Dourados-MS,
CMD-2

O Corinthians manteve sua sina de nunca ter caído na Copa do Brasil para um time sem grande expressão. Nessa quarta-feira, o Avenida teve tudo para quebrar esse tabu e fazer história dentro da Arena de Itaquera ao abrir dois gols de vantagem em apenas dez minutos de jogo, mas, talvez a inexperiência da equipe gaúcha tenha pesado. Com três gols no segundo tempo, dois deles após os 43 minutos, o Timão arrancou uma goleada de virada por 4 a 2 e se garantiu na terceira fase da competição nacional.

No fim, sobraram aplausos pela entrega alvinegra, mesmo que a atuação não tenha sido das melhores. Ao Avenida, time que disputará a Série D pela primeira vez em 2019 e também nunca havia disputado uma partida oficial fora do Estado do Rio Grande do Sul, ficou um sentimento orgulhoso, apesar do revés. 

Fábio Carille admitiu, logo após a classificação dramática sobre o Ferroviário-CE, que precisava repensar sua maneira de motivar a equipe para o desafio diante de um time pequeno logo após vencer um clássico.

Bastaram dez minutos de jogo nessa quarta-feira para perceber que o técnico corintiano ainda não encontrou a fórmula correta para tal missão. Primeiro, o time levou o nono gol de bola alçada em sua área no ano por causa de Flávio Torres. Depois, o contestado trio formado por Manoel, Henrique e Danilo Avelar se perderam na marcação e viram Tito assustar a Arena.

O Corinthians claramente se afobou e se desorganizou em campo. Vagner Love substituiu Ralf com apenas 27 minutos, mas, na prática, o Corinthians não conseguia impor a pressão que deveria diante do cenário de caos.

Uma bola de letra de Gustagol bem defendida por Fabiano e algumas tentativas frustradas de fora da área foram as tentativas mais agudas. A bola parada, então, voltou a ser fatal.

Sornoza dessa vez errou o cruzamento, mas Pedrinho ficou com a sobra e colocou Henrique na boa para diminuir no último lance antes do intervalo. A torcida, antes apreensiva, entoou alto o hino do clube.

 

Na segunda etapa, para alimentar ainda mais o tom de drama, Tito acertou a trave de Cássio e por pouco não jogou um balde de água fria no sonho alvinegro da virada. A trave, aliás, também foi vilã em chute de Vagner Love mais tarde.

Mas, a verdade é que o Corinthians, enfim, fez o que dele se esperava. Mesmo que sem um futebol brilhante e envolvente, impôs pressão em cima do Avenida. Os gols pareciam questão de tempo. E caprichosamente saíram nos minutos finais.

Sornoza chegou a cinco assistências em 2019, quatro delas oriundas de bolas paradas, graças a toque de cabeça de Danilo Avelar. E o ritmo não caiu. Já com Díaz e Boselli em campo, Junior Urso virou com a colaboração de um desvio no zagueiro Claudinho e Gustagol deixou sua marca nos acréscimos para dar cara de goleada a uma classificação ao melhor estilo Corinthians de ser.

Na próxima fase, a equipe de Carille enfrenta o vencedor do confronto entre Foz do Iguaçu e Ceará, marcado para o dia 27. O compromisso mais próximo é neste domingo, pelo Campeonato Paulista. O Timão visita o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 4 X 2 AVENIDA-RS

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 20 de fevereiro de 2019, quarta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN),
Assistentes: Jean Marcio dos Santos (RN) e Vinicius Melo de Lima (RN)
Cartões amarelos: Fabiano, Márcio, Felipe (AVE)
Público: 21.120 pagantes (21.402 total)
Renda: R$ 664.493.50

GOLS:
Corinthians: Henrique, aos 46 minutos do 1T. E Danilo Avelar, aos 31, e Junior Urso, aos 43, e Gustagol aos 46 minutos do 2T.
Avenida: Flávio Torres, aos 3, e Tito, aos 9 minutos do 1T.

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf (Love); Pedrinho, Junior Urso, Sornoza (Boselli) e Clayson (Sérgio Díaz); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

AVENIDA-RS: Fabiano Heves; Felipe Cordeiro, Claudinho, Yuri e Márcio; Carlinhos (Thiago), Felipe e Jô; Welder, Flávio Torres e Tito (Maurício).
Técnico: Fabiano Daitx

O Santos venceu o Guarani por 3 a 0 na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Jean Mota fez dois e Rodrygo completou.

O Peixe dominou todo o jogo e, mesmo com 1 a 0 parcial no intervalo seguiu em cima do Bugre. Jean se isolou na artilharia do Paulistão, agora com sete gols. E o novo camisa 11 fechou o placar na estreia pelo Alvinegro na temporada depois do Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira.

O Santos, líder geral do Estadual, voltará a campo no clássico diante do Palmeiras, sábado, na arena do rival. No mesmo dia, o Guarani receberá o São Caetano.

O JOGO

O Santos, como de costume, controlou o jogo desde os primeiros minutos e voltou a enfrentar uma boa defesa. O Guarani encurtou os espaços do Peixe assim como feito pelo Mirassol na última rodada.

O Peixe ficou com a bola, não sofreu na defesa e só foi perigoso na primeira metade da etapa inicial pelo alto. Gustavo Henrique teve duas boas chances e desperdiçou.

Quando o lado direito passou a ser mais acionado com Victor Ferraz e Derlis González saiu da área para buscar espaços, o Alvinegro cresceu. Aos 35, na primeira boa triangulação, a arbitragem marcou impedimento duvidoso de Sánchez. Dois minutos depois, veio o primeiro gol.

A jogada foi precisa. Tabela de Victor Ferraz com Cueva, passe para trás, chute cruzado de Sánchez e Jean Mota, artilheiro do Campeonato Paulista com seis gols, aproveitou na pequena área. 1 a 0 parcial.

VITÓRIA CONFIRMADA

O segundo tempo foi mais aberto. Em cinco minutos, três oportunidades foram criadas – duas para o Guarani, com Thiago Ribeiro e Viana, e uma do Santos, com Carlos Sánchez.

O Bugre se expôs e ofereceu espaço ao Peixe. Os donos da casa, porém, voltaram a mostrar falta de pontaria e não mataram o jogo.

O Alvinegro teve diversas oportunidades na bola parada e, em uma delas, quase marcou um golaço. Carlos Sánchez bateu escanteio para trás, Derlis fez o corta luz e Jean Mota bateu bonito, rente à trave, aos 22. Aos 28 e 29, Sánchez e Aguilar voltaram a assustar no jogo aéreo.

No minuto 33, o Santos teve mais um gol anulado. Em novo escanteio perigoso, Copete desviou e Derlis guardou. Paraguaio, porém, estava à frente. Na sequência, o Guarani sucumbiu. Jean Mota marcou o segundo dele em cobrança de falta direta para o gol e decretou a vitória.

Nos minutos finais, o Santos administrou o resultado e ainda deu tempo de fazer o terceiro. Aos 44, Derlis caiu na área e optou por cruzar ao invés de reclamar de pênalti. Rodrygo, sozinho, cabeceou para o fundo do gol. Vitória do líder geral do Campeonato Paulista.

Mesmo com Cueva, Jean Mota segue como principal destaque do Santos (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 x 0 GUARANI

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 18 de fevereiro de 2019, segunda-feira
Horário: 20 horas (Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Leandro Matos Feitosa (SP)
Público e renda: 14.708/R$ 399.272,00
Cartões amarelos: SANTOS: Alison. GUARANI: Victor Ramos e Carlinhos

GOLS
Santos: Jean Mota, aos 37 do 1T, e 35 do 2T, e Rodrygo, aos 44 do 2T.

 

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Copete; Alison (Jean Lucas), Diego Pituca, Carlos Sánchez (Yuri) e Jean Mota; Cueva (Rodrygo) e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli

GUARANI: Giovanni, Léo Principe, Ferreira, Victor Ramos e William Matheus (Inácio); Deivid (Carlinhos) e Ricardinho; Lucas Crispim (Álvaro), Thiago Ribeiro e Jefferson Nem; Fernando Viana
Técnico: Osmar Loss

Foto: Luiz Alberto/Correio do Estado

O Operário vai se recuperando da goleada sofrida para o Botafogo-PB pela Copa do Brasil no meio da semana. Neste domingo (17), o time alvinegro encarou o rival Novo no Morenão, pela sétima rodada do Estadual e venceu por 2 a 0. O jogo, contudo, foi de baixa qualidade e teve como destaque só as vaias e ofensas dos torcedores do Galo contra a própria equipe.

O resultado é suficiente para o Galo continuar respirando sem problemas na zona de classificação. Chega aos 12 pontos. 

Pior para o Novo. Somado ao empate do Operário de Dourados com o União ABC por 1 a 1, também nesta tarde, em Itaporã, o clube campo-grandense afunda. Segue sem vencer, agora amargando a lanterna da competição. O rival interiorano subiu na tabela, tem dois pontos agora.

A posição do Novo na tabela não é à toa. O time treinado pelo técnico Piá é extremamente frágil. Contra o seu mais tradicional adversário, a equipe até tentou criar, mas sua deficiência pesou.

Mesmo assim o gol do Galo veio em jogada duvidosa. Aos 29 minutos do primeiro tempo, Emerson Santos recebeu de frente para a meta em posição supostamente irregular e escorou para marcar. A dúvida foi tamanha que os jogadores operarianos hesitaram em comemorar.

Na etapa final, a dinâmica se manteve. Mas a qualidade do jogo caiu com o Operário do técnico Arílson também apresentando uma efetividade pouco produtiva no ataque. Pior para os 387 torcedores presentes (renda de R$ 3.190), que tiveram de fazer força para se empolgar com a falta de oportunidades e jogadas com qualquer tipo de efeito que fosse.

O momento de mais impacto ficou com a pequena torcida alvinegra. Irritada com a pouca produtividade do time e a substituição do autor do gol, vaiou em coro Arílson sob os tradicionais gritos de burro. Se a recuperação no Estadual acontece, as feridas pela sapatada tomada na Copa do Brasil estão longe de cicatrizarem.

Nesse cenário, o Operário matou o jogo. Jorginho, que saíra do banco, saiu na cara do gol em troca de passes e finalizou para sacramentar o placar final diante do frágil rival.

A rodada do Estadual se completa ainda neste domingo com o jogo entre Águia Negra e Costa Rica, em Rio Brilhante, não encerrado até a publicação desta reportagem.

RESULTADOS DA SÉTIMA RODADA

Sábado (16)
Corumbaense 3 x 1 Aquidauanense - Arthur Marinho
Sete de Dourados 0 x 2 Comercial - Itaporã

Domingo (17)
Operário de Dourados 1 x 1 União ABC - Itaporã
Chapadão do Sul 0 x 0 Urso
Novo 0 x 1 Operário - Morenão

PRÓXIMOS JOGOS

Quarta (dia 20) - Novo x Operário de Dourados - Morenão - 19h30
(jogo adiado da terceira rodada)

Quarta (dia 20) - Sete de Dourados x Operário - Itaporã - 15h
(jogo adiado da quarta rodada) 

Sábado (dia 23)
15h - Morenão - Comercial x Costa Rica
19h - Arthur Marinho - Corumbaense x Chapadão do Sul

Domingo (dia 24)
15h - Itaporã - Sete de Dourados x Operário de Dourados
15h - Mundo Novo - Urso x União ABC
15h - Morenão - Operário x Aquidauanense
17h - Rio Brilhante - Águia Negra x Novo 

 
Correio do Estado

Foto - Divulgação

Em um decisão tumultuada pela briga de dirigentes, o Vasco conquistou a Taça Guanabara ao derrotar o Fluminense por 1 a 0, com gol marcado por Danilo Barcelos, de falta, no segundo tempo. O jogo começou de portões fechados, mas a confusão que aconteceu no entorno do Maracanã entre torcedores e policiais fez a Justiça rever a posição inicial e permitir a presença de torcedores no estádio, o que aconteceu a partir dos 30 minutos do primeiro tempo.

Agora o Vasco que chegou a 100% de aproveitamento na competição teve garantida a vaga na semifinal do Campeonato Carioca com a vantagem do empate.

O jogo foi muito equilibrado e acabou decidido em uma cobrança de falta. O Fluminense teve mais posse de bola e chegou a criar três chances claras, mas não foi feliz nas conclusões. Com o apoio da sua torcida, em número bem superior, o Vasco conseguiu ser mais objetivo e foi premiado com o gol que devolveu a Taça Guanabara para o clube de São Januário.

O jogo

Diante de um Maracanã vazio, Vasco e Fluminense começaram a partida com muita disposição ofensiva. E o Vasco chegou, pela primeira vez, com perigo, aos quatro minutos. em cruzamento de Danilo Barcelos, mas a zaga tricolor desviou para escanteio que não resultou em qualquer ação objetiva.

Aos seis minutos, o Fluminense recuperou a bola na intermediária e Yony González chutou rasteiro e a bola passou muito perto da trave direita de Fernando Miguel. Aos dez, após cobrança de escanteio, o goleiro Rodolfo hesitou e o atacante Yony González apareceu na sua área para cabecear e afastar o perigo.

O time dirigido por Alberto Valentim se mostrava mais objetivo e, aos 14 minutos, após lançamento na área, Marrony escorou de cabeça para Pikachu, mas o goleiro Rodolfo se antecipou e ficou com a bola.

O Fluminense apareceu, pela primeira vez com perigo, aos 17 minutos. Após bola levantada na área, a zaga aliviou o perigo e a bola sobrou para Everaldo que, de fora da área, mandou rasteiro, mas o goleiro Fernando Miguel defendeu com segurança.

Depois do tempo técnico, o jogo seguiu em ritmo lento, com o Vasco assumindo uma postura mais ofensiva, enquanto o Fluminense tocava a bola com tranquilidade, enquanto tentava descobrir espaços na defesa cruz-maltina.

Aos 27 minutos, o Vasco arrancou com Bruno César que penetrou pela intermediária e chutou forte, mas a bola foi desviada pela zaga tricolor. Aos 30, torcedores dos dois clubes, principalmente do Vasco, começaram a entrar no estádio depois que a justiça voltou atrás na decisão inicial e autorizou a abertura dos portões, depois de ter presenciado a confusão entre torcedores e policiais na entrada do Maracanã.

Com 38 minutos de bola rolando, após boa troca de passes, Daniel lançou Marlon que cruzou, mas a zaga salvou. Logo depois, Yony González entrou em velocidade e bateu, mas Fernando Miguel fechou o ângulo e defendeu com o rosto, evitando o primeiro gol do Fluminense.

Nos minutos finais, o Vasco apenas se defendia, tentando bloquear o toque de bola da equipe tricolor que não conseguia criar chances reais para marcar.

O Vasco voltou para o segundo tempo com o atacante Rossi na vaga de Bruno César, enquanto o Fluminense retornou com Dodi na vaga de Daniel. E o time de São Januário voltou mais agressivo, principalmente porque sua torcida lotava o setor destinado a ela no Maracanã.

Logo no primeiro minuto, Lucas Mineiro aproveitou uma sobra e bateu com perigo. Aos três minutos, foi a vez de Yony González desperdiçar uma grande chance para o Fluminense, chutando por cima do travessão depois de receber dentro da área. Aos dez, Bruno Silva não teve condições de prosseguir e foi substituido por Caio Henrique.

O Vasco não dava mais liberdade para o adversário tocar a bola com tranquilidade e pressionava a saída de bola da defesa tricolor. Só aos 17 minutos é que o time dirigido por Fernando Diniz voltou a dar sinal de vida, em arrancada de Caio Henrique pela direita, mas o cruzamento saiu com defeito. Logo depois, Luciano desperdiçou uma chance incrível para marcar ao cabecear para fora, quando estava livre na pequena área, após lançamento preciso de Everaldo.

Aos 20 minutos, Leandro Castán se atrapalhou na pequena área e quase permitiu que Everaldo se aproveitasse da falha, mas o zagueiro conseguiu se recuperar.

Com o passar do tempo, a partida ficou intensamente disputada com os jogadores mostrando muito empenho nas jogadas divididas. O Fluminense seguia com mais posse de bola, mas o Vasco tentava encurtar os espaços do adversário. Aos 28 minutos, após cruzamento de Marlon, Fernando Miguel se atrapalhou ao tentar defender e Leandro Castán afastou o perigo.

Pressionado por Marrony, foi a vez do goleiro Rodolfo hesitar na devolução de bola e quase se complicou, mas acabou mandando a bola para escanteio.

Insatisfeito com a produção do ataque, Alberto Valentim tentou dar mais força ofensiva ao time e colocou o atacante Ribamar na vaga do volante Raul.

Aos 35 minutos, o Vasco marcou o primeiro gol. O lateral Danilo Barcelos cobrou a falta que passou por todo mundo e acabou entrando no canto direito de Rodolfo.

Sem outra alternativa, o Fluminense partiu para tentar o empate, enquanto o técnico Alberto Valentim fez uma substituição mais cautelosa, trocando o atacante Marrony pelo volante Andrey.

O Vasco recuou para defender a vantagem e deixou apenas Ribamar na frente. Nos acréscimos, os jogadores se desentenderam após falta sobre Marquinhos Calazans e o árbitro recorreu ao VAR para avaliar a confusão e mostrou cartão vermelho para o atacante Luciano, gerando mais reclamações por parte dos jogadores tricolores.

Na cobrança, a bola acabou nas mãos de Fernando Miguel, acabando com as esperanças dos tricolores e dando início à festa dos cruz-maltinos.

FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 0 FLUMINENSE

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 17 de fevereiro de 2019 (Domingo)
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Corrêa e Luiz Claudio Regazone
Cartão Amarelo: Leandro Castán, Danilo Barcelos, Maxi López, Yago Pikachu, Ribamar, Andrey(Vas);Digão, Ezequiel, Bruno Silva(Flu)
Cartão Vermelho: Luciano(Flu)
Gols:
VASCO: Danilo Barcelos, aos 35 minutos do segundo tempo

 

VASCO: Fernando Miguel, Raúl Cáceres, Werley, Leandro Castan e Danilo Barcelos; Raul,(Ribamar) Lucas Mineiro, Yago Pikachu, Bruno César(Rossi) e Marrony(Andrey); Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

FLUMINENSE: Rodolfo, Ezequiel, Digão, Matheus Ferraz e Marlon(Marquinhos Calazans); Airton, Bruno Silva( Caio Henrique) e Daniel(Dodi); Everaldo, Luciano e Yony González
Técnico: Fernando Diniz

 

O Corinthians mostrou mais uma vez o seu poder nos confrontos contra rivais regionais na noite deste domingo, na Arena. Depois de vencer o Derby na casa palmeirense, o Timão foi um pouco superior ao seu adversário dentro dos seus domínios, o suficiente para fazer 2 a 1 frente ao rival que acabara de ser eliminado na Copa Libertadores da América. Os gols foram marcados por Manoel e Gustagol, com Pablo descontando.

Com o resultado, os alvinegros chegam à terceira vitória na competição, a segunda em um clássico (havia vencido o Palmeiras no Allianz Parque), completando agora dez pontos conquistados no torneio e assumindo a liderança do Grupo C, um ponto à frente da Ferroviária, vice-líder. Do outro lado, o Tricolor estaciona nos nove pontos e pode cair para a terceira posição caso o Oeste vença seu jogo na segunda-feira. O Ituano lidera o Grupo D, com dez.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Botafogo-SP, no domingo, dia 24, também às 19h (de Brasília), em Ribeirão Preto. Antes, porém, o time entra em campo pela segunda fase da Copa do Brasil, contra o Avenida-RS, na Arena. Do outro lado, Vagner Mancini e seu elenco encaram o Red Bull, no mesmo dia, mas às 17h (de Brasília), no estádio do Morumbi.

Corinthians avança meio metro

O primeiro tempo do clássico em Itaquera reuniu dois times com muita dificuldade de criar lances de perigo. Com uma sucessão de passes de lado e tentativas de lançamento partindo sempre dos zagueiros, Manoel de um lado e Arboleda do outro, o duelo ficou restrito a correria e confrontos pelo alto, exigindo bastante imposição física. A defesa, no entanto, foi praticamente soberana, em ambos os lados do campo.

Com um Hernanes apagado e um Hudson participativo, reflexo do que a partida apresentou, o Tricolor chegou a ameaçar nas vezes em que Pablo ganhou pelo alto dos adversários e conseguiu reter os lançamentos. Apesar de certo espaço, porém, nem ele, nem Everton nem Hernanes conseguiram finalizar a gol nas oportunidades que apareceram. A melhor foi com o ponta esquerda, travado em cima da hora por Fagner.

Do outro lado, o Timão viu Júnior Urso buscar bastante o jogo, mas a bola só sair com qualidade quando Fagner achava Gustagol ou Pedrinho em passes de até 30m. Ainda que a boa técnica do lateral da Seleção conseguisse dar o primeiro passo, o Alvinegro pouco conseguiu evoluir a partir dali, parando normalmente em lances travados. A bola parada, sempre pela direita, foi o grande trunfo, mais uma vez.

Quando o 0 a 0 parecia destinado a acontecer até o intervalo, Clayson buscou a bola meio metro para fora do campo em lançamento de Danilo Avelar. O bandeira ignorou o tiro de meta claro, a redonda sobrou para Pedrinho na entrada da área e o meia chutou bem, exigindo boa defesa de Tiago Volpi. Na cobrança, Sornoza mandou no primeiro poste e Manoel testou no canto, o bastante para a bola passar outro meio metro da linha, dessa vez gerando o gol corintiano.

São Paulo reage, mas Gustagol aparece

Preocupado com a desvantagem, o técnico Vagner Mancini ainda viu Everton sofrer lesão no intervalo e pedir alteração. Antony entrou no seu lugar e foi o responsável indireto por empatar as coisas, tanto na bola quanto no apito. Após cruzamento da esquerda, o garoto fez falta clara em Avelar, que estava na segunda trave. O juiz ignorou e deu escanteio, cobrado por Reinaldo e cabeceado por Pablo, sem chances para Cássio.

O gol fez bem ao Tricolor, que passou a rodar a bola no campo de ataque, diferentemente do primeiro tempo, e viu em Antony uma boa válvula de escape para equilibrar as ações e trabalhar com Igor Vinícius. Os dois bons lances que surgiram, no entanto, terminaram em cruzamentos muito fortes do lateral. O bom momento, porém, não durou o bastante para perdoar os erros. Carille respondeu com a entrada de Vagner Love e pouco depois obteve resultado.

Em boa jogada, Fagner roubou a bola de Pablo, tabelou com Pedrinho e criou espaço para cruzar. Vagner Love foi bem ao disputar com Tiago Volpi, que reclamou de falta, e a bola ficou pingando para Gustagol, de canela, anotar o segundo alvinegro. Os são-paulinos insistiram que houve infração no arqueiro, mas o lance foi limpo. Volpi ainda levou um cartão amarelo para parar de reclamar.

O São Paulo foi para cima na sequência, com Nenê entrando na vaga de Willian Farias, mas faltou um pouco mais de paciência para chegar ao empate. Carneiro foi bem em uma arrancada, mas a falta sofrida parou na barreira, na batida de Hernanes. Arboleda chegou a balançar a rede após escanteio, mas o juiz marcou toque de mão de Carneiro. O 2 a 1 permaneceu no placar e na história do Majestoso.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 1 SÃO PAULO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Assistentes: Emerson de Carvalho e Daniel Marques
Público: 42.303 pagantes / 42.580 torcedores
Renda: R$ 2.219.753,00
Cartão Amarelo: 
Pedrinho e Cássio (Corinthians); Igor Vinícius, Tiago Volpi e Hernanes (São Paulo)
Gols:
CORINTHIANS: Manoel, aos 42 minutos do 1º tempo, e Gustagol, aos 27 minutos do 2º tempo
SÃO PAULO: Pablo, aos 11 minutos do 2º tempo

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Júnior Urso (Richard); Pedrinho (Mateus Vital), Sornoza e Clayson (Vagner Love); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Willian Farias (Nenê), Hudson e Hernanes; Gonzalo Carneiro, Pablo (Diego Souza) e Everton (Antony)
Técnico: Vagner Mancini (interino)

O atacante Ricardo Goulart disputou a primeira partida com a camisa do Palmeiras na tarde deste domingo. No Estádio da Fonte Luminosa, com seu principal reforço em campo, o time alviverde desperdiçou duas boas chances de gol e ficou no empate por 0 a 0 com a Ferroviária.

Com 14 pontos ganhos, dois a mais do que o Novorizontino, o Palmeiras permanece instalado na primeira colocação do Grupo B do Campeonato Paulista. Já a Ferroviária chega aos nove pontos e figura na liderança do Grupo C, uma vez que supera o Bragantino nos critérios de desempate.

Pela oitava rodada do torneio estadual, o Palmeiras volta a campo para o clássico contra o Santos às 19 horas (de Brasília) de sábado, no Allianz Parque. Já a Ferroviária encara o Oeste às 17h30 da próxima segunda-feira, novamente no Estádio da Fonte Luminosa.

 

O Jogo – As melhores chances do Palmeiras durante o primeiro tempo foram em jogadas aéreas. Logo no começo da partida, o atacante Dudu levantou na área em cobrança de falta e o zagueiro Gustavo Gomez desviou levemente de cabeça, com perigo para o goleiro Tadeu.

O Palmeiras manteve o domínio das ações, mas teve dificuldades para criar oportunidades claras de gol. Em nova cobrança de falta, Lucas Lima cruzou e o zagueiro Luan completou de cabeça. O goleiro Tadeu, bem posicionado, defendeu com firmeza.

Após intervenção providencial de Jailson em chute disparado por Anderson Uchoa, o Palmeiras construiu sua primeira grande chance. Dudu roubou a bola pela esquerda e, de canhota, cruzou na medida para o atacante Carlos Eduardo, livre, cabecear para fora.

Com mais uma atuação decepcionante, Carlos Eduardo acabou trocado no intervalo por Felipe Pires, que entrou bem, mas precisou sair aos nove minutos, já que não conseguiu permanecer em campo após receber entrada dura de Anderson Uchoa. Felipão, então, resolveu lançar Ricardo Goulart.

Em uma jogada com a participação do estreante, o Palmeiras perdeu mais uma grande chance. Após receber de Lucas Lima, Ricardo Goulart tocou de primeira e deixou Borja na cara do gol. O colombiano, no entanto, bateu fraco e o goleiro Tadeu conseguiu defender.

Os últimos minutos da etapa complementar foram de poucas emoções em Araraquara. Em um lance pitoresco, ao ver Borja hesitar com a bola dominada, Lucas Lima resolveu tomá-la para dar continuidade ao ataque, que acabou não dando em nada.

FICHA TÉCNICA
FERROVIÁRIA 0 x 0 PALMEIRAS

Local: Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 17h (Brasília)
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Assistentes: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Bruno Salgado Rizo
Cartões amarelos: Anderson Uchoa (FER);

 

FERROVIÁRIA: Tadeu; Diogo Mateus, Rayan, Rodrigão e Julinho (Alisson); Anderson Uchoa (Higor Meritão), Tony e Felipe Matheus; Felipe Ferreira (Diego), Maurinho e Lúcio Flavio
Técnico: Vinícius Munhoz

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Moisés) e Lucas Lima; Carlos Eduardo (Felipe Pires e depois Ricardo Goulart), Dudu e Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Foto - Divulgação

Às 19 horas (de Brasília) deste domingo, em um duelo entre duas equipes em baixa, o Corinthians recebe o São Paulo pela sétima rodada do Campeonato Paulista, em Itaquera. Como em todo clássico, o vencedor ganhará moral para a sequência da temporada, enquanto ao perdedor restará a crise.

Apesar de não ter vivido ainda um vexame como seu rival nesse início de temporada, o Corinthians também está mergulhado em desconfiança e incertezas. Já são três jogos sem vitória e a pressão por uma resposta positiva no Majestoso é grande.

 Artilheiro do Corinthians no ano, Gustavo é a maior esperança de gols do Timão (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Além do retrospecto positivo contra o São Paulo em Itaquera, os corintianos mais otimistas se apegam ao fato da equipe ter feito sua melhor partida justamente no último compromisso, contra o Racing, atual líder do Campeonato Argentino.

“A gente vê um desempenho coletivo muito melhor. A gente deu condições para o pessoal da frente fazer o gol, a gente evoluiu, melhorou. Clássico é um jogo aberto, a gente, por estar jogando em casa, tem uma responsabilidade pelo resultado positivo e vamos propor o jogo do começo ao fim. Vamos buscar a vitória”, analisou Ramiro.

A escalação alvinegra é um mistério. Fábio Carille já deixou claro que chegou o momento de dar entrosamento ao time e, por isso, os 11 titulares não devem mudar tanto em relação ao que se viu na Copa Sul-Americana.

As maiores dúvidas estão na lateral esquerda, entre Carlos e Avelar, e no ataque, com Clayson pedindo passagem, bastante elogiado pelo comandante. Jadson, Sornoza e Vagner Love correm risco de a sair do time.

Júnior Urso deve ficar à disposição pela primeira vez. Forte candidato a ganhar espaço no esquadrão alvinegro, o volante está regularizado e pode ser uma carta na manga de Carille.

O que não é segredo para ninguém é que Gustagol novamente será a principal arma corintiana. Herói contra o Racing, o centroavante marcou seis dos oito gols do Corinthians em 2019 e ganhou elogios até do técnico português José Mourinho.

O Corinthians soma apenas duas vitórias em seis rodadas no Paulistão e está fora da zona de classificação no Grupo C. O sinal de alerta já foi ligado pela comissão técnica e o clássico é mais uma prova de fogo para uma equipe que ainda tenta se encontrar em meio a chegada de pelo menos dez reforços.

Vagner Mancini assume o comando do São Paulo até Cuca receber a liberação médica (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Do outro lado, a pressão é ainda maior. Eliminado de forma precoce na Copa Libertadores, o São Paulo enfrentará seu arquirrival aos frangalhos. E com mudança no comando. Afastado do cargo de treinador, André Jardine dá lugar a Vagner Mancini, que assumiu o time até a chegada de Cuca, esperado após o final do Paulistão.

Com um curto período de preparação, o coordenador técnico aposta no aspecto motivacional para surpreender o Corinthians. A ideia é elevar o moral do elenco são-paulino na base da conversa e mostrar uma nova atitude no clássico.

“Eu não terei tempo para fazer muita coisa, mas tenho o tempo necessário para sentar com os jogadores para ficarmos um pouco mais leves. Se não dá para fazer no treino, vamos na fala, na metodologia de jogo e na estratégia para a partida, para que o atleta entenda que houve uma mudança”, disse Mancini.

Mudanças, aliás, são esperadas na escalação do São Paulo. Como o treino de sábado foi fechado à imprensa, não é possível cravar um time. Mas a tendência é que Mancini faça alterações pontuais. Uma delas se refere a Hudson, que volta à equipe após cumprir suspensão contra a Ponte Preta. Com isso, Hernanes deve voltar à posição de armador.

Por outro lado, o técnico interino tem cinco desfalques para o clássico: o lateral direito Bruno Peres (conjuntivite), os volantes Liziero (entorse no tornozelo direito) e Araruna (contratura no músculo adutor direito), e os atacantes Brenner (lesão na coxa esquerda) e Joao Rojas (se recupera de cirurgia no joelho direito).

Seja como for, o objetivo é um só: voltar de Itaquera com um bom resultado. De preferência com a vitória, algo que jamais aconteceu na casa alvinegra. Em nove encontros, são seis derrotas e três empates, com 20 gols sofridos e apenas oito marcados.

Assim como o Corinthians, o Tricolor não vence há três partidas, sendo uma pelo Paulista. Segundo colocado do Grupo D da competição, com nove pontos, o São Paulo perdeu para a Ponte no último sábado e permitiu a ultrapassagem do Ituano, que venceu na abertura da rodada. Por isso, a importância de voltar a conquistar uma vitória para acalmar os ânimos no Morumbi.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X SÃO PAULO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Assistentes: Emerson de Carvalho e Daniel Marques

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Carlos (Avelar); Ralf e Ramiro; Jadson, Sornoza e Vagner Love (Calyson); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves (Anderson Martins) e Reinaldo; Willian Farias, Hudson e Hernanes; Helinho (Antony), Pablo e Everton
Técnico: Vagner Mancini (interino)

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