Dourados-MS,
 Camara municipal-principal

Não faltam atrações para o clássico deste sábado entre Palmeiras e São Paulo, às 21h (de Brasília), no Allianz Parque. No Choque-Rei, o Verdão busca afastar a pressão pelos três jogos consecutivos sem vitória, enquanto o Tricolor tenta quebrar um tabu de nunca ter vencido na Arena e, de quebra, assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

Até o momento, os dois rivais já disputaram seis clássicos no novo Palestra Itália, sendo que o Alviverde venceu todos, tendo anotado 18 gols e sofrido apenas três. O momento de Palmeiras e São Paulo é bastante diferente e a sequência negativa dos mandantes poderia animar o Clube da Fé, mas o retrospecto recente é novamente favorável ao Maior Campeão do Brasil.

Felipe Melo está recuperado de lesão e à disposição de Roger Machado (Foto: Cesar Greco/SEP)

O Palmeiras vem de três partidas sem vitórias – empate contra América-MG (Copa do Brasil) e derrotas para Sport e Cruzeiro (Campeonato Brasileiro), mas nos dois últimos Choque-Reis, o clube também vinha de resultados ruins (uma vitória em cinco jogos e quatro sem vencer), mesmo assim, venceu nas duas ocasiões.

“A gente vem de duas derrotas, então temos que tirar forças, trabalhar mais ainda, para dar uma volta por cima. Não chegamos bem nos dois últimos clássicos também e vencemos, pode servir de exemplo. Vamos motivados como em todos os jogos, mas nesse um pouco mais, para reverter essa situação”, afirmou o zagueiro Antônio Carlos.

O Tricolor, porém, vem com tudo para quebrar o tabu. Vivendo o que para alguns pode ser considerado como o melhor momento da equipe nos últimos anos, o time de Diego Aguirre é o único invicto, vem de três triunfos seguidos e quer a liderança do Brasileirão. Para isso, além da vitória no Allianz, precisa torcer para que o Flamengo não vença o Corinthians no Maracanã.

Em relação ao time que venceu o Botafogo no Morumbi, Hudson e Militão, que cumpriram suspensão automática contra os cariocas, treinaram normalmente na quinta-feira e devem começar como titulares. Assim, Petros e Régis voltam ao banco de reservas do Tricolor contra o Verdão.

São Paulo mira o topo do Brasileirão (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Além disso, a partida deverá ser a última de Marcos Guilherme com a camisa são-paulina. O meia-atacante tem vínculo de empréstimo até junho e, para ainda poder defender o Atlético-PR na competição nacional, só poderá atuar em mais um confronto com o uniforme do Soberano.

O Maior Campeão do Brasil também terá retornos importantes. Felipe Melo, recuperado de uma inflamação no joelho, e Diogo Barbosa, suspenso contra o Cruzeiro, voltam ao time. Na lateral-direita, Marcos Rocha será baixa pelo terceiro cartão amarelo, e a vaga está entre Mayke e Jean, que pode até mesmo atuar no meio-campo na vaga do Pitbull.

Outra dúvida está na armação da equipe. Nos últimos três jogos, Hyoran entrou na vaga de Lucas Lima e Roger Machado já declarou que o jovem “está pedindo passagem” para assumir a titularidade do Verdão. O Choque-Rei pode ser uma oportunidade para tal.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS x SÃO PAULO 

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 02 de junho de 2018, sábado
Horário: 21h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

PALMEIRAS: Jailson; Mayke (Jean), Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Jean), Bruno Henrique e Lucas Lima (Hyoran); Dudu, Keno e Willian
Técnico: Roger Machado

SÃO PAULO: Sidão; Militão (Régis), Arboleda, Anderson Martins e Edimar (Reinaldo); Hudson (Petros) e Jucilei; Marcos Guilherme, Nenê e Everton; Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

Vasco e Botafogo vão se reencontrar pela primeira vez depois da decisão do Campeonato Carioca. O duelo será neste sábado, às 19h(de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. No Estadual, o Glorioso deu a volta olímpica de forma heroica, ganhando no tempo normal com um gol isolado do zagueiro argentino Joel Carli, já nos acréscimos do segundo tempo e, depois, superando o Cruz-Maltino na disputa de pênaltis.

Dessa vez, porém, nenhum dos dois têm muitos motivos para comemorar. O Vasco até vem de um triunfo por 1 a 0 sobre o Paraná. Tem 11 pontos e está na parte intermediária na tabela de classificação. Porém, ainda paga o preço pela eliminação precoce na Copa Libertadores e por maus resultados, além de vivenciar uma crise política. O Glorioso, por sua vez, não ganha há três jogos, vem de derrota de 3 a 2 para o São Paulo fora de casa e, com nove pontos, flerta com a zona de rebaixamento.

Valentim terá problemas para escalar a equipe que irá a campo neste sábado (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

“Sabemos que precisamos voltar a somar pontos, pois não ganhamos há três jogos e ainda perdemos alguns pontos importantes como mandantes na competição. O jogo contra o Vasco será fora de casa e temos a chance de recuperarmos esses pontos”, disse Alberto Valentim, técnico do Botafogo.

O fator campo, porém, é justamente algo que o Vasco do técnico Zé Ricardo aposta para vencer.

“Temos uma ligeira vantagem por jogarmos em casa e temos que trabalhar para nos impor. Espero um jogo aberto pela necessidade de vitória dos times e pelo que já apresentaram até aqui”, disse Yago Pikachu, lateral-direito que vem jogando no meio e que fez o gol do triunfo sobre os paranistas.

A necessidade de vitória realmente deve tornar o jogo aberto.

“Um clássico é sempre uma oportunidade de nos recuperarmos e ganharmos moral. Portanto, vamos com o pensamento de ganhar o jogo. O Vasco pensa parecido e tenho certeza de que será uma partida muito disputada”, analisou o goleiro Jéfferon.

O Vasco segue muito desfalcado. O zagueiro Werley sofreu uma fratura no braço direito diante do Paraná e fica de fora. Em relação ao jogo passado Zé Ricardo ainda perdeu o lateral-esquerdo Henrique, suspenso por acúmulo de cartões amarelos, e o meia Moresche, que começou no banco e foi expulso. A lista de desfalques vascaínos tem ainda o goleiro Martín Silva, com a seleção uruguaia que se prepara para a Copa do Mundo da Rússia, o lateral-direito Rafael Galhardo, se recuperando de entorse no tornozelo direito, o zagueiro Breno, com dores no joelho direito, o volante Bruno Silva e os meias Thiago Galhardo e Kelvin, todos com lesão na coxa direita.

Com suspensão cumprida, Wágner volta a ficar à disposição no Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Em compensação, o treinador ganha o retorno do volante argentino Leandro Desábato e do meia Wágner, ambos que cumpriram suspensão diante dos paranistas. Afastados por indisciplina, o goleiro Gabriel Félix, o zagueiro Paulão e os volantes Wellington e Evander foram reintegrados e ficam à disposição.

“Estamos tento que reinventar o time a cada rodada por conta da perda de jogadores. É um problema comum no futebol brasileiro, mas que nos pegou um pouco mais cedo em termos de temporada. Isso se agrava porque o momento nosso é delicado”, analisou um preocupado Zé Ricardo.

O Botafogo também tem problemas. Alberto Valentim vai ser obrigado a mexer em seu meio-de-campo, pois Matheus Fernandes recebeu o terceiro cartão amarelo contra o São Paulo e cumpre suspensão. João Pedro, que sofreu uma convulsão e deixou o gramado desacordado na mesma partida, é outro desfalque, pois está sob observação médica. Jean e Gustavo Bochecha disputam a vaga de Matheus Fernandes, enquanto que Marcos Vinícius deve ganhar o lugar de João Pedro. Renatinho, recuperado de lesão na coxa direita, fica como opção no banco de reservas.

FICHA TÉCNICA
VASCO-RJ X BOTAFOGO-RJ

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 2 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 19h(de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP)

VASCO: Fernando Miguel, Luiz Gustavo, Frickson Erazo, Ricardo e Ramon; Leandro Desábato, Andrey, Wágner e Yago Pikachu; Andrés Ríos e Duvier Riascos
Técnico: Zé Ricardo

BOTAFOGO: Jéfferson, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés; Jean (Gustavo Bochecha), Rodrigo Lindoso, Luiz Fernando, Leonardo Valencia e Marcos Vinícius; Kieza
Técnico: Alberto Valentim

Atlético e Chapecoense se encontraram recentemente. O motivo: a decisão das oitavas de final da Copa do Brasil. Com dois empates, ambos sem gols, os 180 minutos não foram suficientes e, nos pênaltis, a Chape avançou. Agora o Galo reencontra seu algoz, desta vez pelo Brasileirão, neste sábado, às 16h (de Brasília), no Independência, e precisa vencer.

Isso porque a equipe mineira entra em campo pressionada pelos resultados ruins. No último jogo, uma virada ainda dói na cabeça dos atleticanos: 3 a 2 para o Sport, na Ilha do Retiro. O resultado anterior, porém, foi mais sofrido. O Galo perdeu por 1 a 0, para o Flamengo, no Independência. O detalhe é que o clube mineiro tentou o gol a partida inteira, batalhou, criou oportunidades e conseguiu deixar o Flamengo acuado. Mas em um contra-ataque, com Vinicius Júnior, o Rubro-Negro fez o gol, com Everton Ribeiro.

Com a Chape pela frente, o Galo quer aproveitar a sequência de jogos em Belo Horizonte para voltar ao topo do Campeonato Brasileiro – posição perdida para o Flamengo. Até a parada para a Copa do Mundo serão apenas duelos no Independência, entre eles contra o América.

Para o confronto, o volante Adilson está suspenso. Ele levou o terceiro cartão amarelo. O técnico Thiago Larghi já confirmou que Elias será o substituto.

A Chape está com nove pontos no Campeonato Brasileiro. A equipe está próxima da zona de rebaixamento e deseja ficar cada vez mais longe. O duelo contra o Galo, em Belo Horizonte, pode ajudar na luta contra o Z4.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG X CHAPECOENSE

Local: Arena Independência, Belo Horizonte (MG)
Data: 02 de junho de 2018 (sábado)
Horário: 16h(de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)

ATLÉTICO: Victor, Emerson, Bremer, Gabriel e Fábio Santos; Elias, Gustavo Blanco e Juan Cazares; Luan, Roger Guedes e Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

CHAPECOENSE: Jandrei; Apodi, Rafael Thyere, Douglas e Vinícius Freitas; Elicarlos, Márcio Araújo e Canteros; Guilherme, Arthur Caike e Leandro Pereira
Técnico: Gilson Kleina

Diante de mais de 55 mil pessoas no Maracanã, na tarde desta quinta-feira, o Flamengo fez o dever de casa e venceu o Bahia por 2 a 0, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois gols do jogo foram convertidos no final do primeiro tempo. Diego abriu o placar aos 41, e Lucas Paquetá, com um golaço, ampliou aos 45.

Com a vitória, o Flamengo se manteve no topo da tabela do Brasileirão, agora com 17 pontos. O Bahia, por sua vez, é o 16º com oito pontos, mas pode terminar a rodada na zona do rebaixamento. Santos e Atlético Paranaense, ambos com seis pontos, jogam às 21 horas, e se algum dos dois vencer, ultrapassa o Tricolor baiano.

Na próxima rodada, o Flamengo volta a jogar no Maracanã, desta vez diante do Corinthians, no domingo. No mesmo dia, o Bahia também joga em casa, e recebe o Grêmio na Fonte Nova.

O Jogo

O Flamengo entrou em campo determinado a conquitar a vitória para seguir líder isolado do Brasileirão, e assumiu o comando das ações em campo desde o início do confronto. Já o Bahia, jogando fora de casa, entrou em campo com uma formação mais cautelosa, sem centroavante. Com os dez homens jogando atrás da linha da bola, o Tricolor baiano abriu mão da posse de bola e buscou o erro do adversário para acertar um contra-ataque.

Em boa jogada pelo meio, aos 6 minutos, Diego tocou para Paquetá, que ajeitou e soltou uma bomba no ângulo direito. Andreson voou e espalmou para escanteio.

No minuto seguinte, Rodinei recebe em profundidade na direita e cruza para trás. Dentro da área, Jonas tenta um toque por cobertura e a bola sai raspando o travessão.

Apesar da iniciativa, o Flamengo tinha dificuldades para furar o bloqueio baiano, e foi na bola parada que quase conseguiu abrir o placar, aos 25. Diego cobrou escanteio pela esquerda e levantou no primeiro pau. Paquetá cabeceou e Anderson fez grande defesa, a bola bateu na trave e voltou para a pequena área. Dourado tentou a conclusão mas foi puxado e o toque saiu fraco e facilitou a defesa do goleiro.

O Bahia não conseguia encaixar um bom contra-ataque, e parava sempre na boa defesa do Flamengo, que mesmo sem fazer uma grande partida ofensivamente, controlava o jogo. Mas isso mudou depois dos 40 minutos. Diego avançou pela intermediária, tocou para Renê que penetrava pelo meio e recebeu de volta já dentro da área. A defesa do Bahia parou e o camisa dez passou pelo goleiro e tocou para o fundo da rede.

Não demorou muito e saiu o segundo. Jogada em velocidade pela esquerda, Vinícius Jr. cruzou atrás de Dourado, que recuou para Paquetá. O meia deu para Renê, que enfiou com precisão para Paquetá ficar de frente com o golerio e tocar por cobertura: 2 a 0

Após o intervalo, o Bahia retornou com uma proposta diferente e saiu em busca do gol, enquanto o Flamengo passou a esperar pelo adversário para sair no contra-ataque. Nos primeiros minutos, o goleiro Diego Alves trabalhou mais do que em toda a primeira etapa.

Aos dois, Élber recebeu na esquerda e arriscou de fora da área, e o golerio do Flamengo fez boa defesa. Aos 22, Diego Alves novamente foi acionado quando Zé Rafael foi lançado, e saiu nos pés do meia e segurou a bola.

O Bahia se abriu e o Flamengo conseguiu algumas escapadas, mas faltava competência e organização às ações ofensivas. Com as saídas de Jonas, no intervalo, e do zagueiro Léo Duarte, lesionado, o Rubro-Negro perdeu um pouco na sua organização defensiva, e permitiu ao Bahia algumas oportunidades. O goleiro Diego Alves se tornou o nome do jogo no segundo tempo.

Aos 24, os baianos tentam novamente de longe. Depois de a bola ir de pé em pé, João Pedro recebeu na esquerda da área e tentou chute cruzado. A bola saiu rente à trave.

Na melhor chance do Tricolor no jogo, Zé Rafael foi avançando em diagonal da esquerda meio sem ser incomodado, e tentou o chute da meia lua, aos 36. A bola foi no canto direito e Diego Alves defendeu, mas deu rebote nos pés de Élber. O meia chutou forte no mesmo canto e o goleiro do Flamengo salvou seu time com uma grande defesa.

O Bahia tentou novamente de longe aos 41, desta vez com Allione, mas Diego Alves fez defesa segura.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-RJ 2 X 0 BAHIA-BA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 31 de maio de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 16h(de Brasília)
Renda: R$ 1.780.859,00
Público: 55.382 (50.141)
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS)

Cartões Amarelos: Gregore, Élber (Bahia)
Gols:
FLAMENGO: Diego, aos 41, e Paquetá, aos 45 min do 1º tempo

FLAMENGO: Diego Alves, Rodinei, Léo Duarte (Thuler), Rhodolfo e Renê; Jonas (Rômulo), Lucas Paquetá, Diego, Éverton Ribeiro e Vinicius Júnior; Henrique Dourado (Jean Lucas)
Técnico: Maurício Barbieri

BAHIA: Anderson, João Pedro, Tiago, Lucas Fonseca e Eugenio Mena; Gregore (Flávio), Elton, Vinícius (Júnior Brumado), Zé Rafael e Élber; Régis (Allione)
Técnico: Guto Ferreira

O Internacional quer manter o embalo no Campeonato Brasileiro neste sábado, quando recebe o Sport, às 16h (de Brasília), pela nona rodada da competição, no estádio Beira-Rio. Jogando em casa e vindo de três vitórias consecutivas, a equipe comandada pelo técnico Odair Hellmann já figura na quinta colocação e começa a fazer planos mais audaciosos passado o momento turbulento na temporada.

Embora tenha adotado o mistério durante a semana, mantendo a rotina de treinos fechados, o treinador colorado deverá contar com o reforço de Leandro Damião e Iago, que tiveram de cumprir suspensão automática contra o Vitória por terem recebido o terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Corinthians por 2 a 1.

Autor de um pênalti desperdiçado no confronto com o Rubro-Negro baiano, Rossi deverá dar lugar a Leandro Damião no ataque, enquanto na lateral-esquerda Uendel cede a vaga para o garoto Iago. Já D’Alessandro segue fora e cumprirá seu último jogo de suspensão por conta das agressões a Lucas Paquetá, do Flamengo, e Luan, do Grêmio.

Por conta da sequência pesada de jogos até a pausa para a Copa do Mundo, o Internacional lida com o pouco tempo para se preparar para seus próximos compromissos. Antes do treino da manhã desta sexta-feira, o elenco colorado havia trabalhado somente uma vez, ainda na Bahia, onde participou de uma atividade regenerativa.

Pelo lado do Sport, o técnico Claudinei Oliveira terá de abrir mão de um dos destaques do último triunfo de sua equipe, contra o Atlético-MG, na Ilha do Retiro. Anselmo, autor do excelente passe para o primeiro gol rubro-negro, não poderá ir a campo contra o Inter por conta de uma cláusula de empréstimo que o impede de atuar ante o clube ao qual pertence.

Há outros atletas do Leão que também não poderão enfrentar o Internacional pela mesma situação de Anselmo, como os zagueiros Ernando e Léo Ortiz, o meia Andrigo e o lateral-direito Cláudio Winck, que de qualquer maneira não iria a campo por conta de uma lesão na coxa.

Desta forma, Raul Prata, que cumpriu suspensão na rodada passada, deve assumir o lugar de Cláudio Winck. Já o experiente Durval substitui Ernando. A indecisão ainda existe somente em relação ao meio-campo. Sem poder contar com Anselmo, o treinador do Sport terá de se decidir entre Neto Moura e Deivid.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL X SPORT

Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 2 de junho de 2018, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro:  Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)

INTERNACIONAL:  Danilo Fernandes; Zeca, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado; William, Edenilson, Patrick e Lucca; Leandro Damião
Técnico: Odair Hellmann

SPORT: Magrão; Raul Prata, Durval, Ronaldo Alves e Sander; Deivid, Fellipe Bastos, Rogério, Gabriel e Marlone; Rafael Marques
Técnico: Claudinei Oliveira

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou na manhã desta sexta-feira a numeração oficial que será utilizada pelos jogadores brasileiros na Copa do Mundo e nos dois amistosos preparatórios para o mundial, contra as seleções da Croácia e da Áustria. A principal novidade ficou por conta de Thiago Silva, que assumiu a camisa de número 2, que vinha sendo utilizada pelo lateral Daniel Alves na seleção, mesmo número que utiliza no PSG.

A tradicional camisa 10 segue sendo estampada por Neymar, assim como aconteceu na edição de 2014. A camisa 9 fica com Gabirel Jesus, enquanto Philippe Coutinho jogará o mundial com o número 11.

Apesar da numeração divulgada, é difícil afirmar que isso contribui em alguma maneira na tentativa de desvendar a escalação titular de Tite. Isso porque algumas peças consideradas titulares preferiram repetir a numeração que utilizam em seus clubes, como é o caso de Marcelo, que usará a camisa 12.

A estreia da Seleção Brasileira com esta nova numeração acontece neste domingo, quando os comandados de TIte irão a campo para o amistosos contra a Croácia no estádio de Anfield, do Liverpool.

Veja a lista abaixo:  
  1. Alisson
  2. Thiago Silva
  3. Miranda
  4. Geromel
  5. Casemiro
  6. Filipe Luís
  7. Douglas Costa
  8. Renato Augusto
  9. Gabriel Jesus
  10. Neymar
  11. Coutinho
  12. Marcelo
  13. Marquinhos
  14. Danilo
  15. Paulinho
  16. Cássio
  17. Fernandinho
  18. Fred
  19. Willian
  20. Firmino
  21. Taison
  22. Fagner
  23. Ederson

 

O Corinthians finalmente conquistou uma vitória sob o comando de Osmar Loss. Após perder para Millonarios e Internacional nos seus dois primeiros compromissos sem Fábio Carille, novo comandante do saudita Al Wehda, o atual campeão brasileiro derrotou o América-MG por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, em Itaquera.

Apesar de aliviado com os seus primeiros pontos como técnico do Corinthians, Loss não tem motivos para se entusiasmar demasiadamente com o desempenho da equipe. O gol isolado do meia Jadson, no princípio do segundo tempo, assegurou a vitória de um time que era mais presente no ataque, porém não enchia os olhos dos seus torcedores.

Seja como for, o Corinthians alcançou os mesmos 14 pontos de Fluminense, Internacional e Sport na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, atrás somente dos 16 do São Paulo e dos 17 do líder Flamengo. O América-MG permaneceu com 10.

Corinthians e América-MG voltarão a jogar na tarde de domingo. Enquanto o time de Osmar Loss irá ao Maracanã para desafiar o Flamengo, o de Enderson Moreira buscará a reabilitação contra outro adversário rubro-negro, o Atlético-PR, no Independência.

Primeiro tempo sonolento
“O Rodrigo vai deitar!”, gritou um torcedor posicionado no setor oeste de Itaquera, quando olhou para o telão do estádio e viu o meia que não enfrentou o Internacional em função de um problema odontológico. Rodriguinho e os seus companheiros fizeram com que alguns realmente tivessem vontade de deitar no início da partida – de sono.

O Corinthians até começou desperto, dando ânimo para quem esperava que o time dirigido por Osmar Loss enfim desencantasse. Com menos de um minuto de jogo, Mateus Vital, o substituto do lesionado Romero, finalizou de primeira da ponta esquerda e levantou os torcedores que já estavam sentados nas arquibancadas. A bola saiu.

A partir de então, o América-MG deixou o campo de defesa e, com uma marcação alta, não encontrou dificuldades para prejudicar a fluência do jogo corintiano. Chegou até a assustar quando Aylon avançou pela direita, cortou para dentro e chutou. Walter jogou a bola para escanteio.

Tentando assumir o controle da partida, o Corinthians empolgou só quando não valia nada. Rodriguinho encobriu o goleiro Jori e acertou o travessão, porém o impedimento já havia sido assinalado. Pouco depois, um jogador do América-MG deitou no gramado. O ex-palmeirense Luan acusou uma contusão na coxa esquerda e precisou ser substituído por Ademir.

Àquela altura, o Corinthians já tinha recuperado a posse de bola. Faltava ser criativo e envolvente. O time de Osmar Loss fazia escolhas ofensivas erradas. Sidcley, quando não era bloqueado pelo árbitro Grazianni Rocha, cruzava para a área vazia de corintianos. Pedrinho e Jadson forçavam muito as jogadas pelo meio, enquanto Rodriguinho e Vital participavam pouco do jogo. Paulo Roberto, por sua vez, não chegava a justificar sua presença em campo como substituto do suspenso Maycon.

A última tentativa corintiana na primeira etapa, contudo, trouxe esperanças para a segunda. Já nos acréscimos, Pedrinho teve um lampejo da sua visão de jogo habitual e fez ótima enfiada de bola para Mantuan. O lateral avançou pelo lado direito da área e resolveu concluir em vez de cruzar. Mandou para fora.

Desencantou
Osmar Loss evitou fazer substituições já no intervalo. Em quatro minutos, ganhou um bom motivo para ser ainda mais paciente. Mateus Vital recebeu dentro da área e ajeitou para trás, de onde Gabriel soltou o pé. A bola desviou no meio do caminho e sobrou limpa para Jadson completar para a meta.

Os torcedores ficaram com a expectativa de que o gol fizesse o Corinthians acordar. Não foi o que ocorreu. À exceção de uma e outra jogadas de efeito de Pedrinho, o time da casa aceitou a nova postura do América-MG, que, com o ex-palmeirense Wesley na vaga de Aylon, já não tinha mais por que ficar fechado no campo defensivo.

Aos 29 minutos, Loss tirou as mãos de dentro dos bolsos e entrou em ação. Chamou Júnior Dutra a campo no lugar de Mateus Vital, aplaudido pelo público. Quase em seguida, o América-MG incomodou novamente com uma finalização colocada de Messias, defendida pelas pontas dos dedos de Walter.

Loss recorreu, então, a um centroavante, com Roger no posto do xodó Pedrinho, outro reverenciado pela torcida. O América-MG respondeu com a troca de Juninho por Marquinhos e voltou a fazer Walter trabalhar, mas teve a sua reação interrompida pela expulsão de Wesley, punido com o cartão vermelho após cometer falta em Júnior Dutra. Luan também foi para o vestiário mais cedo, por ter reclamado exageradamente no banco de reservas.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 AMÉRICA-MG

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 31 de maio de 2018, quinta-feira
Horário: 18 horas (de Brasília)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)
Público: 34.921 pagantes
Renda: R$ 1.815.526,97
Cartões amarelos: Paulo Roberto e Marquinhos Gabriel (Corinthians); Juninho, Wesley e Giovanni (América-MG)
Cartões vermelhos: Wesley e Luan (América-MG)
Gol: CORINTHIANS: Jadson, aos 4 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Walter; Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel, Paulo Roberto, Pedrinho (Roger), Jadson (Marquinhos Gabriel), Rodriguinho e Mateus Vital (Júnior Dutra)
Técnico: Osmar Loss

AMÉRICA-MG: Jori; Aderlan, Messias, Matheus Ferraz e Giovanni; Christian, Juninho (Marquinhos), Luan (Ademir), Serginho e Aylon (Wesley); Judivan
Técnico: Enderson Moreira

 

 

Gazeta Esportiva

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