Dourados-MS,
CMD-DROGAS

O jovem Helinho esteve muito perto de viver uma noite de herói no estádio do Morumbi logo em sua estreia pelo time profissional do São Paulo, contra o Flamengo. Mas, um gol de Rodinei na parte final da partida desse domingo determinou o empate por 2 a 2 nessa 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cada equipe levou um ponto para casa, mas quem comemorou mesmo foram os palmeirenses, que agora têm seis pontos de vantagem na liderança da competição com apenas seis rodadas para o fim (66 pontos). Os rubro-negros foram a 60, um a mais que o Tricolor. O Inter, 58 pontos, ainda pode assumir a vice-liderança e diminuir a distância para os alviverdes.

Diego Aguirre resolveu segurar a escalação do São Paulo nesse domingo, liberou a lista de seus titulares apenas a 10 minutos da bola rolar. Todo o mistério não foi compatível com uma grande novidade, a não ser a já usual formação com três zagueiros.

Mesmo assim, Gonzalo Carneiro conseguiu se virar sozinho e fazer uma bela jogada pela esquerda para Diego Souza ficar livre diante de César e abrir o placar. Na comemoração, o atacante são-paulino homenageou o presidente da república, recém-eleito, Jair Bolsonaro.

O Morumbi foi à loucura, mas teve pouco tempo de festa. Uribe aproveitou cochilo de Arboleda e Bruno Alves, e cabeceou para as redes. Sidão, que voltava após três jogos no banco de reservas, colaborou.

Aguirre, então, resolveu ousar. Dessa vez, sim, com uma novidade. Helinho, jovem de 18 anos, foi chamado, e Anderson Martins sacado. Bastaram quatro minutos em campo para a revelação de Cotia marcar um golaço, de fora da área, no ângulo de César. Dessa vez não teve homenagem a político. Helinho correu para a torcida. Parecia viver um sonho.

Talvez o atacante não contasse com o recuo do São Paulo. Enquanto o treinador uruguaio sacou Carneiro para colocar Edimar, Dorival Júnior colocou Diego na vaga de Cuellar. Rodinei também foi a campo no lugar de Pará.

Resultado: pressão do Flamengo em pleno Morumbi. E o prêmio veio justamente com gol de Rodinei, depois de lindo drible de Vitinho em cima de Bruno Peres.

Os donos da casa sentiram o baque, e terminaram o jogo tendo de agradecer pelo empate, pois Vitinho chegou a desperdiçar uma chance incrível aos 45, praticamente sem goleiro a sua frente.

Agora, o São Paulo faz clássico com o Corinthians, em Itaquera, no sábado que vem. O Flamengo também terá um tradicional duelo regional diante do Botafogo, no mesmo dia, no Nilton Santos.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 2 FLAMENGO

Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: Domingo, 4 de novembro de 2018
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Reinaldo, Lizero (SPFC); Lucas Paquetá (CRF)
Renda: R$ 1.109.117,00 (bruta) / R$ 770.857,53 (líquida)
Público: 32.612 torcedores

GOLS:
São Paulo:
 Diego Souza, aos 7 minutos do 1T, e Helinho, aos 4 minutos do 2T.
Flamengo: Uribe, aos 7 minutos do 1T, e Rodinei, aos 35 minutos do 2T

SÃO PAULO: Sidão; Arboleda, Bruno Alves e Anderson Martins (Helinho); Bruno Peres, Luan (Araruna), Jucilei, Liziero e Reinaldo; Gonzalo Carneiro (Edimar) e Diego Souza.
Técnico: Diego Aguirre

FLAMENGO: César; Pará (Rodinei), Léo Duarte, Réver e Renê; Gustavo Cuéllar (Diego), Willian Arão, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro (Geuvânio) e Vitinho; Fernando Uribe
Técnico: Dorival Júnior

 

Gazeta Esportiva

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada. O time dirigido por Cuca pode cair para oitavo caso o Atlético-PR (43 pontos) derrote o Internacional, em Porto Alegre.

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

Cuca arruma o Santos, Peixe empata, mas Verdão vence com falha de Vanderlei

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 x 2 SANTOS

Data: 03 de novembro de 2018, sábado
Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Braulio Machado
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa) e Neuza Ines Back (Fifa)
Público e renda: 38.938/R$ 2.723.126,86
Cartões amarelos: PALMEIRAS: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima. SANTOS: Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel.
Cartão vermelho: Diego Pituca

GOLS:
Palmeiras: Dudu e Edu Dracena, aos 13 e 39 minutos do 1T; Victor Luis, aos 25 do 2T;
Santos: Copete e Dodô, aos 9 e 19 minutos do 2T.

PALMEIRAS: Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson)
Técnico: Felipão

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel
Técnico: Cuca

O Vasco conseguiu um resultado muito importante na sua briga para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Em partida disputada na tarde deste sábado, no Maracanã, a equipe de São Januário derrotou o Fluminense por 1 a 0, gol marcado por Maxi López, de pênalti, no segundo tempo.

A vitória no clássico carioca fez a equipe de São Januário chegar aos 38 pontos ganhos e subir para a 12ª posição. O Fluminense segue com 40 pontos ganhos na décima colocação.

O jogo foi muito equilibrado e o Vasco foi muito feliz ao aproveitar a oportunidade para decidir o jogo. O time dirigido por Alberto Valentim não foi brilhante, mas soube suportar a pressão de um adversário que começou acomodado, mas que mudou de comportamento ao sofrer o gol e passou a pressionar em busca de um resultado melhor, o que acabou não conseguindo.

Na próxima rodada, o Fluminense vai receber o Sport, no Maracanã, às 19h (de Brasília), no dia 11 de novembro, domingo. Já o Vasco vai encarar o Grêmio na Arena, em Porto Alegre, no mesmo dia, às 17h (de Brasília).

O jogo

O Fluminense saiu para o ataque desde os primeiros minutos, e o lateral Ayrton Lucas era o mais acionado pelo lado esquerdo. O Vasco se mostrava mais cauteloso, deixando a iniciativa para o adversário. Mesmo assim, o time de São Januário chegou primeiro com um chute de Yago Pikachu que não levou perigo.

O Fluminense respondeu aos sete minutos com boa jogada de Ayrton Lucas que se livrou da marcação e bateu forte, mas a bola desviou em Werley e saiu para escanteio.

O jogo ficou mais aberto e o Vasco passou a se comportar de forma mais agressiva, colocando a defesa tricolor em dificuldades. Após cruzamento, Fabrício cabeceou e Júlio César fez a defesa.

Depois de um início animador, o time dirigido por Marcelo Oliveira passou a encontrar dificuldades para penetrar na defesa cruz-maltina. Já o Vasco tinha mais posse de bola, mas também não conseguia criar boas condições para Maxi López, muito isolado entre os zagueiros tricolores.

O ritmo da partida caiu porque as duas equipes se preocupavam mais em bloquear as jogadas dos adversários do que construir ações eficientes de ataque.

Aos 22 minutos, o primeiro grande momento de vibração. Matheus Alessandro foi derrubado por Luiz Gustavo na entrada da área. Luciano bateu, a bola desviou na barreira e se chocou com o travessão quando Martín Silva já estava batido. A jogada animou o Tricolor das Laranjeiras e, aos 25 minutos, Luciano voltou a concluir com perigo, mas a bola saiu.

Aos 31 minutos, o Fluminense criou nova chance para marcar. Digão fez bom lançamento para Luciano que concluiu para grande defesa de Martin Silva. O Vasco seguia encontrando dificuldades para penetrar na defesa tricolor e gastava mais energia tentando evitar que o adversário chegasse ao gol.

Aos 41 minutos, Léo recebeu bom passe na direita e cruzou para a entrada de Luciano, mas o zagueiro Luiz Gustavo conseguiu evitar que a bola chegasse ao atacante.

No final do primeiro tempo, as duas torcidas se uniram para vaiar a má atuação das suas equipes.

Os dois times voltaram sem modificações para o segundo tempo. Logo aos três minutos, Léo cruzou e Matheus Alessandro cabeceou para fora. A resposta do Vasco veio no minuto seguinte quando Andrey experimentou, da entrada da área, e obrigou Júlio César a uma defesa muito difícil.

O time comandado por Alberto Valentim voltou melhor no segundo tempo e passou a pressionar em busca do primeiro gol. E aos 14 minutos, o Vasco marcou o primeiro gol. Thiago Galhardo cruzou na área e a bola bateu no braço de Paulo Ricardo. O árbitro marcou pênalti que Maxi López converteu com categoria, chutando no canto esquerdo de Júlio César.

Depois de sofrer o gol, o técnico Marcelo Oliveira decidiu alterar o esquema tático do Fluminense. Ele tirou o zagueiro Paulo Ricardo e colocou o atacante Luciano.

Atuando com três atacantes, o Fluminense passou a pressionar em busca do gol de empate. Alberto Valentim decidiu renovar o setor ofensivo e colocou Rildo na vaga de Marrony. Foi a primeira aparição de Rildo depois de se recuperar da lesão sofrida no início da temporada e que o tirou da equipe por vários meses.

Aos 32 minutos, o Tricolor das Laranjeiras esteve muito perto de chegar ao empate. Everaldo fez ótima jogada individual e rolou para a conclusão de Sornoza, mas o chute do equatoriano acabou sendo desviado para escanteio.

O Tricolor das Laranjeiras seguia pressionando em busca do gol de empate e,aos 39 minutos, após confusão na área, a bola sobrou para Digão que bateu com muita força, mas a bola saiu bem perto da trave defendida por Martín Silva.

O Vasco só voltou a incomodar aos 41 minutos quando Rildo foi lançado pela esquerda e fez bom passe para Thiago Galhardo que teve o seu chute bloqueado pela zaga.

Nos minutos finais, o Fluminense aumentou a pressão em busca do gol de empate e após cruzamento de Ayrton Lucas, aos 43 minutos, Everaldo chutou, mas a zaga do Vasco salvou outra vez.

Aos 47 minutos, Ayrton Lucas recebeu de Jadson e mandou a bomba, mas Martín Silva fez grande defesa, evitando o gol do empate.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE-RJ 0 X 1 VASCO-RJ

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 3 de novembro de 2018 (Sábado)
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

Cartão Amarelo:Luciano, Ibañez (Flu); Ramon, Willian Maranhão, Martín Silva, Leandro Castán (Vas);

Gols:
VASCO: Maxi López, aos 14 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Júlio César, Paulo Ricardo (Luciano), Ibañez e Digão: Léo(Igor Julião), Richard, Jadson, Sornoza e Ayrton Lucas; Matheus Alessandro (Júnior Dutra) e Luciano
Técnico: Marcelo Oliveira

VASCO: Martín Silva, Luiz Gustavo, Werley, Leandro Castán e Ramon; Andrey (Raul), Willian Maranhão, Yago Pikachu e Fabrício (Thiago Galhardo); Marrony (Rildo) e Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

Um clássico carioca entre dois times que encaram a partida com interesses distintos. Esta é a realidade de Fluminense e Vasco, que se enfrentam neste sábado, às 17h(de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), na abertura da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Cruz-Maltino, que vem de um empate por 1 a 1 com o Internacional em casa, tenta se distanciar da zona de rebaixamento, aberta pela Chapecoense, com apenas um ponto a menos. Já o Tricolor tem 40 pontos e vive uma situação mais tranquila, o que lhe afasta o interesse no jogo.

O Fluminense, no meio de semana, derrotou o Nacional por 1 a 0 no Uruguai e se classificou para as semifinais da Copa Sul-Americana. Como já joga por esta competição no meio de semana, com o Atlético-PR, no Paraná, o técnico Marcelo Oliveira vai repetir a estratégia utilizada no fim de semana passado e escalar os reservas, porém, sonham com um desempenho melhor do que o da derrota por 3 a 0 na Vila Belmiro.

“Tenho que lamentar que no futebol brasileiro a gente tenha que jogar tanto em tão pouco tempo. Estamos falando de um jogo desgastante no Uruguai, com uma viagem muito desgastante também e no sábado já teremos um clássico contra uma equipe que passou a semana inteira esperando o jogo contra a gente. Este jogo poderia ser no domingo. Um pouco de coerência seria bom para que os jogadores descansassem um pouco. Mas nosso elenco permite escalar um time competitivo”, disse Marcelo Oliveira.

Ciente de pouco interesse do Fluminense no jogo, Alberto Valentim, comandante do Vasco, prefere manter foco no seu time. “Estamos nos preparando para disputarmos um clássico, que sempre apresenta um cenário de dificuldade. Temos proposta de ataque, de jogar no campo ofensivo. Com marcação forte. Independentemente do que esteja acontecendo do outro lado do campo”, disse o treinador.

Já sobre a pressão contra o rebaixamento, os vascaínos preferem pensar no jogo a jogo. “O clássico contra o Fluminense é importante e temos que buscar os três pontos, porém, sem a pressão da pontuação, pois não podemos fazer contas. Temos que ir a campo e tentar ganhar. Se trata de um clássico e as coisas se igualam. Além disso, quem estiver em campo vai querer vencer”, afirmou o lateral-esquerdo Ramon, que no ano passado fez o gol decisivo de um triunfo de 1 a 0 sobre o Fluminense no Campeonato Brasileiro.

Em termos de escalação, Alberto Valentim faz mistério, porém, vem comemorando o fato de poder repetir o time e por isso mesmo não deve fazer alterações em relação ao empate com o Internacional. Assim, o meia Giovanni Augusto, que cumpriu suspensão contra o Colorado, volta a ficar à disposição, mas deve ficar no banco de reservas. Quem vai ser relacionado é o atacante Rildo, que não joga desde o primeiro semestre por causa de uma cirurgia no ombro esquerdo.

No primeiro turno do Campeonato Carioca as duas equipes se enfrentaram em São Januário, no Rio de Janeiro, e o confronto terminou empatado por 1 a 1. Naquela ocasião o argentino Andrés Ríos fez o gol do Cruz-Maltino, mas Pedro garantiu a igualdade para o Tricolor.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE-RJ X VASCO-RJ

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 3 de novembro de 2018 (Sábado)
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

FLUMINENSE: Rodolfo, Igor Julião, Frazan, Paulo Ricardo e Marlon; Aírton, Dodi, Fernando Neto e Daniel; Marcos Júnior e Júnior Dutra
Técnico: Marcelo Oliveira
VASCO: Martín Silva, Luiz Gustavo, Werley, Leandro Castán e Ramon; Andrey, Willian Maranhão, Yago Pikachu e Fabrício; Marrony e Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

 

Gazeta Esportiva

O Grêmio contribuiu para a falta de sono dos dirigentes atleticanos, ao vencer o Galo, por 1 a 0, na tarde deste sábado, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. O clube mineiro passou o mês de outubro sem vencer – época que foi suficiente para a queda de Thiago Larghi e do diretor Alexandre Gallo – e agora vê sua vaga na Copa Libertadores bastante ameaçada.

O Grêmio precisou somente de dois minutos para provocar o caos dentro do Galo. Isso porque Geromel aproveitou uma cobrança de escanteio e marcou o gol que deu a vitória ao Tricolor. O resultado joga mais pressão para o grupo alvinegro e para o técnico Levir Culpi que acumula três jogos e três derrotas desde o seu retorno. O Atlético está na sexta colocação, com 46 tentos anotados. O Santos está empatado em número de pontos, mas perde nos critérios de desempate e pode superar o clube mineiro ainda nesta rodada. O Grêmio está na quinta posição, com 55 tentos.

Na próxima rodada, o Atlético recebe o Palmeiras, no Independência, no domingo, às 17h (de Brasília). Já o Grêmio terá pela frente o Vasco, no mesmo dia e horário, no Rio Grande do Sul.

Primeiro tempo

O técnico Levir Culpi mudou o esquema atleticano para o duelo contra o Grêmio. Tirou Cazares e mandou a campo um time com três volantes, tendo David Terans como homem para armar jogadas. Elias, do modo proposto, ficou mais livre.

No entanto, quando o momento é ruim, pouco adianta qualquer coisa. Demorou apenas dois minutos para o Atlético sofrer o primeiro gol. Em cobrança de escanteio, após erro grotesco de Leonardo Silva no lance que gerou o tiro de canto, Jael subiu mais que todo mundo e Victor fez uma bela defesa. Na sequência, no entanto, Geromel aproveitou o rebote e colocou para o fundo das redes.

Após o tento sofrido, o Galo passou a ter o completo domínio do jogo. Trocava passes para todos os lados e usava todas as suas peças. Era pouco eficiente no ponto de vista de intensidade, mas conseguia agredir, embora levemente.

Aos 13 o Galo chegou pela primeira vez. Em bom cruzamento da esquerda, a bola sobrou na entrada da área e Terans chutou. A redonda ficou com o goleiro Paulo Victor. Aos 18, o Atlético chegou novamente: desta vez em cruzamento da esquerda e Elias, por pouco, não marca.

O Atlético mandava no jogo. A explicação para isso era fácil de ser encontrada: o uruguaio David Terans assumiu a condição de homem centralizado e dava muita organização ao Galo.

O Grêmio passou a apostar nos contra-ataques. Em duas oportunidades eles foram uteis, nas duas chances, porém, o Galo conseguiu se virar e ficar com a bola.

Aos 36 o lance mais impressionante do primeiro tempo. Em cruzamento feito por Chará, já dentro da área, a bola ficou em disputa. Após muita bagunça, a redonda sobrou para Terans que chutou e o zagueiro Geromel, de cabeça, tirou.

Segundo tempo

O Galo voltou com uma intensidade pouco vista no primeiro tempo. O primeiro lance da etapa complementar levou perigo. Em boa jogada de Emerson na direita, Elias teve a chance de chutar, mas pegou mascado na bola.

O que o Galo tentava, todavia, era inútil, afinal, o Grêmio tinha comportamento defensivo muito interessante. Além disso, o time sulista tinha a disposição Geromel que estava em grande tarde.

O Grêmio passou a apostar apenas nos contra-ataques. A equipe via o Atlético desesperado atrás do placar, tentando, pelo menos, o empate. O técnico Levir Culpi fez alterações para deixar o Galo mais agudo, mas não resolveu. O Tricolor fez mudanças para deixar a equipe mais veloz.

No término do jogo, o Atlético já não tinha qualquer organização. O zagueiro Leonardo Silva estava no ataque tentando o empate em boas aéreas, enquanto Chará ajudava na marcação. Não adiantou.

Ficha Técnica
Atlético-MG 0 X 1 Grêmio

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte – MG
Data: 03 de novembro (Sábado)
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (Fifa-RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (Fifa-RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)

Gol: Geromeu, aos 2 minutos do primeiro tempo (Grêmio)
Cartões: Emerson, Leonardo Silva, Matheus Galdezani, Elias (Atlético); Matheus Henrique (Grêmio)

Atlético–MG: Victor; Emerson, Leonardo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Elias, Matheus Galdezani (Denilson), David Terans (Cazares) e Chará; Ricardo Oliveira (Leandrinho)
Técnico: Levir Culpi

Grêmio: Paulo Victor, Leonardo Gomes, Paulo Miranda, Geromel e Cortez, Michel, Ramiro (Alisson), Matheus Henrique, Everton (Jean Pyerre), Jael (Pepê), Tonny Anderson
Técnico: Renato Portaluppi

Ambos pressionados. Por motivos diferentes, é certo, mas, ainda assim, dois apertados. Atlético e Grêmio duelam na tarde deste sábado, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro, com o Tricolor tenso após deixar escapar a classificação para a final da Copa Libertadores, já o Galo convive com a grande ausência de resultados.

O mês de outubro foi desastroso para o Atlético. O clube não venceu e queimou a gordurinha conquistada com vantagem na sexta colocação. Com isso, viu Santos e Atlético-PR se aproximarem e isso preocupa pelos lados da Cidade do Galo.

O mês 10 do calendário foi tão ruim que levou com ele dois profissionais. Primeiro o técnico Thiago Larghi perdeu sua vaga para o mais experiente Levir Culpi. Depois o diretor de futebol Alexandre Gallo, por motivos parecidos, sem efeitos, foi demitido nessa semana.

Levir assumiu dentro das quatro linhas e o ex-atacante Marques fora. Ambos pegaram o barco andando e o circo pegando fogo. O grande conhecimento de Atlético-MG das duas partes pode ser um fator preponderante para algum sucesso. A maior preocupação do momento é assegurar a ameaçada vaga para a Libertadores. A esperança de algum brasileiro conquistar o torneio em 2018 se foi com as eliminações de Palmeiras e Grêmio e, diante disso, o G7 ficou em um sonho distante.

Dentro de campo, Levir tenta mudar a realidade atleticana. Grita com jogadores no gramado. Mesmo assumindo não conhecer o elenco que tem em mãos – algo que se mostrou muito mais estratégico do que realidade – promove mudanças no elenco. A principal aconteceu nos treinamentos desta semana: colocou David Terans no meio, na vaga do suspenso Luan, ao lado de Cazares. Com alguns pensamentos, fez alterações, tirou o equatoriano e colocou o volante Matheus Galdezani, deixando a equipe com três volantes. A permanência de Terans pode ser interpretada nas entrelinhas que Levir quer mais participação de Cazares.

Na busca fora do campo por uma vaga na final da Libertadores, o Grêmio encara o Galo com desfalques no duelo de amanhã. Com duas fraturas nas costelas, o goleiro Marcelo Grohe não atua mais nessa temporada na meta gremista. No seu lugar entra Paulo Victor.

Lesionados, o zagueiro Kannemann e o volante Maicon também ficam de fora da partida. Paulo Miranda e Alisson ocupam as suas vagas. Em compensação o atacante Everton que havia entrado no segundo tempo da semifinal da Libertadores diante do River Plate começa o jogo ao lado de Jael.

Atualmente no Brasileirão o Grêmio ocupa o quinto lugar, com 52 pontos e luta para retornar ao G4. No primeiro turno os gaúchos derrotaram os mineiros por 2 a 0 na Arena.

Ficha Técnica
Atlético-MG X Grêmio

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte – MG
Data: 03 de novembro (Sábado)
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (Fifa-RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (Fifa-RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)

Atlético–MG: Victor; Emerson, Leonardo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Elias, Cazares ( Matheus Galdezani) David Terans e Chará; Ricardo Oliveira
Técnico: Levir Culpi

Grêmio: Paulo Victor, Leonardo Gomes, Paulo Miranda, Geromel e Cortez, Michel, Cícero, Ramiro e Alisson, Everton e Jael.
Técnico: Renato Portaluppi

O Bahia venceu o Atlético Paranaense por 1 a 0, no tempo normal do jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-americana, na Arena da Baixada, mas nas cobranças de pênaltis o Furacão venceu por 4 a 1 e garantiu a vaga nas semifinais. No jogo de ida, vitória do Furacão por 1 a 0, na Arena Fonte Nova.

O Esquadrão de Aço abriu a contagem já nos acréscimos do primeiro tempo, com Grolli, que apareceu no meio da área para desviar de ponta de chuteira para a rede.

Na próxima fase, o adversário do Atlético Paranaense será o Fluminense, que eliminou o Nacional, do Uruguai.

 

O jogo – Principal esperança de gol pelo lado rubro-negro, Pablo arriscou o primeiro chute logo no primeiro minuto, por cima da meta. A resposta veio com Léo, os cinco minutos, pegando sobra de bola e isolando. O jogo era pegado, com algumas entradas mais fortes e muita reclamação das equipes. Aos nove minutos, Pablo cobrou falta com força e Douglas defendeu em dois tempos.

Com uma formação diferente, o Esquadrão de Aço marcava forte e pressionava no ataque. O trauma dos gols anulados voltou a atingir o Tricolor. Aos 17 minutos, Júnior Brumado recebeu com liberdade e mandou para o fundo das redes, mas o árbitro anotou falta anterior de Zé Rafael. Cobrança de escanteio na medida para Pablo, aos 22 minutos, mas a testada foi pela linha de fundo.

O Bahia precisava vencer, mas os jogadores estavam pilhados, nervosos em campo. Aos 34 minutos, Veiga cobrou falta rasteira e a bola passou por todo mundo, com perigo. Lodi levantou para Veiga, aso 37 minutos, mas o meia não pegou em cheio na bola, desperdiçando o lance. Contra-ataque atleticano, aos 41 minutos, e Lucas Fonseca salvou o tiro de Marcelo Cirino, que tinha destino certo. Mas, aos 46 minutos, Léo cobrou lateral na área e a bola sobrou para Grolli desviar para o fundo da rede.

Para a segunda etapa, as equipes retornaram sem alterações. Contra-ataque em velocidade do Bahia, com Élber, que deixou a bola correr um pouco e facilitou a defesa atleticana. Aos seis minutos, Nikão recebeu na área e cruzou para Douglas deixar a meta e interceptar. De voleio, Nikão tentou aproveitar cruzamento de Jonathan, aos nove minutos, mas não pegou bem na bola.

Quem passou a mostrar nervosismo foi o time do Atlético, que aos poucos colocava a bola no chão para respirar. Aos 18 minutos, Rafael Veiga chutou cruzado, de fora da área, para fora. Aos 21 minutos, Cirino ajeitou para Pablo, que chegou batendo por cima da meta. O Furacão cresceu. Com o jogo totalmente aberto, os treinadores trabalhavam, tentando definir a vaga no tempo normal.

Tirando todas no miolo de saga tricolor, Grolli salvou mais uma aos 32 minutos, interceptando cruzamento de Nikão. Na resposta, Edigar Junio invadiu a área, aos 34 minutos, e chutou à direita da meta. Aos 41 minutos, Pablo cobrou falta na entrada da grande área, por cima do gol. A partida foi para a cobrança de penalidades.

Jonathan abriu as cobranças para o Furacão, convertendo. Vinícius parou no goleiro Santos. Raphael Veiga bateu forte e estufou a rede. Zé Rafael isolou a cobrança para o Tricolor. Lucho marcou o terceiro do Rubro-Negro. Edigar Junior bateu bem para manter o Bahia vivo. Pablo, entretanto, fechou as cobranças.

ATLÉTICO PARANAENSE 0 (4) X (1) 1 BAHIA

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 31 de outubro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Diego Haro (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Coty Carrera (Peru)
Árbitro de vídeo: Jesús Valenzuela (Venezuela)
Árbitros de vídeo auxiliares: Alexis Herrera e Juan P. Belatti (Venezuela)
Cartões amarelos: Renan Lodi, Bruno Guimarães (Atlético-PR); Leo, Vinícius, Elber e Zé Rafael (Bahia)

Gols
BAHIA: Grolli, aos 46 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Paulo André, Léo Pereira, Renan Lodi; Wellington (Bruno Guimarães), Lucho Gonzalez, Raphael Veiga; Marcelo Cirino (Rony), Nikão (Bergson) e Pablo.
Técnico: Tiago Nunes

BAHIA: Douglas, Nino Paraíba, Grolli, Lucas Fonseca e Léo; Nilton, Elton (Gregore), Flávio, Élber (Vinícius) e Zé Rafael; Junior Brumado (Edigar Junio)
Técnico: Enderson Moreira

Mais Artigos...