Dourados-MS,
 Camara municipal

O Palmeiras está colado na liderança do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Verdão venceu o Sport por 1 a 0, com gol marcado por Willian – em seu primeiro toque na bola – e chegou aos 50 pontos no torneio. O São Paulo, primeiro colocado, soma 51.

A primeira etapa em Recife foi sofrível, apesar do início promissor. Com apenas cinco minutos, a defesa do Sport afastou cruzamento, mas Victor Luis pegou a sobra e mandou para a área. A zaga leonina veio saindo para deixar os palmeirenses em impedimento, mas Deyverson, sozinho em posição legal, girou e bateu firme, mas Magrão só encaixou.

O lance foi o único de perigo no primeiro tempo. Com dois volantes marcadores, o Verdão teve enormes problemas para fazer a transição ofensiva, enquanto o Sport, muito inferior tecnicamente, sequer conseguiu chegar ao ataque.

Ainda na etapa inicial, Lucas Lima, após pedir atendimento médico por duas vezes, deixou o gramado e foi substituído por Guerra. Foi o primeiro jogo do venezuelano desde sua contusão, justamente em partida contra o Sport, dia 26 de maio, pelo primeiro turno do Brasileiro, no Allianz Parque. Desde então, o meia passou por uma cirurgia nos ligamentos do pé esquerdo e outra para retirar pinos do local.

Os últimos 45 minutos, porém, foram bem diferentes e a emoção tomou conta da Ilha do Retiro. Com o relógio marcando menos de um minuto, Thiago Santos cobrou falta rápida para Guerra, que ficou na cara de Magrão, mas bateu em cima do goleiro.

Menos de 60 segundos depois, foi Deyverson quem ficou de frente para o arqueiro leonino. O centroavante avançou, driblou Magrão e, com a perna boa, bateu na rede pelo lado de fora. A pressão ‘teve fim’ com sete jogados, quando Hyoran finalizou cruzamento de Guerra de primeira, mas a bola explodiu na zaga.

O ímpeto palestrino diminuiu após o bombardeio e Felipão mexeu no time. Aos 14 minutos, Dudu entrou no lugar de Hyoran, que fez mais uma partida ruim. Mesmo com o ‘Baixola’ em campo, foi o Sport quem pressionou, primeiro em chute de Neto Moura de fora da área, depois em uma sequência de cruzamentos.

Precisando de uma vitória para encostar nos líderes, Felipão lançou suas principais peças. Em sua última alteração, Scolari colocou Willian na vaga de Jean, e o Bigode abriu o placar em seu primeiro toque na bola.

Aos 35, Dudu cobrou escanteio, a zaga desviou mal, Gustavo Gómez pegou a sobra na pequena área e cabeceou. A bola já havia entrado na finalização do paraguaio, mas Willian garantiu a vitória palestrina, chegou no rebote de Magrão e mandou para as redes. O Sport ainda pressionou até o minuto final, mas o Verdão conseguiu o triunfo.

FICHA TÉCNICA
SPORT 0 x 1 PALMEIRAS

Data: 23 de setembro de 2018, domingo
Local: Estádio da Ilha do Retiro
Horário: 18 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: Luciano Roggenbaum (PR) e Luiz Renesto (PR)

Cartões amarelos: Ronaldo Alves e Jair (SPORT); Luan e Felipe Melo (PALMEIRAS)

GOL
PALMEIRAS: Willian, aos 35 minutos do segundo tempo

SPORT: Magrão; Ernando, Ronaldo Alves (Claudio Winck), Durval e Sander; Marcão Silva, Jair e Neto Moura (Pablo Pardal); Morato (Matheus Peixoto), Marlone e Rogério
Técnico: Eduardo Baptista

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Victor Luis; Felipe Melo, Thiago Santos e Lucas Lima (Guerra); Hyoran (Dudu), Jean (Willian) e Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

O Corinthians tentou, mas não conseguiu a virada em cima do Internacional na tarde desse domingo. Depois de sofrer um gol impedido de Leandro Damião, o Timão empatou com Douglas e fechou o placar do confronto válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiroem 1 a 1, na Arena de Itaquera. O resultado levou o Corinthians aos 34 pontos, na oitava posição. O Inter, por outro lado, chegou aos 50 pontos, uma menos que o líder São Paulo, e viu o Palmeiras tomar o segundo lugar na tabela de classificação.

Sem centroavante, mas ciente da pressão de se impor diante de seu torcedor, o Corinthians colocou seus homens de frente para pressionar a saída de bola do Internacional. A maior novidade foi a liberdade dada a Douglas, que diferente dos últimos jogos, passou a encostar nos atacantes e participar mais das ações ofensivas.

O plano de Jair Ventura funcionou nos primeiros 15 minutos. Primeiro Douglas e depois Fagner tiveram chances claras de abrir o placar em jogadas concluídas de dentro da área do Colorado.

Jadson mais uma vez se mostrou cérebro da equipe alvinegra, com passes precisos e verticais. O problema é que a agilidade corintiana foi perdendo velocidade com o passar do tempo. Aos poucos, o Inter equilibrou o confronto, principalmente por meio das bolas paradas. No mais, o maior susto ao gol de Cássio se deu justamente em um erro do goleiro, que acertou as costas de Leandro Damião ao tentar lançamento e causou calafrios nos corintianos.

Mas o grande lance do primeiro tempo foi protagonizado pelo bandeira goiano Cristhian Passos Sorence. Foi ele o responsável por levar o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão a validar um gol impedido de Leandro Damião, após cobrança de falta de Edenílson.

Protestos à parte, o Corinthians repetiu a estratégia e voltou para a etapa final amassando o Internacional. Dessa vez, porém, o alvinegro foi premiado. Jadson cobrou escanteio, Romero desviou e Douglas pegou rebote do travessão para marcar seu primeiro gol com a camisa corintiana.

O cenário parecia propício a um grande fim de jogo, mas as duas equipes caíram de rendimento. O Inter, apesar da busca pela liderança da competição, sequer assustou nos poucos contra-ataques efetivos. O Corinthians tentou colocando Pedrinho, Araos e até Emerson Sheik nas vagas de Vital, Douglas e Romero, mas também não encontrou forças para a virada.

Assim, como a própria torcida lembrou após o apito final, “é quarta-feira”. No meio de semana, o Corinthians decide uma vaga na grande final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, de novo em sua Arena. Pelo Brasileirão, o América-MG, sábado que vem, em Minas, é o próximo desafio. Já o Internacional volta a campo no domingo, diante do Vitória, no Beira-Rio.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 INTERNACIONAL

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 23 de setembro de 2018, sábado
Horário: 16h00 (Brasília)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Cartões amarelos: Rodrigo Dourado, Patrick (INT)
Público: 26.916 pagantes (27.199 total).
Renda: R$ 1.149.396,60

GOLS:
Corinthians: Douglas, aos 4 minutos do 2T
Internacional: Leandro Damião, aos 44 minutos do 1T

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel e Douglas (Araos); Romero (Emerson Sheik), Jadson, Mateus Vital (Pedrinho) e Clayson
Técnico: Jair Ventura

INTER: Marcelo Lomba; Zeca (Fabiano), Klaus, Emerson Santos e Iago; Rodrigo Dourado, Edenílson, Patrick e Nico López (Rossi), Pottker (D’Alessandro) e Leandro Damião
Técnico: Odair Hellmann

Era um jogo cheio de adversidades para o Cruzeiro: o adversário, o Santos, chegou ao Mineirão, na noite deste domingo, com um histórico de nove jogos sem perder e oito duelos sem sofrer um gol. Além disso, diante dos próximos importantes compromissos, o técnico Mano Menezes mandou a campo seu time alternativo, com várias alterações. Mas a vontade de vencer falou mais alto e a Raposa bateu o Peixe, por 2 a 1, de virada.

O Santos foi melhor no primeiro tempo e deixou o gramado com o placar favorável. Além disso, com grandes chances. Na etapa final, Sassá e Raniel comandaram o time celeste nos gols para a vitória de virada no Gigante da Pampulha. Apesar do resultado, o Peixe perdeu grandes chances e poderia ter feito mais gols.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou a 37 pontos, na sétima colocação. À distância para o G6 ainda é grande, o Atlético-MG, sexto, tem 42 tentos. O Santos tem 32 pontos, na 10ª posição.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai até São Paulo enfrentar o Palmeiras, no domingo, às 11h (de Brasília). O Santos recebe o Atlético-PR, na Vila, no mesmo dia, mas às 16h.

Primeiro tempo

O técnico Mano Menezes achou por bem mandar ao campo uma escalação alternativa. Sua equipe tem uma importante decisão no duelo contra o Palmeiras, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, e, diante disso, os jogadores reservas são melhores opções para não correr riscos desnecessários.

A opção reserva do Cruzeiro se mostrou bastante útil. A Raposa adiantava a marcação e dava trabalho para a defesa do Santos conseguir jogar. Com isso, o Peixe se defendia mais, observava a Raposa em seus ataques. O time celeste jogava bastante pela esquerda nos primeiros minutos.

E quanto o Cruzeiro era melhor em campo o Santos chegou ao seu gol. Em cruzamento na área, aos 15 minutos de jogo, Gabriel Barbosa, Gabigol, de cabeça, mandou para o fundo das redes.

No jogo passado, o zagueiro Murilo teve uma grande oportunidade e não conseguiu fazer. O técnico Mano Menezes tratou o assunto como “a falta de sorte” que o defensor vive. Ela voltou no duelo contra o Santos, neste domingo. Isso porque a Raposa passou a pressionar em busca do empate. Aos 23, em cruzamento na área, Murilo subiu mais que todo mundo e desviou de cabeça. A bola pegou no pé da trave e voltou no goleiro.

O Cruzeiro mostrou uma deficiência na sua busca pelo empate. O excesso de passes errados. Isso acontece pela falta de entrosamento do time reserva celeste que não tem costume de jogar junto. O Santos percebeu a situação e passou a pressionar a saída de bola do Cruzeiro.

Outra situação que se mostrou ruim na primeira etapa foi a parceria entre Raniel e David. Rafael Sóbis também não mostrava mais a qualidade que teve em outros tempos – atualmente mais lento e pesado, pouco soma para o grupo.

Com os erros do Cruzeiro e o Peixe pressionando no ataque, a equipe de Cuca passou a ser mais frequente no ataque e levava mais perigo. Aos 41, com Gabigol, o Santos quase levou problemas para o goleiro Fábio. Em bola dominada na área, ele chutou e o arqueiro celeste conseguiu defender.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o técnico Mano Menezes fez duas alterações. Colocou Robinho em campo, isso deixaria o time mais organizado para buscar o ataque. Além disso, o treinador azul mandou para o duelo o atacante Sassá, no lugar de Rafael Sóbis, dando mais velocidade e força.

No primeiro lance Sassá empatou. Em jogada pelo lado, Edilson cruzou e o atacante testou a bola para colocar no fundo das redes.

Mesmo após o gol, o Santos seguiu melhor na partida. O time de Cuca conseguia se defender bem e buscava o jogo com qualidade. O comando de ataque tinha Gabigol.

Aos 13 minutos, Gabigol teve grande chance. Em contra-ataque do Peixe, a bola chegou nele. O jovem avançou dentro da área e chutou. O goleiro Fábio defendeu e no rebote o atacante novamente manda no arqueiro celeste.

Aos 33 o Santos perdeu um gol incrível. Em ótima jogada na área, Gabigol deixou o zagueiro Manoel na saudade e chutou. No rebote de Fábio, Bruno Henrique errou um gol impressionante.

Quem não faz…

Aos 38 o Cruzeiro virou. Em ótima jogada pela esquerda, Raniel colocou a cabeça na bola e no cantinho. O tento mostrou dedo do técnico Mano Menezes, que colocou Sassá e Robinho no jogo e os atletas foram fundamentais durante a etapa complementar para a virada.

 

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 1 SANTOS

Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 23 de Setembro de 2018, Domingo
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliar: Helton Nunes (SC) e Neuza Ines Back (SC)

Gols: Gabriel Barbosa, aos 15 minutos do primeiro tempo (Santos); Sassá, no primeiro minuto do segundo tempo, Raniel, aos 37 do segundo tempo (Cruzeiro).
Cartões: Murilo (Cruzeiro); Victor Ferraz, Dodô (Santos)

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Manoel, Murilo (Léo) e Egídio; Ederson (Robinho), Ariel Cabral, Bruno Silva, Rafael Sóbis (Sassá) e David; Raniel
Técnico: Mano Menezes

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Robson Bambu e Dodô; Alison (Yuri), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruíz); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabigol
Técnico: Cuca

Buscando encontrar a regularidade na temporada, Atlético-MG e Flamengo se enfrentam neste domingo, às 16h00 (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro, em choque válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro, que vem de empate por 1 a 1 com o Vasco, soma 45 pontos, na quarta colocação, e precisa não perder contato com o líder São Paulo.

O clima de desconfiança é grande e há quem diga que o técnico Maurício Barbieri pode ser demitido em caso de tropeço. O Galo tem três pontos a menos, na sexta posição, empatou sem gols com o Cruzeiro no fim de semana e fecha o G-6, a zona de classificação para a Copa Libertadores.

Maurício Barbieri está sob pressão no Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/CRF)

Apesar do momento complicado e de pressão, Maurício Barbieri prefere manter o foco no jogo com o Galo e deseja reduzir a distância para o São Paulo, pois ainda sonha com a conquista do título.

“Estamos trabalhando para reduzirmos a distância para o líder. Temos que encontrar a consistência para ter sequência de vitórias, pois temos sido inconstantes. O campeonato é equilibrado. Tenho certeza de que vamos encostar ou passar os líderes mais à frente. O Flamengo tem pressão em qualquer circunstância e momento. Todo profissional aqui tem que estar preparado para lidar com isso”, disse Barbieri.

Os flamenguistas também reconhecem que o fator campo pode sim ser um aliado. “Nós vamos jogar em casa e sabemos que o Maracanã pode ser sempre um importante aliado, pois a nossa torcida tem chegado junto e apoiado bastante nos jogos. Isso tem feito a diferença a nosso favor. Respeitamos demais o Atlético Mineiro, mas apenas a vitória pode ser considerado um resultado interessante para o Flamengo neste compromisso. Vamos em busca dela”, disse o zagueiro Léo Duarte.

Em termos de escalação, o Flamengo perdeu o meia Diego, que foi expulso contra o Vasco e cumpre suspensão. A tendência é que o volante Willian Arão herde a vaga, com Lucas Paquetá jogando mais adiantado.

Larghi vai deixar Galo para os vestiários do Maracanã

O técnico do Atlético, Thiago Larghi, não definiu o time que mandará a campo contra o Flamengo. Os últimos treinos não foram esclarecedores, sobretudo, porque os dois últimos foram fechados.

Pelo que mostrou na última quarta-feira, quando o treino foi aberto aos jornalistas pela última vez, Larghi mostrou que tinha dúvidas no meio campo atleticano. A única certeza era que Tomás Andrade seria utilizado entre os homens principais.

De resto, no entanto, a dúvida seguiu. Larghi, por exemplo, não sabia se mandaria a equipe com Adilson, Matheus Galdezani e Cazares ou José Welison, Elias e Luan. Se for pela primeira opção, o time fica mais técnico na saída de bola. Se for pela segunda, o Galo ganha em pegada, mas perde em qualidade no momento de chegar ao ataque.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-RJ x ATLÉTICO-MG

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 23 de setembro de 2018, domingo
Horário: 16h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Réver, Léo Duarte e Renê; Gustavo Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro e Vitinho; Fernando Uribe
Técnico: Maurício Barbieri

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Léo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Matheus Galdezani, Cazares, Tomas Andrade e Chará; Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

Depois de alguns tropeços, o Flamengo voltou a dar alegrias aos seus torcedores. Em partida disputada na tarde deste domingo, no Maracanã, a equipe rubro-negra derrotou o Atlético-MG por 2 a 1, gols marcados por Willian Arão e Lucas Paquetá, em jogadas do lateral peruano Trauco; O gol do Galo foi marcado pelo zagueiro Leonardo Silva. O resultado fez o time da Gávea reassumir a terceira colocação com 48 pontos ganhos e voltar a sonhar com a liderança do Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG, por sua vez, permanece com 42 pontos ganhos e segue afastado das primeiras posições. O Galo é o sexto colocado.

O resultado refletiu o andamento da partida. O Flamengo saiu na frente no primeiro minuto, permitiu a reação do adversário na primeira etapa, mas desempatou no começo do segundo tempo e soube administrar a vantagem. O Atlético foi uma equipe sem qualquer inspiração durante a maior parte do jogo. O Galo só incomodou a defesa adversária em jogadas de bola parada numa demonstração da fragilidade do seu ataque. Só nos minutos finais é que a equipe de Thiago Larghi partiu para o ataque e desperdiçou algumas chances para empatar.

Na próxima rodada, o Flamengo vai enfrentar o Bahia, na Fonte Nova; o Atlético-MG vai receber o Sport, no Independência.

O jogo

Logo no primeiro minuto de jogo, o Flamengo marcou. O peruano Trauco investiu pela esquerda em grande arrancada e cruzou para Willian Arão, livre na área. O meia rubro-negro bateu, de primeira, no canto direito de Víctor.

Desnorteado pelo gol sofrido no primeiro ataque do adversário, o Atlético não conseguia armar jogadas ofensivas e se limitava a trocar passes no meio campo sem causar danos à retaguarda da equipe da casa.
Motivado e contando com o apoio da torcida, o Flamengo criou nova situação de perigo aos oito minutos, Trauco, novamente, fez ótimo lançamento para Lucas Paquetá que tentou usar a cabeça para levar vantagem sobre a zaga, mas a bola correu demais e Victor fez a defesa.

Os atacantes da equipe carioca marcavam a saída de bola do Galo e os zagueiros eram obrigados a dar chutões para tirar a bola da defesa, prejudicando a ação dos meias e atacantes.

Aos 13 minutos, após cruzamento de Matheus Sávio, Henrique Dourado conseguiu colocar a bola nas redes, mas a arbitragem invalidou a jogada, marcando impedimento do Ceifador.

Aos 22 minutos, o Galo deixou tudo igual. Pará derrubou Fábio Santos ao lado da área. Luan levantou na área e Leonardo Silva subiu mais do que todo mundo para cabecear e colocar a bola nas redes cariocas.
Depois do gol de empate, o Atlético passou a controlar melhor o jogo e a trocar passes com mais objetividade, mas o Flamengo não reduziu seu ritmo, o que tornou o jogo mais equilibrado, com intensa disputa entre as duas intermediárias.

Aos 34 minutos, Maidana fez lançamento para Chará na área. O colombiano bateu forte para grande defesa de Diego Alves que evitou a virada do time mineiro.

Logo depois, o técnico Thiago Larghi decidiu alterar a forma de jogar da equipe e trocou o argentino Tomás Andrade pelo equatoriano Cazares.

Nos minutos finais da primeira etapa, o Flamengo voltou a ser mais ofensivo e empurrou o Galo para trás, mas encontrava dificuldades para concluir as jogadas.

No último lance importante do primeiro tempo, Cuéllar recebeu de Paquetá, na entrada da área, e chutou forte, mas a bola passou longe da trave mineira.

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Vitinho na vaga de Matheus Sávio. E o primeiro momento de perigo aconteceu aos seis minutos quando Éverton Ribeiro acionou Vitinho e o atacante chutou forte, mas Emerson desviou para escanteio.

Aos oito minutos, o Flamengo passou à frente. A exemplo do que aconteceu no primeiro gol, Trauco fez boa jogada pela esquerda e cruzou para a cabeçada certeira de Lucas Paquetá.

Depois de desempatar , o Flamengo passou a atuar com mais tranquilidade, tocando a bola com inteligência, enquanto o Atlético errava muitos passes e não conseguia construir boas jogadas de ataque.

Aos 19 minutos, Paquetá recebeu de Vitinho, invadiu a área e se chocou com Luan. O rubro-negro pediu a marcação de pênalti, mas o árbitro nada viu de irregular no lance.

O Atlético não conseguia se acertar e só aparecia nos erros do Flamengo, como aconteceu aos 20 minutos. O goleiro Diego Alves saiu jogando errado e Chará ficou com a bola, mas Trauco conseguiu evitar a conclusão do adversário. Dois minutos depois, Luan recebeu de Cazares e chutou forte, mas a bola saiu, levando perigo para o gol carioca.

Para defender o resultado, o técnico Maurício Barbieri tirou o atacante Henrique Dourado e colocou o volante Piris da Motta. Aos 30 minutos, o Galo, mesmo sem jogar bem, quase chegou ao empate. Após cruzamento de Fábio Santos, a bola desviou em Léo Duarte e bateu no travessão. O golero Diego Alves foi mais rápido do que os atacantes mineiros e ficou com o rebote.

Com três volantes, o Flamengo bloqueava a entrada da sua área e impedia que o Galo chegasse ao ataque em boas condições para finalizar. O atacante Vitinho que havia entrado no intervalo, foi substituido por Marlos Moreno.

Sem outra alternativa, o Atlético-MG se lançou ao ataque e poderia ter chegado ao empate aos 44 minutos. Após cruzamento na área, a bola sobrou para o zagueiro Leonardo Silva que chutou com perigo, mas a bola saiu. No último minuto dos acréscimos, o Galo quase deixou tudo igual. Cazares bateu falta, a bola desviou em Réver e se chocou com o travessão.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-RJ 2 x 1 ATLÉTICO-MG

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 23 de setembro de 2018, domingo
Horário: 16h00 (horário de Brasília)
Público: 36.018 pagantes
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Cartão Amarelo: Pará. Henrique Dourado(Fla); Emerson, Denilson(Atlet)

Gols:
FLAMENGO: Willian Arão no primeiro minuto do primeiro tempo e Lucas Paquetá, aos oito minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-MG: Leonardo Silva, aos 22 minutos do primeiro tempo

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Réver, Léo Duarte e Trauco; Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro e Matheus Sávio(Vitinho)(Marlos Moreno); Henrique Dourado(Piris da Motta)
Técnico: Maurício Barbieri

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Léo Silva, Maidana e Fábio Santos; José Welison, Elias, Tomás Andrade(Cazares) e Luan(Edinho); Chará e Ricardo Oliveira(Denilson)
Técnico: Thiago Larghi

O Grêmio está definitivamente de volta à briga pelo título brasileiro. Neste domingo, a equipe de Renato Gaúcho virou para cima do Ceará após ficar duas vezes atrás do placar e garantiu a vitória para mais de 38 mil torcedores na Arena, em partida válida pela 26ª rodada da competição. Os gols gremistas foram marcados por Geromel, Thonny Anderson e Luan, enquanto os visitantes balançaram as redes com Arthur e Luiz Otávio.

Com o resultado, o Grêmio engata a segunda vitória seguida e chega aos 47 pontos, diminuindo a diferença em relação ao líder São Paulo para apenas quatro pontos. O Imortal segue na quinta colocação, atrás do vice-líder Palmeiras, do rival Internacional e do Flamengo, além do Tricolor Paulista. O Ceará, por sua vez, estaciona nos 27 pontos e segue provisoriamente na 17ª colocação, podendo cair posições na zona de rebaixamento com o decorrer da rodada.

Na rodada seguinte, o Grêmio vai ao Rio de Janeiro, onde enfrenta o Fluminense no próximo sábado, às 16 horas (de Brasília), no Engenhão. Já o Ceará recebe a Chapecoense um dia depois, no Castelão, às 19 horas (de Brasília), em confronto direto na briga contra o descenso.

Primeiro tempo intenso e com quatro gols

A intensidade de ambos os lados foi a tônica do primeiro tempo. Dono da posse, o Grêmio trocava passes de maneira objetiva e assustava o goleiro Éverson constantemente. O Ceará não ficou atrás e chegava com perigo nos contra-ataques. Diante desse cenário, a partida teve o placar inaugurado logo aos 12 minutos, quando Juninho Quixadá cruzou e o zagueiro Luiz Otávio apareceu para marcar de coxa, colocando os visitantes em vantagem.

O Imortal usou da mesma arma para dar o troco, a bola aérea. Após cobrança de escanteio de Luan, Geromel subiu mais alto que a defesa e cabeceou no canto direito do arqueiro para empatar. Porém, o Vozão não se abateu e retomou o controle do placar na sequência. Em contragolpe, Arthur encontrou Juninho Quixadá, que finalizou para Grohe espalmar. No rebote, o centroavante negociado ao Palmeiras apenas escorou para o gol aberto.

Aproveitando o bom momento, o Ceará teve a chance de marcar o terceiro. Participativo, Juninho Quixadá recebeu na entrada da área e tentou acionar Arthur. A bola, contudo, passou tanto pelo atacante quanto pela defesa e foi caprichosamente na trave.

Sem dar chance para o torcedor presente na Arena sequer piscar, a equipe de Renato Gaúcho foi ao ataque para buscar o resultado novamente. Depois de desperdiçar boas chances através de Everton e Cícero, os anfitriões chegaram ao empate com o jovem Thonny Anderson. Léo Moura recebeu na ponta direita e cruzou na medida para o atacante de 20 anos cabecear no contrapé de Éverson.

Grêmio pressiona e vira na Arena

Como era de se esperar, após um primeiro tempo de muita intensidade, as equipes sentiram o desgaste físico e a segunda etapa perdeu em emoção. Visando estabilizar o sistema defensivo, Lisca montou o meio-campo com cinco jogadores na volta do intervalo. A mudança surtiu efeito e o rival não conseguia penetrar na área, como fazia no período inicial.

Com isso, restou ao Grêmio arriscar de fora da área. Geromel, que se aventurava no ataque, arrematou de média distância e obrigou Éverson a espalmar para escanteio. Na cobrança, a sobra ficou para o próprio zagueiro chutar de dentro da área e, após desvio na zaga, Samuel Xavier salvou em cima da linha.

A postura mais recuada do Ceará fez com que os donos da casa instaurassem uma blitz em busca da virada, e ela veio com Luan. Minutos depois de entrar na partida, Pepê sofreu falta na entrada de área. O camisa 7 gremista cobrou com perfeição para marcar seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro e colocar o time gaúcho em vantagem pela primeira vez no jogo.

Querendo ao menos empatar depois de ficar duas vezes em superioridade no placar, os comandados de Lisca se lançaram ao ataque, mas os mandantes souberam se defender e ainda tiveram a chance de fazer o quarto com Everton, que parou em grande defesa de Éverson.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 3×2 CEARÁ

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 23 de Setembro, domingo
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Assistentes: Helcio Araújo Neves (PA) e Luís Diego Nascimento Lopes (PA)
Público: 38.924 pessoas
Renda: R$ 1.523.542,00
Cartões amarelos: Ramiro, Geromel e Luan (Grêmio). Tiago Alves (Ceará)
Gols:
Grêmio: Geromel aos 20 minutos do 1º T, Thonny Anderson aos 43 do 1°T e Luan aos 23 do 2ºT.
Ceará: Luiz Otávio aos 12 minutos do 1º T e Arthur aos 26 do 1ºT.

Grêmio: Marcelo Grohe, Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez, Maicon (Kaio), Cícero, Ramiro (Pepê) e Thonny Anderson (Thaciano), Everton e Luan
Técnico: Renato Gaúcho

Ceará: Éverson; Samuel Xavier, Luiz Otávio, Tiago Alves e Felipe Jonatan; Edinho (Robinho), Richardson e Juninho Quixadá (Felipe Azevedo);  Calyson, Leandro Carvalho (Pedro Ken) e Arthur
Técnico: Lisca

O Corinthians entra em campo na tarde deste domingo para enfrentar o Internacional, vice-líder, a partir das 16h (de Brasília), na Arena, representando um pouco mais do que apenas sua fanática torcida. Já sem chances no Campeonato Brasileiro, o Alvinegro tenta ganhar moral contra um adversário que disputa o título justamente contra os seus dois maiores rivais: São Paulo, líder da competição, e Palmeiras, terceiro colocado.

Apesar de ser dono de uma rivalidade recente com o Timão, o Colorado não chega perto da disputa que o Alvinegro tem com os outros dois times grandes da cidade. Novidade da equipe, o meia Mateus Vital disse que achava legal contar com a torcida de palmeirenses e são-paulinos em campo. Para ele, o mais importante, apesar da possibilidade de alegrar rivais, é o clube do Parque São Jorge desempenhar um bom futebol. Uma derrota do Corinthians nesse domingo tiraria o Tricolor do Morumbi da liderança, por exemplo.

“Queremos nos aproximar o quanto antes da parte de cima, conseguir fazer o dever de casa e vencer”, explicou o técnico Jair Ventura, que optou por Vital ao ver a boa atuação do armador frente ao Sport, na semana passada. Além do jovem de 20 anos, entram na equipe o lateral direito Fagner, poupado contra os pernambucanos, e o volante Gabriel, substituindo Ralf, suspenso por causa do terceiro cartão amarelo.

“O Inter é uma equipe que vem jogando só o Campeonato Brasileiro. Preocupa pela transição, jogadores fortes, Nico López e Pottker, por exemplo. sabemos disso, temos de estar precavidos, mas temos de buscar o resultado jogando dentro da nossa casa. Estamos próximos de uma final na Copa do Brasil, mas temos que levar a sério o Brasileiro”, assegurou Jair.

Inter “mordido” e desfalcado

Do outro lado, após o revés diante da Chapecoense, o Internacional quer recuperação imediata na competição e não deixar o São Paulo se distanciar na ponta da tabela. Para o confronto deste final de semana, o técnico Odair Hellmann terá os desfalques no setor defensivo de Rodrigo Moledo, lesionado e Victor Cuesta, suspenso.

Com uma lesão no joelho direito, o zagueiro Emerson Santos ainda permanece como dúvida para pegar o Timão. Caso não possa atuar a sua vaga deve ser ocupada por Fabiano ou Thales pelo lado esquerdo da defesa. Já no setor direito entra Klaus no lugar de Moledo.

A notícia boa fica por conta da recuperação de dores no pé direito do volante Rodrigo Dourado que retorna ao time titular. No ataque existe a possibilidade de Leandro Damião ganhar a vaga de Jonatan Alvez. Depois de cumprir suspensão, o atacante Rossi vira opção para entrar no decorrer do jogo.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X INTER

Local: Arena Corinthians, em São Paulo-SP
Data: 23 de Setembro (Domingo)
Horário: 16h(de Brasília)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel e Douglas; Romero, Jadson, Mateus Vital e Clayson
Técnico: Jair Ventura

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Zeca, Klaus, Emerson Santos (Fabiano/Thales) e Iago; Rodrigo Dourado, Edenílson, Patrick e Nico López, Pottker e Jonatan Alvez (Leandro Damião)
Técnico: Odair Hellmann

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