Dourados-MS,
 Camara municipal-principal

Palmeiras teve ótima atuação contra o AtléticoPR (Foto: Ernani Ogata/Codigo19)

O Palmeiras deu ‘olé’ no time que mais troca passes no Brasil. Neste domingo, o Verdão teve ótima atuação, colocou na roda o Atlético-PR na Arena da Baixada e venceu por 3 a 1. Bruno Henrique, Marcos Rocha e Willian fizeram os tentos antes de Pablo descontar.

No primeiro tempo, em certas características, o duelo de estilos entre Roger Machado e Fernando Diniz foi invertido. Individualmente, com exceção de Jailson e Bruno Henrique, o Verdão não teve uma boa atuação, mas coletivamente a equipe foi bem, como ocorre com o Furacão normalmente.

Fora esta inversão de panoramas, os dois times mantiveram suas características, mas a etapa inicial não teve o futebol vistoso que era esperado, muito por conta dos erros de passes dos dois times. No Palestra, a saída de Moisés, com apenas sete minutos, prejudicou a equipe, que viu Lucas Lima entrar na função, mas jogar pelo lado direito em quase todos os momentos.

A partir dos 20 minutos da primeira metade do jogo, o Atlético-PR passou a controlar bem a partida. Trocando muitos passes no ataque, forçava o Palmeiras a se defender com seus 11 jogadores e, quando os visitantes recuperavam a bola, não tinham forças para chegar ao campo ofensivo com qualidade.

Na reta final antes do intervalo, porém, Roger pediu mais movimentação de seus atacantes, que passaram a trocar de posição. A estratégia fez com que, novamente, o Palmeiras adquirisse uma característica do adversário e, após uma sequência de toques no campo ofensivo, o Alviverde abriu o marcador com Bruno Henrique.

Na etapa final, o Palmeiras pôde vivenciar o melhor cenário para enfrentar o Atlético-PR. Roger Machado demonstrou que estudou muito a equipe de Fernando Diniz, manteve sua equipe no ataque, mas passou a marcar apenas a partir do meio-campo quando não tinha a bola.

Assim, o Verdão levava perigo nos contra-ataques, especialmente com Keno e Dudu. Willian, brigando muito no ataque, também colaborou para a estratégia palestrina, e os visitantes ampliaram a vantagem aos 14 minutos. Em cobrança de escanteio ensaiada, Marcos Rocha tocou para Dudu, que bateu firme. O goleiro Santos espalmou nos pés do lateral alviverde, que mandou de primeira para as redes.

Com a vantagem no marcador, o Palmeiras soube controlar o duelo e não passou sustos com exceção de uma defesaça de Jailson em cabeceio de Pablo. Após a entrada de Hyoran, em novo contra-ataque, matou o jogo em passe do meio-campista para Willian, que teve frieza para marcar.

Por fim, o Atlético-PR ainda descontou com Pablo, mas nada mais pôde fazer. Assim, o melhor visitante do Brasil na temporada, agora com 11 vitórias, um empate e apenas uma derrota, derrubou uma invencibilidade de 17 partidas do Atlético-PR na Arena da Baixada, e causou o primeiro revés de Fernando Diniz no Furacão.

FICHA TÉCNICA 
ATLÉTICO-PR 1 x 3 PALMEIRAS

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 06 de maio de 2018, domingo
Horário: 16h (Brasília)
Árbitro: Claudio Francisco Lima E Silva – SE (CBF)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios – SE (CBF) e Ailton Farias da Silva – SE (CBF)
Público: 20.417 pessoas

Cartões amarelos: Thiago Carleto (Atlético-PR); Felipe Melo (PALMEIRAS)

GOLS
ATLÉTICO-PR:
 Pablo, aos 44 minutos da etapa inicial
PALMEIRAS: Bruno Henrique, aos 43 minutos do primeiro tempo; Marcos Rocha, aos 14, e Willian, aos 39 da etapa final

ATLÉTICO-PR: Santos; Zé Ivaldo, Pavez e Thiago Heleno; Matheus Rossetto (Renan Lodi), Camacho, Lucho González (Jonathan) e Carleto (Bergson); Nikão, Guilherme e Pablo
Técnico: Fernando Diniz

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Edu Dracena, Antônio Carlos e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Thiago Santos), Bruno Henrique e Moisés (Lucas Lima); Keno (Hyoran), Dudu e Willian
Técnico: Roger Machado

Dedé marcou o primeiro gol do Cruzeiro no Brasileirão (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

O Cruzeiro apresentou um grande crescimento na Copa Libertadores, com 11 gols em dois jogos. O técnico Mano Menezes então ressaltou que era o momento de iniciar a recuperação no Campeonato Brasileiro e vencer a primeira. E foi o aconteceu: com gol de Dedé, a Raposa bateu o Botafogo, por 1 a 0, na tarde deste domingo, no Mineirão.

O resultado deixa o Cruzeiro na 14ª colocação do Campeonato Brasileiro, com quatro pontos anotados. Já o Botafogo está na nona posição, com cinco tentos.

O duelo foi bastante estudado. O primeiro tempo o Cruzeiro criou poucas chances claras e encontrou algumas dificuldades. Na etapa complementar, a equipe de Mano Menezes conseguiu se soltar e, na bola parada, Dedé desencantou, marcando o primeiro gol do time celeste no Brasileirão 2018.

O Cruzeiro volta a campo no próximo domingo, às 11h (de Brasília), contra o Sport, também no Mineirão. O Botafogo terá um clássico regional, contra o Fluminense, no Engenhão, na segunda-feira (14), às 20h.

Primeiro tempo

O Cruzeiro queria a primeira vitória no Brasileirão. Para isso, o técnico Mano Menezes resolveu colocar em campo o mesmo time que goleou o Vasco, no meio de semana, por 4 a 0, no São Januário, pela Copa Libertadores. O Botafogo, no entanto, chegou ao Mineirão com um bom rendimento até agora. Não queria perder.

O combate ficou bastante travado no meio campo, com os times se estudando e poucas chances claras de gol. O Botafogo foi o primeiro a apresentar grande risco ao Cruzeiro. Em cobrança de falta, aos 22, a bola pegou na trave e foi para fora.

O Cruzeiro não conseguiu criar chances tão claras nos 30 primeiros minutos. A marcação do clube carioca era bem feita em todos os setores. Com isso, Arrascaeta ficava travado numa ponta, Rafinha em outra, e, no meio, Thiago Neves, muito marcado pouco criava. Tudo isso afetava Sassá lá na frente.

Após os 35 minutos, a Raposa passou a intensificar suas ações no ataque. Alguns espaços começaram a aparecer e o time celeste aproveitava. Com isso, pelo menos quatro chances claras apareceram.

O resultado, entretanto, foi para o intervalo com o empate sem gols.

Segundo tempo

Na etapa complementar, o jogo voltou novamente estudado. O Cruzeiro trocando passes, sem conseguir avançar. Quando conseguia chegar próximo a meta de Jefferson, a Raposa não finalizava.

O Botafogo parecia contente com o resultado. Diferente da primeira etapa, o time carioca se segurava mais em seu campo.

Dedé marcou o primeiro gol do Cruzeiro no Brasileirão (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

O técnico Mano Menezes então mandou Raniel para o jogo. Sassá deixou a partida sem tanto sucesso quanto nos jogos anteriores.

O time celeste passou a atacante mais após os 15 minutos. Primeiro uma boa chegada com Raniel, depois com Arrascaeta. Aos 22 com Rafinha. Jefferson ia segurando o placar a favor para o Botafogo.

Aos 26 não teve jeito. Em cobrança de escanteio, Dedé subiu no último andar e desviou de cabeça. Jefferson nada pode fazer. Foi o primeiro tento desde o retorno de Dedé a série de contusões que sofreu.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 X 0 BOTAFOGO

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 6 de maio de 2018, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo (SP) e Daniel Luis Marques (SP)

Gols: Dedé, aos 26 minutos do segundo tempo (Cruzeiro)
Cartões: Rodrigo Lindoso, Gilson (Botafogo)

CRUZEIRO: Fábio, Lucas Romero, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Thiago Neves (Robinho), Rafinha (Bruno Silva) e Arrascaeta; Sassá (Raniel).
Técnico: Mano Menezes

BOTAFOGO: Jéfferson, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso (Kieza), Matheus Fernandes, Renatinho e Leo Valencia (João Pedro); Rodrigo Pimpão (Luiz Fernando) e Brenner
Técnico: Alberto Valentim

Preservando muitos titulares, o Corinthians não passou de um empate por 1 a 1 com o Ceará na manhã deste domingo, em Itaquera, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado aumentou o jejum de vitórias da equipe dirigida por Fábio Carille para quatro partidas.

Após golear o Paraná por 4 a 0, o Corinthians amargou um 0 a 0 com o Vitória, pela Copa do Brasil, e derrotas por 1 a 0 para o Atlético-MG, pelo Brasileiro, e por 2 a 1 para o Independiente, pela Copa Libertadores da América, além da igualdade deste fim de semana.

Assim, o Corinthians perdeu o embalo que tinha conquistado a partir do título paulista e subiu a 7 pontos ganhos na competição nacional de pontos corridos. O Ceará, que ainda não venceu no seu retorno à Série A, totaliza 2.

No domingo que vem, o Corinthians voltará a Itaquera para reencontrar o grande rival Palmeiras, sua vítima na decisão estadual, enquanto o Ceará enfrentará o América-MG no dia seguinte, no Castelão. Antes, na quinta-feira, o time paulista tentará avançar na Copa do Brasil diante do Vitória, novamente em casa.

O jogo – Roger foi o primeiro jogador a tocar na bola contra o Ceará. A expectativa do técnico Fábio Carille, voltando a contar com um centroavante no Corinthians, era de que o estreante também concluísse a maioria das jogadas dos donos da casa. “Ele está lá para isso”, disse, à beira do campo.

A bola, contudo, pouco chegava até Roger no princípio da partida. Em situação delicada no Campeonato Brasileiro, os atletas do Ceará conversaram longamente quando subiram no gramado pela primeira vez e resolveram não abdicar do ataque mesmo atuando em Itaquera.

Para incomodar a defesa do Corinthians, o Ceará dependia dos lances de efeito de Wescley na ponta direita. E foi justamente o jogador de 26 anos que abriu o placar. Aos oito minutos, ele recebeu a bola na intermediária, matou no peito e chutou sem deixar cair. Anotou um golaço.

A torcida do Corinthians reagiu de imediato, gritando com intensidade. O time, nem tanto. Embora Pedrinho chamasse a atenção com a sua habitual habilidade do lado direito, Marquinhos Gabriel destoava negativamente no esquerdo. Danilo, por sua vez, pecava pela lentidão no meio.

Danilo não suportou jogar mais de meia hora. O veterano de 38 anos acusou uma lesão na panturrilha e precisou ser substituído por Jadson aos 27 minutos. Com a mudança, Pedrinho ganhou um parceiro com quem tabelar – Mantuan não ajudava até então – enquanto não enfileirava os seus marcadores.

Marquinhos Gabriel, em compensação, já tirava a paciência dos torcedores corintianos com os seus recorrentes erros de passe. Roger, agora mais acionado, também conseguia angariar um e outro críticos nas arquibancadas. Os mesmos que pediram pênalti quando Pedrinho caiu na área aos 37 minutos.

O árbitro Sávio Pereira Sampaio ignorou as reclamações dos torcedores, mas assinalou escanteio pouco depois. Aos 39, Jadson se encarregou da cobrança e levantou a bola na entrada da pequena área. Lá, estava Henrique, que cabeceou no canto e empatou a partida em Itaquera.

O gol animou o Corinthians e a sua torcida para o segundo tempo. Do outro lado, acuado, o Ceará retornou do vestiário com a entrada de Naldo na vaga de Arnaldo. E, em pouco tempo, viu Pedrinho cair dentro da área outra vez, em um contra-ataque rápido. Para o árbitro, houve simulação do corintiano.

Carille decidiu colaborar com a pressão do Corinthians. Fazendo com que muita gente comemorasse em Itaquera, o treinador sacou Marquinhos Gabriel para a entrada de Mateus Vital. O primeiro deixou o campo lentamente, como se a sua equipe estivesse com o jogo ganho, enervando ainda mais o público.

Pedrinho também não tinha mais a mesma velocidade. O novato acusou o cansaço – ele tem limitações físicas, conforme justifica Fábio Carille para não utilizá-lo com mais frequência – e acabou substituído pelo jogador mais velho da história do Corinthians, Emerson Sheik.

Aos 36 minutos, logo depois da entrada do herói da Libertadores de 2012, o Corinthians teve grande oportunidade de virar o marcador. Jadson fez ótimo cruzamento da esquerda para Roger. Livre na pequena área, o estreante contrariou quem gritou “gol” antes da hora e cabeceou para fora as esperanças de virada no placar.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 CEARÁ

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 6 de maio de 2018, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF)
Público: 40.350 pagantes
Renda: R$ 2.416.706,37
Cartões amarelos: Pedrinho e Gabriel (Corinthians); Arnaldo, Naldo, Éverson e Rafael Carioca (Ceará)
Gols: CORINTHIANS: Henrique, aos 39 minutos do primeiro tempo; CEARÁ: Wescley, aos 8 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Mantuan, Henrique, Pedro Henrique e Sidcley; Gabriel, Maycon, Pedrinho (Emerson Sheik), Danilo (Jadson) e Marquinhos Gabriel (Mateus Vital); Roger
Técnico: Fábio Carille

CEARÁ: Éverson; Arnaldo (Naldo), Luiz Otávio, Valdo e Rafael Carioca; Richardson, Juninho, Wescley (Romário), Ricardinho e Felipe Azevedo (Hyuri); Elton
Técnico: Marcelo Chamusca

 

 

Gazeta Esportiva

Após dois jogos fora de casa, o São Paulo voltou ao Morumbi neste sábado, recebendo o Atlético-MG na tentativa de manter sua invencibilidade no Brasileirão. Após um primeiro tempo bastante movimentado, em que saiu na frente com gol de Everton, o Tricolor acabou caindo de rendimento na etapa complementar, chegou a sofrer a virada, mas, graças a Diego Souza, saiu de campo com o empate em 2 a 2, chegando a seis pontos na competição.

Estreante no Morumbi, Everton foi um dos destaques do São Paulo na noite deste sábado. Explorando a velocidade, uma das carências do São Paulo nos últimos anos, o atacante foi durante todo o tempo uma boa alternativa ofensiva e conseguiu coroar seu primeiro jogo na casa do seu novo clube com um gol. Diego Souza, que recebeu um voto de confiança de Aguirre e iniciou a partida como titular, correspondeu às expectativas e também foi às redes. Roger Guedes e Ricardo Oliveira marcaram os gols do Galo.

O São Paulo agora concentra seus esforços na preparação para o jogo de volta da Copa Sul-Americana, na próxima quarta-feira, contra o Rosario Central, novamente no Morumbi. Já o Atlético-MG entra em ação na terça-feira, quando recebe o San Lorenzo também pelo torneio continental.

O jogo – O primeiro tempo foi bastante movimentado. Empolgados com a grande quantidade de torcedores que compareceu ao Morumbi, os donos da casa se inspiraram e quase abriram o placar logo aos 12 minutos com Everton, que aproveitou o cruzamento de Régis no segundo pau, mas não foi feliz em sua conclusão, balançando as redes do goleiro Victor pelo lado de fora.

Dois minutos depois foi a vez de o Atlético-MG responder, exigindo um verdadeiro milagre de Sidão. Ricardo Oliveira recebeu pela direita e acionou no lado oposto Roger Guedes, que ficou cara a cara com o goleiro adversário e o viu fazer uma defesa brilhante, à queima-roupa, para manter o 0 a 0 no placar.

Daí em diante o Atlético-MG conseguiu conter o ímpeto do São Paulo, que enfrentava dificuldades em infiltrar na defesa rival. A situação só mudou aos 24 minutos, quando Régis desceu pela direita e mandou na área. Diego Souza disputou no alto com Léo Silva, e a bola sobrou nos pés de Everton, que dominou e desta vez bateu certeiro para abrir o placar em sua estreia no Morumbi.

Antes do intervalo, o Atlético-MG ainda teve a oportunidade derradeira de se dirigir ao vestiário com a igualdade no marcador com o zagueiro Anderson Martins. Após cobrança de escanteio de Otero, Sidão deu um soco na bola e o próprio venezuelano ficou com o rebote, mandando na área novamente. O defensor são-paulino, que marcava Ricardo Oliveira, cabeceou para trás e quase jogou contra o próprio gol, tirando tinta do travessão.

Na etapa complementar, Arboleda foi quem deu os primeiros indícios de que o Tricolor não havia se contentado com a vantagem mínima construída no primeiro tempo. Aos três minutos, o zagueiro subiu mais que a defesa rival após cobrança de escanteio e cabeceou no canto direito do goleiro Victor, que viu a bola passar rente à trave. Pouco depois, Roger Guedes, principal ameaça do Galo, recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu colocado, exigindo outra ótima defesa do goleiro Sidão.

Depois de tanto ameaçar, o Atlético-MG, enfim, botou água no chopp são-paulino. Aos 25 minutos, Cazares acionou Gustavo Blanco pelo meio, que, por sua vez, deu ótimo passe para Roger Guedes, que, nas costas de Arboleda, invadiu a área batendo de primeira, desta vez sem chances para o goleiro Sidão.

A partir daí o Atlético-MG cresceu e não deu brechas para que o Tricolor pudesse reagir. Cada vez mais presente no campo ofensivo adversário, o Galo ainda teve tempo para, antes do apito final, aos 32 minutos, virar a partida com Ricardo Oliveira, que cabeceou no primeiro pau após cobrança de escanteio e saiu para o abraço. O São Paulo, no entanto, não se deu por vencido e deixou tudo igual três minutos depois com Diego Souza, que recebeu ótimo passe de Cueva dentro da área e tocou de bico na saída de Victor, garantindo ao menos mais um ponto à equipe do Morumbi.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 2 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 5 de maio de 2018, sábado
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Bruno Boschilia (PR)

Público: 31.976 pessoas
Renda: R$ 788.822,00

Cartões amarelos: Arboleda, Bruno Alves e Hudson (São Paulo); Elias, Gustavo Blanco, Cazares e Fábio Santos (Atlético-MG)
Gols: Everton, aos 24 minutos do 1ºT, e Diego Souza, aos 35 minutos do 2ºT (São Paulo); Roger Guedes, aos 25 minutos do 2ºT, e Ricardo Oliveira, aos 32 minutos do 2ºT (Atlético-MG)

SÃO PAULO: Sidão; Anderson Martins, Arboleda e Bruno Alves (Marcos Guilherme); Régis, Jucilei, Hudson (Cueva), Nenê (Liziero) e Reinaldo; Everton e Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

ATLÉTICO-MG: Victor, Patric, Léo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson e Gustavo Blanco (Erick); Otero (Cazares), Luan (Elias) e Roger Guedes; Ricardo Oliveira.
Técnico: Thiago Larghi

 

 

 

gazeta esportiva

Pablo Dyego marcou o gol de empate e encaminhou a virada ao Fluminense no Barradão (Foto: Lucas Merçon/FFC)

Na base da luta e perseverança, o Fluminense arrancou uma virada por 2 a 1 em cima do Vitória em pleno estádio do Barradão na tarde desse domingo. Nenhuma das duas equipes teriam muitos motivos para comemorar depois do que fizeram em campo em Salvador. Mas, o jogo muito fraco tecnicamente, com um exagero de erros das duas partes e poucos lances de gol, acabou ao menos dando um resultado importante para os cariocas.

Para os rubro-negros, o revés caiu como um balde de água fria, pois mantém o jejum de triunfos da equipe no Campeonato Brasileiro depois de quatro rodadas. Os comandados de Wagner Mancini são os penúltimos colocados na tabela de classificação, com apenas um ponto somado. Por outro lado, o tricolor salta para a sexta posição, com sete pontos.

A partida marcou a estreia de dois zagueiros, um de cada time. Aderllan, ex-São Paulo, compôs a zaga do Vitória, enquanto Nathan Ribeiro fez sua primeira apresentação pelo Fluminense depois de uma década jogando do Catar.

E se faltava inspiração para os atletas em campo, tudo ficou ainda pior com uma chuva torrencial que deu as caras logo após o início do confronto. Com o gramado encharcado, ninguém conseguia construir nada, com exceção a Jeferson, que pela direita era sempre a válvula de escape dos mandantes.

E foi justamente graças a uma jogada do lateral direito que Neilton pôde aproveitar descuido da defesa tricolor para estufar as redes de Júlio César com 20 minutos de partida.

Apesar do gol, o Vitória não aproveitou o bom momento. Recuado, a fim de apostar nos contra-ataques, os baianos deram campo ao Fluminense, que por sua vez não transformava o domínio em chances reais de gol.

A etapa final não mudou o panorama do confronto, que parecia mesmo caminhar para a primeira vitória do Leão nesse Campeonato Brasileiro diante da falta de eficiência dos jogadores em campo.

Sem inspiração no meio de campo e criatividade para chegar ao gol, restou ao Fluminense, então, a bola parada. E foi assim que o time de Abel Braga conseguiu a virada no Barradão.

Primeiro, aos 27, Pablo Dyego aproveitou tumulto dentro da área para empatar o jogo. Depois, já aos 40 minutos, Pedro subiu mais alto que todo mundo e garantiu, de cabeça, a vitória do Fluminense.

Pelo Brasileirão, na próxima rodada o Vitória encara o Vasco no próximo domingo, em São Januário. No dia seguinte, o Fluminense faz clássico no Engenhão com o Botafogo.
Antes disso, porém, as duas equipes têm duelos decisivos por outras competições. Na quarta, os cariocas visitam o Nacional Potosí pela Copa Sul-Americana, enquanto os baianos encaram o Corinthians, em Itaquera, pela Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 X 1 FLUMINENSE

Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data: 06 de maio de 2018, domingo
Horário: 16h (Brasília)
Árbitro: Rodrigo D´alonso Ferreira (SC-CBF)
Assistentes: Helton Nunes e Alex dos Santos (SC-CBF)
Cartões amarelos: Kanu, Rhayner (VIT); Jadson (FLU)
Público: 6.652 (pagantes), 7.030 (total)
Renda: R$ 66.159,50.

GOLS:
Vitória:
 Neilton, aos 20 minutos do 1T
Fluminense: Pablo Dyego, aos 27, e Gilberto, aos 40 minutos do 2T

VITÓRIA: Caíque, Jeferson, Kanu, Aderllan (Ramon) e Pedro Botelho; Uillian Correia, Rhayner; Neilton (Alex Baumjohann) e Wallyson; Yago (Luan) e Denílson
Técnico: Vagner Mancini

FLUMINENSE: Júlio César, Renato Chaves, Frasan e Nathan Ribeiro; Gilberto, Richard, Jadson (Robinho), Sornoza e Marlon; Marcos Júnior (Pablo Dyego) e Pedro (Dodi)
Técnico: Abel Braga

Vasco vence de virada o America-MG e tenta espantar crise (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Depois da decepção com a eliminação daLibertadores, a torcida do Vasco voltou a encontrar motivos para festejar. Em partida disputada na noite deste sábado, em São Januário, o Cruzmaltino, de virada, derrotou o América-MG por 4 a 1 e melhorou sua situação no Campeonato Brasileiro. Com a vitória, a equipe carioca subiu para a segunda colocação com sete pontos ganhos, enquanto o América é o quinto, com seis. Os gols foram marcados por Bruno Cosendey, Caio Monteiro, Andrés Rios e Kelvin para a equipe da casa. Rafael Moura anotou o único do América.

O resultado refletiu o que as duas equipes produziram durante a partida. O Vasco foi sempre superior e soube superar a desvantagem inicial para conseguir a virada, principalmente depois das modificações efetuadas pelo técnico Zé Ricardo. O Coelho entrou com uma proposta defensiva e não soube aproveitar o fato de ter marcado o primeiro gol, permitindo que o adversário tivesse sempre o controle da partida.

Na próxima rodada, o Vasco vai receber o Vitória, em São Januário; já o América-MG vai encarar o Ceará, no Castelão.

O jogo

Diante de um público muito pequeno, a partida começou com o Vasco tomando a iniciativa de ataque. Aos três minutos, Rafael Galhardo cruzou fechado e o goleiro João Ricardo não teve trabalho para fazer a defesa. Dois minutos depois, o volante Wellington recebeu um bom passe de Thiago Galhardo, mas chutou na rede, pelo lado de fora.

Muito recuado, o América quase não conseguia chegar na área cruzmaltina. Rafael Moura, o mais avançado, era obrigado a recuar para participar do jogo. Só aos 17 minutos é que o Coelho conseguiu organizar um ataque com eficiência, mas a conclusão do He-Man foi bem defendida por Martín Silva.

Aos 22 minutos, o Vasco criou a sua melhor oportunidade. Rafael Galhardo cruzou e Thiago Galhardo completou de primeira. A bola bateu em Messias e quase enganou o goleiro João Ricardo, mas a bola saiu para escanteio. Na cobrança, Werley subiu mais do que a zaga mineira, mas cabeceou para fora.

Aos poucos, o América passou a jogar um pouco mais adiantado para sair da pressão do Vasco. Aos 30 minutos, mineiros marcaram o primeiro gol. Norberto invadiu a área e foi derrubado por Thiago Galhardo, que chegou atrasado. Rafael Moura bateu a penalidade e colocou a equipe mineira na frente. No lance que resultou no pênalti, Thiago Galhardo se lesionou na perna direita e precisou deixar a partida. Bruno Cosendey entrou em seu lugar. Irritada com o resultado, a torcida passou a vaiar alguns jogadores. O volante Wellington era o mais visado.

Aos 37 minutos, o Vasco teve a chance de empatar. Yago Pikachu recebeu na área, mas o goleiro João Ricardo saiu com precisão e fechou o ângulo, impedindo que a bola chegasse ao gol. Os cariocas seguiram na pressão para tentar o gol do empate, mas a defesa do América se comportava bem e bloqueava as principais investidas da equipe de Zé Ricardo.

Pikachu era o mais avançado e dava trabalho aos zagueiros. Aos 43 minutos, ele recebeu de Caio Monteiro e bateu para defesa de João Ricardo. Um minuto depois, Wellington mandou a bomba, João Ricardo defendeu parcialmente e Andrés Rios ficou livre para marcar, mas a arbitragem, de forma equivocada, marcou impedimento do argentino.

O segundo tempo começou com a pressão dos donos da casa. Antes do primeiro minuto, Andrés Rios se antecipou aos zagueiros após cruzamento e acertou a trave. Logo depois, Werley arriscou e João Ricardo fez uma defesa difícil.
Aos três minutos foi a vez de Caio Monteiro desperdiçar a oportunidade para marcar o gol do empate, batendo para fora.

O Vasco seguiu pressionando e, aos 11 minutos, marcou o gol do empate. Caio Monteiro foi lançado na esquerda, se livrou da marcação e cruzou para Bruno Cosendey completar para as redes de João Ricardo, deixando tudo igual.  Animado com o empate, o Cruzmaltino continuou indo para cima e Rafael Galhardo quase desempatou aos 14 com uma bomba que passou perto da trave. Aos 17 minutos, o Vasco desempatou. Após cruzamento da esquerda, Cosendey tocou de cabeça e Caio Monteiro entrou para tocar e colocar a bola no gol americano.

Em vantagem, o técnico Zé Ricardo decidiu tornar a equipe ainda mais ofensiva. Ele trocou o lateral Rafael Galhardo e o atacante Caio Monteiro pelo meia Wagner e atacante Kelvin. Pikachu foi deslocado para a lateral. Depois de conseguir a virada, o time de São Januário passou a segurar a bola e impedir que o adversário fizesse pressão para buscar o gol do empate. O América tentou adiantar suas linhas, mas não conseguia superar o bloqueio vascaíno e criar jogadas de ataque.

Os cariocas passaram a usar a velocidade de Kelvin. O atacante levava vantagem sobre seus marcadores e criava muitas dificuldades para a defesa do time mineiro. Aos 33 minutos, o time carioca marcou o terceiro gol. Kelvin fez outra boa jogada, driblou seu marcador, e cruzou para Andrés Rios chutar para marcar. Sem forças para reagir, o América ainda sofreu o quarto gol aos 45 minutos. Kelvin foi lançado por Desábato na área e, de cabeça, encobriu o goleiro João Ricardo, definindo o resultado da partida.

FICHA TÉCNICA
VASCO-RJ 4 X 1 AMÉRICA-MG

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 5 de maio de 2018, sábado
Hora: 19h (de Brasília)
Público: 3311 pagantes
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, Werley, Wellington, Wagner(Vasco); Rafael Moura, Wesley( América)
Gols:
VASCO: Bruno Cosendey, aos 11, Caio Monteiro aos 17, Andrés Rios, aos 33 e Kelvin aos 45 minutos do segundo tempo
AMÉRICA-MG: Rafael Moura, aos 30 minutos do primeiro tempo

VASCO: Martin Silva, Rafael Galhardo(Wagner), Paulão, Werley e Henrique; Leandro Desábato, Wellington, Yago Pikachu, Thiago Galhardo(Bruno Cosendey) e Caio Monteiro(Kelvin); Andrés Rios
Técnico: Zé Ricardo

AMÉRICA: João Ricardo, Norberto, Rafael Lima, Messias e Carlinhos; Wesley, Juninho, Marquinhos(Capixaba), Serginho(Judivan) e Aylon; Rafael Moura
Técnico: Enderson Moreira

 

 

Gazeta Esportiva

 

 

O Palmeiras é o melhor time da Copa Libertadores da América. Nesta quinta-feira, o Verdão não teve dificuldades para vencer o Alianza Lima por 3 a 1 no estádio Alejandro Villanueva e, assim, garantir a primeira colocação do Grupo 8 e se manter na liderança geral do torneio. Willian, Hyoran e Borja marcaram os tentos alviverdes. Cruzado descontou.

A decisão de colocar um time quase todo reserva (apenas Jailson e Borja foram titulares) em campo para jogar pela Libertadores parecia duvidosa, mas se mostrou acertada em poucos minutos. Desde o início o Alviverde teve amplo domínio ofensivo, marcando pressão mesmo longe de seus domínios.

A superioridade palestrina resultou em gol aos 19 minutos, em jogada que teve pivô de Borja e assistência de Moisés para que Willian abrisse o marcador. O tento não mudou a postura palestrina, que se manteve no 4-2-3-1 postado no campo de ataque.

Curiosamente, quem destoava na boa atuação palestrina era justamente Borja, um dos únicos titulares. Em compensação, Moisés, atuando como verdadeiro camisa 10, e Hyoran, que fez apenas seu segundo jogo no ano, aproveitaram bem as oportunidades.

Com 31 jogados, Moisés deu passe de letra para Hyoran, que entrou na área e fuzilou com a canhota. Na sequência, o camisa 28 teve outra boa oportunidade, cortou a marcação e acertou belo chute no travessão.

Na etapa final o desenho se manteve. Quando passava do meio-campo, bastava ao Palmeiras acertar uma sequência de cinco passes para que um atleta ficasse de frente para o gol. Assim, o Maior Campeão do Brasil, fez o terceiro aos 21, com Mayke deixando Borja livre para empurrar para o gol.

Por fim, houve festa em Lima. O Alianza, eliminado da Libertadores, conseguiu marcar seu primeiro gol na competição, muito graças a arbitragem. Thiago Martins encostou em Hohberg dentro da área, o árbitro anotou a penalidade e Cruzado converteu.

Agora com 13 pontos contra sete do Junior Barranquilla, seis do Boca e um do eliminado Alianza, o time de Roger Machado venceu os três jogos que fez como visitante – já havia aplicado 3 a 0 em Barranquilla e 2 a 0 em La Bombonera. O Verdão encerra sua participação na fase de grupos da Libertadores no próximo dia 16, quando encara o Junior Barranquilla em sua arena.

FICHA TÉCNICA 
ALIANZA LIMA 1 x 3 PALMEIRAS

Local: Estádio Alejandro Villanueva, em Lima (PER)
Data: 03 de maio de 2018, quinta-feira
Horário: 21h30 (Brasília)
Árbitro: Gery Vargas (URU)
Assistentes: Edwaar Saavedra e Jose Antelo (URU)

Cartões amarelos: Garro, Qevedro, Duclós e Velarde (ALIANZA); Luan (PALMEIRAS)

GOLS
ALIANZA LIMA: Cruzado, aos 26 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Willian, aos 19, Hyoran, aos 31 minutos do primeiro tempo; Borja, aos 21 minutos da etapa final

ALIANZA LIMA: Campos; Garro, Miguel Araujo, Fuentes e Duclós; Tomás Costa, Vilchez (Maxi Lemos), Hohberg, Cruzado e Velarde (Pósito); Quevedo
Técnico: Pablo Bengoechea

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Thiago Martins, Luan (Emerson Santos) e Victor Luis; Thiago Santos e Tchê Tchê; Hyoran, Moisés e Willian; Borja (Deyverson)
Técnico: Roger Machado

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