Dourados-MS,
Semestre- Camara

O Majestoso da fria noite deste sábado foi de um time só. Com o apoio de um Morumbi lotado, o agressivo São Paulo dominou o apático Corinthians e venceu com facilidade pelo placar de 3 a 1, em duelo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram anotados por Anderson Martins e Reinaldo (2), que ainda contou com um frango do goleiro Cássio para coroar sua noite de artilheiro. Jonathas descontou para os visitantes.

Com sua quarta vitória consecutiva na competição, o Tricolor chegou aos 29 pontos e se manteve na cola do líder Flamengo, que mais cedo derrotou o Botafogo por 2 a 0, no Maracanã. O Corinthians, por sua vez, permanece no oitavo lugar, com 19, mas pode perder posições no complemento da rodada.

Pressionado e sem Rodriguinho, negociado ao egípcio Pyramids, o clube de Parque São Jorge buscará a reabilitação diante do Cruzeiro, na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Itaquera. Já o São Paulo, de olho na liderança do torneio, visitará o Grêmio em Porto Alegre, na quinta, às 19h30.

Tricolor domina, mas não marca
Empurrado por mais de 58 mil torcedores, o São Paulo começou pressionando o rival. Logo no primeiro minuto, Reinaldo cobrou lateral na área para Arboleda cabecear. A bola passou rente à trave direita de Cássio. Logo em seguida, Nenê avançou pela direita e tocou para Diego Souza no meio. O camisa 9 bateu rasteiro, e Cássio caiu para ficar com ela.

O Corinthians, por sua vez, não conseguia contra-atacar, perdendo a bola com facilidade para os volantes tricolores. Para piorar, tinha muita dificuldade de bloquear as descidas de Reinaldo. Aos 12 minutos, o lateral, que jogou de ponta na vaga do suspenso Everton, recebeu em profundidade e tocou para trás. Hudson apareceu livre na meia-lua, mas bateu fraco, facilitando o trabalho de Cássio.

Além de não atacar, a equipe visitante seguia com problemas defensivos. Após roubar a bola no meio-campo, Hudson apareceu no ataque e cruzou. Reinaldo subiu sozinho entre os dois zagueiros, mas testou nas mãos de Cássio.

O Corinthians só foi chegar com algum perigo aos 19 minutos, quando Arboleda afastou mal bola da esquerda e viu Jonathas pegar a sobra. O atacante, substituto do lesionado Roger, chutou forte, perto da trave direita de Jean. No fim do primeiro do tempo, o São Paulo insistiu em cruzamentos, mas não achou o gol.

São Paulo massacra e vê Cássio falhar feio
O panorama continuou o mesmo na volta do intervalo. Melhor para o São Paulo, que abriu o placar aos 10 minutos da etapa final. Após errar domínio, Fagner cedeu escanteio. Na cobrança, Nenê cruzou na medida para Anderson Martins, que subiu mais alto que todo mundo para testar no canto direito, sem chances para Cássio.

Com Renê Júnior sentindo dores no joelho esquerdo, Osmar Loss colocou Jadson em campo. A mudança, porém, não surtiu efeito, e o São Paulo ampliou pouco depois. Após chutão de Jean, Gabriel tentou recuar de cabeça, mas a bola saiu curta. Cássio foi de encontra a ela, mas não conseguiu chegar antes de Reinaldo, que driblou o goleiro e chutou, mas Henrique cortou. No rebote, o lateral bateu por cobertura e marcou o dele.

Pouco depois, Clayson entrou no lugar de Marquinhos Gabriel, mas a nova alteração não adiantou. Em cobrança de falta, Diego Souza quase sentiu o gosto de finalmente vencer Cássio ao mandar no travessão. Aos 36 minutos, Reinaldo o fez. Após sobra de escanteio, o lateral chutou relativamente fraco, mas o goleiro corintiano aceitou e viu a bola passar por baixo de seu corpo.

No fim, o técnico Diego Aguirre ainda teve tempo de promover as estreias de Gonzalo Carneiro, que entrou na vaga de Nenê, e do garoto Luan, que substituiu Edimar. Aos 45 minutos, Jonathas recebeu passe de Jadson e saiu na cara de Jean. O atacante tocou bem na saída do goleiro e descontou para o Corinthians.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 1 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 21 de julho de 2018, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Público: 58.624 torcedores
Renda: R$ 2.186.542,00
Cartão Amarelo: Ángel Romero, Rodriguinho, Cássio, Gabriel, Pedro Henrique e Henrique (Corinthians); Luan (São Paulo)
Cartão Vermelho: –
Gols: SÃO PAULO:Anderson Martins, aos 10, e Reinaldo, aos 24, e aos 36 minutos do 2º tempo; CORINTHIANS: Jonathas, aos 45 minutos do 2º tempo

SÃO PAULO: Jean; Éder Militão, Arboleda, Anderson Martins e Edimar (Luan); Hudson (Lucas Fernandes), Liziero e Nenê (Gonzalo Carneiro); Joao Rojas, Reinaldo e Diego Souza
Técnico: Diego Aguirre

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique (Léo Santos), Henrique e Danilo Avelar; Gabriel, Renê Júnior (Jadson), Romero, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel (Clayson); Jonathas
Técnico: Osmar Loss

 

 

O Flamengo não encontrou dificuldades para derrotar o Botafogo por 2 a 0, em partida disputada na noite deste sábado, no Maracanã, na abertura da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com dois gols marcados no início do jogo, o Rubro-Negro da Gávea acabou com qualquer possibilidade de reação do adversário. O resultado fez o Flamengo seguir na liderança isolada com 30 pontos ganhos, enquanto o Botafogo segue com 17 pontos na décima posição, mas pode cair um pouco mais na classificação ao final da rodada.

A vitória fez justiça ao time dirigido por Maurício Barbieri, que teve um início arrasador, marcando dois gols em sete minutos, com Matheus Sávio e Lucas Paquetá e depois soube administrar o resultado. A vantagem desestabilizou o Botafogo que demorou muito tempo a se encontrar no gramado e ainda sofreu o trauma de perder o goleiro Jéfferson, lesionado, na metade do primeiro tempo. Na segunda etapa, a equipe alvinegra tentou buscar o resultado, mas não conseguiu penetrar na defesa rubro-negra.

Na próxima rodada, o Flamengo vai enfrentar o Santos, na Vila Belmiro. Já o Botafogo vai receber a Chapecoense no estádio Nilton Santos.

Ruim para os dois lados. Nesta quinta-feira, Santos e Palmeiras duelaram no Pacaembu e empataram por 1 a 1 no primeiro jogo de cada equipe no Campeonato Brasileiro após a pausa da Copa do Mundo. O Verdão abriu o placar com o ex-alvinegro Lucas Lima, mas deixou cair o ritmo na segunda etapa, perdeu chances claras e sofreu empate, anotado por Gustavo Henrique.

O Palestra, entretanto, não demorou para achar uma solução, claramente treinada durante a pausa. Com seis minutos, Willian, o mais veloz do setor ofensivo alviverde, abriu pela direita, recebeu uma bola longa e fez grande jogada. Enquanto Bigode driblava o marcador, Lucas Lima entrou pelo meio, na posição do camisa 29, recebeu o passe, girou e bateu no canto.

Não foi o primeiro clássico de Lucas Lima vestindo a camisa do Palmeiras contra seu ex-clube, tampouco a primeira vez em que foi hostilizado pelas arquibancadas alvinegras, mas ao contrário dos últimos duelos, o meia mostrou ‘raiva’ do rival e o futebol que lhe trouxe ao Verdão. Prova disso foi a comemoração, mostrando seu nome e número, e batendo no que ele mesmo disse ser “o escudo do Maior Campeão do Brasil”.

Tendo o camisa 20 inspirado no primeiro tempo, o Palmeiras apresentou seu ‘novo’ estilo de jogo. Em mais de uma oportunidade, a equipe trocou passes em sequência por mais de um minuto, colocando os adversários ‘na roda’, mas pecando na objetividade para chegar ao gol. A atuação impecável da zaga até então e a falta de criatividade praiana contribuíram para o domínio alviverde.

Do outro lado, o Peixe de Jair Ventura, que treinou durante toda a intertemporada com quatro atacantes, se mostrou desorganizado. Sem meio-campo, o Santos assustou apenas em jogadas individuais e abusou nos cruzamentos. Nada construído pelo meio, onde o atacante Rodrygo tentou ser armador.

Palmeiras vacila e Santos arranca o empate

Lucas Lima não conseguiu vencer sua ex-equipe (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Na etapa final, pela queda do Palmeiras, o jogo se equilibrou. O Santos seguiu assustando apenas em cruzamentos para a área, mas o Verdão deixou cair o nível físico e de concentração. A equipe passou a não recompor defensivamente como antes, não se movimentar para receber na frente e errar muitos passes.

E foi justamente nesta situação que o gol de empate do Santos aconteceu. Gustavo Scarpa errou assistência no ataque, o Peixe puxou o contra-golpe e Dodô foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Victor Ferraz acertou seu primeiro levantamento no jogo, mas Antônio Carlos afastou. No rebote, Dodô tocou de cabeça, e Felipe Melo desviou contra o próprio travessão. A bola ainda sobrou para Gustavo Henrique, que precisou apenas tocar de cabeça para empatar.

Com o 1 a 1 no placar, Roger colocou Deyverson na vaga do lesionado Willian. Artur e Jean também entraram nos lugares de Hyoran e Lucas Lima. Assim, o Palmeiras passou a ‘imitar’ a atuação santista e apostar nas bolas levantadas para a área.

Em cruzamentos, Deyverson quase marcou, mas Vanderlei fez milagre. Depois, o garoto Artur acertou a trave, mas a pressão palestrina, já pouco organizada, não foi suficiente para o Verdão retomar o Brasileirão com vitória. Do lado alvinegro, ficou o gosto amargo pelo gol sofrido do ex-ídolo, mas o alento do empate em um duelo que o Peixe não teve boa atuação.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 PALMEIRAS

Data: 19 de julho de 2018, quinta-feira
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa)
Assistentes: Hélcio Araújo Neves e Heronildo Freitas da Silva
Público: 23.572 pessoas
Renda: R$ 748.458,00

Cartões amarelos: Alison, Léo Citaddini, Jean Mota e Rodrygo  (SANTOS); Lucas Lima, Antônio Carlos, Gustavo Scarpa, Deyverson e Felipe Melo (PALMEIRAS)

GOL:
SANTOS:
 Gustavo Henrique, aos 29 minutos da etapa final
PALMEIRAS: Lucas Lima, aos cinco minutos do primeiro tempo

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Alison (Léo Cittadi), Jean Motae Rodrygo (Yuri Alberto); Gabigol, Bruno Henrique e Eduardo Sasha (Copete)
Técnico: Jair Ventura

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Artur); Gustavo Scarpa, Hyoran (Jean) e Willian (Deyverson)
Técnico: Roger Machado

 

Gazeta Esportiva

Raphael Veiga marcou o primeiro dele pelo Rubro-Negro (Miguel Locatelli/CAP)

Não foi desta vez que o Atlético Paranaense reencontrou o caminho da vitória ao ficar no empate em 2 a 2 diante do Internacional, na Arena da Baixada, aumentando seu jejum no Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Furacão segue na zona de rebaixamento, mas agora na 18ª colocação, com 10 pontos. Já a equipe gaúcha é a quinta colocada, com 23 pontos.

O Colorado abriu a contagem aos 12 minutos da etapa inicial, com William Pottker aproveitando uma saída errada de Santos e um toque no braço. Raphael Veiga deixou tudo igual, aos 43 minutos. Depois o intervalo, Paulo André decretou a virada, aos 13 minutos. Mas Wellington Silva empatou aos 32 minutos.

Na próxima rodada, o Atlético Paranaense enfrenta o Cruzeiro, domingo, no Mineirão, em Belo Horizonte. Já o Internacional encara o Ceará, segunda-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

O jogo – O Furacão começou a partida com muita vontade e antes do primeiro minuto chegou a balançar as redes, com Bergson, mas o árbitro anulou para anotar o impedimento de Lucho, que fez o último passe. Aos três minutos, Nikão fez a jogada e levantou para Pablo, que desvio de cabeça pela linha de fundo. O técnico Tiago Nunes foi obrigado a queimar a primeira mudança aos oito minutos, com Thiago Heleno saindo lesionado para a entrada de Wanderson.

O jogo era nervoso, com algumas jogadas mais duras. Na primeira chegada mais forte da equipe colorada, aos 12 minutos, saiu o gol. Nico López chutou na marcação e, na sobra, Santos saiu mal da meta para dividir com William Pottker, que levou a melhor e empurrou para a rede. Aos 24 minutos, Renan Lodi partiu para a jogada individual e conseguiu o cruzamento, mas na área ninguém apareceu para completar o lance.

O Atlético tentava responder, mas tinha muita dificuldade para criar no ataque. Aos 27 minutos, Raphael Veiga arriscou o tiro de longe, direto para fora. O goleiro Danilo trabalhou bem aos 36 minutos, parando chute de primeira de Bergson, que aproveitou passe açucarado de Raphael Veiga. Até que, aos 43 minutos, Raphael Veiga recebeu com liberdade e bateu da entrada da área, no cantinho, para deixar tudo igual.

Para a segunda etapa, as equipes retornaram sem modificações. O jogo, por sua vez, voltou mais truncado, com as ações acontecendo mais no meio-campo. Raphael Veiga, o jogador mais efetivo do Furacão, arriscou mais um chute, aos nove minutos, para fora, mas com perigo. Porém, aos 13 minutos, a virada veio com Paulo André, subindo no meio da área para testar e marcar.

O Inter foi para o ataque, apostando nas entradas de Rossi e Wellington Silva. Aos 21 minutos, Nico tocou na medida para Pottker, que finalizou para boa defesa de Santos, que cedeu escanteio. Aos 23 minutos, foi a vez de Wellington Silva aparecer na área atleticana e testar pela linha de fundo. Cobrança de falta perigosa para Edenílson, aos 26 minutos, e a bola subiu demais. O Colorado pressionou e chegou ao empate, aos 32 minutos, com Wellington Silva pegando sobra de bola. O Furacão ainda tentou chegar ao terceiro, aos 42 minutos, em cabeçada de Pablo, mas sem sucesso. Para piorar, ainda perdeu Renan Lodi, expulso.

Atlético-PR 2 x 2 Internacional

Local: Arena da Baixada, em Curitiba-PR
Data: 19 de julho, na quinta-feira
Horário: 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa/MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Cartões amarelos: Jonathan, Paulo André, Raphael Veiga, Renan Lodi (Atlético-PR); Nico López, Danilo Silva e Rossi (Internacional)
Cartão vermelho: Renan Lodi (Atlético-PR)

Gols
Atlético-PR: Raphael Veiga, aos 43 minutos do primeiro tempo e Paulo André, aos 13 minutos do segundo tempo
Internacional: William Pottker, aos 12 minutos do primeiro tempo e Wellington Silva, aos 32 minutos do segundo tempo (Internacional)

Atlético-PR: Santos; Jonathan, Thiago Heleno (Wanderson), Paulo André e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho González (Camacho) e Raphael Veiga; Bergson, Nikão (Bruno Nazário) e Pablo.
Técnico: Tiago Nunes

Internacional: Danilo Fernandes, Fabiano (Rossi), Danilo Silva, Cuesta e Iago, Rodrigo, Edenílson, Zeca e Lucca (Wellington Silva), Nico López e Pottker.
Técnico: Odair Hellmann

 

Gazeta Esportiva

O Majestoso com início às 21 horas (de Brasília) deste domingo, no Morumbi, vale muito para São Paulo eCorinthians. Enquanto o time dirigido por Diego Aguirre passou a almejar a liderança do Campeonato Brasileiro após derrotar o Flamengo por 1 a 0 no Maracanã, o de Osmar Loss vem de uma vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo em Itaquera e quer deixar a má fase definitivamente no passado.

O São Paulo pisará no gramado do Morumbi já ciente se poderá alcançar a ponta da tabela de classificação ainda neste fim de semana. O líder Flamengo está apenas um ponto à frente (27 a 26) e jogará outro clássico, contra o Botafogo, no Maracanã, duas horas mais cedo. O Corinthians vê a briga à distância, somando 19, mas se reanimou por ter quebrado uma série de duas derrotas e dois empates na competição.

Para frustrar os planos de ascensão do rival, o São Paulo conta com o apoio massivo de sua torcida, que adquiriu mais de 52 mil ingressos de forma antecipada – por determinação do Ministério Público, não haverá presença de corintianos no estádio. “Tenho certeza de que nosso torcedor vai nos empurrar. Sabemos da dificuldade do jogo, mas, dentro de casa, temos que ditar o ritmo”, recomendou o centroavante Diego Souza.

Mais cauteloso, apesar da série de três vitórias consecutivas no torneio, o técnico Diego Aguirre tenta conter a empolgação pela possibilidade de liderança. “Está só começando, ainda falta muito. Temos que trabalhar bastante e procurar ganhar o próximo jogo. Não dá para falar, tem que ser jogo a jogo e ver com o tempo aonde podemos chegar”, ponderou o uruguaio.

Do outro lado, o Corinthians conta com a confiança adquirida em meio à Copa do Mundo da Rússia para frear o rival. Bastante pressionado quando o Brasileiro entrou em recesso, o técnico Osmar Loss comemorou bons resultados recentemente – além de ter triunfado sobre o Botafogo, o seu time venceu amistosos contra Cruzeiro e Grêmio.

“A parada da Copa foi um período extremamente importante. Pudemos treinar algumas ideias novas e trabalhar outras, que já vínhamos tentando executar. Não vou descrever tudo o que preparei para não oferecer armas aos adversários, mas há uma série de coisas que percebo que estamos fazendo diferente”, valorizou Loss, satisfeito com o comprometimento do seu elenco. “O torcedor verá esse espírito de luta em todos os jogos do Corinthians”, prometeu.

Contra o Botafogo, o torcedor também viu um time que ainda sofre defensivamente, mas se mostrou mais oportunista. Loss não confirmou se o esqueleto da formação vitoriosa na partida anterior será mantido. O certo é que ele não terá o contestado centroavante Roger, com uma entorse no tornozelo esquerdo. O recém-chegado Jonathas aparece o substituto natural. O atacante Clayson, por sua vez, está sentindo menos dores no joelho direito e poderá ser uma opção para puxar contra-ataques.

Pelo São Paulo, ao contrário de seu rival, haverá desfalques em todos os setores da equipe. O goleiro Sidão e o meia-atacante Everton, advertidos com o terceiro cartão amarelo, terão de cumprir suspensão no clássico. O volante Jucilei, com um estiramento na região adutora da coxa esquerda, também está fora. Assim, Jean, Lucas Fernandes e Liziero deverão ser titulares.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO X CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 21 de julho de 2018, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)

SÃO PAULO: Jean; Éder Militão, Arboleda, Anderson Martins e Reinaldo; Hudson, Liziero e Nenê; Joao Rojas, Diego Souza e Lucas Fernandes
Técnico: Diego Aguirre

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel, Renê Júnior, Romero, Rodriguinho e Mateus Vital; Jonathas (Clayson)
Técnico: Osmar Loss

 

 

Gazeta Esportiva

 

Com um gol de Pedro no fim do segundo tempo, o Fluminense arrancou empate por 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), em duelo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Andrés Ríos abriu o marcador para o Cruz-Maltino, que chegou aos 16 pontos, um a mais que o Tricolor. Ambos, porém, seguem na parte intermediária da tabela de classificação, longe do G-6, a zona de acesso para a Copa Libertadores. 

A partida começou com o Fluminense conseguindo controlar mais o meio-de-campo, por conta de uma maior movimentação de seus jogadores. Mais preso, o Vasco encontrava dificuldades para trocar passes. Neste cenário, não deu para estranhar que a primeira oportunidade fosse do Tricolor, aos 11 minutos, quando Marcos Júnior chutou cruzado e obrigou o goleiro uruguaio Martín Silva a fazer grande defesa.

Aos poucos o Vasco conseguiu neutralizar esta movimentação do Fluminense, porém, continuava a ter problemas na criação, tornando o jogo menos empolgante, apesar de disputado em ritmo de correria. O primeiro susto que o Cruz-Maltino deu no adversário foi aos 16 minutos, quando a bola sobrou para Andrey chutar cruzado e acertar a rede, só que pelo lado de fora.

Apesar de chegar com menos frequência do que no começo do jogo, o Fluminense continuava mais perigoso e desperdiçou boa oportunidade aos 26 minutos. Marcos Júnior cruzou, Ricardo Graça cortou errado e a bola sobrou para Sornoza. O equatoriano chutou e a bola desviou no próprio Ricardo, que cedeu escanteio.

Nos minutos finais do primeiro tempo o que se viu foi uma troca de passes no meio-de-campo sem muita objetividade. Fruto da falta de criatividade das duas equipes.

Quando Andrés Ríos chutou de fora da área e forçou uma boa defesa de Júlio César logo no primeiro minuto do segundo tempo se esperava um jogo bem melhor. Porém, foi apenas uma ilusão, pois as equipes continuavam com problemas para criar. Wágner e Giovanni Augusto estavam apagados e Yago Pikachu, sem a mesma eficiência dos últimos compromissos, mostrava que o Cruz-Maltino precisava progredir muito.

Pelo lado do Fluminense, ter apenas Sornoza isolado na criação de jogadas era algo sem eficiência, mesmo com o equatoriano sem ter função de marcação. Ele se tornou uma presa fácil para os volantes rivais.

Neste cenário as oportunidades seriam mais em erros individuais e o Vasco desperdiçou uma delas aos 12 minutos. Leo cortou de maneira equivocada, Giovanni Augusto rolou para Wágner que, na marca do pênalti, mandou a bola sobre o gol.

Porém foi um sinal do que aconteceria logo depois, aos 15 minutos. Em outra falha do Fluminense, o Vasco abriu o marcador. Henrique cruzou da esquerda, Júlio César rebateu mal para a área e Andrés Ríos, de primeira, mandou a bola para o fundo da rede.

Com o gol o Vasco recuou, se posicionando para explorar os contra-ataques, já que o Fluminense passou a jogar mais no campo ofensivo. Por muito pouco o Tricolor não empatou aos 22 minutos. Sornoza cobrou falta, Gum desviou e Digão cabeceou para Martín Silva operar um verdadeiro milagre, salvando com os pés.

Com Marcos Júnior e Matheus Alessandro, que entrou na vaga de Dodi, abertos pelas pontas, o Fluminense impôs correria. Porém, como Sornoza saiu para a entrada de Pablo Dyego, faltava quem municiasse o ataque. O Vasco então tentava administrar o ambiente, mas pecava nos contra-ataques.

Nos minutos finais, na base do “abafa”, o Fluminense assustava. Aos 42, Martín Silva operou um verdairo milagre. Ayrton Lucas cruzou, Pedro cabeceou na pequena área e o goleiro deu rebote, que Pablo Dyego aproveitou para mandar na trave. Porém, o uruguaio nada pôde fazer aos 45, quando o Tricolor empatou em um lance “chorado”. Marcos Júnior acionou Pedro, que brigou com três zagueiros rivais e conseguiu chutar para igualar o marcador.

As duas equipes voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo às 16h(de Brasília). O Vasco recebe o Grêmio, novamente em São Januário. Já o Fluminense visita o Sport na Ilha do Retiro, em Recife (PE).

FICHA TÉCNICA
VASCO-RJ 1 X 1 FLUMINENSE-RJ

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 19 de julho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 20h(de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)
Renda: R$ 242.405,00
Público: 11.381 pagantes
Cartões amarelos: Wágner, Luiz Gustavo e Andrés Ríos (Vasco) e Dodi e Jadson (Fluminense)
Gols:
VASCO: Andrés Ríos aos 15 minutos do 2º Tempo
FLUMINENSE: Pedro aos 45 minutos do 2º Tempo

VASCO: Martín Silva, Luiz Gustavo, Breno, Ricardo Graça e Henrique; Leandro Desábato, Andrey, Yago Pikachu, Wágner (Evander) e Giovanni Augusto (Kelvin); Andrés Ríos (Bruno Silva)
Técnico: Jorginho
FLUMINENSE: Júlio César, Leo, Gum, Digão e Ayrton Lucas (Marlon); Richard, Jadson, Dodi (Matheus Alessandro) e Junior Sornoza (Pablo Dyego); Marcos Junior e Pedro
Técnico: Marcelo Oliveira

O jogo marcou a estreia de Hernan Barcos com a camisa do Cruzeiro. No entanto, quem roubou a cena foi outro Sul-Americano: Arrascaeta. Na vitória por 3 a 1, de virada, sobre o América, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, o Uruguaio fez valer a confiança de Mano Menezes.

Há alguns dias, Mano Menezes salientou que Arrascaeta está entre os melhores jogadores do mundo. A justificativa do treinador era que ele estava na lista do Uruguai e, por isso, na Copa estão os melhores. A linha de raciocínio do treinador foi confirmada em campo. O camisa 10 foi o autor do gol de empate, quando a Raposa estava perdendo, e deu passe para o tento de Robinho que decretou a virada. O terceiro tento foi de Raniel, em lance de oportunismo.

O Coelho fez uma partida ruim, reflexo de alteração no banco de reservas – saiu Enderson Moreira para a entrada de Ricardo Drubscky – além dos quatro volantes em campo. O resultado deixou o time alviverde na 15ª colocação, com 14 pontos. Já os celestes alcançaram a 7ª vaga na tabela, com 21 tentos somados.

Na rodada seguinte, o Cruzeiro receberá o Atlético-PR, no Mineirão, no domingo, às 19h (de Brasília). O América terá o Paraná pela frente, em jogo de seis pontos, confronto no Durival de Britto, no mesmo dia, às 16h.

Primeiro tempo

O América, mudado principalmente no banco de reservas nesta parada para a Copa do Mundo, entrou em campo para surpreender o técnico Mano Menezes. Na escalação inicial, quatro volantes. O Coelho, sem Serginho, que está fora devido a uma negociação em andamento, decidiu se defender.

O técnico Mano Menezes, por sua vez, queria o resultado. Com isso em mente, colocou Hernan Barcos, contratado recentemente, para o jogo. A Raposa vive escassez de homens de frente e precisou buscar o atacante na LDU. Regularizado nessa quarta-feira, o goleador já foi para a partida.

Os primeiros minutos, no entanto, não foram bons para a Raposa. Isso porque o América tinha a postura extremamente defensiva, algo que dificultava as ações de frente do time da casa. O grupo de Mano girava a redonda, mas não tinha como entrar para fazer boas jogadas. Agregado a isso, a defesa americana tinha bom comportamento, com linhas bem montadas.

Aos 11 minutos o Cruzeiro abriu o marcador. O auxiliar, porém, anotou impedimento no passe feito por Barcos a Arrascaeta. A postura seguiu a mesma. O América queria jogar por uma bola. E a tentativa dela ocorreu aos 20, em chegada pela direita. Neste momento do jogo, o domínio celeste era tão absoluto que mostrava 65 contra 35% de posse de bola.

Dedé pisa na bola!

Foi literal. O zagueiro Dedé pisou na bola em uma simples saída de bola no Cruzeiro, aos 31 minutos. Com uma quase queda, o defensor perdeu a redonda e Christian correu em direção ao gol Fábio. Com um belo chute, sem chance para o arqueiro celeste, o Coelho abriu o marcador.

O Cruzeiro correu atrás do prejuízo. Aos 34 minutos, em ótimo lançamento de Thiago Neves a Robinho, a defesa alviverde fez a catada, mas, no rebote, Arrascaeta conseguiu o empate.

Após o empate, o desenho tático voltou para o inicial. O time celeste atacava, o alviverde defendia. Foi o que aconteceu o primeiro tempo inteiro, não mudaria nos minutos finais.

Aos 43 o Cruzeiro balançou as redes novamente. No entanto, o auxiliar, que já tinha anulado um gol anterior, voltou a cancelar. Em cruzamento da direita, o árbitro acusou Thiago Neves de participar do lance que Arrascaeta finalizou.

Segundo tempo

O jogo voltou com qualidade pior. O desenho tático era ainda parecido, porém, a Raposa errava muito. O time de Mano Menezes tinha muita dificuldade para conseguir criar. O América também fazia um segundo tempo fraco, com poucas trocas de passes e chegadas a frente.

Em uma rápida descida do Cruzeiro, aos 14 minutos, Arrascaeta recebeu a bola na linha de fundo e cruzou para a área. O meia Robinho apareceu de surpresa na área e, com o peito, colocou a Raposa em vantagem.

Aos 19 o Cruzeiro ampliou. O garoto Raniel mostrou que tem muita estrela. No lance anterior, o jovem tinha levado um torra do técnico Mano Menezes por um passe errado. Neste, porém, em vacilo da defesa do Coelho, o atacante aproveitou o erro e mandou para o fundo das redes, de cabeça.

Com os gols, o América precisou sair para o jogo. O técnico Ricardo Drubscky tirou Leandro Donizete e colocou o meia Ruy. Isso abriu espaços para a Raposa. Em contra-ataque muito veloz, aos 24, Raniel recebeu a bola na frente do gol, mas o goleiro João Ricardo fez uma ótima defesa.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 3 X 1 AMÉRICA

Local: Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), Belo Horizonte (MG)
Data: 19 de julho de 2018 (quinta-feira)
Horário: 19h30 (Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (SP) e Rogério Pablos Zanardo (SP)

Gols: Christian, aos 31 minutos do primeiro tempo (América); Arrascaeta, aos 34 minutos do primeiro tempo, Robinho, aos 14 minutos do segundo tempo, Raniel, aos 22 minutos do segundo tempo (Cruzeiro)
Cartões: Edilson, Henrique (Cruzeiro); Aderlan (América)

CRUZEIRO: Fábio, Edilson, Léo, Dedé, Egídio, Henrique, Ariel Cabral, Thiago Neves (Mancuello), Arrascaeta (Rafinha), Robinho e Barcos (Raniel).
Técnico: Mano Menezes

América–MG: João Ricardo, Norberto, Messias, Matheus Ferraz, Giovanni, Leandro Donizete (Ruy), Christian, Juninho, Aderlan, Wesley (Capixaba) e Rafael Moura.
Técnico: Ricardo Drubscky

 

 

Gazeta Esportiva

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