Dourados-MS,
 Camara municipal-principal

No ataque, Corinthians aposta em Danilo, enquanto São Paulo confia em Diego Souza (Fotos: Gazeta Press)

Corinthians e São Paulo vão medir forças às 17h00 desse sábado, na Arena de Itaquera, a seis jogos do fim da temporada. A situação das equipes na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, o pouco tempo para qualquer reação e toda a rivalidade que envolve o clássico fazem do Majestoso uma verdadeira decisão.

“Lógico que clássico tem um peso. Sempre que a gente vai jogar um clássico, passa os clássicos antigos na TV, é um jogo a parte, sim. E tudo que é bom é muito bom e tudo que é ruim fica muito ruim, então, que a gente possa vencer para ficar tudo muito bom por aqui”, comentou o técnico Jair Ventura.

Com apenas três vitórias à frente do Timão, o treinador já convive com muitos questionamentos sobre seu trabalho. Nesse sábado, os mandantes entrarão em campo na 12ª posição, com a missão de se afastar da zona de rebaixamento, enquanto o Tricolor, apesar de não gozar de grande fase, ainda se mantém na quarta colocação, com 57 pontos.

“Se você olhar a tabela, você vê o São Paulo lá em cima, o Corinthians na parte média da tabela, mas, quando começa é equilibrado, 35 mil ingressos vendidos já, e clássico são detalhes”, avisou Jair, tentando manter o otimismo.

Para tentar encontrar um rumo promissor, o comandante corintiano decidiu sacar Danilo Avelar e manter Danilo no time. Douglas, com dores na coxa, também deve dar lugar a Araos no meio de campo, enquanto Carlos, de 19 anos, é a aposta para a lateral.

Apesar da má fase e do clima de insatisfação no clube do Parque São Jorge, o fator casa ainda é levado em consideração, afinal, em oito encontros no palco da partida desse sábado, os donos da casa conquistaram seis vitórias e empataram em duas oportunidades.

Para o Majestoso, o São Paulo aposta no mistério para quebrar o incômodo tabu na Arena Corinthians. Mesmo assim, é possível imaginar o que passa pela cabeça de Diego Aguirre para o confronto.

Devido às boas atuações, Gonzalo Carneiro deve herdar a vaga de Rojas, lesionado, pela ponta. Do outro lado do campo, a equipe do Morumbi terá a volta de Everton, após duas lesões musculares sofridas em sequência.

Se por acaso Everton não reunir condições de jogo, a tendência é que o técnico uruguaio escale Reinaldo mais avançado, com Edimar ocupando a função na lateral esquerda, como já fez no primeiro turno.

Na referência do ataque estará Diego Souza. O jogador terá a sua frente o goleiro Cássio, algoz pessoal na semifinal do Paulistão desse ano e nas quartas da Libertadores de 2012, quando o atacante ainda atuava pelo Vasco.

Jucilei, Hudson e Liziero são os mais cotados para compor a intermediária, enquanto a zaga verá Jean defender a meta. O goleiro volta depois de cumprir suspensão contra o Flamengo.

O São Paulo de Aguirre, que assim como o clube, nunca venceu na Arena, tem sua maior chance de conquistar uma vitória na Zona Leste. O eventual triunfo pode acabar com a escrita e manter vivo o sonho do título no Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS x SÃO PAULO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 10 de novembro de 2018, sábado
Horário: 17h00 (de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Carlos Augusto; Ralf e Araos; Romero, Jadson e Pedrinho; Danilo
Técnico: Jair Ventura

SÃO PAULO: Jean; Bruno Peres, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Liziero; Gonzalo Carneiro, Everton e Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

 

Gazeta Esportiva

 

Para o Paraná, o confronto contra o América, neste sábado, no Independência, é mais pela honra. Já para o Coelho, o duelo vale a luta pela permanência na série A do futebol nacional.

O América está na 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 34 pontos anotados. É preciso vencer e contar com os tropeços de Vitória e Sport, o clube baiano tem a mesma pontuação, mas melhor posicionado pelos critérios de desempate, enquanto o Leão tem 36 tentos. O Paraná já caiu, tem 18 tentos, na última colocação.

Para o jogo contra o Paraná, o técnico Adilson Batista perdeu o meia Ruy. Ele sentiu um incomodo na coxa esquerda e será observado, mas a tendência é que não tenha mesmo condições de atuar. Além dele, o atacante Marquinhos e o volante David estão fora em tratamento médico. O jovem Matheusinho deve ocupar uma vaga entre os titulares.

 

Rebaixado com grande antecedência, com uma campanha pífia, que não empolgou o torcedor paranista em nenhum momento da competição, o Tricolor da Vila joga apenas por sua dignidade. O grupo deve ser totalmente modificado para a próxima temporada, mas quem tiver a responsabilidade de vestir a camisa do clube nas últimas rodadas precisa deixar uma impressão melhor em busca de seguir bem na própria carreira.

O técnico Dado Cavalcanti destacou que o confronto tem sim sua importância e esse é o discurso para motivar os atletas. “Vale muito para o Paraná e para os jogadores de forma individual. Um jogo pode mudar a vida de um jogador. Já vi muitos perderem um contrato por conta de um jogo, como vi muita gente mudar de patamar. Vamos jogar com onze e enfrentar o adversário com o que temos de melhor. Minha expectativa é vencer, sabe-se lá quando, mas interromper de vez esse espaço sem ganhar”, avaliou.

Para a partida, o treinador não contará com o lateral-esquerdo Igor, que recebeu o terceiro cartão amarelo, o zagueiro René Santos, com dores na panturrilha, além de Rayan, que sofreu uma lesão no adutor da coxa e se junta ao lateral Júnior, vetados pelo departamento médico. Mansur, Charles e Wesey Dias devem ser as novidades entre os titulares.

FICHA TÉCNICA
AMÉRICA X PARANÁ

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte-MG.
Data: 10/11/2018, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília).
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)

AMÉRICA – João Ricardo; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Carlinhos; Juninho, Zé Ricardo e Zé Ricardo, Aderlan, Matheusinho, Giovanni e Rafael Moura.

Técnico: Adilson Batista

PARANÁ: Richard; Wesley Dias, Charles, Jesiel e Mansur; Leandro Vilela, Jhonny Lucas e Alex Santana; Andrey, Juninho e Rafael Grampola.

Técnico: Dado Cavalcanti

Foto - Divulgação

Confronto brasileiro nas semifinais da Copa Sul-Americana começa nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), quando Atlético-PR e Fluminense se enfrentam na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Os dois times lutam para chegarem à final e enfrentarem um colombiano, Independiente Santa Fe ou Junior de Barranqüilla, que jogam na outra semifinal. O Tricolor carioca nunca conquistou um título continental do porte deste torneio ou da Libertadores. O mesmo vale para os paranaenses.

Vice-campeão em 2008, quando foi derrotado na final pela Liga Deportiva Universitaria, a LDU do Equador, o Fluminense está em um romance com a sua torcida por conta da possibilidade de dar uma volta olímpica continental.

“Estamos trabalhando voltados para a conquista do título e por isso mesmo estamos confiantes de que podemos fazer mais uma grande partida no torneio fora de casa, a exemplo do que aconteceu na semana passada contra o Nacional do Uruguai”, disse Marcelo Oliveira, comandante do Fluminense.

O Fluminense conquistou a vaga na fase semifinal vencendo o Nacional no Uruguai (Foto: Lucas Merçon/FFC)

O treinador do Tricolor se refere à classificação conquistada no Uruguai, onde o time derrotou o Nacional por 1 a 0, após empate por 1 a 1 na ida. O Furacão despachou o Bahia nos pênaltis, após ambos os times ganharem por 1 a 0 como visitantes.

Tiago Nunes, treinador do Furacão, espera que sua equipe sofra menos em casa diante do Fluminense, pois tem a exata noção de tudo o que pode representar para o Atlético-PR a conquista deste título.

“A conquista da Copa Sul-Americana é algo muito importante para o Atlético Paranaense, como clube, e para a nossa equipe, o nosso elenco, que sabe tudo o que está tendo que enfrentar em termos de dificuldades para conquistar bons resultados. A torcida com certeza está muito feliz e vai nos apoiar muito. Precisamos ser eficientes em casa”, disse o treinador do Furacão.

Os tricolores também entendem que o resultado de ida é importante, mas lembram que o fundamental é tentar levar a decisão para o Rio de Janeiro, onde ambos se reencontrarão no dia 28 de novembro.

“Trata-se de uma decisão, mas em cento e oitenta minutos, e a partida de volta será na nossa casa. Temos que ter equilíbrio e inteligência para lidarmos com esta situação”, alertou o volante Richard.

Em termos de escalação o Furacão, que poupou quase todo o time no final de semana na polêmica derrota diante do Internacional, contará com força máxima e tem apenas uma dúvida de ordem técnica no meio-de-campo, onde os volantes Wellington e Bruno Guimarães disputam posição. O técnico Tiago Nunes contará com retornos importantes, como o goleiro Santos, o meia Lucho González, o lateral Jonathan e o principal nome na arrancada iniciada após a Copa do Mundo, o atacante Pablo.

O treinador atleticano, irritado com as arbitragens brasileiras, confirma que aposta todas suas fichas na Sul-americana, competição pela qual, aliás, o time conseguiu equilibrar um bom aproveitamento tanto em casa como fora, como visitante.

O Atlético Paranaense chegou às semifinais vencendo o Bahia nos pênaltis (Foto: Miguel Locatelli/CAP)

“A única chance que temos de conquistar uma vaga na Libertadores será via Conmebol. Pelo Campeonato Brasileiro é muito difícil porque estamos perdendo pontos não só fora de casa para os adversários, mas também para as arbitragens”, avaliou.

Para este jogo o Fluminense tem uma dúvida na lateral direita. Recuperado de estiramento muscular na coxa direita, Léo pode reaparecer na equipe. Se ele for vetado, Igor Julião, inscrito para esta fase, assume o posto. O certo é que o volante Aírton, improvisado no setor na semana passada, contra o Nacional, fica como opção no banco de reservas. 20

As duas equipes duelaram duas vezes este ano pelo Campeonato Brasileiro. No primeiro turno o Fluminense fez 2 a 0 no Maracanã, com gols de Marcos Júnior e Thiago Heleno, contra. O Furacão deu o troco na Arena da Baixada e venceu por 3 a 1. Léo Pereira, Raphael Veiga e Pablo anotaram para os paranaenses, com Luciano descontando.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO PARANAENSE-BRA x FLUMINENSE-BRA

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 7 de novembro de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)
Assistentes: Christian Lescano (Equador) e Byron Romero (Equador)

ATLÉTICO-PR: Santos, Jonathan, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington (Bruno Guimarães), Lucho González e Raphael Veiga; Nikão, Marcelo Cirino e Pablo
Técnico: Tiago Nunes

FLUMINENSE: Júlio César, Gum, Digão e Ibañez; Léo (Igor Julião), Jadson, Richard, Júnior Sornoza e Ayrton Lucas; Everaldo e Luciano
Técnico: Marcelo Oliveira

 

Gazeta Esportiva

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada. O time dirigido por Cuca pode cair para oitavo caso o Atlético-PR (43 pontos) derrote o Internacional, em Porto Alegre.

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

Cuca arruma o Santos, Peixe empata, mas Verdão vence com falha de Vanderlei

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 x 2 SANTOS

Data: 03 de novembro de 2018, sábado
Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Braulio Machado
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa) e Neuza Ines Back (Fifa)
Público e renda: 38.938/R$ 2.723.126,86
Cartões amarelos: PALMEIRAS: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima. SANTOS: Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel.
Cartão vermelho: Diego Pituca

GOLS:
Palmeiras: Dudu e Edu Dracena, aos 13 e 39 minutos do 1T; Victor Luis, aos 25 do 2T;
Santos: Copete e Dodô, aos 9 e 19 minutos do 2T.

PALMEIRAS: Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson)
Técnico: Felipão

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel
Técnico: Cuca

O Atlético Paranaense fez valer sua força na Arena da Baixada e, em uma noite de grande futebol pelas semifinais da Copa Sul-americana, bateu o Fluminense por 2 a 0, conquistando uma boa vantagem no jogo de ida. Com o resultado, até mesmo uma derrota por um gol de diferença na volta garante uma vaga na final da competição ao Rubro-Negro.

Em um começo de jogo muito intenso, o Furacão abriu o placar aos 18 minutos, com Renan Lodi, que tentou duas vezes antes de estufar a rede. Depois do intervalo, aos 32 minutos, cruzamento na medida para Rony testar firme e definir a contagem.

As equipes voltam a se encontrar no dia 28 de novembro, uma quarta-feira, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro

O jogo – Com um marcação adiantada, a equipe carioca tentava surpreender o Furacão, encurralado nos primeiros movimentos. Mas a primeira boa jogada de ataque foi do time da casa, aos três minutos, com Nikão cruzando para Pablo testar firme, nas mãos de Júlio César. Aos sete minutos, Cirino foi lançado, tirou o goleiro Júlio César da jogada, mas adiantou demais e permitiu a recuperação de Gum.

A resposta do Fluminense veio aos 11 minutos, em duas cabeçadas, primeiro de Gum e, no rebote do goleiro, de Luciano, que arou em grande defesa de Santos. O jogo era aberto e, aso 13 minutos, Pablo entrou na área e chutou cruzado para Júlio Cesar salvar com a perna. Mas, aos 18 minutos, na pressão rubro-negra, Renan Lodi tentou duas vezes após pegar rebote até chutar no cantinho e abrir o placar.

Troca de passes no ataque atleticano e Cirino, aos 23 minutos, entre passar e chutar, escolheu arrematar para defesa de Júlio César. A equipe visitante tentava colocar a bola no chão para diminuir o ritmo do adversário, que era empurrado pelo torcedor sem parar. Lodi deixou a defesa para trás, aos 32 minutos, e cruzou na medida para Cirino, que cabeceou no meio do gol, facilitando para Júlio Cesar.

Mesmo com muito jogo pela frente, além do confronto da volta, os jogadores do Tricolor mostravam muita ansiedade e nervosismo em campo. Raphael Veiga cobrou falta fechada, aos 39 minutos, e Júlio Cesar afastou o perigo de soco. O troco veio com Everaldo, que aproveitou vacilo de Jonathan, entrou na área e bateu para boa intervenção de Santos. No contra-ataque, a bola ficou com Lucho que chutou a bola, que bateu no goleiro e no travessão antes de sair.

Renan Lodi foi um dos destaques do Furacão(Foto: Heuler Andrey / AFP)

Para a etapa final, as equipes retornaram sem alterações. O Fluminense novamente apertou a marcação e foi para cima, deixando espaço para os contra-ataques do Atlético, que se fechou mais na defesa. O número de finalizações caiu bastante depois do intervalo. Aos 12 minutos, Sornoza abriu espaço e mandou o petardo para defesa de Santos, que cedeu escanteio. Nikão recebeu no meio da área, aos 15 minutos, tentou um voleio e não pegou em cheio na bola.

Apesar de menos aberta, a partida seguia muito boa na Baixada. Aos 19 minutos, Bruno Guimarães arriscou o chute de longe e a bola passou por cima da meta. Boa jogada de Ibañez, aos 21 minutos, recebendo na entrada da área e chutando pela linha de fundo, raspando no ângulo do gol de Santos. Aos 27 minutos, Sornoza recebeu de frente para a meta e isolou a bola.

O jogo voltou a ganhar em emoção e, aos 28 minutos, Pablo entrou na área e soltou o pé no travessão. A bola ainda bateu próximo à linha e saiu. Rony recebeu no meio da defesa e chutou para boa defesa de Júlio César. Mas, aos 32 minutos, o cruzamento na cabeça de Rony foi fatal e o segundo gol atleticano saiu. Com uma boa vantagem nas mãos, o Furacão administrava, enquanto o Tricolor errava muitos passes e facilitava o trabalho.

ATLÉTICO PARANAENSE 2 X 0 FLUMINENSE

Local: Estádio Joaquim Américo, em Curitiba (PR)
Data: 07 de novembro de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)
Assistentes: Christian Lescano (Equador) e Byron Romero (Equador)
Árbitro de vídeo: Mauro Vigliano (Argentina)
Árbitros de vídeo assistentes: Patricio Loustau (Argentina) e Hernan Maidana (Argentina)
Cartões amarelos: Marcelo Cirino, Lucho, Renan Lodi (Atlético-PR); Ayrton Lucas, Everaldo (Fluminense)

Gols
ATLÉTICO-PR: Renan Lodi, aos 18 minutos do primeiro tempo e Rony, aos 32 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Thiago Heleno, Léo Pereira, Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho Gonzalez (Wellington), Raphael Veiga; Marcelo Cirino (Rony), Nikão e Pablo (Bergson).
Técnico: Tiago Nunes

FLUMINENSE: Júlio César, Gum, Digão e Ibañez; Igor Julião, Jadson, Richard, Júnior Sornoza (Júnior Dutra) e Ayrton Lucas (Leo); Everaldo (Marcos Júnior) e Luciano
Técnico: Marcelo Oliveira

O jovem Helinho esteve muito perto de viver uma noite de herói no estádio do Morumbi logo em sua estreia pelo time profissional do São Paulo, contra o Flamengo. Mas, um gol de Rodinei na parte final da partida desse domingo determinou o empate por 2 a 2 nessa 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cada equipe levou um ponto para casa, mas quem comemorou mesmo foram os palmeirenses, que agora têm seis pontos de vantagem na liderança da competição com apenas seis rodadas para o fim (66 pontos). Os rubro-negros foram a 60, um a mais que o Tricolor. O Inter, 58 pontos, ainda pode assumir a vice-liderança e diminuir a distância para os alviverdes.

Diego Aguirre resolveu segurar a escalação do São Paulo nesse domingo, liberou a lista de seus titulares apenas a 10 minutos da bola rolar. Todo o mistério não foi compatível com uma grande novidade, a não ser a já usual formação com três zagueiros.

Mesmo assim, Gonzalo Carneiro conseguiu se virar sozinho e fazer uma bela jogada pela esquerda para Diego Souza ficar livre diante de César e abrir o placar. Na comemoração, o atacante são-paulino homenageou o presidente da república, recém-eleito, Jair Bolsonaro.

O Morumbi foi à loucura, mas teve pouco tempo de festa. Uribe aproveitou cochilo de Arboleda e Bruno Alves, e cabeceou para as redes. Sidão, que voltava após três jogos no banco de reservas, colaborou.

Aguirre, então, resolveu ousar. Dessa vez, sim, com uma novidade. Helinho, jovem de 18 anos, foi chamado, e Anderson Martins sacado. Bastaram quatro minutos em campo para a revelação de Cotia marcar um golaço, de fora da área, no ângulo de César. Dessa vez não teve homenagem a político. Helinho correu para a torcida. Parecia viver um sonho.

Talvez o atacante não contasse com o recuo do São Paulo. Enquanto o treinador uruguaio sacou Carneiro para colocar Edimar, Dorival Júnior colocou Diego na vaga de Cuellar. Rodinei também foi a campo no lugar de Pará.

Resultado: pressão do Flamengo em pleno Morumbi. E o prêmio veio justamente com gol de Rodinei, depois de lindo drible de Vitinho em cima de Bruno Peres.

Os donos da casa sentiram o baque, e terminaram o jogo tendo de agradecer pelo empate, pois Vitinho chegou a desperdiçar uma chance incrível aos 45, praticamente sem goleiro a sua frente.

Agora, o São Paulo faz clássico com o Corinthians, em Itaquera, no sábado que vem. O Flamengo também terá um tradicional duelo regional diante do Botafogo, no mesmo dia, no Nilton Santos.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 2 FLAMENGO

Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: Domingo, 4 de novembro de 2018
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Reinaldo, Lizero (SPFC); Lucas Paquetá (CRF)
Renda: R$ 1.109.117,00 (bruta) / R$ 770.857,53 (líquida)
Público: 32.612 torcedores

GOLS:
São Paulo:
 Diego Souza, aos 7 minutos do 1T, e Helinho, aos 4 minutos do 2T.
Flamengo: Uribe, aos 7 minutos do 1T, e Rodinei, aos 35 minutos do 2T

SÃO PAULO: Sidão; Arboleda, Bruno Alves e Anderson Martins (Helinho); Bruno Peres, Luan (Araruna), Jucilei, Liziero e Reinaldo; Gonzalo Carneiro (Edimar) e Diego Souza.
Técnico: Diego Aguirre

FLAMENGO: César; Pará (Rodinei), Léo Duarte, Réver e Renê; Gustavo Cuéllar (Diego), Willian Arão, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro (Geuvânio) e Vitinho; Fernando Uribe
Técnico: Dorival Júnior

 

Gazeta Esportiva

O Grêmio contribuiu para a falta de sono dos dirigentes atleticanos, ao vencer o Galo, por 1 a 0, na tarde deste sábado, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. O clube mineiro passou o mês de outubro sem vencer – época que foi suficiente para a queda de Thiago Larghi e do diretor Alexandre Gallo – e agora vê sua vaga na Copa Libertadores bastante ameaçada.

O Grêmio precisou somente de dois minutos para provocar o caos dentro do Galo. Isso porque Geromel aproveitou uma cobrança de escanteio e marcou o gol que deu a vitória ao Tricolor. O resultado joga mais pressão para o grupo alvinegro e para o técnico Levir Culpi que acumula três jogos e três derrotas desde o seu retorno. O Atlético está na sexta colocação, com 46 tentos anotados. O Santos está empatado em número de pontos, mas perde nos critérios de desempate e pode superar o clube mineiro ainda nesta rodada. O Grêmio está na quinta posição, com 55 tentos.

Na próxima rodada, o Atlético recebe o Palmeiras, no Independência, no domingo, às 17h (de Brasília). Já o Grêmio terá pela frente o Vasco, no mesmo dia e horário, no Rio Grande do Sul.

Primeiro tempo

O técnico Levir Culpi mudou o esquema atleticano para o duelo contra o Grêmio. Tirou Cazares e mandou a campo um time com três volantes, tendo David Terans como homem para armar jogadas. Elias, do modo proposto, ficou mais livre.

No entanto, quando o momento é ruim, pouco adianta qualquer coisa. Demorou apenas dois minutos para o Atlético sofrer o primeiro gol. Em cobrança de escanteio, após erro grotesco de Leonardo Silva no lance que gerou o tiro de canto, Jael subiu mais que todo mundo e Victor fez uma bela defesa. Na sequência, no entanto, Geromel aproveitou o rebote e colocou para o fundo das redes.

Após o tento sofrido, o Galo passou a ter o completo domínio do jogo. Trocava passes para todos os lados e usava todas as suas peças. Era pouco eficiente no ponto de vista de intensidade, mas conseguia agredir, embora levemente.

Aos 13 o Galo chegou pela primeira vez. Em bom cruzamento da esquerda, a bola sobrou na entrada da área e Terans chutou. A redonda ficou com o goleiro Paulo Victor. Aos 18, o Atlético chegou novamente: desta vez em cruzamento da esquerda e Elias, por pouco, não marca.

O Atlético mandava no jogo. A explicação para isso era fácil de ser encontrada: o uruguaio David Terans assumiu a condição de homem centralizado e dava muita organização ao Galo.

O Grêmio passou a apostar nos contra-ataques. Em duas oportunidades eles foram uteis, nas duas chances, porém, o Galo conseguiu se virar e ficar com a bola.

Aos 36 o lance mais impressionante do primeiro tempo. Em cruzamento feito por Chará, já dentro da área, a bola ficou em disputa. Após muita bagunça, a redonda sobrou para Terans que chutou e o zagueiro Geromel, de cabeça, tirou.

Segundo tempo

O Galo voltou com uma intensidade pouco vista no primeiro tempo. O primeiro lance da etapa complementar levou perigo. Em boa jogada de Emerson na direita, Elias teve a chance de chutar, mas pegou mascado na bola.

O que o Galo tentava, todavia, era inútil, afinal, o Grêmio tinha comportamento defensivo muito interessante. Além disso, o time sulista tinha a disposição Geromel que estava em grande tarde.

O Grêmio passou a apostar apenas nos contra-ataques. A equipe via o Atlético desesperado atrás do placar, tentando, pelo menos, o empate. O técnico Levir Culpi fez alterações para deixar o Galo mais agudo, mas não resolveu. O Tricolor fez mudanças para deixar a equipe mais veloz.

No término do jogo, o Atlético já não tinha qualquer organização. O zagueiro Leonardo Silva estava no ataque tentando o empate em boas aéreas, enquanto Chará ajudava na marcação. Não adiantou.

Ficha Técnica
Atlético-MG 0 X 1 Grêmio

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte – MG
Data: 03 de novembro (Sábado)
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (Fifa-RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (Fifa-RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)

Gol: Geromeu, aos 2 minutos do primeiro tempo (Grêmio)
Cartões: Emerson, Leonardo Silva, Matheus Galdezani, Elias (Atlético); Matheus Henrique (Grêmio)

Atlético–MG: Victor; Emerson, Leonardo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Elias, Matheus Galdezani (Denilson), David Terans (Cazares) e Chará; Ricardo Oliveira (Leandrinho)
Técnico: Levir Culpi

Grêmio: Paulo Victor, Leonardo Gomes, Paulo Miranda, Geromel e Cortez, Michel, Ramiro (Alisson), Matheus Henrique, Everton (Jean Pyerre), Jael (Pepê), Tonny Anderson
Técnico: Renato Portaluppi

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