina resultou em gol aos 19 minutos, em jogada que teve pivô de Borja e assistência de Moisés para que Willian abrisse o marcador. O tento não mudou a postura palestrina, que se manteve no 4-2-3-1 postado no campo de ataque.

Curiosamente, quem destoava na boa atuação palestrina era justamente Borja, um dos únicos titulares. Em compensação, Moisés, atuando como verdadeiro camisa 10, e Hyoran, que fez apenas seu segundo jogo no ano, aproveitaram bem as oportunidades.

Com 31 jogados, Moisés deu passe de letra para Hyoran, que entrou na área e fuzilou com a canhota. Na sequência, o camisa 28 teve outra boa oportunidade, cortou a marcação e acertou belo chute no travessão.

Na etapa final o desenho se manteve. Quando passava do meio-campo, bastava ao Palmeiras acertar uma sequência de cinco passes para que um atleta ficasse de frente para o gol. Assim, o Maior Campeão do Brasil, fez o terceiro aos 21, com Mayke deixando Borja livre para empurrar para o gol.

Por fim, houve festa em Lima. O Alianza, eliminado da Libertadores, conseguiu marcar seu primeiro gol na competição, muito graças a arbitragem. Thiago Martins encostou em Hohberg dentro da área, o árbitro anotou a penalidade e Cruzado converteu.

Agora com 13 pontos contra sete do Junior Barranquilla, seis do Boca e um do eliminado Alianza, o time de Roger Machado venceu os três jogos que fez como visitante – já havia aplicado 3 a 0 em Barranquilla e 2 a 0 em La Bombonera. O Verdão encerra sua participação na fase de grupos da Libertadores no próximo dia 16, quando encara o Junior Barranquilla em sua arena.

FICHA TÉCNICA 
ALIANZA LIMA 1 x 3 PALMEIRAS

Local: Estádio Alejandro Villanueva, em Lima (PER)
Data: 03 de maio de 2018, quinta-feira
Horário: 21h30 (Brasília)
Árbitro: Gery Vargas (URU)
Assistentes: Edwaar Saavedra e Jose Antelo (URU)

Cartões amarelos: Garro, Qevedro, Duclós e Velarde (ALIANZA); Luan (PALMEIRAS)

GOLS
ALIANZA LIMA: Cruzado, aos 26 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Willian, aos 19, Hyoran, aos 31 minutos do primeiro tempo; Borja, aos 21 minutos da etapa final

ALIANZA LIMA: Campos; Garro, Miguel Araujo, Fuentes e Duclós; Tomás Costa, Vilchez (Maxi Lemos), Hohberg, Cruzado e Velarde (Pósito); Quevedo
Técnico: Pablo Bengoechea

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Thiago Martins, Luan (Emerson Santos) e Victor Luis; Thiago Santos e Tchê Tchê; Hyoran, Moisés e Willian; Borja (Deyverson)
Técnico: Roger Machado

Após empolgar a sua torcida com o título do Campeonato Paulista conquistado em cima do Palmeiras e iniciar bem o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores da América, o Corinthians já não vive tempos de euforia. Na noite desta quarta-feira, três dias após ser derrotado pelo Atlético-MG, o time de Fábio Carille perdeu pela primeira vez também no torneio continental – 2 a 1 para o Independiente, da Argentina, em Itaquera.

O resultado foi consequência de um péssimo princípio de jogo do Corinthians, dominado pelo Independiente. O time visitante anotou o seu primeiro gol em menos de dois minutos, com Benítez. Romero, contra, ampliou. Jadson chegou a descontar ainda na etapa inicial, porém os donos da casa não produziram o bastante para ir além. No segundo tempo, o veterano Emerson Sheik ainda foi expulso por uma infantilidade.

Seja como for, o Corinthians continua em boa situação no grupo 7 da Libertadores. É o líder, com 7 pontos ganhos, contra 6 de Independiente e Deportivo Lara, da Venezuela. O Millonarios, da Colômbia, totaliza 4.

Na quinta-feira de 17 de maio, todos os times da chave estarão em ação novamente. O Corinthians visitará o Deportivo Lara, enquanto o Independiente enfrentará o Millonarios, também fora de casa. Pelo Campeonato Brasileiro, haverá jogo contra o Ceará já na manhã de domingo, em Itaquera.

O jogo – Mantuan era a grande preocupação de boa parte dos torcedores do Corinthians nos dias que antecederam a partida contra o Independiente. Quando a bola rolou, contudo, os problemas defensivos dos donos da casa foram inicialmente expostos não do lado direito, onde estava o substituto do lesionado Fagner, mas do esquerdo.

Foi por ali que o Independiente chegou ao ataque pela primeira vez. E marcou o seu primeiro gol. Com dois minutos de jogo, Romero – o do time argentino, e não o atacante paraguaio do Corinthians – tabelou com Meza e bateu cruzado. Cássio fez grande defesa, mas a bola sobrou para Benítez abrir o placar.

A torcida do Corinthians reagiu de imediato, encobrindo com cantoria a manifestação efusiva do público visitante. O time, no entanto, não respondeu da mesma maneira. Com problemas físicos, os comandados de Fábio Carille abusavam dos erros de passe e aceitavam facilmente a pressão que o Independiente fazia na saída de bola.

Aos seis minutos, a equipe argentina contou com nova colaboração do Corinthians para quase anotar o seu segundo gol. Balbuena, falhando tanto quanto os seus companheiros mais criticados, esticou o pé dentro da área para desviar a bola e assustou Cássio e a maioria do público de Itaquera. Acertou o travessão.

Aos 25 minutos, o outro paraguaio do Corinthians não teve a mesma sorte. O Independiente cobrou um escanteio da direita, bem próximo de onde estava a sua ainda calada torcida, e Romero – agora, sim, o corintiano – colocou a cabeça na bola no meio do caminho. Gol contra em Itaquera.

Com 2 a 0 no marcador, o Independiente, que parecia atuar em casa, diminuiu naturalmente o ritmo. Foi o suficiente para o Corinthians começar a se acertar, aparecendo no ataque vez ou outra, ainda que Carille não agisse. O técnico do Corinthians assistia ao jogo de pé, ao contrário dos seus reservas, escondidos no banco.

Aos 32 minutos, todos se levantaram para finalmente comemorar uma ação ofensiva do Corinthians na partida. Balbuena fez grande lançamento para o compatriota Romero, que girou bem e esperou o tempo certo para tocar para Jadson. Livre na área, o veterano armador teve tranquilidade para concluir cruzado, para a rede.

Pouco depois, a bola entrou no outro gol de Itaquera. Para alívio do Corinthians, o lance foi invalidado pelo árbitro peruano Víctor Carrillo, que viu falta de Figal sobre Rodriguinho, no meio da área, depois de uma bola parada vinda da direita. Na segunda trave, Cássio havia sido vazado mais uma vez.

Ao término do primeiro tempo, quem decidiu reclamar foi Fábio Carille. Revoltado porque queria mais de dois minutos de acréscimo, o técnico se dirigiu à arbitragem e foi repreendido por Domingo. Discutiu rapidamente com o jogador adversário, foi para o vestiário e voltou de lá com Marquinhos Gabriel no lugar de Mateus Vital.

A alteração não contentou muitos torcedores, que queriam a entrada do xodó Pedrinho. Ainda assim, o Corinthians melhorou um pouco – não tanto por méritos próprios, mas principalmente porque o Independiente não tinha motivos nem forças para pressionar como havia feito na etapa inicial.

A evolução corintiana não resultou em chances de gol, o que fez Carille entrar em ação novamente aos 17 minutos. Desta vez, para vibração do público na Zona Leste paulistana, o escolhido para entrar foi Pedrinho. O prata da casa ocupou a vaga de Sidcley, empurrando Maycon do meio-campo para a lateral esquerda.

O Corinthians ficou muito mais criativo a partir da entrada de Pedrinho. Aos 29 minutos, por exemplo, o garoto avançou na ponta direita, deixou o seu marcador no chão e rolou para trás quando se aproximou da linha de fundo. Jadson finalizou cruzado, e a defesa do Independiente desviou para escanteio.

Como o jogo já se aproximava do fim, Carille gastou a sua última ficha. Emerson Sheik substituiu o cansado Jadson, enquanto o Independiente se protegeu com Gaibor no posto de Rodríguez. O experiente atacante do Corinthians virou baixa em pouco tempo. Antes de nem sequer tocar na bola, ele chutou o caído Domingo e levou o cartão vermelho.

Sem Sheik, o Corinthians resumiu as suas últimas tentativas de empatar o jogo à força de vontade de Pedrinho na direita e de Romero na esquerda. Era pouco para, com um atleta a menos, envolver o bem postado time argentino, maior campeão da história da Libertadores, com sete conquistas.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 2 INDEPENDIENTE

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 2 de maio de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Víctor Carrillo (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio e Victor Raez (ambos do Peru)
Público: 34.287 pagantes
Renda: R$ 2.415.956,35
Cartões amarelos: Sánchez Miño, Amorebieta, Meza, Romero e Figal (Independiente)
Cartão vermelho: Emerson Sheik (Corinthians)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos 32 minutos do primeiro tempo
INDEPENDIENTE: Benítez, aos 2, e Romero, contra, aos 25 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley (Pedrinho); Gabriel, Maycon, Romero, Jadson (Emerson Sheik), Rodriguinho e Mateus Vital (Marquinhos Gabriel)
Técnico: Fábio Carille

INDEPENDIENTE: Campaña; Figal, Franco e Amorebieta; Bustos, Domingo, Rodríguez Berrini (Gaibor) e Sánchez Miño; Benítez (Silva); Meza e Silvio Romero (Gigliotti)
Técnico: Ariel Holan

 

 

Gazeta Esportiva

Após dois jogos fora de casa, o São Paulo voltou ao Morumbi neste sábado, recebendo o Atlético-MG na tentativa de manter sua invencibilidade no Brasileirão. Após um primeiro tempo bastante movimentado, em que saiu na frente com gol de Everton, o Tricolor acabou caindo de rendimento na etapa complementar, chegou a sofrer a virada, mas, graças a Diego Souza, saiu de campo com o empate em 2 a 2, chegando a seis pontos na competição.

Estreante no Morumbi, Everton foi um dos destaques do São Paulo na noite deste sábado. Explorando a velocidade, uma das carências do São Paulo nos últimos anos, o atacante foi durante todo o tempo uma boa alternativa ofensiva e conseguiu coroar seu primeiro jogo na casa do seu novo clube com um gol. Diego Souza, que recebeu um voto de confiança de Aguirre e iniciou a partida como titular, correspondeu às expectativas e também foi às redes. Roger Guedes e Ricardo Oliveira marcaram os gols do Galo.

O São Paulo agora concentra seus esforços na preparação para o jogo de volta da Copa Sul-Americana, na próxima quarta-feira, contra o Rosario Central, novamente no Morumbi. Já o Atlético-MG entra em ação na terça-feira, quando recebe o San Lorenzo também pelo torneio continental.

O jogo – O primeiro tempo foi bastante movimentado. Empolgados com a grande quantidade de torcedores que compareceu ao Morumbi, os donos da casa se inspiraram e quase abriram o placar logo aos 12 minutos com Everton, que aproveitou o cruzamento de Régis no segundo pau, mas não foi feliz em sua conclusão, balançando as redes do goleiro Victor pelo lado de fora.

Dois minutos depois foi a vez de o Atlético-MG responder, exigindo um verdadeiro milagre de Sidão. Ricardo Oliveira recebeu pela direita e acionou no lado oposto Roger Guedes, que ficou cara a cara com o goleiro adversário e o viu fazer uma defesa brilhante, à queima-roupa, para manter o 0 a 0 no placar.

Daí em diante o Atlético-MG conseguiu conter o ímpeto do São Paulo, que enfrentava dificuldades em infiltrar na defesa rival. A situação só mudou aos 24 minutos, quando Régis desceu pela direita e mandou na área. Diego Souza disputou no alto com Léo Silva, e a bola sobrou nos pés de Everton, que dominou e desta vez bateu certeiro para abrir o placar em sua estreia no Morumbi.

Antes do intervalo, o Atlético-MG ainda teve a oportunidade derradeira de se dirigir ao vestiário com a igualdade no marcador com o zagueiro Anderson Martins. Após cobrança de escanteio de Otero, Sidão deu um soco na bola e o próprio venezuelano ficou com o rebote, mandando na área novamente. O defensor são-paulino, que marcava Ricardo Oliveira, cabeceou para trás e quase jogou contra o próprio gol, tirando tinta do travessão.

Na etapa complementar, Arboleda foi quem deu os primeiros indícios de que o Tricolor não havia se contentado com a vantagem mínima construída no primeiro tempo. Aos três minutos, o zagueiro subiu mais que a defesa rival após cobrança de escanteio e cabeceou no canto direito do goleiro Victor, que viu a bola passar rente à trave. Pouco depois, Roger Guedes, principal ameaça do Galo, recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu colocado, exigindo outra ótima defesa do goleiro Sidão.

Depois de tanto ameaçar, o Atlético-MG, enfim, botou água no chopp são-paulino. Aos 25 minutos, Cazares acionou Gustavo Blanco pelo meio, que, por sua vez, deu ótimo passe para Roger Guedes, que, nas costas de Arboleda, invadiu a área batendo de primeira, desta vez sem chances para o goleiro Sidão.

A partir daí o Atlético-MG cresceu e não deu brechas para que o Tricolor pudesse reagir. Cada vez mais presente no campo ofensivo adversário, o Galo ainda teve tempo para, antes do apito final, aos 32 minutos, virar a partida com Ricardo Oliveira, que cabeceou no primeiro pau após cobrança de escanteio e saiu para o abraço. O São Paulo, no entanto, não se deu por vencido e deixou tudo igual três minutos depois com Diego Souza, que recebeu ótimo passe de Cueva dentro da área e tocou de bico na saída de Victor, garantindo ao menos mais um ponto à equipe do Morumbi.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 2 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 5 de maio de 2018, sábado
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Bruno Boschilia (PR)

Público: 31.976 pessoas
Renda: R$ 788.822,00

Cartões amarelos: Arboleda, Bruno Alves e Hudson (São Paulo); Elias, Gustavo Blanco, Cazares e Fábio Santos (Atlético-MG)
Gols: Everton, aos 24 minutos do 1ºT, e Diego Souza, aos 35 minutos do 2ºT (São Paulo); Roger Guedes, aos 25 minutos do 2ºT, e Ricardo Oliveira, aos 32 minutos do 2ºT (Atlético-MG)

SÃO PAULO: Sidão; Anderson Martins, Arboleda e Bruno Alves (Marcos Guilherme); Régis, Jucilei, Hudson (Cueva), Nenê (Liziero) e Reinaldo; Everton e Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

ATLÉTICO-MG: Victor, Patric, Léo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson e Gustavo Blanco (Erick); Otero (Cazares), Luan (Elias) e Roger Guedes; Ricardo Oliveira.
Técnico: Thiago Larghi

 

 

 

gazeta esportiva

Os cariocas foram superiores no primeiro tempo e foram para o intervalo com a vantagem após o gol de Henrique Dourado. Na etapa final, a Ponte Preta equilibrou, mas teve poucas chances de marcar. O Flamengo administrou o resultado para sair de campo com a vitória.

O confronto de volta será na próxima quinta-feira, no Maracanã.

O jogo – O Flamengo começou melhor a partida e pressionou a Ponte Preta mesmo fora de casa. Os rubro-negros criaram a primeira boa chance do confronto aos três minutos, em chute de Vinícius Júnior que parou em defesa de Ivan. Aos seis, os cariocas balançaram a rede, mas o gol foi anulado por conta de uma falta de Léo Duarte.

O susto fez a Ponte Preta acordar e melhorar na partida. Tanto que os donos da casa passaram a ter mais posse de bola e chegaram ao ataque aos 11 minutos. Orinho arriscou de formada área, mas Diego Alves fez a defesa sem dificuldade.

A partir dai, o jogo ficou equilibrado. As duas equipes marcavam bem e impediam os avanços do adversário. Enquanto a Ponte Preta sofria no setor ofensivo, o Flamengo era mais organizado e acabou chegando ao gol aos 32 minutos. Éverton Ribeiro achou Lucas Paquetá na área. O meia tocou rasteiro para Henrique Dourado no meio da pequena área e viu o atacante apenas empurrar para a rede.

O revés fez a Ponte Preta buscar o ataque com mais vontade. Os donos da casa tiveram boa chance de empatar aos 41 minutos. Igor finalizou e quase acertou o ângulo de Diego Alves. O Flamengo passou a administrar a posse de bola e levou a vantagem até o intervalo.

No segundo tempo, a Ponte Preta voltou com a intenção de chegar ao empate nos primeiros minutos. No entanto, os donos da casa seguiam com problema para criar boas jogadas. Sem sofrer na defesa, o Flamengo adotou uma atitude mais cautelosa.

Com dificuldade em levar perigo, a Ponte Preta só assustou aos 18 minutos, em chute de longe de Lucas Mineiro. Já o Flamengo só respondeu seis minutos depois, em finalização de Éverton Ribeiro.

Os donos tiveram a oportunidade de igualar o placar aos 33 minutos. Léo Duarte perdeu a bola ainda na área e viu Felippe Cardoso acertar o travessão. No rebote, Felippe Cardoso teve nova chance de marcar, mas parou em grande defesa de Diego Alves.

O lance fez a Ponte Preta se lançar ao ataque, mas quem quase marcou foi o Flamengo, aos 37 minutos. Em contra-ataque rápido, Vinícius Júnior avançou em velocidade e chutou na saída de Igor. Só que a bola passou sobre o travessão.

Nos minutos finais, o panorama seguiu o mesmo. Os donos da casa sem poder ofensivo para pressionar. Já os cariocas ainda tiveram chance de ampliar, mas Vinícius Júnior desperdiçou o lance ao finalizar pela linha de fundo. Mesmo assim, os flamenguistas seguraram o resultado até o fim.

FICHA TÉCNICA:
PONTE PRETA-SP 0 X 1 FLAMENGO-RJ

Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 2 de maio de 2018, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS)
Renda: R$ 95.805,00
Público: 9.789 presentes
Cartão amarelo: André Castro (Ponte Preta)
GOL
FLAMENGO: Henrique Dourado, aos 32min do primeiro tempo

PONTE PRETA: Ivan, Igor, Reynaldo, Renan Fonseca e Marciel; André Castro, Lucas Mineiro, Tiago Real (Paulinho) e Orinho (Júnior Santos); Felipe Saraiva (Aaron) e Felippe Cardoso.
Técnico: Doriva

FLAMENGO: Diego Alves, Rodinei, Léo Duarte, Rever e Renê; Cuéllar, Paquetá, Éverton Ribeiro (Pará), Geuvânio (Jean Lucas) e Vinicius Júnior (Marlos Moreno); Henrique Dourado
Técnico: Maurício Barbieri (interino)

 

Gazeta Esportiva

Larghi gritou bastante, mas seu time não conseguiu fazer um gol (Foto: Bruno Cantini / Atlético

Um leão contra um gatinho. Assim pode resumir o empate sem gols entre Atlético e Chapecoense, na noite desta quarta-feira, no Independência, duelo válido pela partida de ida da Copa do Brasil.

O Galo lutou, atacou, forçou, tentou de todos os lados, mas parou na forte retranca armada pelo técnico Gilson Kleina. No fim das contas, o Atlético teve várias oportunidades durante todo o jogo, chances com os laterais, com os volantes, com os atacantes. A Chape apenas um chute que levou perigo.

O empate leva a decisão da Copa do Brasil para a Arena Condá, em duas semanas, no dia 16 de maio.

Primeiro tempo

O jogo começou um ataque contra defesa. O Galo se jogou em busca do primeiro gol enquanto a Chapecoense se preocupava primeiramente com sua defesa para depois tentar alguma coisa.

Com isso, os primeiros minutos ficaram chatos de serem assistidos, afinal, o Galo batia bastante e a Chape esperava no campo defensivo, fazendo barreiras difíceis de serem atravessadas.

O esquema atleticano era o mesmo dos últimos jogos. Luan fazia a saída de bola, Gustavo Blanco trabalhava como segundo volante e contribuía bastante com o momento ofensivo e Roger Guedes fazia a dupla de ataque com Ricardo Oliveira.

Diante de um jogo que um time ficou completamente fechado, sem querer se arriscar e outro que precisava fazer variações e mostrar repertório, o duelo ficou com poucas chances claras e quase sem emoção.

Segundo tempo

A volta do intervalo teve o Galo novamente com intensidade. Logo aos 2 minutos, o Atlético já tinha conseguido duas oportunidades claras: a primeira em cruzamento na área, defesa fácil de Jandrei e, logo em seguida, com Gustavo Blanco, em bom lançamento de Luan.

O Atlético não conseguia penetrar na defesa da Chape. Os papéis em campo foram invertidos: o atacante Wellington Paulista virou defensor em algum momento do jogo e o zagueiro Leonardo Silva se mandou para o ataque.

Para tentar algo diferente, o técnico Thiago Larghi mandou a campo o meia Cazares e o volante Elias, tirando Gustavo Blanco e Adilson.

No finalzinho, o técnico Thiago Larghi fez uma alteração que atrapalhou seus planos. Ele tirou Luan e colocou em campo Matheus Galdezani. Isso deixou o Galo desorganizado e com poder ofensivo menor do que poderia.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO MINEIRO 0 X 0 CHAPECOENSE

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 2 de maio de 2018, quarta-feira
Horário: 19h30 (Brasília)
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (CBF-PR)
Assistentes: Rafael Trombeta (PR) e Pedro Martinelli Christino (PR)
Cartões: Luan, Patric (Atlético); Apodi, Jandrei (Chapecoense)

ATLÉTICO-MG: Vitor; Patric, Léo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson (Cazares), Otero, Gustavo Blanco (Elias) e Luan (Matheus Galdezani); Roger Guedes e Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

CHAPECOENSE: Jandrei; Apodi, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Amaral, Elicarlos, Márcio Araújo (Vinicius Freitas) e Canteros (Guilherme); Arthur (Júnior Santos) e Wellington Paulista
Técnico: Gilson Kleina

 

 

Gazeta Esportiva

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