Dourados-MS,
 Camara municipal-principal

O Corinthians teve tudo para sair de Salvador mais distante da zona do rebaixamento, com uma virada revigorante em cima do Vitória. No entanto, depois de Roger marcar aos 46 minutos do segundo tempo, a boal aérea voltou a ser vilã da equipe alvinegra, que sofreu o empate logo na sequência. O lance gerou muita reclamação dos paulistas, mas, não teve jeito, o 2 a 2 está confirmado e a equipe de Jair Ventura segue seu jejum de resultados positivos, cada vez mais preocupada com o risco de descenso.

Com 36 pontos, o Corinthians é o 12º na tabela de classificação. Já são cinco rodadas sem ficar com os três pontos, sem contar os dois reveses nas finais da Copa do Brasil. O Leão também não tem muito o que comemorar. O rubro-negro é o 16º, com 33 pontos, dois à frente dos primeiros membros do Z4.

Apesar do caráter de decisão que o jogo ganhou antes mesmo da bola rolar, o Corinthians iniciou o confronto sonolento, frouxo na marcação e com pouca mobilidade no ataque. Bem diferente de seu adversário.

Apesar da limitação técnica, o Vitória dava bicão atrás e corria e frente. Toda disputa era uma luta. E a recompensa por ter entrado na partida mais ligado não demorou. Depois de três finalizações ao gol de Cássio em três minutos, Rhayner abriu o placar em chute rasteiro de fora da área.

Só a partir daí que o time de Jair Ventura acordou. Pouco a pouco, a chuva ia aumentando e o Corinthians ia crescendo. O ritmo dos baianos caiu, os espaços apareceram e os visitantes conseguiram, enfim, tomar o controle da disputa.

O gol de empate saiu dos pés daquele que dá ao Corinthians um momento raro de lucidez. Jadson, em seu 200º jogo com a camisa alvinegra, marcou seu 49º gol pelo clube. E em grande estilo, com uma trivela, de primeira, no ângulo.

Ralf, em um voleio bonito também, chegou a virar o jogo para os paulistas, mas o lance acabou bem anulado pela arbitragem devido a um impedimento de Henrique na origem do lance. De qualquer forma, os comandados de Jair Ventura foram para o intervalo mostrando mais do que no início.

Panorama esse que se consolidou na etapa final. O Timão adiantou a marcação e complicou os donos da casa, que passaram a assustar apenas nos contra-ataques. Sheik, inútil em campo jogando mais centralizado, deu lugar a Roger, centroavante de origem, e Pedrinho, mancando, saiu para a entrada de Clayson.

O jogo ganhou em emoção, apesar de pouco vistoso e tecnicamente fraco. A imprevisibilidade deu a tona até os momentos finais. Roger foi quem mais chegou perto de ser herói, primeiro ao cabecear uma bola para o gol vazio, depois de falha do goleiro Ronaldo. Lucas Ribeiro salvou em cima da linha. Depois, para efetivamente virar o placar completando assistência de Araos.

No minuto seguinte, porém, já aos 47, o árbitro Rafael Traci viu falta do camisa 9 na lateral de campo. A cobrança foi na área e a bola sobrou para Neilton, livre, empatar. Um verdadeiro balde de água fria nos corintianos.

Assim, de forma melancólica para ambos os clubes, o empate se confirmou com o apito final. Agora, os dois times focam na próxima rodada. O Corinthians receberá o Bahia, na Arena, às 19h de sábado, enquanto o Vitória enfrentará o São Paulo, na véspera, ás 19h30, de novo no Barradão.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 2 X 2 CORINTHIANS

Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data: 21 de outubro de 2018, domingo
Horário: 16 horas (Brasília)
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (ambos do PR)
Cartões amarelos: Lucas Ribeiro (VIT) Douglas, Roger, Romero, Clayson (COR)
Público: 18.663 pessoas

GOLS:
Vitória: Rhayner, aos 8 minutos do 1T, e Neilton, aos 47 minutos do 2T
Corinthians: Jadson, aos 30 minutos do 1T, e Roger, aos 46 minutos do 2T

VITÓRIA: Ronaldo; Jeferson, Aderllan, Lucas Ribeiro e Fabiano; Willian Farias, Arouca e Rhayner (Rodrigo Andrade); Lucas Fernandes (Neilton), Erick e Walter Bou (Léo Ceará)
Técnico: Paulo César Carpegiani

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Douglas; Pedrinho (Clayson), Jadson e Romero; Emerson Sheik (Roger)
Técnico: Jair Ventura

Com um gol marcado por Luciano no segundo tempo, o Fluminense derrotou o Atlético-MG por 1 a 0 em partida disputada na tarde deste domingo, no estádio Nilton Santos. O resultado fez o Tricolor das Laranjeiras se afastar mais um pouco da zona de rebaixamento. A equipe dirigida por Marcelo Oliveira agora soma 40 pontos e ocupa a nona colocação na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

O Galo segue na sexta posição com 46 pontos ganhos. O jogo marcou a estreia de Levir Culpi na direção do time mineiro que perdeu um pênalti, com Fábio Santos, quando o placar era zero a zero.

O resultado refletiu a atuação das duas equipes. Mais organizado e contando com a volta do meia Sornoza, o Fluminense foi superior ao Atlético e poderia até ter conquistado uma vitória mais expressiva. O Galo repetiu os erros de outros jogos com um ataque ineficiente que não soube aproveitar as poucas chances que apareceram durante os 90 minutos.

Na próxima rodada, o Fluminense vai visitar o Santos, na Vila Belmiro; o Atlético-MG vai encarar o Ceará, no Castelão.

O jogo

Com o lateral-direito Igor Julião na vaga de Léo, vetado durante o aquecimento, o Fluminense tentou impor seu ritmo desde os primeiros minutos, empurrando o Atlético para trás. Aos cinco minutos, Everaldo investiu pela esquerda e cruzou fechado, mas a bola saiu. Logo depois, o Tricolor chegou outra vez na área mineira com um chute de Ayrton Lucas que Victor defendeu com segurança.

O Fluminense seguiu na pressão e Maidana evitou que a cabeçada de Digão fosse para o gol, desviando para escanteio. O Galo encontrava grande dificuldade para se organizar e o atacante Ricardo Oliveira quase não participava do jogo, isolado entre os zagueiros tricolores.

Aos 14 minutos, Sornoza investiu pela intermediária e chutou rasteiro. Victor defendeu em dois tempos. Dois minutos depois, o Galo chegou pela primeira vez com um chute de Elias que não levou perigo para o gol defendido por Júlio César.

O Fluminense continuava bem melhor. Aos 21 minutos, Ayrton Lucas fez ótima jogada pela esquerda e tentou lançar Sornoza na área, mas Fábio Santos bloqueou o meia equatoriano e evitou a conclusão.

Aos 24 minutos, Ricardo Oliveira foi lançado, dominou com o braço, mas o árbitro nada marcou. Gum conseguiu evitar o chute, mas o rebote ficou com Cazares que bateu rasteiro para boa defesa de Júlio César.

O time dirigido por Marcelo Oliveira continuava com o controle da partida e criando boas situações de gol, como aconteceu aos 31 minutos quando Igor Julião investiu pela direita e cruzou rasteiro, mas Emerson chegou antes de Luciano e desviou para escanteio.

Aos 34 minutos, o Fluminense chegou a marcar, quando Everaldo recebeu na frente e mandou para as redes, mas a arbitragem marcou impedimento do atacante tricolor. Dois minutos depois, Richard recebeu de Everaldo e chutou forte, assustando o goleiro Victor, mas a bola encobriu o travessão.

Nos minutos finais do primeiro tempo, as duas equipes se soltaram e proporcionaram bons momentos. Aos 41, o Fluminense quase chegou ao primeiro gol. Luciano mandou bomba que Victor defendeu em grande estilo. Logo depois, Ricardo Oliveira completou cruzamento da esquerda, mas a bola saiu. Logo depois foi a vez de Cazares arriscar e mandar para fora.

Os dois times voltaram sem modificações para o segundo tempo. E logo aos dois minutos, o árbitro marcou pênalti a favor do Atlético quando o goleiro Júlio César derrubou Chará. Na cobrança, Fábio Santos acertou a trave esquerda e desperdiçou a chance de colocar o Galo na frente. Logo depois, Cazares foi lançado pela direita, invadiu a área, mas se atrapalhou ao tentar fazer o passe para Ricardo Oliveira e acabou desarmado.

Os dois times procuravam a marcação do gol, o que tornava a partida muito movimentada. Aos oito minutos, Everaldo bateu rasteiro e a bola passou perto da trave direita defendida por Victor.

Aos dez minutos, Emerson bateu cruzado. A bola passou por todo mundo e sobrou para Ricardo Oliveira que bateu para fora, desperdiçando uma ótima chance de inaugurar o marcador.

O Fluminense voltou a aparecer com perigo aos 13 minutos e depois de cruzamento de Igor Julião, a bola sobrou para Jadson que bateu para defesa segura de Victor.

A resposta do Galo foi imediata. Luan arrancou pelo meio e rolou para a conclusão de Emerson que obrigou Júlio César a espalmar para escanteio.

Aos 17 minutos, o Fluminense abriu o marcador. Luan errou o passe no meio campo e o time carioca saiu em velocidade. Everaldo recebeu em condições de concluir, mas preferiu Luciano que entrava livre e bateu forte para colocar nas redes de Victor.

O Fluminense quase ampliou aos 22 minutos quando Matheus Alessandro apanhou o rebote da zaga mineira e mandou a bomba que passou bem perto da trave esquerda de Victor.

Depois de sofrer o gol, a equipe comandada por Levir Culpi caiu muito de rendimento e permitiu que o Fluminense assumisse o controle da partida. Aos 31 minutos, Ayrton Lucas foi derrubado na entrada da área. Sornoza bateu e Victor fez boa defesa.

Numa tentativa de mudar a forma de jogar da equipe, Levir Culpi colocou Terans e Bruninho nas vagas de Cazares e Luan, muito apagados na etapa final.

Aos 37 minutos, Matheus Alessandro atingiu Maidana com o cotovelo e recebeu cartão vermelho, deixando o Fluminense com dez jogadores. O Atlético tentou se aproveitar da superioridade numérica para buscar o empate. Aos 42 minutos, Terans bateu cruzado e Júlio César desviou para escanteio.

No final, o Fluminense apenas tocou a bola para administrar a vantagem, sem ser incomodado pelo adversário.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 0 ATLÉTICO-MG

Local: estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 21 de outubro de 2018, domingo
Hora: 16h (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS)
Cartão Amarelo: Jadson, Paulo Ricardo(Flu);Fábio Santos, Luan(AM)
Cartão Vermelho: Matheus Alessandro

Gol:
FLUMINENSE: Luciano, aos 17 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Julio Cesar, Gum, Digão e Ibañez (Paulo Ricardo); Igor Julião (Dodi), Richard, Jadson, Junior Sornoza e Ayrton Lucas; Everaldo (Matheus Alessandro) e Luciano
Técnico: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO-MG: Victor, Emerson, Maidana, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Elias, Chará, Cazares (Terans) e Luan (Bruninho); Ricardo Oliveira (Denilson)
Técnico: Levir Culpi

O Grêmio está ainda mais longe do título do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Tricolor visitou o América-MG no estádio Independência e apenas empatou por 1 a 1. Com o resultado, os gaúchos ficam a sete pontos do líder Palmeiras, que ainda joga pela 30ª rodada do Brasileirão.

Já de olho no jogo da semifinal da Copa Libertadores da América, contra o River Plate, Renato Gaúcho escalou apenas reservas no Grêmio. O retorno da delegação de Belo Horizonte será em voo fretado. No domingo, o grupo ainda realiza um treino em solo gaúcho antes de viajar a Buenos Aires.

E contra o time B tricolor, só o Coelho jogou no primeiro tempo. Comandados pelo Capitão América Adilson Batista, campeão do torneio com o Grêmio em 1995, os americanos impuseram seu estilo nos primeiros 45 minutos.

 

Trocando passes, os mandantes envolveram os comandados de Renato Gaúcho, mas, pecavam no momento da finalização. Aos 28, Paulo Víctor evitou o gol de Gerson Magrão. Oito minutos depois, no entanto, nada pôde fazer quando Juninho calibrou o pé.

Após troca de passes, Gerson Magrão rolou para Carlinhos, que cruzou para Juninho. O volante dominou e estufou as redes de Paulo Víctor. A partir daí, o Coelho empilhou chances, mas não conseguiu ampliar.

Na etapa final, Renato abriu o Grêmio e sacou Marcelo Oliveira para a entrada do garoto Pepê. Cinco minutos depois, com 19 jogados, a substituição rendeu frutos pelo lado esquerdo do ataque.

Juninho Capixaba fez jogada individual, invadiu a área e sofreu pênalti bobo de Aderlan, que deu um carrinho por trás no gremista e passou longe de acertar a bola. Na cobrança, Jean Pyerre deslocou o goleiro e empatou.

Com o resultado, o América-MG soma 34 pontos e está em 15º. Já o Grêmio tem 52 e ocupa quarto lugar. Na próxima rodada, o Coelho enfrenta a Chapecoense. A partida será no sábado, às 19h, na Arena Condá. Já o Tricolor, três horas antes, pega o Sport na Arena

FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG 1 x 1 GRÊMIO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizone (MG)
Data: 20 de outubro de 2018, sábado
Horário: 16 horas (Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa -SP)

Cartões amarelos: Não houve

GOLS
AMÉRICA-MG: 
Juninho, aos 36 minutos do primeiro tempo
GRÊMIO: 
Jean Pyerre, aos 20 minutos da segunda etapa

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Aderlan, Messias, Matheus Ferraz e Carlinhos; Zé Ricardo, Juninho (Leandro Donizete), Giovanni, Gerson Magrão (Rafael Moura) e Matheusinho; Luan (Ruy)
Técnico: Adilson Batista

Grêmio: Paulo Victor; Madson, Paulo Miranda, Bressan e Marcelo Oliveira (Pepê); Michel e Matheus Henrique; Kaio (Douglas), Jean Pyerre (Vico) e Juninho Capixaba; Thonny Anderson
Técnico: Renato Portaluppi

Botafogo e Bahia se reencontram neste sábado, às 16h00 (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, em duelo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. As duas equipes são velhas conhecidas, pois duelaram por três vezes nesta temporada e em alguns dos confrontos, o clima de rivalidade esteve muito aflorado. Nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, trocaram triunfos por 2 a 1 como anfitriões, mas os baianos avançaram na disputa de pênaltis.

No primeiro turno, o confronto entre ambos foi muito intenso e terminou empatado por 3 a 3. Kieza fez dois gols pelo Botafogo, que ainda viu o chileno Leonardo Valencia balançar as redes. Régis, Vinícius e Allione garantiram o empate para os baianos.

O técnico Zé Ricardo, do Botafogo, orientou seus jogadores a esquecerem o que aconteceu nos jogos anteriores, aproveitando apenas lições de erros que possam ter atrapalhado o rendimento da equipe. 

“Cada jogo tem a sua história e a nossa expectativa em todas as partidas deste Campeonato Brasileiro é sempre de dificuldade, pois o nível de equilíbrio da competição está alto”, analisou o técnico.

Vencer é fundamental para os dois times. O Bahia está há três jogos sem perder, vem de triunfo de 2 a 0 sobre o Paraná, mas, com 34 pontos, está flertando perigosamente com a zona de rebaixamento. Esta também é a realidade do Botafogo, que empatou sem gols com o Ceará no Nordeste na segunda-feira, completando a quinta partida consecutiva sem derrota no Brasileirão. Porém, com 35 pontos, também está próximo da zona de risco.

Para atingir seus objetivos, os jogadores alvinegros, porém, evitam traçar uma pontuação salvadora e projetam apenas o próximo compromisso.

“O nosso pensamento está voltado para o confronto com o Bahia, que vai criar muitas dificuldades mesmo jogando no Rio de Janeiro. Não devemos fazer projeções ou contas pois entendemos que a nossa equipe precisa sempre buscar a vitória. Se somarmos o máximo de pontos nas próximas rodadas com certeza não vamos passar por sustos nas rodadas finais e ainda poderemos pegar alguma coisa boa na pontuação final”, disse o zagueiro Igor Rabello.

Os baianos, liderados pelo técnico Enderson Moreira, também estão mais preocupados com o comportamento do time em campo. Na visão deles, assim como pensam os botafoguenses, é preciso vivenciar rodada por rodada.

“O importante é que a gente tenha um plano de jogo e uma ideia clara do que podemos apresentar. O jogo contra o Botafogo vai ser muito complicado. Conhecemos bem o adversário e sabemos que podemos encontrar problemas, mas temos condições de desempenhar um bom papel”, disse Enderson.

Em termos de escalação, o Botafogo terá o retorno do lateral-direito Marcinho, que cumpriu suspensão contra o Ceará e retorna na vaga de Luís Ricardo. Porém, o técnico alvinegro tem problemas. O zagueiro argentino Joel Carli e o volante Matheus Fernandes estão suspensos por acúmulo de cartões amarelos. Marcelo Benevenuto entra na zaga e Jean, recuperado de dores na coxa esquerda, ganha nova oportunidade no meio-de-campo. O atacante Erik deve reaparecer no lugar de Rodrigo Pimpão.

Após cumprirem suspensão contra o Paraná, o lateral-direito Nino Paraíba e o zagueiro Jackson retornam após cumprirem suspensão, respectivamente, nas vagas de Bruno e Lucas Fonseca. A escalação, porém, como tem sido rotina, será mantida em sigilo, uma vez que o treinador vem promovendo rodízio em algumas posições.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO X BAHIA

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20 de outubro de 2018 (Sábado)
Horário: 16h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)

BOTAFOGO: Saulo, Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Gilson; Jean, Gustavo Bochecha, Rodrigo Lindoso e Luiz Fernando; Erik e Kieza
Técnico: Zé Ricardo

BAHIA: Douglas, Nino Paraíba, Douglas Grolli, Jackson e Léo; Nilton, Ramires, Vinicius e Edigar Junio; Élber e Gilberto
Técnico: Enderson Moreira

“Não é mole, não. Eu estou cansado de time amarelão”. Esse foi o tom dado pela torcida tricolor após o empate por 0 a 0 diante do Atlético-PR, diante de 13.053 pessoas no gelado estádio do Morumbi. O resultado levou o jejum de vitórias do São Paulo para seis rodadas no Campeonato Brasileiro e manteve o Furacão com péssimo retrospecto longe de seus domínios (9 derrotas e 6 empates).

A igualdade, além de elevar a pressão sobre os paulistas, deixou o ex-líder na quarta colocação, com 53 pontos, seis atrás do Palmeiras, que ainda entrará em campo nessa 30ª rodada. Os paranaenses, por sua vez, ficam com 40 pontos, na oitava posição.

Como já se suspeitava na véspera, Além de Anderson Martins e Bruno Peres, suspensos, Diego Aguirre barrou Nenê e Jucilei do time titular. Luan e Gonzalo Carneiro foram os escolhidos pelo treinador na busca pela eficiência de outrora. O Atlético-PR, por sua vez, surpreendeu apenas ao deixar Lucho González no banco de reservas.

Na prática, nenhuma das duas equipes conseguiu executar bem sua estratégia de jogo durante o primeiro tempo. A temperatura baixa no Morumbi pode ter contagiado os jogadores em campo, responsáveis por nenhuma bola ter ido a gol até o intervalo.

O único lance de perigo nos 45 minutos iniciais partiu do grandalhão atacante uruguaio do São Paulo. Uma saída de bola errada dos zagueiros paranaenses deixou a bola nos pés de Carneiro. Com sua passadas largas, o jovem aplicou um lindo drible da vaca em Paulo André e cruzou. Diego Souza saltou o quanto pôde, suficiente apenas para pegar de casca de cabeça e mandar a bola no travessão.

Foi só. O São Paulo ficou menos de 40% do tempo com a bola sob seu domínio, não chegou a 100 passes trocados e viu o adversário cozinhar a partida no restante. Uma pixotada do goleiro Jean que rumou à lateral ao ter a bola recuada resumiu bem o tamanho da frustração dos são-paulinos nas arquibancadas com o que estava sendo apresentando.

As escalações se perpetuaram para a etapa final. A postura, entretanto, mudou. Os donos da casa passaram a se impor, principalmente no campo de ataque, diante de uma equipe paranaense cada vez mais permissiva e passiva.

As jogadas mais agudas, que levavam algum tipo de perigo ao gol de Santos, continuavam dependendo da inspiração de Gonzalo Carneiro, o melhor no gramado. Disposto, voluntarioso e com bons recursos técnicos, o conterrâneo de Aguirre aplicou chapéu, roubou bola no meio de campo, armou pelo menos três contra-ataques. Só não conseguiu colocar a bola na rede e nem contou com a colaboração de seus companheiros.

Nenê, então, foi chamado aos 22 minutos para tentar, literalmente, resolver o problema. Sobrou para Diego Souza. O esquema mudou, e o jogo também. Antes burocrática e lenta, a partida ficou aberta e elétrica.

Em pouco tempos, os dois times desperdiçaram chances claras de gols. Rojas não aproveitou saída errada de Santos com os pés, Pablo cabeceou bola no travessão de Jean, Nikão só não foi às redes por causa de um desvio da zaga tricolor e, por Nenê, arriscou e viu sua bola despretensiosa também tocar a trave.

Apesar dos pesares, o apito final decretou o 0 a 0, aumentou ainda mais o tormento do São Paulo e manteve o Furacão como um visitante que pouco incomoda. As atenções, então, ficaram com parte da torcida tricolor, que não escondeu sua insatisfação e protestou. “Não é mole, não. Eu estou cansado de time amarelão”, gritaram os organizados.

Nesse clima melancólico, os são-paulinos passarão a semana toda trabalhando para o próximo desafio, contra o Vitória, no Barradão, às 19h30 de sexta-feira. No dia seguinte, o Furacão receberá o Botafogo, às 21h, na Arena da Baixada.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 ATLÉTICO-PR

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 20 de outubro de 2018, sábado
Horário: 19 horas (Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral da Silva (PE) e Cleberson Leite (PE)
Cartões amarelos: Edimar, Nenê (SP); Santos, Nikão (CAP)
Renda: R$ 495.527,00 bruta (renda líquida: R$ 242.761,49)
Público: 13.053 pessoas

SÃO PAULO: Jean; Araruna (Liziero), Arboleda, Bruno Alves e Edimar; Luan, Hudson e Gonzalo Carneiro (Tréllez); Joao Rojas, Reinaldo e Diego Souza (Nenê)
Técnico: Diego Aguirre

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Paulo André, Léo Pereira, Renan Lodi; Wellington, Bruno Guimarães, Raphael Veiga (Lucho) e Marcelo Cirino (Marcinho); Nikão e Pablo
Técnico: Tiago Nunes

Mais uma vez o Bahia complicou a vida do Botafogo. Depois de ter eliminado o Alvinegro carioca da Copa Sul-Americana, a equipe baiana não tomou conhecimento do mando de campo e derrotou o Botafogo por 1 a 0, gol marcado por Edigar Junio, em partida disputada na tarde deste sábado, no estádio Nilton Santos.

O resultado fez o Alvinegro carioca permanecer com 35 pontos na 13ª posição na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, mas pode se aproximar, outra vez, da zona de rebaixamento, de acordo com os outros resultados da rodada. O Bahia subiu para a décima colocação com 37 pontos e ganhou mais fôlego para se afastar da zona de perigo.

O resultado acabou premiando a equipe mais objetiva porque o Bahia entrou para se defender, mas soube aproveitar a oportunidade para decidir o jogo. O Botafogo teve mais volume de jogo, mas desperdiçou, de forma bisonha, todas as chances que criou durante o jogo. Inconformada com o resultado, a torcida alvinegra hostilizou os jogadores e o técnico Zé Ricardo no final da partida. 

Na próxima rodada, o Botafogo vai enfrentar o Atlético-PR, em Curitiba; o Bahia vai visitar o Corinthians, em Itaquera.

O jogo – Os dois times iniciaram a partida em ritmo lento, trocando muitos passes na intermediária e pouco se aventurando ao ataque. Aos três minutos, Gustavo Bochecha arriscou de longe e Douglas defendeu sem dificuldades. Logo depois, o mesmo Bochecha enfiou uma bola comprida para Luiz Fernando nas costas da zaga, mas o atacante não conseguiu o domínio e o goleiro do Bahia ficou com a bola.

O Bahia não mostrava grande disposição ofensiva e mantinha apenas Gilberto na frente, isolado entre os zagueiros alvinegros. Só aos 16 minutos é que a equipe tricolor chegou com perigo. Zé Rafael recuperou a bola no meio campo e descobriu Ramires. O meia tocou para a conclusão de Paulinho, mas Saulo fez ótima defesa.

A equipe visitante se mostrava mais objetiva do que o Botafogo que encontrava grande dificuldade para penetrar na área baiana. O Botafogo mostrava muita aplicação na marcação, mas não conseguia organizar jogadas de perigo para a defesa do Bahia. Só aos 27 minutos é que Rodrigo Pimpão conseguiu um chute forte, mas sem qualquer direção.

Um minuto depois, o Bahia desperdiçou uma chance incrível para marcar. Léo investiu pela esquerda e cruzou. A bola passou pelo goleiro Saulo e Ramires, inteiramente livre, mandou a bola para fora.
O Botafogo voltou a aparecer na área baiana aos 32 minutos, mas Rodrigo Pimpão se precipitou e chutou para fora, quando Kieza e Luiz Fernando esperavam o passe na área.

Depois dos 35 minutos, o jogo caiu de ritmo. As duas equipes não arriscavam nada e erravam muitos passes, irritando os torcedores presentes ao Engenhão. Aos 42 minutos, após levantamento na área do Bahia, o goleiro Douglas saiu muito mal, mas o zagueiro Lucas Fonseca aliviou o perigo, cabeceando para fora da área. No final do primeiro tempo, a torcida do Botafogo vaiou a sua equipe.

O Bahia voltou para o segundo tempo com Edigar Junio no lugar de Gilberto que sentiu dores no joelho e, logo aos três minutos, o atacante substituto marcou o primeiro gol do Tricolor de Aço. Ramires bateu falta na área alvinegra e Edigar Junio, sem marcação, cabeceou sem chances para Saulo.

O time alvinegro ficou desorientado com a desvantagem e , aos oito minutos, o Bahia teve a chance de ampliar a vantagem. Paulinho recebeu bom passe de Léo e mandou a bomba que tirou tinta da trave direita defendida por Saulo.

O técnico Zé Ricardo tentou tornar sua equipe mais ofensiva e trocou o volante Jean pelo atacante Erik. A torcida não gostou da saída do volante e vaiou o treinador alvinegro.
Aos 15 minutos, Luiz Fernando se livrou de dois marcadores e bateu para o gol, mas mandou para fora. Três minutos depois, após cruzamento na área, Igor Rabello tocou, de cabeça, para Kieza, que faz a conclusão, mas manda em cima do goleiro Douglas, desperdiçando a oportunidade de empate. O Botafogo atuava com quatro jogadores no ataque, tentando pressionar a defesa baiana, mas o adversário se defendia com inteligência.

Depois dos 20 minutos, Zé Ricardo trocou Rodrigo Pimpão por Marcos Vinicius que não atuava desde maio por força de lesões. Aos 27 minutos, foi a vez de Erik perder uma grande chance para empatar. O atacante recebeu dentro da área, mas bateu para fora quando tinha tudo para deixar tudo igual.
Impaciente, a torcida carioca vaiava a equipe, principalmente o volante Rodrigo Lindoso. Os torcedores queriam que ele saísse, mas Zé Ricardo optou por Gustavo Bochecha que deixou o time para a entrada do atacante Brenner.

Com o adversário desprotegido na intermediária, o Bahia tentava aproveitar os espaços para contra-atacar, e Ramires perdeu boa oportunidade, aos 34 minutos, por se demorar muito a chutar quando estava livre, dentro da área.

Três minutos depois, após levantamento na área, Igor Rabello escora, de peito, para a entrada de Kieza, mas o goleiro Douglas é mais ágil e faz a defesa.
No desespero, o Botafogo passou a levantar bolas na área do Bahia, mas a zaga do time visitante conseguiu bloquear as tentativas alvinegras e garantir a vitória. No final, a torcida vaiou muito os jogadores na saída do gramado.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-RJ 0 X 1 BAHIA-BA

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20 de outubro de 2018 (Sábado)
Horário: 16h(de Brasília)
Público: 6415 pagantes
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)
Cartão Amarelo: Rodrigo Lindoso, Marcelo Benevenuto(Bota); Zé Rafael(Ba)
Gol:BAHIA: Edigar Junio aos três minutos do segundo tempo

BOTAFOGO: Saulo, Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Gilson; Jean(Erik), Gustavo Bochecha(Brenner), Rodrigo Lindoso e Luiz Fernando; Rodrigo Pimpão(Marcos Vinicius) e Kieza
Técnico: Zé Ricardo

BAHIA: Douglas, Nino Paraíba, Lucas Fonseca, Jackson e Léo; Gregore, Nilton, Ramires, Paulinho(Flávio) e Zé Rafael(Vinicius); Gilberto(Edigar Junio)
Técnico: Enderson Moreira

América-MG e Grêmio abrirão a 30ª rodada do Campeonato Brasileiro neste sábado em partida marcada para o estádio Independência, às 16h (horário de Brasília). A partida coloca frente a frente duas equipes que possuem objetivos bastante distinto na tabela de classificação.

Pelo lado do time mandante, o foco é buscar os três pontos para se distanciar da zona do rebaixamento. Sem vencer há seis jogos na competição, o Coelho se apega a um fato interessante para estar confiante no duelo desse final de semana. Desde a chegada de Adilson Batista no clube, a equipe ainda não foi derrotada por nenhuma equipe que ocupa um lugar no G6, caso do Grêmion que ocupa a quinta colocação.

Outro trunfo importante para a equipe mineira será o retorno da sua dupla de volantes titulares, Wesley e Leandro Donizete, que voltam após cumprirem suspensão automática na última rodada, quando o time empatou o clássico mineiro contra o Atlético-MG. Por outro lado o comandante não poderá contar com o zagueiro Lima e o lateral-direito Norberto, que seguem cumprindo a etapa de transição física. 

Priorizando a Libertadores, o técnico Renato Portaluppi mandará a campo uma equipe reserva para enfrentar o Coelho. Atualmente o Tricolor Gaúcho ocupa o quinto lugar no Brasileirão, com 51 pontos e quer um triunfo para voltar ao G-4.

Recuperado de lesão, o volante Michel retorna aos gramados depois de cinco meses sem poder atuar. A última partida do meio-campista foi em maio diante do Monagas, na Venezuela, pela primeira fase da Libertadores. A única dúvida fica na lateral-direita entre Madson e Léo Gomes.

O ataque será composto por Pepê e Thonny Anderson. Paulo Miranda e Bressan formam a dupla de zaga. Mais uma vez, Juninho Capixaba ganha uma chance na lateral-esquerda.

FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG x GRÊMIO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizone (MG)
Data: 20 de outubro de 2018, sábado
Horário: 16 horas (Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa -SP)

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Juninho, Messias, Matheus Ferraz e Carlinhos; Leandro Donizete, Zé Ricardo, Wesley, Gerson Magrão e Luan; Ruy
Técnico: Adilson Batista

Grêmio: Paulo Victor; Madson (Léo Gomes), Paulo Miranda, Bressan e Juninho Capixaba; Michel, Kaio, Thaciano, Jean Pyerre e Pepê; Thonny Anderson
Técnico: Renato Portaluppi

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