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O Atlético Paranaense foi à Colômbia para o jogo de ida da final da Copa Sul-americana e voltará para casa com um empate em 1 a 1, diante do Junior Barranquilla, depois de sair na frente no Estádio Roberto Meléndez. Com o resultado, o título está totalmente em aberto, já que não existe a vantagem do gol qualificado.

Depois de um primeiro tempo em branco, após o intervalo Pablo abriu a contagem para o Rubro-Negro, aos quatro minutos. A comemoração durou pouco, já que Yony González deixou tudo igual aos sete minutos. Rafael Pérez ainda perdeu uma penalidade, aos 26 minutos, carimbando a trave.

As equipes voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, desta vez na Arena da Baixada, em Curitiba, onde o Furacão faz uma ótima temporada.

 

O jogo – A equipe colombiana, empurrada pelo torcedor, mostrou seu cartão de visitas logo no primeiro minuto, com Díaz arriscando o chute de fora da área para defesa segura de Santos. Narváez também tentou o tiro de longe, aos quatro minutos, mas isolou a bola. O jogo começou truncado, com o Furacão sem conseguir evoluir com sua conhecida troca de passes.

A primeira descida rubro-negra aconteceu aos 12 minutos, com Lucho cruzando na mediada para Pablo desviar nas mãos do goleiro Vieira. A resposta veio aos 18 minutos, com levantamento para Yony González, que dividiu com Thiago Heleno e mandou pela linha de fundo. Cruzamento rasteiro na área atleticana, aos 25 minutos, a bola passou por todo mundo e Yony González, de frente para o gol, não conseguiu o domínio.

O Júnior cresceu de produção e, aos 30 minutos, Barreara fez a jogada, que sobrou nos pés de Luis Dias, que girou o corpo e acertou um belo chute, por cima da meta, com perigo. Para evitar mais sufoco, o Atlético buscava ficar com a posse de bola, esperando por algum espaço para atacar. Gutiérrez aproveitou cochilo de Renan Lodi, aos 42 minutos, cruzou fechado e acertou a rede, mas pelo lado de fora.

Para a etapa final, nenhuma modificação nas duas equipes. E o Furacão assustou logo no primeiro ataque, em cobrança de escanteio que Léo Pereira subiu para completar para fora, com muito perigo. Mas, aos quatro minutos, Nikão avançou em velocidade e serviu Pablo, que invadiu a área e tocou para a rede para abrir o placar. O Atlético comemorava quando, aos sete minutos, bate-rebate na área e a bola sobrou para Yony González deixar tudo igual.

Com dores, Pablo deu lugar a Rony na partida. A disputa seguia grande no meio-campo, com muita disposição, mas pouca criação. Aos 20 minutos, Lucho cobrou falta, Léo Pereira tentou o desvio e a defesa Colômbia na afastou o perigo. Reclamação dos brasileiros, aos 24 minutos depois que Thiago Heleno foi travado dentro da área e caiu. Na sequência, confusão na área atleticana, bola tirada em cima da linha, até que Rony derrubou Guitierrez e o árbitro anotou o pênalti. Na cobrança, Pérez acertou o travessão.

O técnico Tiago Nunes, já pensando na volta, colocou o volante Wellington no lugar o meia Raphael Veiga. Bom lançamento para Rony, aos 34 minutos, e Vieira deixou a meta para interceptar. Aos 38 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Nikão, limpou a marcação, mas ficou sem a bola no momento do arremate. Piedrahita teve a chance de cabecear com liberdade, aos 44 minutos, mas mandou para fora a oportunidade da virada.

JUNIOR BARRANQUILLA (COL) 1 X 1 ATLÉTICO PARANENSE (BRA)

Local: Estádio Roberto Meléndez, em Barranquilla (Colômbia)
Data: 05/12/2018, quarta-feira
Horário: 22h45 (de Brasília)
Árbitro: Diego Haro (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Victor Raez (Peru)
Árbitro de vídeo: Gery Vargas [Bolívia] Árbitros de vídeo assistentes: Alexis Hererra (Venezuela) e Carlos Astroza (Chile)
Cartões amarelos: Rafael Pérez (Junior); Léo Pereira, Bruno Guimarães e Thiago Heleno (Atlético-PR)

Gols
JUNIOR: Pablo, aos 04 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Yony González, aos 07 minutos do segundo tempo

JUNIOR: Viera, German Gutiérrez, Rafael Pérez, Marlon Piedrahita e Jefferson Gómez; James Sánchez (Moreno), Luis Díaz, Jarlan Barrera e Víctor Cantillo; Luis Narváez (Sebastian Hernández) e Yony González (Luis Ruíz)
Técnico: Julio Comesaña

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho González (Marcinho) e Raphael Veiga (Wellington); Marcelo Cirino, Nikão e Pablo (Rony).
Técnico: Tiago Nunes

Foto - Divulgação

O Atlético Paranaense começa a decidir a Copa Sul-americana, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), quando encara no jogo de ida da grande final o Junior Barranquilla, no estádio Roberto Meléndez, na Colômbia. A equipe da casa terá desfalques importantes, mas chega embalada também por uma boa campanha no campeonato local, prometendo ser o obstáculo mais duro encontrado pelo Rubro-Negro até o momento.

O Furacão embarcou para a Colômbia embalado por uma mar de torcedores que invadiu o Aeroporto Afonso Pena para passar confiança ao grupo, que não conseguiu a vaga na Libertadores da América via Campeonato Brasileiro, mas deixou uma ótima impressão e o sonho de um título inédito totalmente em aberto. Com uma campanha irrepreensível, inclusive fora de casa, que na competição nacional foi o calcanhar de Aquiles, sobra confiança no time comandando pelo técnico Tiago Nunes.

O mais experiente do grupo em competições, internacionais, inclusive com um título de Libertadores no currículo, Lucho González acredita que será uma final dura, decidida nos detalhes, mas com o Rubro-negro totais condições de encarar o adversário, inclusive fora de casa. “Este confronto será dificílimo. Assim como nós tivemos méritos para chegar até a final, o Junior também teve. Temos que respeitar, porque é um adversário muito bom e uma final se ganha em detalhes. Temos que seguir focados. (Mas,) nosso grupo está muito bem preparado psicologicamente para jogar em qualquer estádio, inclusive os atletas mais jovens”, garantiu.

 

O Junior Barranquilla, ou melhor, o Club Deportivo Popular Junior Fútbol Club S.A, terá casa cheia para tentar fazer história e, assim como o adversário brasileiro, colocar seu nome definitivamente no cenário internacional. Tendo como sua principal torcedora a cantora Shakira, o ex-jogador Valderrama como um de seus principais ídolos e até com uma passagem relâmpago de Garrincha em sua trajetória, o clube tem agora como foco levantar uma taça de grande expressão.

O técnico Júlio Comesaña, que conseguiu montar um time competitivo para a disputa dos mata-matas, não contará exatamente com seu principal jogador. O atacante Téo Gutiérrez, expulso no jogo de volta da semifinal diante do Santa Fé, é o grande desfalque para o primeiro confronto da decisão. Fuentes,que também recebeu o vermelho, é outro que fica de fora. Yony González e German Gutiérrez devem ficar com as vagas, respectivamente.

FICHA TÉCNICA
JUNIOR BARRANQUILLA (COL) X ATLÉTICO PARANENSE (BRA)

Local: Estádio Roberto Meléndez, em Barranquilla (Colômbia)
Data: 05 de dezembro de 2018, quarta-feira
Horário: 22h45 (de Brasília)
Árbitro: Diego Haro (Peru)
Assistentes: Jonny Bossio (Peru) e Victor Raez (Peru)
Árbitro de vídeo: Gery Vargas [Bolívia] Árbitros de vídeo assistentes: Alexis Hererra (Venezuela) e Carlos Astroza (Chile)

JUNIOR: Chunga, German Gutiérrez, Rafael Pérez, Marlon Piedrahita, e Jefferson Gómez; James Sánchez, Luis Díaz, Jarlan Barrera e Víctor Cantillo; Luis Narváez e Yony González
Técnico: Julio Comesaña

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Wellington (Bruno Guimarães), Lucho González e Raphael Veiga; Marcelo Cirino, Nikão e Pablo.
Técnico: Tiago Nunes

Foi com a cara do Atlético. Poderia ser mais fácil, a equipe teve chances de marcar, mas não conseguiu e deixou a situação muito tensa. Mas no fim, com um placar magro, apenas 1 a 0, o Galo venceu o Botafogo, na noite deste sábado, no Independência, e garantiu sua vaga na Copa Libertadores em 2019.

A equipe que mais ficou na sexta colocação neste torneio, garantiu justamente a última vaga na Libertadores na próxima temporada. O Galo chegou aos 59 pontos. O duelo no Rio de Janeiro também era movimentado e o Atlético-PR conseguiu um bom resultado, chegando a 57 tentos. A equipe paranaense pode chegar ao torneio pela Copa Sul-Americana.

A vitória atleticana foi construída no primeiro tempo, com gol de Cazares aproveitando cruzamento de Emerson. O Galo ainda teve chances, mas não conseguiu. Na etapa complementar, o Botafogo ficou próximo de empatar, mas não conseguiu.

A equipe mineira entra de férias agora e volta as atividades no dia 3 de janeiro, na Cidade do Galo.

Primeiro tempo

Aos 3 minutos o Galo chegou com bastante perigo. Após cobrança de escanteio, o Botafogo se salvou duas vezes em cima da linha.

O confronto, no entanto, ficou bastante travado no meio campo. Isso porque o Botafogo não chegava com qualidade e o Galo tinha problemas para na saída de jogo, não conseguindo fazer a situação de jogo de forma organizada.

Aos 17 o Galo inaugurou o marcador. Em ótima jogada pela direita, do lateral-direito Emerson, o cruzamento na linha de fundo encontrou Cazares, na área, para mandar para o fundo das redes.

Após o gol, o Botafogo tentou buscar mais o jogo, mas não tinha qualidade suficiente para entrar trocando passes, e abusava dos cruzamentos na área. O Galo tinha mais tranquilidade, afinal de contas, o resultado já era favorável.

Aos 24 minutos no Independência, a torcida fez festa por um acontecimento no Rio de Janeiro. O Flamengo marcou com Rodopho, tento que atrapalha o Atlético-PR.

Aos 31 o Galo voltou a chegar com perigo. Em jogada na esquerda, Chará cruzou para Ricardo Oliveira e a bola saiu pela linha de fundo.

O Atlético-MG passou a jogar nos contra-ataques. O Botafogo, sem nada a perder, buscou o ataque querendo o empate. O Galo passou a apostar nos contra-ataques. A melhor chance nesta situação ocorreu aos 48: em cruzamento de Luan, Chará aproveitou a chance na área, mas mandou pra fora.

Segundo tempo

A etapa complementar voltou mais lenta. O Galo tinha dificuldades para criar, e chegava menos. Isso era explicado, em alguns momentos, pela ausência de homens no ataque.

A partida passou a ficar perigosa para o Galo. A equipe demostrava uma ansiedade – até certo ponto desnecessária – e o Atlético-PR virou o jogo no Rio de Janeiro. Ou seja: a vitória era de grande necessidade.

O técnico Levir Culpi tirou Elias e colocou José Welison na equipe. O objetivo era deixar a equipe mais confiável defensivamente, algo que não aconteceu. O Galo corria riscos e não conseguia agredir mais.

O Atlético passou a ser duramente ameaçado após os 30 minutos e o Botafogo teve claras chances de empatar. A principal nos últimos minutos e a bola saiu após tirar tinta da trave.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 X 0 BOTAFOGO

Local: Arena Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 1 de dezembro de 2018 (Sábado)
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kléber Lucio Gil (Fifa-SC) e Neuza Ines Back (Fifa-SC)

Gols: Cazares, aos 17 minutos do primeiro tempo (Atlético)
Cartões: Emerson, Leonardo, Elias (Atlético); Yuri (Botafogo)

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Léo Silva (Gabriel), Iago Maidana e Fábio Santos; Adilson, Elias (José Welison) e Cazares; Luan, Chará e Ricardo Oliveira (David Terans)
Técnico: Levir Culpi

BOTAFOGO: Gatito Fernández, Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Moisés; Matheus Fernandes, Gustavo Bocheca (João Paulo); Yuri (Ezequiel), Marcos Vinícius (Leandrinho); Rodrigo Pimpão e Kieza
Técnico: Zé Ricardo

Foto - Divulgação

O primeiro finalista da Copa Sul-Americana será conhecido nesta quarta-feira e ele será brasileiro. Fluminense e Atlético-PR se enfrentam a partir das 21h45 (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo confronto de volta das semifinais. Na ida, os paranaenses ganharam por 2 a 0 e agora podem perder até mesmo por um gol de diferença que se classificam ou até mesmo por dois gols, mas a partir de 3 a 1, já que os tentos anotados como visitante valem para critério de desempate.

Se devolver o 2 a 0, o Flu vai forçar a disputa de pênaltis. Para se classificar de maneira direta, os cariocas terão que golear por três ou mais gols de vantagem. Assim, enfrentariam na decisão Junior Barranquilla ou Independiente Santa Fe, que jogam nesta quinta-feira em clássico colombiano. Na ida, o Junior ganhou de 2 a 0.

Mas garantir a vaga é tarefa que parece muito complicada para um Tricolor em crise. O Fluminense completou sete jogos consecutivos sem vencer e sem marcar gols na derrota para o Internacional por 2 a 0 , no domingo, no Rio Grande do Sul, pelo Campeonato Brasileiro, onde passou a correr riscos de rebaixamento. 

Sendo assim, o fator psicológico será o maior problema para este elenco, que está convivendo com dois meses de salários na carteira em atraso e cinco de direitos de imagem. Os jogadores estão revoltados e a torcida pressiona com cobranças e ameaças. O técnico Marcelo Oliveira vem trabalhando o aspecto psicológico do elenco.

“No meu entender este grupo vem se esforçando ao máximo para conseguir ganhar os jogos, mas o resultado não está aparecendo. Infelizmente vamos ter que deixar tudo para o último jogo, que não era o nosso objetivo. Evito falar dos problemas que temos, pois cairia como desculpa depois de uma derrota. Não podemos cobrar dos jogadores um esforço ainda maior do que eles estão dando. São jogadores que doam muito em campo”, disse o treinador.

O momento do Flu não chega a animar os paranaenses.. “O Fluminense vai ser sempre uma equipe duríssima de se enfrentar, em qualquer estádio e em qualquer circunstância. Temos que estar preparados para fazermos uma grande partida se quisermos avançar”, afirmou o técnico Tiago Nunes, que no fim de semana preservou os titulares no empate por 2 a 2 com o Ceará, em casa, e luta por uma vaga na próxima Copa Libertadores.

Fluminense e Atlético-PR brigam por uma vaga na decisão da Sul-Americana (Foto: Mailson Santana/Fluminense FC)

O treinador do Furacão, porém, promete uma postura ofensiva. “Não acredito que a gente deva mudar a nossa maneira de jogar, pois temos uma identidade que nos levou justamente a poder decidir em boas condições como visitantes. Temos um estilo e confiamos na nossa força ofensiva. Se modificarmos agora e ficarmos muito recuados vamos correr muito mais riscos e não queremos que isso aconteça. Vamos trabalhar em busca de uma nova vitória, mesmo respeitando o Fluminense”, emendou.

Já Marcelo Oliveira joga as suas fichas na força da torcida. “Tenho certeza de que o torcedor vai apoiar e vamos jogar no Maracanã. Acredito que podemos buscar esta classificação”, afirmou o comandante.

Para este compromisso, o Flu ganhou dois importantes reforços. O goleiro Júlio César, que sentia dores no ombro esquerdo e ficou de fora dos últimos jogos do Campeonato Brasileiro, e o zagueiro Gum, desgastado fisicamente e preservado contra o Internacional, voltam ao time. Como Ibañez, em recuperação de lesão na coxa direita, fica de fora, o esquema com três zagueiros não será usado. Marcelo Oliveira tem duas dúvidas de ordem técnica. Na lateral direita, Leo e Igor Julião disputam posição, assim como o equatoriano Bryan Cabezas e Júnior Dutra duelam por um posto no ataque.

O Furacão conta com força máxima para este compromisso, mas Tiago Nunes tem uma dúvida de ordem técnica e tática para definir a escalação. Os volantes Wellington e Bruno Guimarães disputam uma vaga. O primeiro reforçaria mais a marcação.

Além dos 2 a 0 do Furacão na ida, com gols de Renan Lordi e Rony, as duas equipes duelaram duas vezes este ano pelo Campeonato Brasileiro. No primeiro turno o Fluminense fez 2 a 0 no Maracanã, com gols de Marcos Júnior e Thiago Heleno, contra. O Furacão deu o troco na Arena da Baixada e venceu por 3 a 1. Léo Pereira, Raphael Veiga e Pablo anotaram para os paranaenses, com Luciano descontando.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE X ATLÉTICO-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ
Data: 28 de novembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Julio Bascuñan (Chile)
Assistentes: Christian Schiemann (Chile) e José Retamal (Chile)

FLUMINENSE:  Júlio César, Léo (Igor Julião), Gum, Digão e Ayrton Lucas; Richard, Jadson e Junior Sornoza; Bryan Cabezas (Júnior Dutra), Luciano e Everaldo
Técnico: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Wellington (Bruno Guimarães), Lucho González e Raphael Veiga; Marcelo Cirino, Nikão e Pablo
Técnico: Tiago Nunes

O Corinthians voltou a ser derrotado como visitante nessa edição do Campeonato Brasileiro. Dessa vez, o revés foi por 1 a 0, para o Grêmio, em Porto Alegre. Uma despedida melancólica de 2018 para o campeão do Brasileirão de 2017 e atual campeão Paulista. Se serve de consolo, o Timão acabou ficando com a última vaga para a Copa Sul-Americana, graças aos seus 44 pontos, que lhe renderam uma 13ª colocação depois de 38 rodadas – o Ceará, 14º, também pode se classificar, caso o Atlético-PR seja campeão da própria Sul-Americana nas próximas semanas -. Já Tricolor Gaúcho chegou aos 66 pontos e confirmou seu quarto lugar na tabela de classificação, suficiente para lhe colocar diretamente na fase de grupos da próxima Copa Libertadores da América.

A despedida da temporada corintiana pode ter encerrado a passagem de Jair Ventura pelo clube alvinegro. Foram nove derrotas, seis empates e apenas quatro triunfos. Fábio Carille já acertou seu retorno e deve ser anunciado nos próximos dias.

A tônica do Corinthians sonolento nos minutos iniciais se repetiu na tarde desse domingo. O primeiro tempo no Sul foi totalmente controlado pelos gremistas, que ditaram o ritmo com um futebol envolvente e vistoso. A marcação frouxa e distante dos corintianos facilitou.

 

Assim, o gol parecia questão de tempo, e não demorou. Tabelando pelo miolo da zaga alvinegra, o tricolor chegou até Cássio. Jael foi o último a tocar na redonda antes de correr para o abraço.

Everton, então, começou a se destacar. À vontade, inspirado e ciente da fragilidade do adversário, o Cebolinha causou um verdadeiro furdunço na defesa rival. Em dois lindos lances, o atacante mandou a bola na trave do Corinthians e depois viu Henrique evitar o que seria um golaço, com direito a dribles em sequência em Fagner, Gabriel e Léo Santos.

Na segunda etapa, o Timão melhorou, o Grêmio descansou e o jogo perdeu velocidade e interesse. Everton seguiu atormentando seus marcadores, mas as chances reais de gol não aconteceram mais.

Apesar de, enfim, ter se encorajado a atacar, o Corinthians novamente sofreu com a falta de criatividade e a ausência de um centroavante nato. Ficou apenas na intenção.

Nos minutos finais, deu tempo para Danilo entrar e fazer seu último jogo com a camisa corintiana após nove temporadas seguidas. Foi a última homenagem ao ídolo de uma Era de glória da equipe paulista, que em 2019 tentará reencontrar o caminho das vitórias.

Nem mesmo a confirmação da vaga à Copa Sul-Americana serviu para qualquer tipo de comemoração pelos corintianos. Os gremistas, por outro lado, ao menos se deram por satisfeitos com a vaga no G4, que confirma o time direto na fase de grupos da Libertadores 2019.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 X 0 CORINTHIANS

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 02 de dezembro de 2018, domingo
Horário: 17h00 (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Cartões amarelos: Romero, Henrique, Léo Santos, Carlos (SCCP); Jael, Kannemann (GFBPA)
Público: 38.974 (pagante) 41.330 (total)
Renda: R$ 1.450.578,00

GOL:
Grêmio: Jael, aos 11 minutos do 1T

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Matheusinho), Kannemann, Michel e Cortez; Cícero, Maicon (Douglas), Alisson, Ramiro e Everton; Jael (André)
Técnico: Renato Gaúcho

CORINTHIANS: Cássio, Fágner, Léo Santos, Henrique e Carlos; Gabriel (Douglas) e Thiaguinho; Pedrinho (Danilo), Jadson e Mateus Vital (Clayson); Romero
Técnico: Jair Ventura

O que era uma festa de despedida para o meia Lucas Paquetá terminou com vitória do Atlético-PR sobre o Flamengo por 2 a 1, neste sábado, no Maracanã. Os paranaenses precisavam dos três pontos, mas terminaram o Campeonato Brasileiro na sétima posição, atrás do xará mineiro, fora da zona de classificação para a Libertadores. Os cariocas finalizam a temporada com o vice-campeonato.

O Flamengo foi superior no primeiro tempo e foi para o intervalo a frente no placar após gol de Rhodolfo. Só que na etapa final, o Atlético-PR, mesmo com os reservas, mostrou força para virar com gols de Rossetto e Rony, para estragar a despedida de Paquetá.

Enquanto os flamenguistas encerram a temporada, o Atlético-PR terão ainda a disputa da final da Copa Sul-Americana, contra o Junior-COL.

O jogo 
A partida começou equilibrada, com as duas equipes voltadas para o ataque. O Atlético-PR teve a primeira boa chance, aos cinco minutos. Márcio Azevedo arriscou de fora da área e obrigou Cesar a espalmar para longe. A bola sobrou para Lucas Paquetá, que iniciou contra-ataque, mas o meia finalizou fraco após receber passe de Diego.

Os visitantes tiveram um momento de domínio, mas viram o Flamengo logo aumentar o ritmo e abrir o placar aos 22 minutos. Após cobrança de escanteio de Diego, Rhodolfo cabeceou no canto, sem chance para Felipe Alves.

O revés foi sentido pelo Atlético-PR, que claramente não manteve o ritmo dos primeiros minutos. Com isso, o Flamengo cresceu e passou a chegar com facilidade ao ataque. Aos 34 minutos, Diego arriscou de fora da área e assustou Felipe Alves. No minuto seguinte, foi a vez de Lucas Paquetá escorar para Uribe cabecear sobre o travessão.

O domínio dos donos da casa aumentou nos minutos finais. Tanto que aos 42, o Flamengo teve grande chance de ampliar o placar. Lucas Paquetá cruzou rasteiro e a bola sobrou para Éverton Ribeiro. O meia dominou e chutou colocado, mas Felipe Alves se esticou para salvar os paranaenses. Com isso, os visitantes conseguiram sair para o intervalo apenas com um gol de desvantagem no Maracanã.

No segundo tempo, o Atlético-PR voltou melhor e desperdiçou duas boas chances de empatar, ambas com Rony. Na primeira, o atacante chutou muito mal. Já na segunda, após falha de Cesar na saída de bola, o jogador chutou sobre o travessão.

Enquanto o Flamengo caiu de rendimento, os visitantes eram mais objetivos. O Atlético-PR teve nova chance de marcar aos 18 minutos, quando Rony recebeu na entrada da área e chutou próximo ao gol. No entanto, no minuto seguinte, os paranaenses chegaram ao empate. Após bola troca de passes, Rossetto ficou com a bola na área e chutou sem chance para Cesar.

Somente depois do gol, o Flamengo acordou e equilibrou a partida. Os donos da casa quase marcaram o segundo aos 24 minutos. Uribe recebeu passe na área, girou sobre a marcação, mas chutou para fora. O castigo veio no minuto seguinte. Em avanço rápido, Rony pegou a bola no bico da área, puxou para o meio e chutou forte no ângulo, sem chance para Cesar.

O Flamengo sentiu o revés e deixou de ser perigoso durante alguns minutos. Somente aos 25 minutos, os cariocas quase empataram com Willian Arão. O volante arriscou de longe e quase acertou o ângulo paranaense. Depois, foi a vez de Vitinho chutar colocado e ver Felipe Alves fazer grande defesa.

Na parte final, o confronto ficou nervoso após o volante Willian Arão ser expulso por entrada em Rony. Só que em seguida, o atacante paranaense agrediu Berrío e também recebeu o cartão vermelho. Assim, os dois times terminaram o jogo com um jogador a menos.

Nos minutos finais, o que era festa passou a ser protesto por parte da torcida, que não perdoou jogadores e diretoria. Dentro de campo, o Flamengo tentou pressionar, mas viu o Atlético-PR controlar a posse de bola até o fim.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1 x 2 ATLÉTICO-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 1 de dezembro de 2018 (Sábado)
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (Fifa-SP)
Renda: R$ 697.255,00
Público: 62.994 pagantes
Cartões amarelos: Piris da Motta, Lucas Paquetá e Pará (Flamengo); Wellington (Atlético-PR)
Cartões vermelhos: Willian Arão (Flamengo) e Rony (Atlético-PR)

GOLS
FLAMENGO: Rhodolfo, aos 22min do primeiro tempo
ATLÉTICO-PR: Rossetto, aos 19min do segundo tempo; Rony, aos 25min do segundo tempo

FLAMENGO: César, Pará (Rodinei), Léo Duarte, Rhodolfo e Renê; Piris da Motta (Vitinho), Willian Arão, Diego e Everton Ribeiro (Berrío); Lucas Paquetá e Fernando Uribe
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-PR: Felipe Alves, Diego Ferreira (Lucho González), Wanderson, José Ivaldo e Márcio Azevedo; Wellington, Camacho (Bruno Guimarães) e Rosseto; Marcinho, Marcelo Cirino (Pablo) e Rony
Técnico: Tiago Nunes

O São Paulo ficou mais distante da vaga direta na Copa Libertadores de 2019 na noite desta segunda-feira. Em sua despedida do Morumbi no ano, o time tricolor até se esforçou, mas perdeu chances, incluindo um pênalti, e não passou de um empate por 0 a 0 com o ameaçado Sport, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O São Paulo, que poderia finalmente retornar ao G4, permanece atrás do Grêmio, empatado em pontuação (63), mas atrás no número de vitórias (17 a 16). O Sport, por sua vez, segue ameaçado no 18º lugar, com 39 pontos, dois a menos que a Chapecoense, primeiro clube fora da zona de rebaixamento.

Pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo enfrenta a Chapecoense, no próximo domingo, às 17 horas (de Brasília), em Santa Catarina. No mesmo dia e horário, o Sport tenta o milagre de escapar da degola diante do Santos, na Ilha do Retiro. O Grêmio, rival direto do Tricolor paulista, recebe o Corinthians em Porto Alegre. 

O Jogo – Apoiado por pouco mais de 15 mil pessoas, o São Paulo começou ligado e criou a primeira chance de gol do jogo. Aos dois minutos, Everton recebeu na esquerda e cruzou na segunda trave. Helinho ajeitou para o meio e Diego Souza cabeceou no susto, rente à trave.

Com mais de 70% de posse de bola, o Tricolor continuou com o domínio das ações. Após rebote da zaga, Nenê arriscou de fora da área e por pouco não acertou o alvo. Em sua melhor chance no primeiro tempo, Reinaldo tabelou com Liziero e saiu na cara de Maílson, mas simulou pênalti ao tentar driblar o goleiro e ainda levou cartão amarelo.

Aos poucos, o Sport começou a se sentir mais à vontade em campo e ameaçar nos contra-ataques. Em um deles, Gabriel recebeu cruzamento de Mateus Gonçalves na direita e bateu forte, mas a bola desviou na zaga e saiu em escanteio. No fim, após boa trama entre Helinho e Liziero, o São Paulo chegou com perigo, mas Maílson pegou chute de Nenê.

Após ouvir as instruções de André Jardine no intervalo, o Tricolor voltou aceso para a etapa final. Após lançamento, Everton ajeitou de peito para Liziero, que tocou de calcanhar para Nenê. Dentro da área, o camisa 10 bateu de primeira, exigindo boa defesa de Maílson.

Com a torcida mais animada, o time da casa seguiu em cima. Aos dois minutos, após rebote da zaga, Helinho soltou a bomba de fora da área e viu a bola tirar tinta da trave. Pouco depois, o jovem atacante voltou a experimentar de longe e novamente levou perigo à meta rubro-negra.

Aos 29 minutos, o São Paulo desperdiçaria sua melhor chance na partida. Cobrando pênalti discutível sobre Everton, Nenê bateu mal, e Maílson fez a defesa. Na tentativa de tornar o time mais ofensivo, Jardine tirou Araruna e Nenê (vaiado pela torcida) para colocar Igor Gomes e Tréllez.

Nos minutos finais, Cláudio Winck ainda seria expulso por cotovelada em Liziero. Com um a mais, o São Paulo partiu para cima. Aos 46, após cruzamento de Everton, Tréllez testou na trave. O Tricolor, contudo, não aproveitou a vantagem numérica nem o tropeço do Grêmio contra o Vitória e só empatou com o Sport, permanecendo fora do G4.

SÃO PAULO 0 X 0 SPORT

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: Segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Cristhian Passos (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Público: 15.235 torcedores
Renda: R$ 454.321,00
Cartão Amarelo: Reinaldo (São Paulo); Mateus Gonçalves, Jair e Matheus Peixoto (Sport)
Cartão Vermelho: Cláudio Winck (Sport)
Gol: –

SÃO PAULO: Jean; Araruna (Igor Gomes), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Liziero e Nenê (Tréllez); Helinho (Antony), Everton e Diego Souza
Técnico: André Jardine

SPORT: Maílson; Cláudio Winck, Ernando, Adryelson e Raul Prata; Marcão (Deivid), Jair, Michel Bastos (Hernane Brocador), Gabriel e Mateus Gonçalves; Matheus Peixoto (Marlone)
Técnico: Milton Mendes

 

Gazeta Esportiva

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