Dourados-MS,
CMD-2

Foi definido na noite desta terça-feira o último time classificado às oitavas de final da Copa do Brasil. Visitando o Vila Nova no estádio Serra Dourada, em Goiás, o Juventude segurou o ímpeto dos donos da casa no tempo regulamentar, empatando novamente sem gols, e nas penalidades foi mais eficiente, saindo de campo com a tão sonhada vaga ao superar os donos da casa na marca da cal por 4 a 3.

Com o resultado, o Juventude terá pela frente nas oitavas de final da Copa do Brasil o Grêmio, que se enfrentaram nas quartas de final do Campeonato Gaúcho deste ano. Na ocasião, o time comandado pelo técnico Renato Portaluppi goleou a equipe de Caxias do Sul por 6 a 0.

O jogo – O Vila Nova começou a partida de forma avassaladora. Logo aos seis minutos de partida, Felipe Rodrigues fez a ultrapassagem pela direita, chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro para Gustavo Mosquito, que finalizou de letra e carimbou a trave do goleiro do Juventude. Já aos 11 minutos, Rafael Silva recebeu lançamento, sai cara a cara com o goleiro e deu um toque por cima para encobri-lo, mas, no meio do caminho, a zaga rival apareceu bem para evitar o gol.

A pressão alvirrubra continuou no estádio Serra Dourada. Aos 12 minutos, Philipe Maia subiu mais alto que os marcadores do Juventude após cobrança de escanteio e cabeceou firme, assustando o goleiro Carné. Depois, em outra jogada de bola parada, aos 18, Alan Mineiro levantou no primeiro pau, e Rafael Silva desviou de carrinho, tirando tinta da trave rival.

Somente nos minutos finais do primeiro tempo o Juventude, enfim, respondeu. Aproveitando o cansaço do Vila Nova, os visitantes chegaram a balançar as redes aos 38, quando João Paulo cobrou escanteio fechado e acabou marcando um gol olímpico, porém, o árbitro marcou falta no goleiro Rafael Santos no lance.

Segundo tempo

Na etapa complementar, o Vila Nova seguiu determinado a abrir o placar e ficar mais próximo da tão sonhada vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Alan Mineiro recebeu pela direita e soltou uma bomba de fora da área, forçando o goleiro Carné a fazer boa defesa.

Daí em diante o Vila Nova até seguiu pressionando o Juventude, mas sem levar perigo real à meta adversária. Rodando a bola de um lado para o outro, os donos da casa procuravam algum espaço que pudessem explorar, mas os gaúchos se mantiveram firmes para segurar o ímpeto alvirrubro.

Aos 34 minutos, o técnico Eduardo Baptista apostou sua última ficha no experiente Danilo, ex-Corinthians, na tentativa de marcar o gol da classificação a qualquer custo, porém, nem mesmo o jogador multicampeão pôde quebrar o forte sistema defensivo do Juventude. Embora o Vila Nova tenha ido às redes aos 46 minutos em cabeçada de Felipe Rodrigues após cobrança de escanteio, o juiz sinalizou falta do defensor. Desta forma a vaga teve de ser mesmo decidida nas penalidades.

Penalidades

Nas penalidades, melhor para o Juventude, que, apesar de ter desperdiçado a primeira cobrança, conseguiu a virada graças ao chute na trave de Danilo e à defesa de Carné no arremate de Patrick e acabou vencendo o Vila Nova por 4 a 3.

Igualar a sua melhor arrancada na era dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro era a meta do Santos neste domingo. No entanto, depois de triunfar nas duas primeiras rodadas, o time paulista não repetiu as duas atuações anteriores e ficou no empate sem gols com o CSA, no Rei Pelé, em Maceió, em duelo da terceira rodada.

O empate tira os 100% de aproveitamento do Santos na competição, mas não apaga o bom começo da equipe. O time do técnico Jorge Sampaoli está com sete pontos e ocupa o quarto lugar, atrás de São Paulo, Palmeiras e Atlético-MG, este o único a vencer nas três primeiras rodadas.

O CSA, por outro lado, segue sem vencer no seu retorno à elite do futebol brasileiro. Foi goleado na estreia pelo Ceará e segurou dois empates na sequência, com o Palmeiras e, agora, o Santos. Com isso, soma dois pontos e aparece na parte de baixo da tabela.

Acostumado a encurralar os seus adversários, como fez nos dois primeiros jogos do Brasileirão, o Santos dominou o CSA em boa parte do jogo, mas careceu de objetividade. Trocou muitos passes – mais de 500 -, mas não foi incisivo. A chance mais clara de gol, aliás, foi da equipe alagoana, que só não saiu vencedora de campo pois Victor Paraíba perdeu uma oportunidade incrível no final da partida.

O JOGO – O primeiro tempo foi emperrado. O Santos cansou de trocar passes, chegou a ter 70% de posse de bola, mas não foi objetivo. O time alvinegro ficou perto de marcar com Jorge nos minutos finais da etapa inicial, em arremate de esquerda que tocou na trave.

A etapa final foi muito mais movimentada. Muito pela mudança de postura não só dos santistas, mas também do CSA, que deixou de apenas se defender e saiu para o jogo, dando, assim, mais espaço para os comandados de Jorge Sampaoli.

O treinador argentino desmanchou o esquema com três zagueiros e colocou Jean Mota na vaga de Lucas Veríssimo, além de ter apostado em Soteldo, que substituiu Cueva. A partir daí, os visitantes melhoraram e tiveram, mesmo que um pouco, a intensidade e o volume de jogo que estão acostumados a mostrar.

Jean Lucas e Jean Mota assustaram em chutes de fora da área defendidos por Jordi, Rodrygo perdeu uma chance dentro da área, e Soteldo chegou perto de marcar em finalização que passou rente à trave direita. Mas foi a equipe de Alagoas que teve a melhor oportunidade para marcar com Victor Paraíba. O meia recebeu linda assistência de Didira, driblou Vanderlei, mas incrivelmente chutou para fora com o gol aberto e o placar permaneceu zerado.

Na rodada seguinte do Campeonato Brasileiro, a quarta, o Santos encara o Vasco no próximo domingo, às 16 horas, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. No mesmo dia, mas às 19 horas, o CSA vai à Ressacada enfrentar o Avaí.

FICHA TÉCNICA:

CSA 0 x 0 SANTOS

CSA – Jordi; Apodi, Gerson, Luciano Castán e Carlinhos (Armero); Bruno Ramires (Dawhan), Naldo (Victor Paraíba), Didira, Matheus Savio e Madson; Cassiano. Técnico: Marcelo Cabo.

SANTOS – Vanderlei; Felipe Aguilar, Lucas Veríssimo (Jean Mota) e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Diego Pituca, Jean Lucas, Cueva (Soteldo) e Jorge; Rodrygo e Eduardo Sasha (Derlis González). Técnico: Jorge Sampaoli.

CARTÕES AMARELOS – Bruno Ramires (CSA); Jorge, Gustavo Henrique e Soteldo e Derlis González (Santos).

ÁRBITRO – Rodolpho Toski Marques (Fifa/PR).

PÚBLICO E RENDA – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL).

O São Paulo perdeu o 100% de aproveitamento no Brasileirão ao empatar com o Flamengo por 1 a 1 no Morumbi, neste domingo. Mesmo jogando com uma equipe reserva, o rubro-negro conseguiu sair em vantagem, com Berrío, e exigiu que a equipe de Cuca se desdobrasse para igualar o placar com Tchê Tchê. Com muitos desfalques e poupando atletas para a rodada final da fase de grupos da Copa Libertadores, o técnico Abel Braga apostou na juventude de seu elenco para combater os garotos da equipe paulista.

Com uma escalação cheia de jogadores jovens e ofensivos, o São Paulo começou o jogo abafando a saída de bola do Flamengo. Nos primeiros cinco minutos, a equipe carioca quase não conseguiu passar do meio-campo e se segurou na base do chutão da defesa para o ataque.

A postura adotada pelos comandados de Cuca, no entanto, deixou espaço para o rápido e objetivo ataque rubro-negro. E na primeira vez que os jogadores ofensivos do Flamengo conseguiram trabalhar uma jogada, o gol saiu. Aos 7 minutos, Diego acionou Berrío na entrada da área. O colombiano, que tinha jogado apenas 27 minutos nesta temporada, tabelou com Hugo Moura e só teve o trabalho de escorar para o fundo do gol.

O gol deu mais confiança para o Flamengo, que passou a segurar a bola um pouco mais no campo rival. Diego, responsável pela organização das jogadas, exigiu boa defesa de Volpi. Foi a única grande intervenção do goleiro da equipe do Morumbi no primeiro tempo.

Aos 25 minutos, um susto. Thuler acertou uma pancada nas costas e na nuca de Pato e o atacante acabou sendo substituído por Everton. O atacante deixou o estádio ainda durante a partida e foi levado para o hospital para ser melhor avaliado.

Ainda na primeira etapa, por opção, Cuca tirou Anderson Martins para promover a entrada de Hernanes. As modificações deram mais volume para o São Paulo, que até conseguiu algumas finalizações de longe em direção do gol de César. O goleiro, no entanto, se mostrou seguro para fazer as defesas. O time tricolor tinha muita dificuldade da entrar na defesa rival por conta das boas atuações de Dantas e Thuler, ambos de apenas 20 anos.

Antes do apito final, Berrío se chocou com Walce e acabou “apagando” em campo. O autor do gol também deixou a partida, mas acabou acompanhando o confronto do banco de reservas. Por conta de todas as paralisações, faltas e substituições, o primeiro tempo teve apenas 43% de bola rolando.

A volta dos vestiários acabou se tornando um ataque contra defesa. A única jogada de desafogo do Flamengo era jogar a bola para Lincoln, que se desdobrava para mantê-la longe de seu gol. Já o São Paulo tentou de todas as formas mexer no placar. Liziero, Tchê Tchê e Hernanes continuaram arriscando chutes de fora da área. Enquanto isso, Toró, Antony e Helinho também conseguiam fazer boas jogadas pelos lados e exigiam muito da defesa carioca.

De tanto insistir, a equipe da casa conseguiu o empate. Helinho levantou na área e Hernanes exigiu um milagre de César. No rebote, Tchê Tchê teve paciência para arrumar o corpo e finalizar com força.

Depois do gol, a bola quase não rolou mais. O Flamengo começou a fazer muitas faltas e valorizar toda posse de bola no campo de ataque. Mas antes do apito final, Tchê Tchê ainda conseguiu uma finalização perigosa, que passou à direita de César.

O São Paulo volta a campo no próximo domingo, contra o Fortaleza, na Bahia. Já o Flamengo pega o Peñarol na quarta-feira, pela Copa Libertadores.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 1 x 1 FLAMENGO

SÃO PAULO – Tiago Volpi; Walce, Anderson Martins (Hernanes), Bruno Alves e Reinaldo (Helinho); Liziero, Hudson e Tchê Tchê; Antony, Toró e Pato (Everton). Técnico: Cuca.

FLAMENGO – César; Rodinei, Thuler, Dantas (Rafael) e Trauco; Piris da Motta, Hugo Moura e Ronaldo; Diego, Berrío (Lucas Silva) e Lincoln (Bruno Henrique). Técnico: Abel Braga.

GOLS – Berrío, aos 7 minutos do primeiro tempo. Tchê Tchê, aos 37 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Anderson Martins, Lincoln, Thuler, Ronaldo, Diego, Trauco, Cuca, Rodinei e Rafael.

ÁRBITRO – Ricardo Marques Ribeiro (MG).

RENDA – R$ 1.988.361,00.

PÚBLICO – 38.749 pagantes.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

O Santos venceu o Fluminense por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O gols foram marcados por Eduardo Sasha e Carlos Sánchez, na etapa final. Pedro descontou no fim.

Com 100% de aproveitamento após dois jogos, o Peixe ocupa a terceira colocação, atrás de São Paulo e Atlético-MG por causa dos critérios de desempate. O Tricolor das Laranjeiras é o penúltimo, depois de duas derrotas.

Na próxima rodada, o Santos enfrentará o CSA, domingo, em Maceió. O Fluminense visitará o Grêmio, no mesmo dia, em Porto Alegre.

O JOGO

No duelo de duas equipes na busca por um futebol bem jogado e com a posse de bola, faltou o gol no primeiro tempo.

O Santos foi melhor, mas desperdiçou chances e sofreu nos contra-ataques. Tanto o Peixe quanto o Fluminense erraram nas tomadas de decisão e desperdiçaram os espaços encontrados.

Sánchez e Eduardo Sasha tiveram as melhores chances do Alvinegro. Aos 7, o uruguaio recebeu lançamento de Gustavo Henrique e cabeceou torto. No minuto 45, o atacante perdeu tempo de bola após cruzamento de Sánchez.

A melhor oportunidade do Flu veio com Luciano. Gilberto chutou cruzado, mas o atacante chegou atrasado no segundo pau. Santos vence o Fluminense na Vila Belmiro (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

VITÓRIA DO PEIXE

O segundo tempo começou morno, mais truncado, com cara de zero a zero. Mas Rodrygo, o melhor do Santos, seguia tentando tirar o zero do placar. E conseguiu, aos 19 minutos.

Depois de boa jogada do camisa 11 pelo lado direito, a bola sobrou para Eduardo Sasha bater de primeira, no ângulo, para fazer o primeiro no jogo e o segundo no Campeonato Brasileiro.

O Peixe não parou de atacar. Aos 26, Jean Lucas acertou a trave de fora da área. No minuto 27, Pituca também acertou a trave, mas Sánchez aproveitou o rebote e fez o segundo.

Insaciável, o Alvinegro quase fez o terceiro com Jorge, em chute colocado para boa defesa de Rodolfo, aos 32, e novamente com Rodrygo, no minuto 37, em outra grande intervenção do goleiro tricolor.

E quando o cenário parecia de uma goleada, Pedro apareceu. O centroavante do Flu voltou a marcar depois de grave lesão no joelho, e colocou fogo no jogo aos 39. Everaldo cruzou, Gustavo Henrique vacilou e o centroavante guardou.

Nos minutos finais, a partida ficou aberta. Aos 43, Jean Lucas chutou para nova defesa de Rodolfo. Na sequência, o Santos administrou o resultado e voltou a conseguir três pontos.

FICHA TÉCNICA

Santos 2 x 1 Fluminense

Data: 2 de maio de 2019 (quinta-feira)

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Horário: 19h15 (de Brasília)

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Auxiliares: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (GO)

VAR: André Luiz de Freitas Castro (GO)

Público e renda: 10.564/R$ 294.075,00

Cartões amarelos: SANTOS: Soteldo, Rodrygo e Diego Pituca. FLUMINENSE: Airton e Allan

GOLS:

Santos: Eduardo Sasha e Carlos Sánchez, aos 19 e 27 minutos do 2T;

Fluminense: Pedro, aos 42 minutos do 2T.

SANTOS: Vanderlei, Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar (Victor Ferraz) e Gustavo Henrique; Carlos Sánchez (Cueva), Diego Pituca e Jorge; Rodrygo, Jean Mota (Jean Lucas), Eduardo Sasha e Soteldo

Técnico: Jorge Sampaoli

FLUMINENSE: Rodolfo, Gilberto, Matheus Ferraz, Nino e Caio Henrique; Airton (Pedro), Bruno Silva e Allan (Pablo Dyego); Everaldo, Luciano e Yony (Léo Artur)

Técnico: Fernando Diniz

(GazetaEsportiva)

O Operário estreou com derrota na Série D do Campeonato Brasileiro diante do Patrocinense, de MG, na tarde deste domingo (5). O jogo aconteceu fora de casa, no Estádio Pedro Alves do Nascimento, em Patrocínio. O Operário e o time mineiro estão no grupo A11, que conta ainda com União (MT) e Anapolina (GO). O jogo terminou com derrota de virada por 2×1.

O Galo entrou em campo com a seguinte escalação: Jota; Thiaguinho, André Paulino, Carlão e Alan Rodrigues; Daniel Lucini, Fernandinho, Ygor e Kadu Padilha; Régis Wenzel e Lucas Kattah.

Já os donos da casa, o Patrocinense, trouxe em sua escalação Claysson; Douglas, Alberto, Jorge Miguel e Iury; Gilson, Jarlan, Arilson e Luiz Fernando; Nathan e Rafael Ratão.

Apesar de ter aberto o placar com gol de cabeça de Ygor em apenas 3 minutos de partida, o Galo deixou a vitória escapar ao permitir o empate dos donos da casa com gol de Gilson. O primeiro tempo terminou empatado, mas aos 10 minutos do segundo período, Luiz Fernando consolidou a vitória do Patrocinense com mais um gol.

Os confrontos com mando de campo do Operário estão previstos para o Estádio Morenão, conforme a tabela divulgada pela CBF. Porém, o clube já anunciou que vai alterar o local para o Estádio das Moreninhas, visto que os laudos do estádio Morenão venceram e não deve haver tempo hábil para reformas e liberação do Ministério Público Estadual.

Além do Galo, outro time do Mato Grosso do Sul também está no campeonato. O Corumbaense estreou ontem (4) e venceu por 3 a 2 o Palmas (TO). Lembrando que os semifinalistas da série D se classificam para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2020.

Confira abaixo a tabela completa de jogos do Corumbaense e do Operário na competição:

Operário

  • 12/05 Operário x União – 16h
  • 18/05 Anapolina x Operário – 17h
  • 26/05 Operário x Anapolina – 16h
  • 03/06 União x Operário – 20h10
  • 09/06 Operário x Patrocinense – 17h

Corumbaense

  • 12/05 Sinop x Corumbaense – 16h
  • 18/05 Corumbaense x Iporá – 17h
  • 26/05 Iporá x Corumbaense – 14h30
  • 01/06 Corumbaense x Sinop – 17h
  • 09/06 Palmas x Corumbaense – 17h

Foram definidos, nesta quinta-feira, os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil 2019. E vai ter clássico! Ou melhor, clássicos. Semifinalistas no ano passado, Flamengo e Corinthians voltam a se enfrentar nesta edição. Além deste confronto, outros dois duelos colocam campeões brasileiros frente a frente: Atlético-MG x Santos e Cruzeiro x Fluminense.

Os jogos serão disputados em quatro datas, a ser detalhadas futuramente pela Diretoria de Competições da CBF. As partidas serão realizadas nos dias 15/5, 22/5, 29/5 e 5/6. 

Antes do sorteio, o Diretor de Competições da CBF, Manoel Flores, foi convidado ao palco para ler o trecho do regulamento da competição que prevê o sorteio e a composição dos participantes e dos potes.

Confira os confrontos:

Athletico-PR x Fortaleza

Atlético-MG x Santos

Cruzeiro x Fluminense

Flamengo x Corinthians

Grêmio x Juventude/Vila Nova

Internacional x Paysandu

Palmeiras x Sampaio Corrêa

São Paulo x Bahia

(CBF)

Se no último sábado o Botafogo deu motivos de preocupação ao seu torcedor, depois da derrota para o São Paulo por 2 a 0, nesta quinta-feira, a torcida respira aliviada. Isso porque, o Glorioso bateu o Bahia de virada pelo placar de 3 a 2, no estádio Nilton Santos e conseguiu a primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Os gols da partida foram marcados por Erik, João Paulo e Cícero. Arthur Caíke abriu o marcador a favor do Esquadrão, e Ernando descontou.

Com posse de bola e troca de passes, a equipe agora dirigida por Eduardo Barroca fez um bom jogo, especialmente no primeiro tempo, em que conseguiu ser efetivo e praticamente liquidar a fatura. Na etapa final, os comandados de Roger Machado cresceram, descontaram, mas não alteraram o panorama do confronto.

O resultado deixa as duas equipes com três pontos e bem próximas na tabela de classificação do Brasileirão. O Botafogo é o 12º, enquanto o Bahia está em nono lugar.

Antes da bola rolar, o Fogão fez uma homenagem à cantora Beth Carvalho, que faleceu na última terça-feira. Ao contrário do tradicional um minuto de silêncio, a torcida cantou para a ilustre torcedora do clube.

Na próxima rodada, o time de General Severiano vai receber o Fortaleza, às 16h00 (horário de Brasília), no domingo. No mesmo dia, mas às 19h00 (de Brasília), o Tricolor pega o Avaí, na Fonte Nova, em Salvador.

Botafogo venceu o Bahia no Nilton Santos e somou os primeiros três pontos no Brasileirão (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Esquadrão sai na frente, mas Botafogo consegue a virada

Buscando pressionar desde o primeiro minuto, o Botafogo quase abriu o placar com Cícero, em finalização de fora da área, mas mandou à esquerda de Douglas. Contudo, no primeiro ataque perigoso do Bahia, o time saiu na frente. Em boa troca de passes, Moisés cruzou rasteiro para Arthur Caíke escorar para a rede.

O Glorioso tinha um alto percentual de posse de bola, mas faltava a efetividade. Aos 24, depois de rebatida da zaga, a bola sobrou para Rodrigo Pimpão. O atacante arriscou chute de primeira, com força, porém, Douglas fez ótima defesa.

A pressão dos mandantes seguia. Diego Souza driblou bem pela direita e chegou na linha de fundo. O camisa 7 bateu cruzado, Douglas espalmou, e a redonda bateu na zaga, indo para escanteio.

Praticamente na sequência, o Fogão chegou ao empate. Após escanteio cobrado pela direita, Carli tocou de cabeça, Cícero escorou, e Erik acertou um bonito voleio para deixar tudo igual no Rio de Janeiro.

Já superior no confronto, o Botafogo conseguiu a virada aos 35 minutos. Gilson foi ao fundo e cruzou. Pimpão furou feio, mas João Paulo entrou na pequena área para cumprimentar para as redes.

O Esquadrão tentava a reação, até criava, mas acabou levando o terceiro já nos acréscimos. Cícero recebeu de Erik, avançou em boa jogada individual e bateu forte para ampliar o marcador. Assim, o primeiro tempo acabou em 3 a 1 a favor do time da casa.

Bahia desconta, Fogão segura e sai com a vitória

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo optou por administrar o placar e por pouco não aumentou a conta. Aos 13 minutos, João Paulo conseguiu ótimo passe, mesmo de costas para Diego Souza, que saiu na cara de Douglas. Entretanto, o meia perdeu a chance e não conseguiu a conclusão.

Apesar do placar adverso, o Bahia não desistia, e quase diminuiu. Moisés chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro para Gilberto. O centroavante se antecipou, bateu forte, mas parou em Gatito. O Botafogo respondeu com Leonardo Valencia, mas Lucas Fonseca fez belo corte de cabeça em cima da linha.

Entretanto, o Esquadrão conseguiu descontar. Aos 37 minutos, Shaylon recebeu da direita, cortou a marcação e cruzou. Gatito até tocou na bola, mas ela sobrou limpa para o zagueiro Ernando só cutucar para as redes. A partir de então, os visitantes pressionaram bastante e perderam boas chances com Gilberto e Rogério.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 3 X 2 BAHIA

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 02 de maio de 2019, quinta-feira

Horário: 20h00 (horário de Brasília)

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)

Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Anderson José de Moraes Coelho, ambos de São Paulo

VAR: Vinicius Furlan e Bruno Salgado Rizo, ambos de São Paulo

Público: 7.568 pagantes

Renda: R$ 148.599,00

Cartões amarelos: Rodrigo Pimpão, Gatito Fernánez e Gilson (Botafogo)

Cartão vermelho:

Gols: BOTAFOGO: Erik aos 29, João Paulo aos 35 e Cícero aos 47 minutos do primeiro tempo

BAHIA: Arthur Caíke aos cinco minutos do primeiro tempo e Ernando aos 37 minutos do segundo tempo

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Marcinho, Carli, Gabriel e Gilson; Gustavo Bochecha, Cícero (Luiz Fernando), João Paulo, Rodrigo Pimpão (Leonardo Valencia) e Erik (Alex Santana); Diego Souza.

Técnico: Eduardo Barroca

BAHIA: Douglas; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Moisés; Gregore, Elton e Ramires (Rogério); Artur, Arthur Caíke (Shaylon) e Fernandão (Gilberto).

Técnico: Roger Machado

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