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O Grêmio estreou de maneira contundente na Copa do Brasil nesta quarta-feira. Visitando o Goiás no estádio Serra Dourada, pelo jogo de ida das oitavas de final da competição, o Tricolor gaúcho teve dificuldades no primeiro tempo, contudo, voltou mais ligado para a etapa complementar e conseguiu sair de campo com o importante triunfo por 2 a 0, gols de Everton e Luan.

Com o resultado, o Grêmio adquiriu boa vantagem para o jogo de volta, que ainda não tem hora nem horário definido. Campeão da Copa do Brasil em 2016, o Tricolor gaúcho tem de conciliar suas campanhas na Libertadores e Brasileirão, que são prioridade, com o torneio, que neste ano renderá nada mais, nada menos que R$ 50 milhões.

O jogo – O Grêmio dominou o primeiro tempo no Serra Dourada. Contando com Luan e Arthur como principais peças de articulação, o time comandado pelo técnico Renato Gaúcho não deu muitas brechas para os donos da casa, entretanto, mesmo marcando forte presença no setor ofensivo, falhava no último terço do campo, onde não consegui finalizar com muita precisão e vencer o bloqueio da defesa.

A primeira grande oportunidade da partida só foi surgir aos dez minutos, em chute de fora da área. Everton recebeu próximo à meia-lua e soltou o pé, exigindo boa defesa de Marcelo Rangel. No rebote, o Grêmio ainda tentou trocar passes para voltar a agredir os rivais, porém, não conseguiu encontrar espaços para sair na cara do gol.

Logo em seguida, aos 12, o Tricolor gaúcho teve outra oportunidade de abrir o placar, desta vez com Jael. O atacante recebeu na entrada da área, de costas, não conseguiu fazer o giro e acabou abrindo para Madson na direita. O jogador devolveu para Jael, através de cruzamento, mas o camisa 9 cabeceou por cima do gol. Daí em diante os comandados de Renato Gaúcho tiveram ainda mais dificuldades para encontrar o caminho do gol e só voltaram a ameaçar aos 35 minutos, quando Everton saiu cara a cara com o goleiro e viu Marcelo Rangel bloquear seu arremate.

Já no segundo tempo quem assustou o adversário primeiro foi o Goiás. Logo no primeiro minuto, Giovanni arriscou de longe e surpreendeu Marcelo Grohe, que teve de se esticar todo para fazer a defesa e mandar para escanteio. Como resposta, no minuto seguinte, o Grêmio, enfim, abriu o placar com Everton. O atacante recebeu de Jael, invadiu a área com um drible da vaca no marcador de chaleira, passou por mais um e bateu na saída do goleiro, marcando um golaço no Serra Dourada.

A situação ficou ainda pior para o Goiás aos 24 minutos do segundo tempo. Luan aproveitou a confusão da zaga esmeraldina para ficar com a bola dentro da área, porém, foi derrubado por David Duarte, e o árbitro não teve dúvidas ao marcar pênalti. O próprio Luan foi para a cobrança, apesar de Jael ter pedido para bater, e chutou bem, no canto oposto do goleiro, para ampliar para o Tricolor gaúcho. Pouco depois, o camisa 7 ainda provocou a expulsão de Madison, que teve de derrubá-lo para evitar que saísse na cara do gol e fizesse o terceiro.

Apesar da boa vantagem, o técnico Renato Gaúcho não se acomodou, muito pelo contrário. Tentando construir um placar ainda mais elástico para deixar a classificação às quartas de final bem encaminhada, o comandante gremista ainda acionou o atacante André no lugar do zagueiro Kannemann e pressionou os rivais até o último minuto, entretanto, não conseguiu fazer o terceiro.

FICHA TÉCNICA
GOIÁS 0 x 2 GRÊMIO

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 25 de abril de 2018, quarta-feira
Horário: 19h30 (Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)

Cartões amarelos: David Duarte e Eduardo Brock (Goiás); Jael (Grêmio)
Cartão vermelho: Madison
Gols: Everton, aos dois minutos do 2ºT, e Luan, aos 24 minutos do 2ºT (Grêmio)

Goiás: Marcelo Rangel; Caíque Sá (Alex Silva), David Duarte, Eduardo Brock e Breno; Madison, Pedro Bambu e Giovanni; Rafinha, Maranhão (Michael) e Carlos Eduardo (Robson)
Técnico: Hélio dos Anjos

Grêmio: Marcelo Grohe; Madson (Alisson), Pedro Geromel, Kannemann (André) e Bruno Cortêz ; Maicon, Arthur, Ramiro, Luan e Everton; Jael (Thonny Anderson)
Técnico: Renato Gaúcho

 

 

Gazeta Esportiva

O Corinthians está escalado para enfrentar o Vitória na noite de quarta-feira, a partir das 19h30 (de Brasília), em Salvador, pela Copa do Brasil. Nesta tarde, véspera da partida, no último treino da equipe no CT Joaquim Grava, o técnico Fábio Carille confirmou a sua equipe com os retornos de Ralf, Maycon e Clayson, titulares há uma semana contra o Independiente, mas que ficaram no banco de reservas frente ao Paraná.

A confirmação se deu quando o treinador separou os seus titulares para um trabalho de bolas paradas após o rachão realizado com o restante dos atletas, levando para a movimentação os dez atletas de linha e o goleiro Cássio. A expectativa até aquele momento era para saber se o comandante daria descanso a algum dos seus jogadores em meio à maratona de jogos que tem pela frente até a disputa da Copa do Mundo.

Sem deixar ninguém em São Paulo para o confronto, Carille sinaliza que deve manter a equipe para os próximos três duelos do time, vistos como fundamentais neste início de ano. Depois dos baianos, o Timão fecha uma série de quatro embates como visitante diante do Atlético-MG, em Belo Horizonte, ficando com uma partida frente ao Independiente-ARG, no dia 2 de maio, pela Libertadores, no retorno à sua Arena.

O retorno do trio também indica que Carille considera essa equipe mais adequada para uma disputa eliminatória, com um segundo volante mais rápido (Maycon) e um primeiro volante mais alto (Ralf), ficando a cargo da proteção da área. No ataque, Clayson também é uma opção de velocidade mais rápida do que Mateus Vital, meia que deve ficar como opção para o comandante no banco de reservas.

 

 

 

Com a liderança do Grupo 8 da Copa Libertadores em jogo, o Palmeiras enfrenta o Boca Juniors às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, em La Bombonera. A partida deve marcar o reencontro do brasileiro Felipe Melo com o uruguaio Nahitan Nandez, rival na briga campal contra o Peñarol, em 2017.

Na fase de grupos da edição do ano passado do torneio continental, o Palmeiras ganhou do Peñarol por 3 a 2. A confusão entre atletas dois clubes, iniciada assim que a partida disputada em Montevidéu terminou, teve Melo e Nandez como alguns dos protagonistas.

Enquanto o brasileiro segue como jogador do Palmeiras, o uruguaio foi contratado pelo Boca Juniors. Em função do gancho aplicado pela Conmebol pela briga em Montevidéu, Nandez poderá estrear pelo time argentino na Copa Libertadores apenas nesta quarta-feira.

Escalado desde o começo pelo Boca Juniors na última rodada do torneio nacional argentino, o uruguaio deve ser mantido como titular pelo técnico Guillermo Barros Schelotto diante do Palmeiras. Felipe Melo também é cotado para o 11 inicial de Roger Machado.

No último domingo, em La Bombonera, o Boca Juniors ganhou do Newell’s Old Boys por 3 a 1 e se aproximou do título do torneio local. A três rodadas do final do campeonato, o time defendido por Nandez tem 53 pontos ganhos, seis a mais que o Godoy Cruz.

O jogo que deve marcar o reencontro entre Felipe Melo e Nahitan Nandez vale a primeira colocação do Grupo 8 da Copa Libertadores. Com sete pontos ganhos, apenas dois a mais que o Boca Juniors, o Palmeiras figura na ponta. Junior Barranquilla (3) e Alianza Lima (1) completam a chave.

O atual campeão brasileiro está em alta na edição de 2018 do torneio. Após estrear com vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, o Corinthians fez o seu primeiro jogo como visitante na manhã deste domingo e somou mais três pontos. Goleou o Paraná por 4 a 0 na Vila Capanema, com gols de Rodriguinho e Sidcley no primeiro tempo e Clayson e Gabriel no segundo.

O resultado deixou o Corinthians no topo da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, com 6 pontos, aguardando o complemento da rodada. O Paraná, que havia sido derrotado por 1 a 0 pelo São Paulo na esteia, ainda não pontuou.

Vindo de um triunfo fora de casa também na Copa Libertadores da América, sobre o Independiente, o Corinthians terá outra competição com que se preocupar neste meio de semana. Enfrentará o Vitória na quarta-feira à noite, no Barradão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Pelo Brasileiro, o próximo adversário corintiano será o Atlético-MG, no domingo, que vem, no Independência. No mesmo dia, o Paraná voltará à Vila Capanema para tentar se reabilitar diante do Sport.

O jogo – A torcida do Paraná fez uma bela festa para o primeiro jogo como mandante no retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. O time que enfrentaria o atual campeão foi recepcionado no gramado do seu estádio com fumaça tricolor, foguetório, bandeiras de mastro e muita cantoria.

Entusiasmado pela Vila Capanema lotada, o Paraná tomou a iniciativa de atacar o Corinthians. A equipe de Rogério Micale se movimentava bastante no setor ofensivo e, com uma rápida troca de passes, envolvia os visitantes, que tinham dificuldades para transpor o meio-campo.

As primeiras chances de gol do Paraná não demoraram a aparecer. Aos nove minutos, Jhonny Lucas avançou pela intermediária e arriscou o chute colocado. A bola passou perto da meta. Aos 15, Raphael Alemão fez ainda mais bonito ao aplicar um chapéu em Balbuena dentro da área e finalizar sem deixar a bola cair. Cássio defendeu.

Ao melhor estilo do time campeão brasileiro em 2017, o Corinthians soube sofrer. Sem perder a paciência com o ímpeto dos donos da casa, o time de Fábio Carille ocupou o campo de ataque aos poucos, principalmente pela esquerda, onde estava Mateus Vital, e marcou dois gols em sequência.

O primeiro saiu aos 24 minutos. Vital percebeu a passagem de Sidcley pela esquerda da área e enfiou a bola. O lateral esquerdo girou o corpo e bateu cruzado. Livre na pequena área, Rodriguinho voltou a preencher com maestria o espaço que seria de um centroavante e empurrou para dentro.

Dois minutos mais tarde, Sidcley resolveu tudo sozinho. O jogador emprestado pelo Atlético-PR, rival do Paraná, recebeu a bola na lateral esquerda, passou no meio de dois marcadores, invadiu a área em velocidade e concluiu na saída do goleiro Richard para calar momentaneamente o público paranista.

O Paraná acusou o golpe. Abatido, o time da casa começou a aceitar a troca de passes defensiva do Corinthians, que valorizava a posse de bola e só acelerava o jogo vez ou outra – como quando Rodriguinho foi lançado nas costas da defesa por Jadson, já aos 40 minutos, e bateu por cima do gol.

Para piorar a situação do Paraná, Micale foi obrigado a gastar uma alteração no intervalo, por lesão do goleiro Richard, substituído por Luis Carlos. No Corinthians, com Carille satisfeito com a evolução dos seus atletas na etapa inicial, a ordem era não alimentar qualquer chance de reação do adversário.

Como o Corinthians estava sendo bem-sucedido em sua estratégia, Micale mexeu novamente no Paraná aos 15 minutos. Matheus Pereira, meia revelado pelo clube paulista, entrou na vaga de Wesley Dias. Logo em seguida, Raphael Alemão levou perigo com um chute forte de longa distância. A bola desviou em Sidcley e acertou o lado externo da rede.

Carille respondeu com a troca do desgastado Jadson por Sidcley, ao mesmo tempo em que Micale apostou a sua última ficha em Vitor Feijão, substituto de Raphael Alemão. O que permanecia inalterado era o panorama da partida – o Paraná tinha mais disposição para atacar, mas não criava boas oportunidades para descontar.

O Corinthians parecia até displicente ofensivamente. Clayson, por exemplo, protagonizou um lance bizarro ao cair na cobrança de um escanteio e jogar a bola para tiro de meta. Aos 34 minutos, porém, ele se redimiu. Fagner cruzou da direita, e o atacante escorou. A bola bateu na trave e entrou.

O Paraná se entregou de vez a partir de então. Tranquilo, o Corinthians ainda conseguiu transformar a vitória em goleada aos 40 minutos. Já com Marquinhos Gabriel no posto de Romero, Clayson pedalou do lado esquerdo da área e rolou a bola para trás. Gabriel dominou e chutou no canto para acertar a rede, fazendo a torcida da casa, antes em festa, protestar contra a diretoria.

FICHA TÉCNICA
PARANÁ 0 X 4 CORINTHIANS

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 22 de abril de 2018, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE)
Cartões amarelos: Jhonny Lucas (Paraná); Romero (Corinthians)
Gols: CORINTHIANS: Rodriguinho, aos 24, e Sidcley, aos 26 minutos do primeiro tempo; Clayson, aos 34, e Gabriel, aos 40 minutos do segundo tempo

PARANÁ: Richard (Luis Carlos); Alemão, Jesiel, Rayan e Mansur; Jhonny Lucas, Wesley Dias (Matheus Pereira), Raphael Alemão (Vitor Feijão), Caio Henrique e Silvinho; Carlos
Técnico: Rogério Micale

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel, Renê Júnior, Romero (Marquinhos Gabriel), Jadson (Clayson), Rodriguinho e Mateus Vital (Pedrinho)
Técnico: Fábio Carille

Para encaminhar a vaga nas oitavas de final da Libertadores da América, o Santos enfrentará o Estudiantes-ARG nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela quarta rodada da fase de grupos da competição continental.

O Peixe lidera o Grupo 6 da Libertadores, com seis pontos. O Estudiantes é o vice-líder, com quatro. Se vencer, o alvinegro abre cinco pontos dos argentinos e fica bem perto de pelo menos ficar com a segunda vaga. O Real Garcilaso-PER tem quatro pontos. O Nacional-URU, dois.

Para derrotar o Estudiantes, o técnico Jair Ventura deve repetir a formação dos dois últimos jogos – vitória contra Ceará e derrota para o Bahia no Campeonato Brasileiro. Jean Mota será mais uma vez o armador da equipe.

Bruno Henrique, suspenso na Libertadores e com lesão muscular na coxa esquerda, é ausência confirmada. Gabigol, sem marcar há dois meses, seguirá como centroavante do time.

“Temos que igualar na vontade. Sabemos que argentinos e uruguaios são raçudos. A nossa qualidade sobressai, porém se igualarmos na vontade, temos grande chances de sair com a vitória em casa. Tive a oportunidade de jogar ano passado na Vila. É diferente o clima. É emocionante aquele corredor de fogo. O adversário sente bastante. A Vila é a nossa casa e a pressão é maior. Desfavorece muito o adversário”, disse Jean, nesta segunda-feira.

Estudiantes treinou no CT do Corinthians nesta segunda-feira (Divulgação)

Depois de perder em casa para o Peixe, o Estudiantes vem ao Brasil para recuperar os pontos perdidos e ainda brigar pela classificação. O zagueiro Fabián Noguera, emprestado pelo alvinegro, será desfalque, assim como o atacante Mariano Pavone.

O time de La Plata, diferentemente do Santos em Salvador, poupou a maioria dos titulares na última sexta-feira, em revés por 1 a 0 para o Belgrano, em casa. Os argentinos vêm de três derrotas nos últimos quatro jogos no Campeonato Argentino.

FICHA TÉCNICA
SANTOS x Estudiantes

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 24 de abril de 2018
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Assistentes: Dario Gaona e Rodney Aquino (PAR)

SANTOS: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol
Técnico: Jair Ventura

ESTUDIANTES: Andújar, Sánchez, Desábato, Schunke e Campi; Braña, Zuqui (Gíménez), Rodríguez e Lattanzio; Melano e Otero
Técnico: Lucas Bernardi

 

 

Gazeta Esportiva

 

O Palmeiras mostrou evolução, quebrou o jejum de três jogos e venceu a primeira no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Verdão teve boa atuação e derrotou o Internacional por 1 a 0 no Pacaembu, com gol marcado por Dudu e que evidenciou a melhora tática da equipe de Roger Machado.

Durante a semana a torcida palestrina deu o recado: exigia uma evolução da equipe neste domingo, diante do Inter. As três partidas sem vencer (Corinthians, Boca Juniors e Botafogo) já ligaram o sinal de alerta para todos e, mesmo com a boa atuação em 65 minutos, o começo não foi animador.

O Colorado dominou o primeiro terço da etapa inicial e só não abriu o placar por duas grandes defesas de Jailson. Surpreendidos pela marcação pressão dos gaúchos, o Palmeiras teve enormes dificuldades para sair jogando do campo defensivo e o Inter forçou diversos erros de passe do Verdão.

Quando o Palmeiras se estabeleceu no campo ofensivo, porém, equilibrou o jogo e, pouco tempo depois, passou a dominá-lo. Assim, os frutos de uma semana livre para treinos começaram a aparecer.

Dudu voltou a se posicionar pela esquerda, onde Roger Machado entende que o capitão traz o jogo para o centro e ajuda mais com a armação das jogadas. Isso colaborou com a atuação de Lucas Lima, que teve o mérito de finalmente fazer o que Roger Machado tanto pede: se posicionar centralizado e às costas dos volantes adversários.

Assim, o Palmeiras abriu o placar aos 39 minutos. Lucas Lima dominou no meio campo e fez o que sabe fazer melhor: enfiou a bola na esquerda para Diogo Barbosa, entre os marcadores colorados. O camisa 6 fez sua primeira assistência pelo Alviverde e colocou a bola na cabeça de Dudu, que desviou para as redes.

Na etapa final, o Inter veio com a mesma proposta de marcação alta e buscou pressionar nos primeiros minutos. O Palmeiras, porém, se postou compacto e marcando quase sempre a partir do meio-campo, tendo no máximo Borja e outro atleta apertando os zagueiros colorados.

Assim, Roger alterou a equipe taticamente mais uma vez. Dudu foi para a direita com o intuito de sempre levar a jogada para o fundo e ser mais incisivo. Seguro na defesa, o Palmeiras seguiu com bom nível de atuação, especialmente de Borja e Lucas Lima, que mostraram muita evolução tática. As chances, porém, pararam em Danilo Fernandes e na trave.

Odair Hellmann trocou Nico López por Leandro Damião e, assim, ganhou (muita) presença de área. O centroavante, inclusive, chegou a balançar as redes em gol anulado pela arbitragem, além de levar perigo em outras oportunidades.

Do outro lado, Roger Machado respondeu tirando Lucas Lima, Dudu e Borja para as entradas de Moisés, Willian e Deyverson. Controlando bem o duelo, o Palmeiras conseguiu manter o placar inalterado para celebrar sua primeira vitória no Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 INTERNACIONAL

Data: 22 de abril de 2018, domingo
Local: Estádio do Pacaembu
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Michael Correia e Silbert Faria Sisquim
Público: 23.236 pagantes (25.504 no total)
Renda: R$ 717.950,00

Cartões amarelos: Bruno Henrique (PALMEIRAS); Iago (INTERNACIONAL)

GOL
PALMEIRAS: Dudu, aos 39 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Keno e Dudu (Willian); Borja (Deyverson)
Técnico: Roger Machado

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Edenílson, Cuesta, Klaus e Iago; Rodrigo Dourado e Gabriel Dias (Fabinho); Camilo (D’Alessandro) e Patrik; Willian Pottker e Nico López (Leandro Damião)
Técnico: Odair Hellmann

A noite foi de festa e emoção para o Flamengo neste sábado, diante do América Mineiro, no Maracanã. Na despedida dos gramados do goleiro Júlio César, o Rubro-Negro venceu por 2 a 0, e conquistou a primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Henrique Dourado marcou os dois gols para a equipe da casa.

Na terceira rodada do Nacional, o Fla visita o Cearã no Castelão no próximo domingo. Antes, na quarta-feira, o compromisso será pela Libertadores, e o adversário o Santa Fé, em Bogotá, na Colômbia. Já o América tentará a reabilitação no Independência diante do Vitória, na segunda-feira dia 30.

O Jogo – Empurrado pelos mais de 50 mil torcedores presentes no Maracanã, o Flamengo foi para cima do América assim que a bola rolou. O time Mineiro começou a partida todo postado na defesa, e esperando uma chance para contra-atacar.

A pressão rubro-negra foi grande até os 15 minutos de jogo, mas não produziu muitas chances reais de gol. O primeiro lance de perigo foi aos três, na cobrança de um escanteio pela direita do ataque. Rodinei levantou no primeiro pau e Lucas Paquetá se antecipou para cabecear, mas a bola cruzou a frente do gol e saiu pela linha de fundo do outro lado.

Aos 11, Cuellar rebece uma bola recuada na intermediária e arrisca de longe. A bola passou perto mas por cima do travessão de Jory.

O América chegou com perigo pela primeira vez aos 15, em trama pela direita. Aylon recebe ao penetrar na área e na hora da conclusão, William Arão aparece para cortar para escanteio.

O Flamengo tinha o domínio territorial, mas o Coelho cresceu no jogo e começou a ameaçar a meta de Júlio César. Aos 22, escanteio pela deireita e a bola foi levantada na área. O goleiro do Fla cortou de soco, e Carlinhos aproveitou o rebote e mandou uma bomba, mas Júlio César estava bem colocado e rebateu novamente.

A equipe carioca deu um banho de água fria nas ambições do Améria aos 28. Vinícius Jr fez trabalou pela ponta esquerda e fez lançamento preciso no segundo pau para a entrada de Henrique Dourado, que tocou para o fundo da rede.

Três minutos depois, Vinícius Jr. puxa o contra-ataque ainda do seu campo com um toque por entre as pernas do marcador, e parte em velocidade. Já na intermediária adversária, Paquetá domina e enfia para Dourado na área. O goleiro Jory sai do gol e derruba o centroavante do Fla.

O árbitro apontou para o tiro de meta, e ouve princípio de tulmulto entre os jogadores. Depois de consultar o juiz de linha, o árbitro marcou pênalti. Dourado cobrou e ampliou a vantagem rubro-negra: 2 a 0.

O América quase surpreende aos 43. Aylon avançou pela intermediária e soltou uma bomba de longe. Renê tentou cortar mas a bola subiu e acertou o travessão de Júlio César, que se esticou todo para tentar a defesa.

O Flamengo voltou sem modificações para o segundo tempo, já o Coelho foi com Marquinhos no lugar de Luan. Os mineiros retornaram com o propósito de reagir e deram trabalho. A despedida de Júlio César foi de muita ação por parte do veterano.

Os primeiros 20 minutos foram de pressão do América. O Flamengo, mais lento, não conseguia criar jogadas e dava espaço para o adversário chegar. Aos 7, o lateral Carlinhos levantou na área e Rafael Moura subiu mais que a zaga para acertar bela cabeçada. Júlio César faz grande defesa e salva o Flamengo.

A mesma jogada se repetiu aos 10. Carlinhos cruzou, mas desta vez foi Serginho quem cabeceou. A bola foi pela linha de fundo.

O Flamnego respondeu aos 12 na cobrança de escanteio pela direita. Paquetá cobrou, Arão desviou de cabeça e Réver tentou a conclusão, mas a bola subiu e saiu por cima do travessão.

O América voltou a carga dois minutos depois. Marquinhos cruzou da direita e levantou no segundo pau. Depois de um bate rebate, a bola sobrou para Juninho livre no meio da área. Ele tenta a conclusão, mas manda para fora.

A equipe carioca foi se rencontrando em campo e deixou de passar sufoco. Aos 23, Arão recebe de Geuvânio na direita e é derrubado. Falta que Paquetá cobrou direto e Jory defendeu.

O Flamengo mostrou desgaste no final da partida e o técnico Maurício Barbieri fez várias substituições. O primeiro a sair foi Vinícius Jr. para a entrada do volante Jonas, que teve a missão de fechar o lado esquerdo da defesa.

Na sequência, saíram Geuvânio, para a entrada de Marlos, e depois Paquetá, para a entrada de Jean Lucas. Júlio César, mesmo com cãibras, não deixou o campo e brilhou com mais defesas importantas e teve seu nome gritado pela torcida.

Aos 40, defendeu chute de Serginho de fora da área. No minuto seguinte, escanteio de direita e Juninho acertou o cabeceio e novamente Júlio César fez grande defesa para garantir o placar.

Após o apito final, com a torcida vibrando muito, o goleiro deu a volta olímpica no Maracanã.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-RJ 2 X 0 AMÉRICA-MG

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 21 de abril de 2018 (Sábado)
Horário: 19h(de Brasília)
Público: 52.106 (47.175 pagantes)
Renda: R$ 1.641.395,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Daniel Luis Marques (SP)
Cartões amarelos: Geuvânio (Fla); Rafael Lima (América)
Gols:
FLAMENGO: Henrique Dourado, aos 28, e aos 35 min do 1º tempo

FLAMENGO: Júlio César, Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê; Gustavo Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá (Jean Lucas), Geuvânio (Marlos) e Vinicius Júnior (Jonas); Henrique Dourado
Técnico: Maurício Barbieri

AMÉRICA: Jory, Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos; Christian (Leandro Donizete), Juninho e Serginho; Luan (Marquinhos), Aylon (Capixaba) e Rafael Moura
Técnico: Enderson Moreira

 

Gazeta Esportiva

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