Dourados-MS,
 Camara municipal-principal

O Grêmio derrotou nesta terça-feira o River Plate por 1 a 0 no Estádio Monumental de Nuñez pela primeira partida da semifinal da Libertadores. Superando os desfalques de Everton e Luan, o Tricolor Gaúcho adotou uma estratégia que não permitiu os argentinos de impor o seu toque de bola. A grande surpresa na escalação foi o volante Michel, que não atuava cinco meses e marcou o tento gremista.

Em vantagem, os gaúchos jogam pelo empate para chegar Na final da competição. Caso os argentinos vençam pelo mesmo placar, a decisão será nas penalidades. O River classifica se fizer 2 a 1 no tempo normal por causa do saldo qualificado.

A partida de volta pela semifinal da Libertadores entre Grêmio e River Plate será no dia 30, terça, às 21h45 (de Brasília), na Arena. Pelo Brasileirão, o Tricolor Gaúcho recebe no sábado o Sport, às 16h30 (de Brasília), em Porto Alegre. 

O Jogo – Adotando uma escalação mais defensiva com a presença do volante Michel, o técnico Renato Portaluppi segurou o ímpeto dos argentinos. Os gaúchos tem uma postura de forte marcação o que dificultou as jogadas de velocidade do River.

Depois dos 10 minutos, os donos da casa se soltam para o ataque. Por sua vez, o Tricolor Gaúcho tentou explorar lances de bola aérea e jogadas de contra-ataque. Aos 17, Pity rolou para Palacios, que cruzou fechado. Marcelo Grohe tentou segurar, mas soltou e a bola quase entrou.

Apesar de ter mais posse de bola, o River não conseguiu furar o bloqueio defensivo gremista. Entretanto quem levou perigo foi o Grêmio, aos 24, Alisson tocou para Cícero que soltou a bomba. Armani espalmou e mandou para escanteio.

Com dificuldade de entrar na área, os argentinos levaram perigo em chute de fora da área. Aos 30, após troca de passes, Palacios recebeu na intermediária e soltou a bomba. Grohe espalmou para escanteio. Nove minutos depois, o River chegou perigosamente e obrigou o arqueiro gremista a trabalhar. Aos 39, Pity recebeu de Scocco e soltou a bomba. Marcelo Grohe faz milagre.

Na etapa inicial o Grêmio soube segurar o River Plate e não correu grandes riscos no sistema defensivo. As duas equipes arriscaram chutes de longe e os goleiros mostraram muita elasticidade para manter o zero no placar.

Mais agressivo, os anfitriões vão para cima em busca do primeiro gol nesse começo do segundo tempo. Aos 04, Quintero cobrou escanteio na cabeça de Maidana que, sozinho, mandou por cima do gol de Grohe. Já os visitantes marcam bem, porém não conseguem segurar a bola do meio pra frente.

Durante o jogo, o Tricolor Gaúcho soube explorar a deficiência na bola aérea dos argentinos e abriu o placar. Aos 16, Alisson cobrou escanteio no primeiro poste. Michel ganhou da zaga e estufou as redes de Armani.

Os comandados de Marcelo Gallardo nitidamente se abateram depois de ter levado o gol. Muito seguro na defesa, a equipe gremista tem procurado cavar faltas e fazer o tempo passar. Por outro lado, o River facilitou o trabalho da defesa do Grêmio porque começou a cruzar várias bolas altas.

Por pouco, os gaúchos não ampliaram o marcador. Aos 33, Jael bateu falta na barreira. Leonardo pegou o rebote e tirou tinta da trave de Armani. Impotentes na partida, o River não encontrou soluções em campo para chegar a igualdade.

Diferente do primeiro tempo, os donos da casa tomaram a iniciativa na etapa final, porém o Tricolor Gaúcho com muita maestria, inteligência e experiência amarrou taticamente o River. Na insistência os gaúchos tiram proveito da deficiência na bola alta da defesa argentina. Os pilares desse triunfo foram Geromel, Kannemann e Michel. A última tentativa de empate acabou parando nas mãos de Grohe. Aos 48, Quintero cobrou falta no canto esquerdo do goleiro gremista, que voou e faz grande defesa.

FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE 0 X 1 GRÊMIO

Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires
Data: 23 de Outubro (Terça-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Victor Raez (Peru)
VAR: Leodan González (principal), auxiliado por Estebean Ostojich e Richard Trinidad (todos do Uruguai)
Cartões amarelo: Borré, Maidana, Ponzio (River Plate), Alisson, Kannemann (Grêmio)
Gol:
GRÊMIO: Michel (Grêmio), aos 16 minutos do segundo tempo.

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (Enzo Pérez), Quintero, Ezequiel Palacios (Ignacio Fernandez) e Pity Martínez; Borré e Scocco (Lucas Pratto)
Técnico: Marcelo Gallardo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Maicon, Ramiro (Thaciano) e Cícero, Alisson e Jael (Thonny Anderson).
Técnico: Renato Portaluppi

Foto - Divulgação

Em duelo de gigantes, River Plate e Grêmio se enfrentam nesta terça-feira, às 21h45 (horário de Brasília), no Monumental de Nuñez, no primeiro jogo da semifinal da Libertadores. O goleiro Armani, os meias Palácios e Pity Martinez estão à disposição após se recuperarem de lesões.

Por outro lado, o meia colombiano Quintero e o centroavante Scocco, que jogou no Internacional em 2013, devem ficar no banco de reservas. Na última sexta-feira, o River perdeu uma invencibilidade de 32 partidas ao ser derrotado para o Colón por 1 a 0. Os argentinos atuaram com reservas e estão priorizando a Libertadores.

Fora de campo, os dirigentes do River tem a expectativa da presença de mais 60 mil torcedores. O técnico Marcelo Gallardo promete um time ofensivo para abrir vantagem na partida de ida.

 

Atual campeão da competição, o Grêmio quer segurar o ímpeto dos argentinos. Para o confronto, o técnico Renato Portaluppi não terá o atacante Everton, que ainda vem se recuperando de um problema muscular.

O volante Ramiro está entre os relacionados para o jogo, porém a sua escalação é incerta porque o meio-campista vem há muito tempo parado por causa de uma lesão. Caso não possa atuar em seu lugar, entra Thaciano. Já Marcelo Grohe e Bruno Cortez estão confirmados para o jogo de amanhã.

Luan, que era apontado como desfalque, pediu para viajar, mas o meio-campista ainda sente dores na sola do pé direito. Essa confirmação foi feita pelo comandante gremista, que avisou que o meia ainda fará um teste final.

“O Luan falou que estava com muita vontade, estava só fazendo tratamento. Falei que a gente ia conversando, falei que íamos trocar uma ideia com os jogadores. Ele disse que está se sentindo bem. Vai treinar”, afirmou o treinador.

FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE x GRÊMIO

Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires
Data: 23 de Outubro (terça-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Victor Raez (Peru)
VAR: Leodan González (principal), auxiliado por Estebean Ostojich e Richard Trinidad (todos do Uruguai)

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Pinola, Maidana e Casco; Ponzio, Palacios; Nacho Fernández e Pity Martínez; Lucas Pratto e Borré
Técnico: Marcelo Gallardo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon, Cícero, Ramiro (Thaciano), Alisson e Pepê; Luan (Jael)
Técnico: Renato Portaluppi

Internacional e Santos se enfrentarão em partida decisiva nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os donos da casa buscam se aproximar do líder Palmeiras. Os visitantes querem colar no Atlético-MG, primeiro no G-6.

Segundo colocado, o Colorado tem 56 pontos, seis a menos que o Verdão. Na sétima posição, o Peixe tem 42, quatro atrás do Galo. As duas equipes vêm de vitórias importantes: os gaúchos derrotaram o São Paulo e os alvinegros venceram o Corinthians em clássico.

O Internacional não deve ter surpresas na escalação. Rodrigo Moledo e Rodrigo Dourado ficam à disposição, com sequência no time titular para o ídolo D’Alessandro.

 

“Esperamos contra o Santos repetir a última atuação, fazer as partidas que estamos fazendo aqui. Vamos buscar o resultado até o último segundo de jogo para que a gente continue mantendo essa campanha dentro de casa. Com o Cuca é um time de muita qualidade, o Santos cresceu muito e deu uma arrancada junto com o Palmeiras. É um time muito forte. A gente espera não sair atrás do placar porque às vezes você não consegue fazer essa virada. Caso venha acontecer isso novamente, a equipe tem maturidade e está preparada para buscar o resultado”, disse o técnico Odair Hellmann.

O Santos também não deve apresentar novidades na escalação em Porto Alegre. Cuca contará com os retornos de Alison (suspensão) e Rodrygo (seleção brasileira sub-20).

“É um jogo decisivo para o Inter, que está a três pontos do Palmeiras. Estamos em uma franca recuperação e buscamos uma vaga na Libertadores. Este é o nosso título”, avaliou Cuca.

“Precisamos fazer um bom jogo contra um time de meio-campo com muita força. Edenílson, Patrick, Dourado… Extremos que fecham por dentro. Tem o D’Alessandro também”, emendou.

O Internacional é o melhor mandante do Campeonato Brasileiro e o único invicto em seus domínios. São 11 vitórias e três empates, com 23 gols marcados e cinco gols sofridos. 86% de aproveitamento. O Santos é o sexto melhor visitante, com quatro vitórias, quatro empates e seis derrotas.

FICHA TÉCNICA
Internacional x Santos

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 22 de outubro de 2018, segunda-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer (MG)

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Fabiano, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado, Nico López, Edenílson, D’Alessandro e Patrick; Leandro Damião.
Técnico: Odair Hellmann

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez; Rodrygo, Bruno Henrique e Gabigol.
Técnico: Cuca

A casa era diferente: devido a um show de Roger Waters, no Mineirão, o Cruzeiro se viu obrigado a jogar contra a Chapecoense, no Independência, na noite deste domingo. Mas, independentemente do local, a Raposa fez festa: ainda comemorando a taça da Copa do Brasil, conquistada na última semana, o time celeste bateu o adversário por 3 a 0, sem dificuldades, com os gols ainda no primeiro tempo.

O time celeste iniciou o confronto com mais intensidade e não teve dificuldades para fazer o primeiro gol. Após abrir a vantagem, com a Chape buscando empatar ou fazer algo melhor, a Raposa conseguiu fazer mais tentos e ter tranquilidade para, no segundo tempo, apenas administrar.

O resultado deixa o Cruzeiro na 10ª colocação, com 40 pontos anotados. A Chape amarga a zona de rebaixamento, com 31 tentos, na 18ª posição.

 

A Chapecoense volta aos gramados no sábado, às 19h (de Brasília), na Arena Condá, contra o América. O Cruzeiro recebe o Paraná, no Mineirão, no mesmo dia, mas às 21h.

Primeiro tempo

O técnico Mano Menezes entendeu que a melhor opção era ir para o duelo contra a Chapecoense com seu time inteiro titular. Exatamente os mesmos atletas que venceram o Corinthians, em São Paulo, conquistando o título da Copa do Brasil. Foi difícil fazer qualquer projeção de equipe, considerando que a equipe chegou em Belo Horizonte após a conquista da taça, no entanto, somente comemorou.

Os primeiros minutos mostraram o Cruzeiro bastante ativo no ataque. A equipe de Mano trocava passes, buscava as melhores oportunidades e abria espaços da fechada Chape. O time visitante claramente tinha a proposta de se defender e buscar algo de contra-ataque durante a partida.

A retranca, no entanto, não teve força suficiente para segurar o ânimo dos cruzeirenses. Em troca de passes no meio campo, Thiago Neves recebeu na entrada da área e soltou o pé. A bola ganhou o ângulo do goleiro Jandrei que ainda tocou na redonda.

Após o tento, o time da Chapecoense se viu obrigada a buscar o jogo. A equipe passou a ficar mais presente no ataque, mas a qualidade técnica era praticamente inexistente. Enquanto a Chape tentava, com pouca criatividade, a Raposa se preparava para contra-atacar.

Aos 29 a Raposa ampliou. Em lançamento de Thiago Neves para Barcos, o Pirata dominou, ganhou a frente e chutou. O goleiro fez a defesa, mas a bola sobrou para Arrascaeta que, de cabeça, mandou para o fundo das redes.

Com 2 a 0 no marcador, o Cruzeiro tinha a tranquilidade de administrar o jogo. Trocava passes, era mais tranquilo em campo. Com isso, a Chape passou a se arriscar mais, querer algo no jogo e quase conseguiu. Em cruzamento na área, Leandro Pereira subiu e Fábio se esticou todo e evitou o tento.

No finalzinho, já nos acréscimos, em cobrança de escanteio, Dedé foi no quinto andar, conseguiu ser melhor que todos os defensores e marcou o tento.

Segundo tempo

Na volta para o segundo tempo, o Cruzeiro tirou o pé. A Raposa já tinha 3 a 0 no placar e não se preocupava em ter mais a intensidade inicial.

O técnico Mano Menezes então fez alterações na equipe, querendo novidades em campo, mas não conseguiu criar fatos novos. Talvez, o mais do mesmo: com Rafinha na esquerda, Raniel na frente, sem alterar o desenho tático, sem mudar o estilo de jogo.

A Chape, por sua vez, criou mais, conseguia chegar com mais qualidade, e passou a ser – por incrível que pareça – ser eficiente, chegar, dar trabalho ao goleiro Fábio. No entanto, muito pouco diante das necessidades e, com três gols de desvantagem, o jogo era mais para não ser completamente humilhado.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 3 X 0 CHAPECOENSE

Local: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 21 de outubro de 2018, domingo
Horário: 19 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Riacrdo Simon Manis (Fifa-SP) e Rogério Pablos Zanardo (SP)

Gols: Thiago Neves, aos 21 minutos do primeiro tempo, Arrascaeta, aos 29 do primeiro tempo, Dedé aos 43 do primeiro tempo (Cruzeiro)
Cartões: Dedé, Edilson (Cruzeiro); Canteros (Chape)

CRUZEIRO: Fábio; Edílson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Ariel Cabral (Lucas Silva), Thiago Neves, Arrascaeta (Rafinha), Robinho e Barcos (Raniel)
Técnico: Mano Menezes
CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Amaral, Barreto (Rolim) e Canteros; Diego Torres (Bruno Silva), Doffo (Vinicius), Leandro Pereira

Técnico: Claudinei Oliveira

Internacional e Santos empataram em 2 a 2 na noite desta segunda-feira, no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols do Colorado foram de Leandro Damião e Patrick. O Peixe marcou com Gabigol e Fabiano (contra).

A partida foi movimentada e teve o Alvinegro buscando o empate duas vezes. Leandro Damião, ex-santista, e Gabriel Barbosa, artilheiro do Campeonato Brasileiro, foram destaques e participaram das principais oportunidades do duelo.

Com o empate, o Internacional cai para a terceira colocação, com 57 pontos, cinco a menos que o líder Palmeiras. O Santos segue na sétima posição, agora três atrás do Atlético-MG, o primeiro na zona de classificação para a Libertadores da América.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Inter visitará o Vasco, sexta-feira, às 21h30, em São Januário. O Peixe receberá o Fluminense, sábado, às 16h30, na Vila Belmiro.

Internacional e Santos empatam no Beira-Rio (Foto: Ricardo Duarte/SCI)

O JOGO

O Santos não se intimidou com o Beira-Rio lotado e começou melhor o jogo contra o Internacional. Com marcação adiantada, o Peixe freou a pressão dos donos da casa nos primeiros minutos e se armaram à procura do contra-ataque.

A primeira chance – e a melhor dos primeiros 45 minutos -, foi aos 24, quando Carlos Sánchez armou o contra-ataque e inverteu para Gabigol. O artilheiro do Campeonato Brasileiro bateu de fora da área, com categoria, e o goleiro Marcelo Lomba tocou com a ponta do dedo antes da bola parar no travessão.

Depois da pressão santista, o Inter equilibrou a partida e começou a criar chances. A primeira veio com Edenilson, após cruzamento de Cuesta aos 40 minutos. O goleiro Vanderlei salvou. E três minutos depois, saiu o gol. Edenilson, destaque do Colorado, tabelou com Patrick e encobriu o camisa 1. Luiz Felipe salvou e no rebote Leandro Damião, de cabeça, fez valer a Lei do Ex.

E ainda deu tempo para Rodrigo Moledo, na pequena área, furar a tentativa de letra, sem goleiro. O Santos começou bem, mas pôde comemorar a desvantagem de apenas um gol para o intervalo.

LÁ E CÁ

O Santos retomou as rédeas da partida para a etapa final e logo conseguiu o empate, em golaço de Gabigol. O camisa 10 acertou um chute improvável, colocado, do bico da área e marcou pela 15ª vez no Campeonato Brasileiro. É o artilheiro.

O Internacional reagiu rápido ao empate sofrido e quase empatou aos 8 minutos, novamente com Leandro Damião. O cabeceio parou em nova boa defesa de Vanderlei. Segundos depois, se iniciou uma polêmica com a arbitragem.

Com cinco minutos de paralisação e resenha com auxiliares, o árbitro assinalou impedimento de Leandro Damião. O centroavante teria feito um lindo gol por cobertura. O juiz entendeu que o toque veio de Cuesta e não de Sánchez em dividida.

O lance polêmico não esfriou o Inter e o gol não demorou a vir. Aos 25 minutos, Carlos Sánchez cobrou escanteio baixo e originou um contra-ataque mortal. De Edenilson, para Nico López e a assistência para o gol de Patrick.

E quando o jogo caminhava para vitória do Internacional, o Santos voltou a reagir. Aos 33 minutos, Bruno Henrique rolou para Gabigol chutar bem com a perna direita. O goleiro Lomba espalmou, Fabiano foi traído pelo efeito no rebote e o camisa 10 aproveitou o bate-rebate. Ele saiu comemorando, mas o gol foi marcado contra do lateral colorado.

Os minutos finais foram de muita movimentação e chance para os dois lados. Na melhor delas, o zagueiro Rodrigo Moledo cabeceou para outra grande defesa de Vanderlei, aos 44 minutos. No fim das contas, empate de bom futebol em Porto Alegre.

FICHA TÉCNICA
Internacional x Santos

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 22 de outubro de 2018, segunda-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Público e renda: 43.159/R$ 1.082.715,00
Cartões amarelos: Internacional: Nico López. Santos: Gustavo Henrique e Bruno Henrique.

GOLS:
Internacional: Leandro Damião, aos 43 minutos do 1T, e Patrick, aos 25 do 2T;
Santos: Gabigol e Fabiano (contra), aos 5 e 33 do 2T

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Fabiano (Jonatan Álvez), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago (Wellington Silva); Rodrigo Dourado, Nico López, Edenílson, D’Alessandro e Patrick; Leandro Damião (Rossi).
Técnico: Odair Hellmann

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Rodrygo (Derlis González), Bruno Henrique (Renato) e Gabigol.
Técnico: Cuca

Lucas Paquetá abriu o caminho da goleada do Flamengo

Mesmo atuando no campo do adversário, o Flamengo não encontrou a menor dificuldade para golearr o Paraná por 4 a 0 , em partida disputada na noite deste domingo, no estádio Durival de Brito. O resultado fez o Rubro-negro da Gávea assumir a segunda colocação com 58 pontos ganhos, quatro a menos do que o líder Palmeiras, e seguir sonhando com a conquista de mais um título brasileiro. O Paraná segue na lanterna isolada da competição com apenas 17 pontos ganhos e cada vez mais perto de ter confirmado o rebaixamento para a segunda divisão.

Foi uma vitória tranquila da equipe dirigida por Dorival Júnior, ainda invicto no comando da equipe da Gávea. Com uma marcação forte desde o início, o Flamengo não tomou conhecimento do adversário e soube construir a vantagem sem nunca ser ameaçado. Os gols do Flamengo foram marcados por Lucas Paquetá, Vitinho, Uribe e Henrique Dourado. De treinador novo, após a saída de Claudionor Oliveira, o Paraná repetiu os erros dos outros jogos e não conseguiu criar qualquer dificuldade para a vitória dos visitantes.

Na próxima rodada, o Flamengo vai receber o líder Palmeiras, no Maracanã; o Paraná vai visitar o Cruzeiro, no Mineirão.

O jogo – Como era de se esperar, em função da situação das equipes, o Flamengo partiu para o ataque desde o início da partida. Aos 11 minutos, Renê fez ótimo cruzamento e Uribe cabeceou no canto, mas Richard fez grande defesa e evitou o primeiro gol da equipe rubro-negra. A pressão da equipe carioca era muito grande e o Paraná não conseguia chegar ao ataque.

O Flamengo marcou o primeiro gol aos 17 minutos. Deivid errou um passe na intermediário. Uribe recuperou a bola e enfiou para Lucas Paquetá que investiu e tocou na saída do goleiro Richard.
Mesmo sofrendo o gol, o Paraná manteve a sua postura defensiva, enquanto o Flamengo dificultava as ações da equipe da casa, mantendo a marcação adiantada e sem dar espaços.

Aos 21 minutos, após tabela com Uribe, Vitinho arriscou, de fora da área, mas a bola saiu. Só aos 23 minutos é que o Paraná chegou na área rubro-negra e Alex Santana concluiu, mas a bola passou longe do gol defendido por César.

Depois dos 30 minutos, o Flamengo reduziu a pressão, mas o time paranaense seguiu com grandes dificuldades para chegar na área carioca. E mesmo sem forçar, a equipe dirigida por Dorival Júnior conseguia criar lances de perigo como aconteceu aos 32 minutos em chute de Vitinho que recebeu dentro da área sem marcação, mas mandou para fora.

A equipe de Dado Cavalcanti seguia encontrando dificuldades para penetrar no campo adversário com a bola dominada e o atacante Rafael Grampola, muito isolado, quase não participou do jogo, no primeiro tempo.

O Paraná voltou para o segundo tempo com uma alteração tática com a entrada do atacante Raphael Alemão na vaga do zagueiro Renê Santos. Antes que a mudança fizesse efeito, o Flamengo ampliou aos seis minutos. Willian Arão mandou para a área, a zaga rebateu mal e Vitinho chutou para colocar a bola nas redes paranaenses.

A equipe da casa desanimou e o Flamengo marcou o terceiro gol aos 11 minutos. Uribe recebeu ótimo lançamento de Vitinho e colocou na saída do goleiro Richard.

Com a partida liquidada, Dorival Júnior promoveu o retorno do meia Diego que perdeu a posição para Willian Arão depois de sofrer lesão. Muito aplaudido, ele entrou na vaga de Éverton Ribeiro, pendurado com dois cartões amarelos.

Aos 26 minutos, o Paraná perdeu qualquer chance de ainda tentar uma reação quando Raphael Santos entrou de forma violenta sobre Willian Arão e recebeu cartão vermelho.

Com a situação resolvida e diante de um adversário que não mostrava a menor capacidade de reação, o técnico rubro-negro decidiu poupar Willian Arão e Vitinho. Geuvânio e Henrique Dourado entraram na equipe.

Só aos 37 minutos é que o goleiro César teve chance de aparecer. Rafael Grampola mandou a bomba e César fez grande defesa, espalmando para escanteio.

Para não sofrer mais gols, o Paraná passou a segurar a bola e sua torcida, de forma irônica, saudou a troca de passes com gritos de olé.

Nos minutos finais, o Flamengo reduziu o ritmo, mas ainda encontrou tempo para anotar o quarto gol aos 45 minutos. Após troca de passes com Uribe, Diego chutou, o goleiro Richard deu rebote e Henrique Dourado empurrou para as redes, definindo o placar.

FICHA TÉCNICA
PARANÁ-PR 0 X 4 FLAMENGO-RJ

Local: Estádio Durival de Britto, em Curitiba (PR)
Data: 21 de outubro de 2018 (Domingo)
Horário: 19h(de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa-SC) e Neuza Ines Back (Fifa-SC)
Cartão Amarelo: Jean Lucas(Par)
Cartão Vermelho: Raphael Alemão(Par)
Gols: (FLAMENGO) Lucas Paquetá aos 17 minutos do primeiro tempo; Vitinho, aos seis minutos, Uribe aos 11 minutos e Henrique Dourado, aos 45 minutos do segundo tempo

PARANÁ: Richard, Júnior, René Santos(Raphael Alemão), Rayan e Igor; Jhonny Lucas, Alex Santana, Deivid(Jean Lucas) e Mansur; Silvinho(Leandro Vilela)e Rafael Grampola
Técnico: Dado Cavalcanti

FLAMENGO: César, Pará, Réver, Léo Duarte e Renê; Cuéllar, Willian Arão(Henrique Dourado), Lucas Paquetá, Everton Ribeiro(Diego) e Vitinho(Geuvânio); Uribe
Técnico: Dorival Júnior

O Palmeiras é mais líder do que nunca no Campeonato Brasileiro. Com dois gols de Bruno Henrique, que completou 30 anos neste domingo, o Verdão jogou com um a menos todo o segundo tempo, e conseguiu vencer o Ceará por 2 a 1 no Pacaembu. Agora, o Alviverde seca os rivais Internacional e Flamengo para manter os seis pontos de vantagem conquistados na liderança do Brasileirão.

Durante a semana, Dudu, que assistiu o primeiro tempo do banco de reservas já havia avisado: o Alviverde esperava mais dificuldade diante do Vozão do que contra São Paulo e Grêmio, seus jogos anteriores. E a preocupação palestrina se justificou desde os primeiros minutos.

O Ceará começou melhor o jogo e conseguiu assustar o goleiro Weverton com boas finalizações e levantamentos para a área. O domínio mandante só foi retomado quando a equipe ficou à frente no placar.

Aos 14 minutos, Hyoran cobrou escanteio, Willian desviou de cabeça e Edinho fez o corte com a mão. Depois de muita reclamação dos palmeirenses, o árbitro consultou o auxiliar de linha de fundo e marcou o pênalti. Na cobrança, o aniversariante Bruno Henrique bateu no meio do gol e abriu o marcador.

O placar aberto fez o jogo se desenhar como mostra a tabela de classificação do Brasileirão: um duelo do líder contra uma equipe que luta para fugir da zona de rebaixamento. E com 34 jogados, Bruno Henrique deu mais um presentão para a torcida ao receber na intermediária, adiantar a bola com a sola da chuteira e mandar uma bomba cruzada de perna direita para ampliar a vantagem alviverde.

Deyverson complica o Verdão

O jogo era mais do que tranquilo para o Palmeiras até os minutos finais do primeiro tempo, quando o destempero de Deyverson quase colocou tudo a perder. Após Felipe Melo sofrer falta não marcada pela arbitragem, o centroavante deixou o pé na barriga de Richardson e foi expulso pela terceira vez na temporada.

Ao deixar o campo, o camisa 16 pediu desculpas aos torcedores e foi aplaudido, diferente de Lisca. Reclamando muito com a arbitragem, o treinador do Ceará foi xingado pela torcida, se virou para as arquibancadas com as mãos na cintura e observou. Na sequência, o ‘Doido’ foi expulso, deixou o campo discutindo com os palmeirenses e fez gestos de “roubo” com as mãos.

Melhor para o Ceará, que perdeu seu comandante, mas atuou todo o segundo tempo com um jogador a mais. Mesmo com o cartão vermelho, Felipão optou por não mexer na sua equipe e quase foi premiado nos primeiros minutos da etapa final, mas o Verdão desperdiçou dois contra-ataques claros em superioridade numérica.

E pouco após o segundo contragolpe, o Ceará colocou ainda mais fogo no jogo. Leandro Carvalho recebeu pela direita, foi para cima da marcação e conseguiu cruzamento rasteiro para Arthur Cabral, que, sozinho, empurrou para o fundo das redes.

Felipão, que já havia trocado Mayke por Jean por conta de um problema físico do camisa 2, lançou Dudu em campo na vaga de Hyoran. O camisa 7 entrou bem no jogo e o Verdão conseguiu equilibrar as ações apesar dos 10 em campo, mas foi o Vozão quem seguiu melhor na partida.

Com Willian sozinho no comando de ataque, jogando bem, mas visivelmente cansado, o Palmeiras passou sufoco nos minutos finais. Cada bola tirada da defesa era uma vibração da torcida e dos atletas em campo, que mais pareciam palmeirenses desde criancinhas. E assim, o Verdão conseguiu segurar a vantagem no placar até o minuto final, para a alegria dos mais de 33 mil alviverdes no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA 
PALMEIRAS 2 x 1 CEARÁ

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 21 de outubro de 2018, domingo
Horário: 16 horas (Brasília)
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro – GO
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (GO) e Cristhian Passos Sorence
Público: 33.355 pagantes (36.323 total)
Renda: R$ 1.178.690,00

Cartões amarelos: Bruno Henrique, Lucas Lima, Mayke e Hyoran (PALMEIRAS); Samuel Xavier e Richardson (CEARÁ)
Cartão vermelho: Deyverson (PALMEIRAS)

GOLS:
PALMEIRAS: Bruno Henrique, aos 17 e 34 minutos do primeiro tempo
CEARÁ: Arthur, aos nove da etapa final

PALMEIRAS: Weverton; Jean (Mayke), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique (Moisés) e Lucas Lima; Willian, Hyoran (Dudu) e Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CEARÁ: Everson; Samuel Xavier, Luiz Otávio, Tiago Alves e Felipe Jonatan (Ricardinho); Edinho (Ricardo Bueno), Richardson, Calyson, Juninho Quixadá (Felipe Azevedo) e Leandro Carvalho; Arthur
Técnico: Lisca

Mais Artigos...